Andropausa, saiba os sintomas e como tratar com Hormônios Bioidênticos

À medida que os homens envelhecem, seus níveis de testosterona começam a diminuir. Esta queda é chamada de andropausa, em analogia à menopausa das mulheres. Esta condição hormonal masculina também é, mais corretamente chamada, de hipogonadismo masculino tardio.

Homens entre 40 a 55 anos, podem apresentar sintomas semelhantes à menopausa, porém, diferentemente das mulheres, os homens não têm um momento específico como a interrupção da menstruação, para marcar o início desta fase.

Queda gradual dos níveis de testosterona  

Nos homens, a queda dos níveis de testosterona produz mudanças, que ocorrem muito gradualmente como: mudanças de humor, fadiga, perda de energia, libido, força e agilidade física, entre outros.

É importante frisar, que nem todos os homens apresentam sintomas chamativos durante a andropausa, portanto, embora todos apresentem diminuição dos níveis de testosterona, nem todos irão necessita de uma modulação hormonal.

Andropausa e Menopausa

Ao contrário da menopausa, na qual a deficiência de estrogênio é completa e provoca alterações clínicas conhecidas, o declínio da testosterona nos homens idosos é menos acentuado, do que a queda dos estrógenos nas mulheres, por isso os sintomas da andropausa são menos intensos.

Sabemos que existem receptores para testosterona em todo o nosso corpo, e por incrível que parece, a maior concentração de receptores para testosterona encontra-se no coração! Podemos dizer que a testosterona é um hormônio, também sexual, mas com certeza, não exclusivamente sexual.

O que é hipogonadismo masculino

O hipogonadismo masculino é uma condição na qual o testículo não produz quantidades suficientes de testosterona.

As causas de hipogonadismo masculino são:

  1. Doenças genéticas
  2. Malformações dos testículos ou da hipófise
  3. Infecções, como a caxumba por exemplo
  4. Traumas testiculares
  5. Uso de algumas drogas e medicamentos, como os anabolizantes por exemplo

Quando o hipogonadismo surge ainda na vida intrauterina, ocorrem malformações dos órgãos genitais.

Se o hipogonadismo surge em pré-adolescentes, o jovem não desenvolve os típicos sinais da puberdade masculina, como pelos no corpo, mudança da voz, ganho de massa muscular, aumento dos testículos e do pênis.

Já no adulto jovem o hipogonadismo causa infertilidade, diminuição da libido, queda de pelos, perda de massa muscular e outros sintomas de deficiência de testosterona.

“Estrogeinização” masculina

Atualmente vivemos uma “estrogeinização” não só da espécie humana, mas praticamente de todos os seres vivos. A intensa contaminação ambiental por substâncias chamadas xenoestrógenos (moléculas semelhantes aos estrógenos), que ocupam os receptores estrogênicos. A continuar assim, em algumas décadas, teremos homens cada vez mais com características femininas, será o fim dos machos como conhecemos hoje. Muito provavelmente, o nascimento de crianças pelo método natural (o sexo), será cada vez mais raro, dando lugar às fertilizações em laboratório. Observando bem, isso já está acontecendo atualmente.

Porque acontece a Andropausa

Como já dito, a função dos testículos e a produção de testosterona, declinam gradualmente com a idade, em cerca de 1,3% por ano após os 40 anos.

Uma discreta deficiência de testosterona em homens de meia-idade pode ser considerada um fenômeno inerente ao envelhecimento, a questão é saber quando essa deficiência precisa de uma modulação hormonal.

É importante salientar o declínio da testosterona em homens mais velhos não produz nenhuma alteração clínica grave, apenas, a qualidade de vida pode ficar muito prejudicada. A testosterona é o hormônio do “tesão” pela vida, e não apenas sexual!

Andropausa Hormônios Bioidênticos
Andropausa Hormônios Bioidênticos

Sinais e Sintomas da Andropausa

Embora a andropausa ainda não seja aceita por toda comunidade médica como uma fase da vida do homem, que precisa de atenção, como a menopausa nas mulheres, alguns sinais e sintomas relacionados a ela são:

  1. Diminuição ou perda da libido
  2. Disfunção erétil e/ou impotência
  3. Redução do volume da ejaculação
  4. Redução da massa óssea, podendo evoluir para osteopenia/osteoporose
  5. Sarcopenia (redução da massa muscular) e diminuição da força muscular
  6. Anemia, pois a testosterona estimula a produção de glóbulos vermelhos
  7. Perda de pelos corporais
  8. Aumento do percentual de gordura corporal (gordura abdominal)
  9. Alterações do humor como: depressão, ansiedade, irritabilidade
  10. Alterações da memória e dificuldade de concentração
  11. Perda de interesse e piora da performance no trabalho
  12. Pessimismo e falta de perspectiva

É claro que nem todas as alterações descritas acima estão associadas apenas à redução dos níveis de testosterona, podem estar associadas ao stress, e ao envelhecimento por exemplo. Quando estes sintomas têm como causa principal a redução dos níveis de testosterona, a sua reposição costuma melhorar o quadro.

Exames laboratoriais para diagnosticar

o diagnóstico da andropausa, é relativamente simples, a partir das queixas relatadas pelo próprio paciente, ou em muitas vezes pela sua companheira, podemos, a partir de exames laboratoriais corriqueiros, identificar se realmente de trata de um quadro de baixos níveis de testosterona.

Os exames mais importantes são: testosterona total e livre, SHBG, FSH e LH.

O que podemos encontrar está resumido logo abaixo, é importante dizer, que a alteração de apenas um destes parâmetros, não indica necessariamente andropausa.

  1. Queda da testosterona total
  2. Aumento da Globulina Transportadora de Hormônios Sexuais ou SHBG. Esta globulina em níveis elevados diminui a testosterona livre e a testosterona biodisponível
  3. Aumento de FSH e LH
  • Estes exames devem ser sempre interpretados por um médico.

Medidas de suporte

Antes do tratamento em si, algumas medidas gerais devem ser adotadas, para que a qualidade de vida mude para melhor, são elas:

  1. Pratica de exercícios físicos, se possível, de intensidade moderada para intensa´
  2. Reeducação alimentar
  3. Destoxificação, visando principalmente a eliminação de xenoestrógenos
  4. Redução do uso de bebidas alcoólicas
  5. Parar de fumar
  6. Práticas para redução de stress, meditação e yoga, por exemplo
  7. Reposição hormonal bioidêntica, de acordo com os dados laboratoriais e quadro clínico

O que são  Hormônios Bioidênticos

Quando falamos em reposição hormonal, logo o que vem à mente, são as mulheres no período do climatério e pós menopausa. Porém todas as glândulas do nosso corpo, depois de certa idade começam a funcionar de forma mais lenta, temos então a menopausa (ovários), andropausa (testículos), adrenopausa (adrenais), tireopausa (tireoide). Embora nem todas essas pausas sejam bem estudadas, todas elas ocorrem.

Os hormônios bioidênticos são moléculas exatamente iguais às que nossas glândulas produzem. Eles são sintetizados a partir do colesterol, soja e do inhame por exemplo. Existem apenas dois grandes laboratórios mundiais que produzem hormônios bioidênticos, e os distribuem para laboratórios menores.

A testosterona foi o primeiro hormônio bioidêntico, a ser criado em laboratório, isso ocorreu na década de 40. Eles já são utilizados em vários países há várias décadas. Aqui no Brasil, sua utilização começou a pouco mais de 10 anos.

Os hormônios não bioidênticos, são moléculas estranhas ao nosso organismo, e mesmo quando prescritos de forma adequada por médicos, ainda assim costumam apresentar efeitos indesejáveis, e em alguns casos, graves.

Ações da Testosterona Bioidêntica

Embora seja mais conhecida como hormônio sexual, o fato é que as ações da testosterona extrapolam em muito a área sexual

Abaixo algumas das ações da testosterona

Sistema cardiovascular

Os receptores para testosterona, distribuem-se amplamente pelos vasos, como a aorta, e células atriais e ventriculares. Existem mais receptores para a testosterona no músculo cardíaco que em qualquer outro tecido do corpo. A testosterona tem ação vasodilatadora, facilitando o fluxo sanguíneo em artérias que apresentem placas ateroscleróticas, como as coronárias e as cerebrais. Poderíamos até dizer, que a testosterona é um hormônio cardíaco, com repercussões também sexuais!

Metabolismo dos carboidratos

A testosterona bioidêntica aumenta a sensibilidade à insulina e melhora o controle da glicemia. É importante frisar, que a modulação hormonal com testosterona bioidêntica, não produz os mesmos efeitos colaterais que a reposição com testosterona não-bioidêntica, sendo, portanto, mais segura e recomendada.

Ações na área sexual

A diminuição dos níveis de testosterona está associada a diminuição da libido, impotência, dificuldades em manter a ereção e diminuição do volume ejaculatório. Um sinal de simples observação é a diminuição da frequência de ereções matinais, aquela ereção involuntária que está presente no momento em que acordamos, quando essas ereções começam a desaparecer, é sinal de os níveis de testosterona estão diminuídos.

Cansaço sem causa aparente

A testosterona tem ação sobre nosso metabolismo energético. Quando ela está diminuída, pode causar sensação de cansaço, preguiça, fadiga muscular e a sensação de que as tarefas diárias precisam de grande esforço para serem executadas.

Falta de memória e concentração

A testosterona importante ação no cérebro, principalmente em regiões relacionadas com a cognição e a concentração. Assim, seu declínio está associado a diminuição na capacidade de aprendizado, dificuldade de concentração e diminuição da memória.

Humor

A deficiência de testosterona, está associada a depressão. A reposição de testosterona pode aumentar a sensação de bem-estar, e melhorar o humor. Muitos casos de depressão masculina, a partir de 45-50 anos, podem ter como causa, a queda dos níveis de testosterona.

Efeitos sobre a Massa Muscular, Gordura Corporal e Massa Óssea

Estudos científicos têm demonstrado que a modulação com testosterona bioidêntica atua de forma favorável na composição corpórea, facilitando o aumento de massa muscular e diminuindo a gordura corporal, principalmente na região abdominal. Foi observado também aumento da massa óssea, redução na susceptibilidade às fraturas.

Sono

O declínio hormonal é responsável pela diminuição da qualidade do sono, principalmente na fase de sono REM (sono profundo), que representa aproximadamente 20% do tempo total de sono e é considerada a fase de reparação do corpo e da mente. Os homens com déficit de testosterona apresentam problemas como insônia e a sensação de que o descanso não foi suficiente para renovar a energias.

Formas de uso

Diferentes formas de preparação e aplicação estão disponíveis para o tratamento com testosterona bioidêntica como: intramuscular, oral, sublingual e transdérmica.

Do meu ponto de vista, a via transdérmica é a ideal para se fazer uma modulação hormonal por longos períodos, por sua segurança e também pela facilidade de podermos individualizar as doses de acordo com cada caso, respeitando a individualidade bioquímica de cada pessoa.

Recomendo que todo homem avalie seus níveis de testosterona regularmente, pois a normalização dos níveis de testosterona pode trazer muitos benefícios a saúde física, mental e vida sexual, melhorando assim a qualidade de vida.

Vantagens da terapia de reposição hormonal bioidêntica (TRHB)

Um grande diferencial da TRHB, além das moléculas serem 100% idênticas às que o nosso corpo produz, é que por serem manipuladas, as doses podem e devem ser personalizadas para cada pessoa.

Também podem ser prescritas em diversas formas, tais como: cápsulas orais, tabletes sublinguais, cremes tópicos e gel, cremes vaginais, supositórios. As diferentes vias de administração possibilitam melhor absorção e uso de doses menores, reduzindo os riscos de superdosagem.

Os hormônios bioidênticos podem ser sexuais, como o estradiol, estriol, progesterona, testosterona, que são os mais conhecidos e utilizados. Mas existem vários outros, como o cortisol, melatonina, DHEA, T4, T3 entre outros.

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

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Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

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