O que devemos evitar em nossa alimentação

O que devemos evitar em nossa alimentação

Todos sabemos da importância da alimentação, seja para manter, como para recuperar a nossa saúde. Porém grande parte dos médicos não orientam a alimentação dos seus pacientes, ou quando o fazem, limitam-se aos velhos chavões e orientações gerais, como, beba muita água, evite o sal e o açúcar, em suma tenha uma alimentação saudável!.

Porém, quando se faz um tratamento Ortomolecular, as orientações alimentares são de extrema importância, pois sabemos que praticamente todas as doenças crônico degenerativas, como inflamações crônicas, doenças autoimunes, canceres, diabetes, doenças cardiovasculares, neurodegenerativas entre outras, estão fortemente associadas à alimentação.

Como sabemos, vivemos hoje em um mundo muito poluído, e esta poluição é uma causa ainda pouco considerada de inúmeros sinais e sintomas como: mentais como: mente confusa, raciocínio lento, inquietação, emocionais como: apatia, depressão, ansiedade, oscilações de humor e físicos como: cansaço fácil, queda da libido, dores pelo corpo, facilidade para contrair gripes, resfriados e infecções.

Medicina Ortomolecular

Um dos principais pilares da Medicina Ortomolecular, antes mesmo de qualquer reposição de nutrientes,é remover toxinas, metais tóxicos, poluentes, pesticidas, agrotóxicos, xenoestrógenos e alimentos nocivos da dieta, o que por si só, já torna possível o alívio de quadros dolorosos, e o desaparecimento de muitos dos sintomas que incomodam a grande maioria das pessoas, e que não são tratados, mas sim aliviados, com as mais diversas medicações atualmente prescritas.

A alimentação tem papel importante na origem e manutenção da maioria das DOENÇAS E DORES CRÔNICAS. A modificação de hábitos alimentares, e a remoção de toxinas é de suma importância para tratar e curar muitos problemas de saúde, bem como para nos manter saudáveis.

Como sabemos, a nossa reação aos alimentos é muito individual, não existe nenhum alimento que seja bom para todas as pessoas, pois cada um de nós tem sua forma particular de metabolizar os nutrientes. Muitas vezes determinado alimento é “remédio” uns, e “veneno” para outros.

Como regra geral, podemos dizer, que determinado alimento poderá nos fazer mal quando é ingerido com muita frequência e/ou em grande quantidade

Incompatibilidade alimentar

É importante conhecer este conceito, pois muita gente não sabe a diferença entre alergia alimentar, sensibilidade alimentar e intolerância alimentar

  1. Alergia alimentar: é imediata e grave. Ocorre quando alguém que apresenta alergia a camarão ou amendoim, ingere este alimento. Deve ser socorrido imediatamente, pois corre risco de vida. Felizmente é um evento relativamente incomum.
  2. Sensibilidade alimentar: acontece quando comemos algum alimento que é incompatível com nosso corpo, os sintomas não são imediatos, costumam ocorrer até 72 a 96 horas após a ingestão. É o caso de alguém que come queijo numa pizza no sábado, e tem uma enxaqueca na terça ou quarta-feira
  3. Intolerância alimentar: é um fenômeno enzimático.

 O que não devemos comer 

alimentos
alimentos

Em linhas gerais, devemos restringir muito, ou até mesmo eliminar, alimentos como: trigo (farináceos em geral), soja, gordura trans (margarinas), óleos vegetais (todos), adoçantes artificiais, açúcar, leite e derivados (laticínios em geral), sucos de frutas (todos) e sal de mesa refinado (NaCl). Abaixo segue uma lista básica com os principais alimentos que devem ser evitados e opções para substituí-los, quando possível.

Trigo

Ele contém glúten, que é uma proteína composta, pela gliadina e glutenina, quem nos causa problema é a gliadina.

O glúten cola na mucosa do intestino causando inflamação crônica, alterando a permeabilidade intestinal.

O glúten aumenta a pressão arterial e provoca edema (inchaço) das articulações, e por todo o corpo.

São ricos em glúten: trigo, cevada e centeio. Embora citada na literatura como portadora de glúten, a aveia possui apenas uma quantidade residual de glúten, não tendo impacto no nosso metabolismo.

Porém, portadores de doença Celíaca, devem evita-la também.

Opções: a restrição ao trigo e seus derivados, parece ser o maior empecilho quando queremos mudar hábitos alimentares. Aqui a recomendação, é não usar mesmo! Se for impossível ficar sem, usar o mínimo possível, e com a menor frequência possível.

Leite e Laticínios

O ser humano é o único mamífero adulto que toma leite, e pior ainda, de outra espécie animal. O leite é hiper proteico para a espécie humana, e o consumo exagerado do leite é insulinogênico, isto é, pode levar à obesidade e ao diabetes.

Os laticínios criam um meio propício para o crescimento de fungos e bactérias no organismo e podem causar alergias, pois não são benéficos, como é o leite materno.

Os produtos lácteos, também aumentam a mucosidade, piorando as rinites, sinusites, asma e outras doenças respiratórias, e casos de dor crônica. Embora se fale muito sobre a intolerância a lactose. O grande problema para o nosso corpo são as proteínas do leite, que sobrecarregam nosso fígado.

Opções: a saída é não usar, ou usar em pequenas quantidades, e eventualmente. Existem ainda, os “leites” extraídos do arroz, de nozes entre outros, que são benéficos, porém nem todos gostam.

Frutas

Elas não devem ser consumidas em excesso, ou em forma sucos, industrializados, ou mesmo feitos na hora.

As frutas apresentam alto teor de frutose, um tipo de açúcar, que quando em excesso pode se tornar tão nocivo quanto a glicose (em excesso), na verdade a frutose é tratada pelo nosso corpo como uma toxina, que deve ser eliminada pelo fígado.

As fibras presentas na fruta integral, antidotam os efeitos ruins da frutose, por isso, devemos evitar os sucos, pois eles não têm fibras em quantidades suficientes.

Opções: Prefira limão, abacate, abacaxi, ameixa, banana, cereja, goiaba, kiwi, mamão, maracujá, melão, morango (coma frutas diariamente, sempre em pequenas quantidades). Evite sucos, principalmente os industrializados.

Açúcar

O açúcar “rouba” vitaminas e minerais do nosso corpo, para sua metabolização. Ele consome cálcio, cobre e zinco, diminuindo as defesas do organismo como um todo. Quanto mais refinado, mais nocivo é o açúcar.

Opções: Os tipos de açúcar, do menos pior para o pior são: mascavo, demerara, cristal, refinado e o de confeitaria. Se optar pelo açúcar, prefira o mascavo.

Adoçantes

De forma geral, devem ser encarados como tóxicos para o nosso corpo, pois seu uso regular causa ou piora várias patologias. Aspartame, Sucralose, Ciclamato de Sódio, Acessulfame K, Sacarina, Tagatose, e mesmo a Frutose, que é natural, não devem ser usados de forma regular, pois em algum momento vão prejudicar nossa saúde.

Opções: entre as opções que restaram, está a Stevia 100%, que até o momento não tem nenhum estudo mostrando que seja nociva para seres humanos. Recentemente alguns profissionais estão utilizando o Xilitol.

HFCS

Também conhecido como xarope de milho com alta concentração de frutose. É um tipo de adoçante feito a partir da frutose extraída do milho, e muito mais doce e mais barata do o açúcar de cana. E largamente usado pela indústria alimentícia, em praticamente todos alimentos processados. Se você utiliza muitos alimentos industrializados, você está consumindo muito HFCS, e provavelmente não está saudável.

Opções: tentar consumir o mínimo de produtos industrializados, coma comida de verdade!

MSG

MSG é abreviação de Glutamato Monossódico, é outra importante toxina presente nos alimentos industrializados. O MSG é um realçador de paladar, isto é, faz você querer comer sem parar. E como a nossa legislação é muito branda com relação a sua presença nos alimentos industrializados, a indústria alimentícia utiliza-o, em muitos alimentos processados como: biscoitos, bolos, bombons, cereais (trigo/aveia/centeio/cevada), “catchup”, doces, maioneses, milho, molhos prontos, “nuggets” de frango, panquecas, pães, pizzas, rosquinhas, sopas prontas, shoyu, sucos de frutas e “waffles”. MSG é neurotóxico! Várias doenças neurodegenerativas são causadas ou pioradas por ele.

Opções: NÃO USAR!!

Gorduras Trans

É o antinutriente mais fartamente presente em produtos industrializados, notadamente margarinas e biscoitos. Nossa legislação também é muito leniente em relação ao seu uso. Nosso corpo não precisa de gorduras trans, portanto se quiser ter boa saúde, evite-os.

Opções: NÃO USAR!!

Óleos vegetais

O primeiro óleo vegetal foi introduzido nos USA em 1911, chamava-se Crisco. Até então praticamente não havia relato de infartos na população americana, que utilizava a banha de porco em larga escala. A partir da introdução de vários óleos vegetais em substituição à gordura de porco, os índices de doenças cardiovasculares só têm aumentado. Portanto sempre que possível evite cozinhar com óleos vegetais, há exceções, que citarei mais abaixo.

Opções: podemos usar banha de porco, óleo de coco para cozinhar, azeite de oliva para temperar saladas

Refrigerantes

Penso ser desnecessário seu uso para quem quer ter uma vida saudável. Refrigerantes de qualquer tipo, são extremamente ácidos para o nosso corpo. Para compensar a acidez de 1 copo de qualquer refrigerante (pH 2.5) são precisos 32 copos com água, para que o corpo normalize seu pH!

Opções: água de boa qualidade

Sal de cozinha refinado

O sal integral tem mais de 80 minerais, porém quando e passa pelo processo de refinamento, para ficar fino e branquinho, são retirados todos os minerais, menos o Sódio e o Cloro (NaCl).

Além deste empobrecimento pela perda dos minerais, são incluuídas substâncias branqueadoras e anti umectantes, para que ele fique soltinho, é por isso que este tipo de sal deve ser substituído em nossa alimentação, a seguir veremos o que devemos colocar na nossa alimentação saudável.

Opções: usar sal integral NÃO refinado. Pode ser flor de sal, sal do Himalaia ou até mesmo sal de churrasco. Basta colocar no triturador e usar. O sal integral não causa elevação da pressão arterial, diferentemente do sal de cozinha refinado, e de bônus, ainda nos fornece pequenas doses de mais de 80 minerais!

Água, este nutriente importante deixado em segundo plano

A água é quase sempre esquecida nas orientações dietéticas, pois não é considerada um nutriente, por grande parte dos profissionais de saúde.

É essencial o consumo de água de boa qualidade, de preferência alcalina, ou pelo menos que não seja ácida, pois grande parte das águas minerais mais vendidas, têm pH ácido, basta conferir nos rótulos.

O pH fisiológico do nosso sangue fica entre 7,35 e 7,45. Escolha uma água com pH ao menos superior a estes valores

Para uma alimentação saudável

Sei que para muitos, fazer todas essas mudanças no hábito alimentar, será muito difícil, mas vai aqui um conselho, mude o que puder agora, e aos poucos, vá mudando os aspectos mais difíceis.

no nosso dia a dia, devemos consumir pouca carne vermelha, peixes de água salgada e outras carnes brancas. Os peixes, principalmente os mais ricos em gordura (atum, cavala, cavalinha, salmão, sardinha), fazem bem para a maioria das pessoas.

Feijão e arroz, integral de preferência, podem ser usados, pois além de saudáveis para quase todos, ainda é o prato básico da culinária brasileira, uma rica combinação de aminoácidos importantes para nosso corpo.

Usar muitos legumes, verduras e ovos.

Comer frutas com moderação, e sempre a fruta total, pois têm fibras, e não seu suco.

 

** Realizo este tratamento apenas de forma particular**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

E-mail: drfabiopisani@gmail.com

 

 

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Andropausa Masculina, saiba os sintomas e como tratar com Hormônios Bioidênticos

Andropausa Masculina, saiba os sintomas e como tratar com Hormônios Bioidênticos

À medida que os homens envelhecem, seus níveis de testosterona começam a diminuir. Esta queda é chamada de andropausa, em analogia à menopausa das mulheres. Esta condição hormonal masculina também é, mais corretamente chamada, de hipogonadismo masculino tardio.

Homens entre 40 a 55 anos, podem apresentar sintomas semelhantes à menopausa, porém, diferentemente das mulheres, os homens não têm um momento específico como a interrupção da menstruação, para marcar o início desta fase.

Queda gradual dos níveis de testosterona  

Nos homens, a queda dos níveis de testosterona produz mudanças, que ocorrem muito gradualmente como: mudanças de humor, fadiga, perda de energia, libido, força e agilidade física, entre outros.

É importante frisar, que nem todos os homens apresentam sintomas chamativos durante a andropausa, portanto, embora todos apresentem diminuição dos níveis de testosterona, nem todos irão necessita de uma modulação hormonal.

Andropausa e Menopausa

Ao contrário da menopausa, na qual a deficiência de estrogênio é completa e provoca alterações clínicas conhecidas, o declínio da testosterona nos homens idosos é menos acentuado, do que a queda dos estrógenos nas mulheres, por isso os sintomas da andropausa são menos intensos.

Sabemos que existem receptores para testosterona em todo o nosso corpo, e por incrível que parece, a maior concentração de receptores para testosterona encontra-se no coração! Podemos dizer que a testosterona é um hormônio, também sexual, mas com certeza, não exclusivamente sexual.

O que é hipogonadismo masculino

O hipogonadismo masculino é uma condição na qual o testículo não produz quantidades suficientes de testosterona.

As causas de hipogonadismo masculino são:

  1. Doenças genéticas
  2. Malformações dos testículos ou da hipófise
  3. Infecções, como a caxumba por exemplo
  4. Traumas testiculares
  5. Uso de algumas drogas e medicamentos, como os anabolizantes por exemplo

Quando o hipogonadismo surge ainda na vida intrauterina, ocorrem malformações dos órgãos genitais.

Se o hipogonadismo surge em pré-adolescentes, o jovem não desenvolve os típicos sinais da puberdade masculina, como pelos no corpo, mudança da voz, ganho de massa muscular, aumento dos testículos e do pênis.

Já no adulto jovem o hipogonadismo causa infertilidade, diminuição da libido, queda de pelos, perda de massa muscular e outros sintomas de deficiência de testosterona.

“Estrogenização” masculina

Atualmente vivemos uma “estrogenização” não só da espécie humana, mas praticamente de todos os seres vivos. A intensa contaminação ambiental por substâncias chamadas xenoestrógenos (moléculas semelhantes aos estrógenos), que ocupam os receptores estrogênicos. A continuar assim, em algumas décadas, teremos homens cada vez mais com características femininas, será o fim dos machos como conhecemos hoje. Muito provavelmente, o nascimento de crianças pelo método natural (o sexo), será cada vez mais raro, dando lugar às fertilizações em laboratório. Observando bem, isso já está acontecendo atualmente.

Porque acontece a Andropausa

Como já dito, a função dos testículos e a produção de testosterona, declinam gradualmente com a idade, em cerca de 1,3% por ano após os 40 anos.

Uma discreta deficiência de testosterona em homens de meia-idade pode ser considerada um fenômeno inerente ao envelhecimento, a questão é saber quando essa deficiência precisa de uma modulação hormonal.

É importante salientar o declínio da testosterona em homens mais velhos não produz nenhuma alteração clínica grave, apenas, a qualidade de vida pode ficar muito prejudicada. A testosterona é o hormônio do “tesão” pela vida, e não apenas sexual!

Andropausa Masculina Hormônios Bioidênticos
Andropausa Masculina Hormônios Bioidênticos

Sinais e Sintomas da Andropausa

Embora a andropausa ainda não seja aceita por toda comunidade médica como uma fase da vida do homem, que precisa de atenção, como a menopausa nas mulheres, alguns sinais e sintomas relacionados a ela são:

  1. Diminuição ou perda da libido
  2. Disfunção erétil e/ou impotência
  3. Redução do volume da ejaculação
  4. Redução da massa óssea, podendo evoluir para osteopenia/osteoporose
  5. Sarcopenia (redução da massa muscular) e diminuição da força muscular
  6. Anemia, pois a testosterona estimula a produção de glóbulos vermelhos
  7. Perda de pelos corporais
  8. Aumento do percentual de gordura corporal (gordura abdominal)
  9. Alterações do humor como: depressão, ansiedade, irritabilidade
  10. Alterações da memória e dificuldade de concentração
  11. Perda de interesse e piora da performance no trabalho
  12. Pessimismo e falta de perspectiva

É claro que nem todas as alterações descritas acima estão associadas apenas à redução dos níveis de testosterona, podem estar associadas ao stress, e ao envelhecimento por exemplo. Quando estes sintomas têm como causa principal a redução dos níveis de testosterona, a sua reposição costuma melhorar o quadro.

Exames laboratoriais para diagnosticar

o diagnóstico da andropausa, é relativamente simples, a partir das queixas relatadas pelo próprio paciente, ou em muitas vezes pela sua companheira, podemos, a partir de exames laboratoriais corriqueiros, identificar se realmente de trata de um quadro de baixos níveis de testosterona.

Os exames mais importantes são: testosterona total e livre, SHBG, FSH e LH.

O que podemos encontrar está resumido logo abaixo, é importante dizer, que a alteração de apenas um destes parâmetros, não indica necessariamente andropausa.

  1. Queda da testosterona total
  2. Aumento da Globulina Transportadora de Hormônios Sexuais ou SHBG. Esta globulina em níveis elevados diminui a testosterona livre e a testosterona biodisponível
  3. Aumento de FSH e LH
  • Estes exames devem ser sempre interpretados por um médico.

Medidas de suporte

Antes do tratamento em si, algumas medidas gerais devem ser adotadas, para que a qualidade de vida mude para melhor, são elas:

  1. Pratica de exercícios físicos, se possível, de intensidade moderada para intensa´
  2. Reeducação alimentar
  3. Destoxificação, visando principalmente a eliminação de xenoestrógenos
  4. Redução do uso de bebidas alcoólicas
  5. Parar de fumar
  6. Práticas para redução de stress, meditação e yoga, por exemplo
  7. Reposição hormonal bioidêntica, de acordo com os dados laboratoriais e quadro clínico

O que são  Hormônios Bioidênticos

Quando falamos em reposição hormonal, logo o que vem à mente, são as mulheres no período do climatério e pós menopausa. Porém todas as glândulas do nosso corpo, depois de certa idade começam a funcionar de forma mais lenta, temos então a menopausa (ovários), andropausa (testículos), adrenopausa (adrenais), tireopausa (tireoide). Embora nem todas essas pausas sejam bem estudadas, todas elas ocorrem.

Os hormônios bioidênticos são moléculas exatamente iguais às que nossas glândulas produzem. Eles são sintetizados a partir do colesterol, soja e do inhame por exemplo. Existem apenas dois grandes laboratórios mundiais que produzem hormônios bioidênticos, e os distribuem para laboratórios menores.

A testosterona foi o primeiro hormônio bioidêntico, a ser criado em laboratório, isso ocorreu na década de 40. Eles já são utilizados em vários países há várias décadas. Aqui no Brasil, sua utilização começou a pouco mais de 10 anos.

Os hormônios não bioidênticos, são moléculas estranhas ao nosso organismo, e mesmo quando prescritos de forma adequada por médicos, ainda assim costumam apresentar efeitos indesejáveis, e em alguns casos, graves.

Ações da Testosterona Bioidêntica

Embora seja mais conhecida como hormônio sexual, o fato é que as ações da testosterona extrapolam em muito a área sexual

Abaixo algumas das ações da testosterona

Sistema cardiovascular

Os receptores para testosterona, distribuem-se amplamente pelos vasos, como a aorta, e células atriais e ventriculares. Existem mais receptores para a testosterona no músculo cardíaco que em qualquer outro tecido do corpo. A testosterona tem ação vasodilatadora, facilitando o fluxo sanguíneo em artérias que apresentem placas ateroscleróticas, como as coronárias e as cerebrais. Poderíamos até dizer, que a testosterona é um hormônio cardíaco, com repercussões também sexuais!

Metabolismo dos carboidratos

A testosterona bioidêntica aumenta a sensibilidade à insulina e melhora o controle da glicemia. É importante frisar, que a modulação hormonal com testosterona bioidêntica, não produz os mesmos efeitos colaterais que a reposição com testosterona não-bioidêntica, sendo, portanto, mais segura e recomendada.

Ações na área sexual

A diminuição dos níveis de testosterona está associada a diminuição da libido, impotência, dificuldades em manter a ereção e diminuição do volume ejaculatório. Um sinal de simples observação é a diminuição da frequência de ereções matinais, aquela ereção involuntária que está presente no momento em que acordamos, quando essas ereções começam a desaparecer, é sinal de os níveis de testosterona estão diminuídos.

Cansaço sem causa aparente

A testosterona tem ação sobre nosso metabolismo energético. Quando ela está diminuída, pode causar sensação de cansaço, preguiça, fadiga muscular e a sensação de que as tarefas diárias precisam de grande esforço para serem executadas.

Falta de memória e concentração

A testosterona importante ação no cérebro, principalmente em regiões relacionadas com a cognição e a concentração. Assim, seu declínio está associado a diminuição na capacidade de aprendizado, dificuldade de concentração e diminuição da memória.

Humor

A deficiência de testosterona, está associada a depressão. A reposição de testosterona pode aumentar a sensação de bem-estar, e melhorar o humor. Muitos casos de depressão masculina, a partir de 45-50 anos, podem ter como causa, a queda dos níveis de testosterona.

Efeitos sobre a Massa Muscular, Gordura Corporal e Massa Óssea

Estudos científicos têm demonstrado que a modulação com testosterona bioidêntica atua de forma favorável na composição corpórea, facilitando o aumento de massa muscular e diminuindo a gordura corporal, principalmente na região abdominal. Foi observado também aumento da massa óssea, redução na susceptibilidade às fraturas.

Sono

O declínio hormonal é responsável pela diminuição da qualidade do sono, principalmente na fase de sono REM (sono profundo), que representa aproximadamente 20% do tempo total de sono e é considerada a fase de reparação do corpo e da mente. Os homens com déficit de testosterona apresentam problemas como insônia e a sensação de que o descanso não foi suficiente para renovar a energias.

Formas de uso

Diferentes formas de preparação e aplicação estão disponíveis para o tratamento com testosterona bioidêntica como: intramuscular, oral, sublingual e transdérmica.

Do meu ponto de vista, a via transdérmica é a ideal para se fazer uma modulação hormonal por longos períodos, por sua segurança e também pela facilidade de podermos individualizar as doses de acordo com cada caso, respeitando a individualidade bioquímica de cada pessoa.

Recomendo que todo homem avalie seus níveis de testosterona regularmente, pois a normalização dos níveis de testosterona pode trazer muitos benefícios a saúde física, mental e vida sexual, melhorando assim a qualidade de vida.

Vantagens da terapia de reposição hormonal bioidêntica (TRHB)

Um grande diferencial da TRHB, além das moléculas serem 100% idênticas às que o nosso corpo produz, é que por serem manipuladas, as doses podem e devem ser personalizadas para cada pessoa.

Também podem ser prescritas em diversas formas, tais como: cápsulas orais, tabletes sublinguais, cremes tópicos e gel, cremes vaginais, supositórios. As diferentes vias de administração possibilitam melhor absorção e uso de doses menores, reduzindo os riscos de superdosagem.

Os hormônios bioidênticos podem ser sexuais, como o estradiol, estriol, progesterona, testosterona, que são os mais conhecidos e utilizados. Mas existem vários outros, como o cortisol, melatonina, DHEA, T4, T3 entre outros.

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

E-mail: drfabiopisani@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

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Hormônios Bioidênticos na menopausa, vale a pena usar?

Hormônios Bioidênticos na menopausa, vale a pena usar?

hormônios bioidênticos menopausa
hormônios bioidênticos menopausa

A Terapia de Reposição Hormonal Bioidêntica (TRHB) tem sido cada vez mais utilizada por médicos e pacientes no lugar da Terapia de Reposição Hormonal Convencional (TRH).

Embora recente no Brasil, a TRHB já é utilizada a décadas na Europa e USA.

A TRHB, diferentemente da TRH, utiliza hormônios idênticos aos que o nosso corpo produz, logo, nosso corpo os reconhece e os utiliza praticamente sem efeitos colaterais, desde que utilizados em doses adequadas.

O que são Hormônios Bioidênticos

Os hormônios não bioidênticos, são moléculas estranhas ao nosso organismo, e mesmo quando prescritos de forma adequada pelos médicos, ainda assim costumam apresentar muitos efeitos indesejáveis, e em alguns casos, graves.

Quando falamos em reposição hormonal, logo o que vem à mente, são as mulheres no período do climatério e pós menopausa. Porém todas as glândulas do nosso corpo, depois de cera idade começam a funcionar de forma mais lenta, temos então a menopausa (ovários), andropausa (testículos), adrenopausa (adrenais), tireopausa (tireoide). Embora nem todas essas pausas sejam bem estudadas, todas elas ocorrem.

Quando devemos usar os Hormônios Bioidênticos?

A TRHB também pode ser muito útil na fase da vida onde as pessoas relatam que estão perdendo a juventude, o entusiasmo pela vida e a libido vai embora. Muitas destas pessoas serão tratadas com antidepressivos, quando o melhor tratamento seria a TRHB.

O objetivo da TRHB é restituir os níveis hormonais ótimos para cada pessoa. Quando isso acontece, nos sentimos mais dispostos, com mais energia e entusiasmo pela vida.

A TRHB não é adequada para ser usada com fins anabolizantes, por isso implicaria em uso de doses supra fisiológicas.

Reposição Hormonal Convencional

Grande parte das mulheres que estão fazendo TRH apresentam sintomas e sofrendo com os efeitos colaterais, ou parar de usar e experimentar desagradáveis sintomas como ondas de calor, secura vaginal, inchaço, calores, alteração de humor, suores noturnos, irritabilidade, seios doloridos, ganho de peso, entre outros. A TRHB, costuma ser muito útil nestes casos, pois seus riscos e efeitos indesejáveis são muito baixos quando comparados com a TRH. Infelizmente a imensa maioria das pessoas sequer ouviu falar da TRHB.

Vantagens dos TRHB

Outro grande diferencial da TRHB, além das moléculas serem 100% idênticas às que o nosso corpo produz, é que por serem manipuladas, as doses podem e devem ser personalizadas para cada pessoa.

Também podem ser prescritas em diversas formas, tais como: cápsulas orais, tabletes sublinguais, cremes tópicos e gel, cremes vaginais, supositórios. As diferentes vias de administração possibilitam melhor absorção e uso de doses menores, reduzindo os riscos de superdosagem.

Além dos hormônios bioidênticos podem ser sexuais, estradiol, estriol, progesterona, testosterona, que são os mais conhecidos e utilizados, mas existem vários outros. Cortisol, melatonina, DHEA, T4, T3 e vários outros.

Como o foco principal da TRHB ainda são os hormônios sexuais, abaixo apresento algumas funções deles.

hormônios bioidênticos menopausa
hormônios bioidênticos menopausa

Conheça alguns Hormônios Bioidênticos e suas ações

Progesterona

A Progesterona, também conhecida como P4, pode ser suplementada mesmo antes do período de climatério-menopausa. Em mulheres que apresentam dor nos seios, insônia, variações emocionais e depressão no período menstrual. Estes sintomas podem ocorrer por uma certa insuficiência na produção de progesterona, que ocorre em mulheres que utilizam anticoncepcionais por longos períodos.

Outros efeitos da progesterona são:

  1. Ajuda a manter o desejo sexual
  2. Colabora na função dos hormônios tireoidianos
  3. Melhora o humor
  4. Pode aliviar ondas de calores
  5. Protege contra câncer de mama e câncer do endométrio
  6. Protege contra a osteoporose

Testosterona    

É importante frisar que apesar da testosterona ser um hormônio predominantemente masculino, homens e mulheres apresentam exatamente os mesmos hormônios, o que varia é apenas a proporção deles em cada sexo.

A testosterona, um hormônio andrógeno, é importante tanto para o homem como para a mulher. Ela é fundamental para a integridade da pele, músculo e ossos, protegendo o organismo contra osteoporose, obesidade e diabetes, assim como age contra a perda de função imunológica.

Os efeitos da testosterona são:

  1. Contribuição para o nível de energia, senso geral de bem-estar e, acima de tudo libido
  2. Melhora a reparação (reconstrução) óssea, através do aumento da retenção de cálcio
  3. Fornece proteção cardiovascular (normalizando o colesterol)
  4. Aumenta a massa muscular magra e perda de excesso de gordura.

Estrógenos

Existem 3 tipos de estrógenos produzidos no corpo humano: estrona, estradiol e estriol, também conhecidos com E1, E2 e E3 respectivamente. O corpo feminino tem aproximadamente 3% de estrona, 7% de estradiol e 90% de estriol, durante o período reprodutivo, no climatério-menopausa, estas proporções vão se alterando e daí surgem os sintomas tão conhecidos pelas mulheres.

Os estrógenos são responsáveis por aliviarem os sintomas da menopausa, diminuindo o risco de câncer de colo retal e aumentando a densidade óssea propiciando menos fraturas por osteoporose.

Quando se pensa em TRHB de estrógenos, estamos falando apenas do estradiol e do estriol, pois a estrona é um hormônio que costuma aumentar com o envelhecimento e tem propriedades cancerígenas, portanto não deve ser suplementado.

Os efeitos do estradiol e estriol incluem:

  1. Prevenção contra a aterosclerose ou endurecimento das artérias
  2. Alívio nas as ondas de calor, depressão e atrofia vaginal
  3. Redução na incidência de fraturas ósseas em aproximadamente 50%
  4. Aumento nos níveis de HDL (bom colesterol, o que sabidamente protege contra doença cardiovascular.

 

O problema pode não estar com você, e sim com terapia de reposição convencional

Alguns dados dão conta de que a reposição hormonal convencional pode, na verdade, desenvolver, doenças mais sérias. E essa informação tem deixado mulheres e médicos em estado de atenção.

Um estudo realizado pela Women’s Health Iniciative, foi abruptamente interrompido em julho de 2002 porque demonstrou que a terapia de reposição hormonal convencional aumentava a chance de algumas doenças mais sérias como:

  1. 41% no aumento de derrames
  2. 29% no aumento de ataques cardíacos
  3. 26% no aumento de câncer de seio
  4. 22% no aumento de na totalidade de doença cardiovascular
  5. Dobrava a taxa de coágulos sanguíneos (trombos)
  6. Poderia contribuir para Doença de Alzheimer

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

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Origens Energéticas do nosso Adoecimento

Origens Energéticas do nosso Adoecimento

Nossa saúde depende em grande parte de como estavam (energeticamente) nossos pais no momento da nossa concepção. Pais com idade avançada geralmente tem deficiência em vários órgãos e isto vai ser transmitido ao filho.

emoções e doenças
emoções e doenças

A saúde que herdamos de nossos pais

Pais que fazem uso de drogas legais ou não também tem mais chances de gerar filhos com algum tipo de desequilíbrio energético. Nossos pais são responsáveis por nossa energia pré-natal, aquela que não é reposta. Depois do nascimento até a adolescência temos alguns fatores que agem exclusivamente neste período.

O papel da amamentação

A amamentação é muito importante, pois ajuda a fortalecer a energia do baço-pâncreas-estômago, o que pode evitar vários transtornos alimentares, entre eles a obesidade. As emoções afetam direta ou indiretamente as crianças, embora de forma menos intensa que nos adultos, pois as crianças tendem a reprimir menos suas emoções.

Pais autoritários

De uma forma indireta o comportamento dos pais pode provocar sintomas nos filhos. Um exemplo muito comum são as crianças maiores que tem enurese noturna (urinam na cama). Geralmente por trás, existem pais autoritários, que deixam estas crianças medrosas, inseguras e/ou ansiosas, e estas emoções vão lesar a energia do rim. Como é a energia do rim quem controla os esfíncteres, vamos ter a perda de urina. Crianças que vivem sob tensão constante costumam apresentar quadros de dor cabeça, está tensão geralmente vem do ambiente familiar.

Qual atividade física é mais indicada para as crianças

Outro fator neste período são os esportes. Aqui vamos ter dois aspectos a considerar, o tipo e a intensidade.

De uma forma geral crianças mais tímidas, quietas, friorentas, devem buscar esportes fora da água, para se aquecerem e transpirarem bastante.

Já crianças mais inquietas, calorentas devem fazer atividade física na água. Por fim com a excessiva liberalização dos costumes a atividade sexual tem se tornado cada vez mais precoce.

Atividade sexual excessiva lesa o qi do rim

A atividade sexual precoce e excessiva acaba por consumir muito a essência vital principalmente dos homens, geralmente isto vai repercutir anos mais tarde como quadros de impotência ou ejaculação precoce.

Fatores de desequilíbrio

Existem alguns fatores que nos levam a diferentes graus de desequilíbrio, grosso modo podemos classificá-los em externos, internos e nem externos nem internos.

Dentre os fatores externos temos o clima, as radiações, e outros como ambiente de trabalho, atividade profissional, atividade física, atividade sexual, entre outros.

Como fatores internos temos as emoções, os pensamentos e os estados mentais.

Como fatores nem externos nem internos podemos colocar a alimentação e a respiração.

Quais fatores podemos controlar?

Desta lista resumida podemos observar que sobre alguns fatores temos controle quase que total e em relação a outros não temos praticamente nenhum.

Por exemplo, sobre o clima nosso controle é nulo.

Sobre as emoções é quase nulo.

Mas sobre a alimentação pode ser total.

As emoções atuam sobre nós 24 horas por dia

Destes fatores os que nos lesam de forma mais constante são as emoções, porque além de não as controlarmos, elas nos lesam durante as 24 h do dia.

Mas com certeza nós não somos afetados de maneira uniforme pelos vários fatores de desequilíbrio.

Isto podemos observar quando um determinado tipo de comida, não deteriorada, faz mal para uma pessoa e não a outras.

Mas o que determina está variabilidade? A resposta é a nossa constituição, que basicamente vai ser determinada por nossa carga genética em combinação com dos fatores citados acima.

Texto extraído do livro “Mudança de Hábito Alimentar” 

 

Mudança Hábito Alimentar
Mudança Hábito Alimentar

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Hipotireoidismo, entenda quando os tratamentos não resolvem os sintomas

Hipotireoidismo, entenda quando os tratamentos não resolvem os sintomas

A tireoide, essa glândula em forma de asa de borboleta que fica na parte anterior do pescoço, influencia praticamente todas as células do organismo.

Os dados mostram que cerca de 60% das pessoas com disfunção tireoidiana não sabem que estão nesta condição.

Disfunções da tireoide podem estar associados a quadros de fibromialgia, síndrome do intestino irritável, eczema, gengivite e distúrbios autoimunes, por exemplo

As mulheres são muito mais susceptíveis ao mau funcionamento da tireoide do que os homens, algo como 9 mulheres para cada 1 homem afetados por hipotireoidismo.

Funcionamento da Tireoide

A glândula tireoide secreta quatro hormônios: T1, T2, T3 e T4. O número indica o número de moléculas de iodeto ligadas ao hormônio.

Os hormônios tireoidianos interagem com outros hormônios, tais como insulina, cortisol e hormônios sexuais.

O câncer da tireoide age de forma diferente de outros tipos de câncer

Embora não seja minha área, gostaria de fazer alguns comentários acerca do câncer de tireoide.

Sem dúvida a detecção precoce dos canceres em geral, sem dúvida melhora muito o prognóstico e a qualidade de vida de quem apresenta este quadro.

Mas no caso do câncer de tireoide, as cosas parecem não funcionar desta forma. Boa parte dos cânceres de tireoide evoluem muito lentamente, e a glândula poderia ser preservada, evitando-se assim procedimentos mais radicais. Claro que em alguns casos, é necessário sim um procedimento mais agressivo.

Porém em muitos casos, o rastreamento do câncer de tireoide produzirá um resultado falso positivo, encontrando cânceres que jamais cresceriam na forma de tumores ameaçadores à vida. No entanto, uma vez descoberto, a maioria dos médicos sente-se na obrigação de recomendar tratamento que geralmente inclui remoção da glândula tireoide, o que pode produzir efeitos colaterais significantes.

Talvez você tenha Hipotireoidismo e não saiba

hipotireoidismo sinais sintomas
hipotireoidismo sinais sintomas

O número de pessoas diagnosticadas com hipotireoidismo, nos Estados Unidos aumentou tanto que a Levotiroxina (T4) é o medicamento mais prescrito, ultrapassando as estatinas em 2015.

Foi feito um estudo na Europa no qual os pesquisadores compararam os resultados da administração de T4 com os exames laboratoriais para medir função tireoidiana, justamente para avaliar a eficácia deste tratamento.

Os médicos geralmente solicitam um teste de TSH, prescrevendo medicamentos quando os níveis estão levemente elevados, mesmo que o paciente não reclame de sintomas significantes.

Mas o que mais acontece é o contrário, pacientes com sintomatologia exuberante de hipotireoidismo, com exames dentro da normalidade, ficam sem tratamento adequado, até que os exames se alterem. Infelizmente a maioria dos médicos desconhecem o hipotireoidismo subclínico, no qual os exames estão normais.

Retardantes de chamas afetam o funcionamento da Tireoide

A medida que envelhecemos, o hipotálamo, a hipófise e a tireoide também envelhecem, logo é esperado que o envelhecimento produza um certo grau de hipotireoidismo em quase todos nós.

Deficiência de Iodo e função tireoidiana

Existem muitos fatores externos e internos que também podem diminuir a ação dos hormônios da tireoide.

Embora existam controvérsias, acredito que grande parte da população do planeta apresenta alguma deficiência de iodo. A iodetação do sal de cozinha serve apenas para evitar o aparecimento do bócio, mas não consegue suprir nossas necessidades de iodo e iodeto.

A propósito, tireoide absorve iodo na forma de iodeto, porém outros órgãos como as mamas, a pele, a próstata, ovários, esôfago necessitam de iodo.

Porém a presença de iodo na nossa dieta, não é suficiente para o bom funcionamento da tireoide, pois os minerais como cloro, flúor e bromo são “concorrentes” do iodo.

“Concorrentes” do Iodo

O T4 é formado de 2 moléculas de tirosina e 4 átomos de iodo, em tese.

Com a excessiva presença de cloro e flúor na água e em outros produtos, e do bromo, no pão e também como retardante de chamas nos carpetes e nos carros. Podemos ter uma molécula de T4 composta pelas tirosinas, mas sem iodos, apenas com bromo, cloro e flúor. O que implica em ter um T4, não funcional, porém isso não pode ser detectado pelos exames disponíveis atualmente.

Sintomas de Hipotireoidismo

Alguns sintomas de hipotireoidismo são:

  1. Muito cansaço e desânimo, sem causa aparente
  2. Fadiga crônica
  3. Dores pelo corpo
  4. Fibromialgia
  5. Pele seca
  6. Queda de cabelo
  7. Unhas fracas
  8. Libido diminuída
  9. Infecções recorrentes
  10. Confusão mental (brain fog)
  11. Diminuição da memória e da concentração
  12. Ganho de peso sem grandes exageros alimentares
  13. Dificuldade para emagrecer e facilidade para engordar
  14. Metabolismo lento
  15. Sensibilidade ao frio (precisa colocar meias para dormir)
  16. Dificuldade para transpirar, mesmo fazendo exercícios
  17. Rouquidão
  18. Palpitações
  19. Ansiedade
  20. Depressão
  21. Enxaqueca
  22. Elevação dos níveis de colesterol (mesmo com alimentação adequada)
  23. Desejo de doces
  24. Constipação intestinal
  25. Retenção de líquidos e inchaço
  26. Irregularidades no ciclo menstrual

Outras formas de tratar o Hipotireoidismo 

Existem diversas estratégias naturais que podem ajudar a regularizar o funcionamento tireoidiano.

Na Ortomolecular podemos utilizar procedimentos que vão desde a destoxificação das substancias que podem estar impedindo o transporte e a ação dos hormônios tireoidianos, a suplementação de iodo, zinco, selênio, tirosina, por exemplo que irão ajudar na síntese T4 e T3.

Também podemos tratar os sintomas resultantes do hipotireoidismo com a Acupuntura e com a Fitoterapia.

 

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Medicina Ortomolecular, saiba o que ela pode tratar

Medicina Ortomolecular, saiba o que ela pode tratar

A Medicina Ortomolecular procura destoxificar, nutrir e otimizar o funcionamento do organismo, prevenindo e tratando doenças, e proporcionando um envelhecimento saudável e uma melhor qualidade de vida. Sua base é a fisiologia e a bioquímica, que todos os médicos aprendem no início dos cursos de medicina.

Sua saúde já foi otimizada alguma vez?

Na nossa cultura, só se vai ao médico quando se adoece. De forma geral as pessoas não sabem que podem ser tratadas para otimizar o funcionamento do seu organismo e curas e evitar o surgimento de várias doenças.

As Causas básicas das doenças

Com o avanço da ciência, hoje já conseguimos identificar muitos fatores que produzem doenças e envelhecimento precoce do nosso corpo. Estes são alguns deles: alimentação inadequada, stress, produção excessiva de radicais livres, danos frequentes ao DNA, inflamação crônica subclínica, glicação, redução do metabolismo, sedentarismo, redução da imunidade, radiações eletromagnéticas, destoxificação deficiente, produção e função inadequada de neurotransmissores e hormônios, entre outros.

Felizmente quase todos estes fatores podem ser corrigidos, com algumas mudanças no nosso estilo de vida, mais algumas ações terapêuticas. Mas é importante entender que é um processo que deve ser seguido por bom tempo, e não apenas mudanças pontuais ou uso de alguma fórmula mágica.

O papel da alimentação na Medicina Ortomolecular

medicina ortomolecular
medicina ortomolecular

A alimentação inadequada é um dos fatores mais importantes, pois a ingestão constante de alimentos nocivos ao nosso organismo provoca um processo inflamatório ao nível da mucosa intestinal, seguido de uma alteração da permeabilidade da parede intestinal, que por sua vez altera a absorção dos nutrientes. Soma-se a isto a presença em larga escala de agrotóxicos nos alimentos, metais pesados e parasitas intestinais, agravando este estado.

Eliminar toxinas

Para corrigir este quadro, temos de ir além da correção alimentar, temos que primeiramente eliminar os metais pesados, agrotóxicos, pesticidas e parasitas intestinais. Feito isto, e com uma alimentação adequada, nosso corpo ira aproveitar melhor os nutrientes da própria alimentação. Não existe uma alimentação padrão boa para todo mundo.

Podemos escolher nossos alimentos de acordo com o tipo sanguíneo ou de acordo com a biotipologia, ou outros métodos que levem em consideração a individualidade de cada pessoa.

Microrganismos e parasitas, eliminar é preciso

Em nosso corpo temos bilhões de micro-organismos, que nos são muito úteis, e vivem em harmonia conosco, ajudando na digestão e produção de vitaminas. Mas também temos vários parasitas, que devem ser eliminados, pois roubam nossos nutrientes e lesam nossa saúde. Entre eles está a Candida albicans, responsável além da candidíase, por inúmeros outros sintomas.

Detox

Com o uso excessivo de produtos industrializados, medicamentos químicos, ar e água poluídos, o nosso corpo tem dificuldades para se desintoxicar. O órgão que mais sofre é o fígado, o “filtro” do nosso sangue, mas os rins e os intestinos e a pele também sofrem com as toxinas

Este fato nos mostra a importância de fazermos um processo de destoxificação dos vários sistemas orgânicos. Sabe-se hoje que a intoxicação por alumínio pode provocar Alzheimer e Parkinson.

Inflamação crônica silenciosa

A inflamação aguda é um mecanismo de reparo extremamente útil para nossa recuperação das agressões que sofremos, mas ela deve ser sempre de curta duração. Quando nosso corpo está cronicamente intoxicado, por algumas substâncias (toxinas) e mesmo alguns alimentos, desencadeiam um processo inflamatório crônico, sem dor ou outras manifestações clínicas perceptíveis.

Mas as pesquisas mais recentes mostram que está inflamação crônica está na origem de praticamente todas as doenças crônicas. Entre as principais são as doenças neuro degenerativas, (Parkinson, Alzheimer) e as doenças cardiovasculares, que ao contrário do que se pensa, não são só devidas ao colesterol, fumo e obesidade.

Obesidade + Diabetes = Diabesidade

O modo de vida sedentário e o consumo de alimentos industrializados em excesso têm causado aumento da obesidade e dos casos de diabetes tipo 2. O principal mecanismo envolvido nestas alterações chama-se glicação. A glicação ocorre porque existe muito açúcar no sangue, que “carameliza” as membranas das células, impedindo seus receptores funcionem corretamente.

Com o açúcar (glicose) fora das células, as pessoas ficam cansadas sem e energia, e sempre querendo comer mais carboidratos. Forma-se um ciclo vicioso, cujo resultado mais visível é a obesidade, que já é considerada uma epidemia mundial. O uso de carboidratos complexos (integrais) em conjunto com alguns medicamentos podem corrigir este quadro.

A Tireoide e o nosso metabolismo 

Outro aspecto importante é a redução do metabolismo basal. Cerca de 70 a 75% das nossas calorias são gastas por nosso metabolismo basal (MB). Nosso MB depende muito do nosso tecido muscular, que gasta energia mesmo em repouso, daí a importância de termos uma atividade física regular e adequada.

A tireoide é quem controla nosso metabolismo, e muitas vezes seu funcionamento mais lento por não ser detectado pelos exames, e acaba ficando sem tratamento. Os principais sintomas de hipofunção da tireoide são: ganho de peso, constipação, irregularidades menstruais, pele e cabelos secos, unhas fracas, cansaço constante, entre outros.

Dietas hipocalóricas, valem mesmo a pena?

Hoje sabemos que as dietas de poucas calorias tendem ao fracasso, pois quanto mais se reduz a quantidade de alimentos, mais o corpo reduz o metabolismo, isto é, comer menos faz o corpo gastar queimar menos calorias.

O jejum intermite pode ser útil no emagrecimento, mas longos períodos sem alimentação forçam o corpo a converter músculos (proteína) em energia, levando a perda do tecido que mais queima calorias. Portanto para se fazer jejum intermitente, deve buscar ajuda de um profissional da saúde. Se você ainda pensa que para emagrecer tem que “fechar a boca”, saiba que está muito longe da verdade científica atual.

Você não vai ser emagrecida (o) por seu médico!

Para aumentar o metabolismo além da atividade física, existem certos alimentos e medicamentos que podem ajudar.

Mas quem quer emagrecer deve entender que não pode ser emagrecida pelo médico, é essencial compreender que o excesso de peso decorre de uma série de desequilíbrios e que não existe e não existirá um remédio único que equilibre todos os fatores envolvidos na obesidade.

O emagrecimento deve ser resultado do equilíbrio geral do organismo, e não um objetivo a ser alcançado a qualquer preço. Se você não concorda com estas colocações, por favor, esqueça este tratamento, ele não é para você.

Mitocôndrias, as nossas usinas de energia

Na realidade o grande “queimador” de calorias que temos chama-se mitocôndria, que são estruturas que existem dentro das células e transformam a glicose em energia, é um tipo de micro usina de energia. Esta geração de energia depende do oxigênio, e um dos seus subprodutos são os radicais livres (RL), que ganharam notoriedade nos últimos tempos.

A origem dos Radicais Livres

Os RL são apontados hoje como um dos maiores responsáveis pelo envelhecimento, pois lesam as membranas celulares e o nosso material genético (DNA).

Para tentar solucionar esta condição, surgiu a Medicina Ortomolecular. O uso de vitaminas, minerais, aminoácidos e fito nutrientes, ajudam a reduzir muito as alterações produzidas pelos RL.

Além das mitocôndrias, outros grandes geradores de RL são: o stress, o fumo, exposição solar excessiva, exercícios físicos intensos entre muitos outros. Um assunto ainda pouco considerado pela medicina convencional são as radiações eletromagnéticas.

Radiações Eletromagnéticas, inimigos invisíveis

O desenvolvimento tecnológico nos faz conviver com vários aparelhos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que emitem constantemente radiações ionizantes, que provocam muitas alterações em nosso corpo energético. Infelizmente ainda temos poucos meios para nos livrarmos destes efeitos nocivos.

Diagnóstico e Tratamento

Para fazer um diagnóstico do que precisa ser corrigido, a Medicina Ortomolecular usa os exames laboratoriais rotineiros e também um bem especifico que é o mineralograma, que pode ser feito através do cabelo ou do sangue.

O tratamento, dependendo de cada caso pode ser feito com Fitoterapia (ervas), Vitaminas, Sais Minerais, Fitonutrientes, Oligoelementos, Homeopatia entre outras; além de propor mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida.

 

Dr. Fabio Pisani

 

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Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burn out, conheça seus sinais e sintomas

Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burn out, conheça seus sinais e sintomas

Se você é estressado, sente cansaço constante, dificuldade para sair da cama pela manhã, fica ligado à noite, está sempre irritado, explode por qualquer coisa, concentração e memória não estão boas, a imunidade está baixa e tem desejo de carboidratos aumentado, talvez você esteja com Fadiga Adrenal ou até mesmo apresente a Síndrome de “burn out”.

A Fadiga Adrenal ainda é um quadro pouco diagnosticado por nós médicos. Quando pensamos nas adrenais, o que nos vem à mente são patologias como doença de Addison ou a síndrome de Cushing.

Nos tempos atuais, todos estamos submetidos a algum grau de stress, que pode ser leve e transitório, mas em muitos casos pode ser intenso e prolongado. Sabemos que o stress em seus vários graus de intensidade pode afetar a glândulas adrenais de várias formas.

fadiga adrenal
fadiga adrenal

As Glândulas Adrenais

As adrenais são pequenas glândulas que estão localizadas sobre os rins, como dois chapeuzinhos. Apesar de seu pequeno tamanho, elas são responsáveis pela produção vários importantes hormônios.

As adrenais são constituídas por duas porções, o córtex e a medula.

A medula adrenal, que é a parte mais interna, produz as catecolaminas: noradrenalina e adrenalina.

O córtex da adrenal secreta três tipos de hormônios: na camada mais externa do córtex os mineralocorticoides (aldosterona), na camada intermediária os glicocorticoides (cortisol e corticosterona) e na parte mais interna do córtex os androgênios (hormônios sexuais masculinos e femininos).

As glândulas adrenais são responsáveis pelo controle da pressão arterial, ciclo do sono, da imunidade, do metabolismo do sódio, do potássio, da água, dos carboidratos entre outras funções.

Causas da Fadiga Adrenal

Nos últimos anos a fadiga adrenal vem ocorrendo de forma quase que epidêmica, podemos dizer.

Vários fatores estão envolvidos na geração deste distúrbio como por exemplo:  stress prolongado e/ou intenso, várias formas de medo, preocupações constantes, pressão no trabalho, em casa, na escola, crises financeiras, crises afetivas, doenças graves e/ou crônicas, perdas de entes queridos, violência urbana apenas citando alguns fatores.

Nas fases iniciais do stress a adrenal reage produzindo muito cortisol, e se este quadro se prolonga por muito tempo a glândula pode entrar em falência e deixar de produzir cortisol em níveis adequados, é o que chamamos de fadiga adrenal. Casos mais severos desta falência adrenal podem evoluir para a chamada síndrome de burn out, que ocorre quando entramos em colapso e a apatia e a prostração são intensas. Muitas vezes a exaustão adrenal é confundida com depressão, mas embora muitos sintomas possam ser comuns aos dois quadros, os tratamentos são muito diferentes.

Como o cortisol modula o sistema imunológico, sua falta nos torna mais suscetíveis às inflamações, infecções, alergias, dermatites, dores musculares e articulares entre outros sinais e sintomas.

Os sinais e sintomas mais característicos da Fadiga Adrenal são

  • Dificuldade em se levantar todas as manhãs, mesmo tendo dormido o suficiente
  • Cansaço constante ao longo do dia
  • Sente bem melhor após do fim da tarde para noite, mas volta a se sentir sem energia por volta das 21 ou 22 horas
  • Irritabilidade constante e crises de explosividade
  • Desejo aumentado de carboidratos de alto índice calórico para gerar energia
  • Diminuição da imunidade
  • Falta de concentração
  • Diminuição da memória de curto prazo

Também podem ocorrer manifestações como: alergias, tonturas, desejo de café e outras bebidas estimulantes, desejo de alimentos salgados, dores articulares, cefaleias crônicas, lombalgia, pressão arterial diminuída, oscilações na glicemia, redução da libido, compulsão alimentar e ganho de peso

 

As fases do Stress

Para entendermos melhor as fases do stress, abaixo segue uma das classificações mais utilizadas para o estadiamento do stress, que é a foi criada por Hans Selye em 1936, na qual ele dividia o stress em 3 fases. Porem acrescentei a fase 4, que na verdade é uma piora da fase de exaustão.

  • Fase de Alerta (Stress agudo)
  • Fase de Resistência (Stress Crônico)
  • Fadiga Adrenal
  • Burn out (Exaustão Adrenal)

Os sintomas e sinais variam dependendo da fase do stress em que o paciente se encontra e, portanto, o tratamento também é diferente

Fase de alerta

A fase de alerta pode ser considerada como benéfica para a espécie humana, pois é graças a ela que sobrevivemos até hoje. É nesta fase que ocorre a liberação de adrenalina para que enfrentemos determinada situação, nos sentimos energizados e prontos para correr ou lutar, conforme seja melhor para nós. Passado o estimulo que gerou esta reação, nossa fisiologia volta ao normal. Importante frisar que nesta fase tanto o estimulo estressor quanto o tempo que ele dura são curtos. Nesta fase temos elevação da adrenalina e também do cortisol, geralmente esta fase não requer tratamento

Fase de resistência

Se os agentes estressores são mais intensos e se apresentam com uma frequência maior no cotidiano destas pessoas nós entramos na fase de resistência. E neste momento os sintomas começam a surgir e os órgãos ou sistemas mais frágeis são os alvos iniciais. Nesta fase as alterações costumam ser mais funcionais do que lesionais como veremos a seguir. Existe uma gama imensa de sinais e sintomas, vou listar apenas os mais comuns

Dores de cabeça, enxaqueca, insônia, bruxismo, diminuição da concentração e memória, tremores, espasmos musculares, tonturas, zumbidos no ouvido, crises de choro, pés frios, mãos suadas, boca seca, irritabilidade, azia, náuseas, constipação, diarreia, dispneia, pânico, dor no peito, palpitações, diminuição da libido, cansaço constante, fraqueza, fadiga constante, oscilações de humor frequentes, depressão, entre outros. Nesta fase podemos ter já uma elevação mais marcada do cortisol e adrenalina. Aqui a duração do estimulo estressor é prolongada

Fadiga Adrenal

Se os agentes estressores continuam agindo por muito tempo vamos entrar na fase 3 ou de exaustão, onde os sintomas e sinais da fase de resistência continuam, mas aqui já podem ocorrer manifestações orgânicas lesionais como: hipertensão arterial, úlceras gastroduodenais, colites, diminuição da imunidade, câncer, psoríase, vitiligo entre outras patologias. Neste momento vamos ter cortisol bastante elevado

“Burn out”

E grau mais extremo, mas que já não é tão rara atualmente temos a fase de exaustão total ou “burn out” onde as adrenais entram em falência e o cortisol despenca. Nesta fase as forças se esgotam e a pessoas vai se apresentar totalmente prostrada e sem forças para nada, é o fim da linha

Exames para avaliar a função das Adrenais

Existem alguns exames que podem nos ajudar a diagnosticar a fadiga adrenal, como a dosagem do cortisol, DHEA, hormônios sexuais entre outros. Porém o principal diagnóstico vem através das queixas clínicas

Tratamentos

Como tratar? Antes de qualquer ação médica, a pessoa tem de ser conscientizada de que deve mudar seu estilo de vida de forma a reduzir ou eliminar agentes estressores quando possível.

Aprender algum tipo de meditação e/ou iniciar algum tipo de atividade física vai ajudar muito.

acupuntura é um excelente recurso para ajudar na recuperação em qualquer fase do stress, infelizmente ainda é pouco procurada para esta finalidade

Ainda dentro da medicina natural, a medicina ortomolecular, a fitoterapia e a homeopatia podem ajudar muito a equilibrar os níveis de cortisol sem efeitos indesejáveis.

Em casos mais severos de fadiga adrenal pode e deve ser utilizada a suplementação com hidrocortisona bioidêntica, para ajudar a na recuperação da função adrenal.

No aspecto alimentar devem ser evitados carboidratos de alto índice glicêmico pois eles elevam o nível de insulina, que por sua vez diminui ainda mais o cortisol que está baixo. Por este mesmo motivo evitar comer de 3/3 horas, principalmente carboidratos.

Procurar alimentos ou fazer suplementação contenham vitamina C, zinco e vitaminas do complexo B, principalmente o ácido pantotênico, que são nutrientes muito demandados pelas adrenais. Mas sempre é bom frisar, procure sempre um profissional da área de saúde, para ajudá-lo, evite automedicação!

Importante frisar que, embora o tratamento seja eficaz, a recuperação da fadiga adrenal costuma demorar meses e em alguns casos mais de ano, resumindo não existe solução rápida para exaustão adrenal.

 

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Fadiga Crônica, conheça os sinais e sintomas, e o que fazer para melhorar

Fadiga Crônica, conheça os sinais e sintomas, e o que fazer para melhorar

A Fadiga Crônica é um diagnóstico ainda pouco feito por muitos médicos. Seus sintomas muitas vezes podem ser confundidos com a depressão ou hipotireoidismo. Vejamos a seguir quais são estes sinais e sintomas.

Sinais e Sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica

Fadiga Crônica
Fadiga Crônica
  1. Cansaço desproporcional, fraqueza, dificuldade em manter a postura ereta, tonturas, desequilíbrio
  2. Mal-estar após pequenos esforços ou atividade física
  3. Dores musculares e articulares
  4. Cefaleia crônica
  5. Formigamento nas extremidades
  6. Confusão mental e falta de concentração
  7. Insônia e/ou sono não reparador
  8. Transpiração noturna
  9. Visão embaçada
  10. Sensibilidade à luz e dor nos olhos
  11. Distúrbios gastrointestinais
  12. Alergias e sensibilidade a alimentos, odores, produtos químicos e medicamentos
  13. Irritabilidade, depressão e alteração de humor

Conheça 3 importantes nutrientes que aumentam a nossa energia

As causas da fadiga crônica ainda não são conhecidas com certeza. As hipóteses atuais mostram que ela pode estar associada a uma disfunção mitocondrial e consequente falha na produção de energia pelo corpo.

Um segundo fator, ainda em estudo, seria a ligação da fadiga crônica com processos infecciosos persistes, mas esta hipótese ainda deve ser melhor estudada.

Baseados na teoria de que a fadiga crônica tenha origem no déficit de energia produzido pelo mau funcionamento das mitocôndrias, a estratégia de tratamento deve ser a restauração desta função, que pode ser feita pela alimentação e suplementação adequadas.

Porém deve-se ter o cuidado de estimular demasiadamente a geração de energia, pois isso produzia uma produção aumentada de radicais livres, que poderiam eles próprios destruírem as mitocôndrias, gerando um círculo vicioso.

Existem 3 suplementos de suma importância na produção de energia celular e proteção das mitocôndrias:

  1. Coenzima Q10 (CoQ10): que é um dos mais fortes antioxidantes solúveis em lipídeos conhecidos produzidos nosso próprio corpo
  2. D Ribose: que é um açúcar essencial para formação de ATP
  3. Glutationa: que é um dos antioxidantes mais importantes do organismo e destoxificante natural

Por que a CoQ10 aumenta a nossa energia

A Coenzima Q10 (CoQ10) é usada para produção de energia através das células do organismo e é, portanto, vital para a boa saúde, níveis altos de energia, longevidade e qualidade de vida geral. Ela igualmente ajuda na proteção contra danos celulares causados pelos radicais livres.

A CoQ10 é pouco absorvida quando ingerida via oral, sua biodisponibilidade, por esta via é menor que 10%. Para contornar esta situação, pode ser usada a via sublingual, pela qual a biodisponibilidade passa de 90%.

Uma outra alternativa seria o uso da forma reduzida da CoQ10, o Ubiquinol, que pode ser usado via oral, porém seu custo ainda é bem elevado no Brasil.

Se a opção for por uso via oral, é importante que seja usado em uma refeição que contenha gordura ou óleo, por a CoQ10 é lipossolúvel, e a absorção ficará potencializada.

D Ribose recupera a energia celular rapidamente

O ATP (Adenosina Trifosfato) é composto por três principais grupos químicos, um deles a D-ribose, um açúcar de cinco carbonos.

D Ribose é absorvida no sangue e é rapidamente distribuída pelos diversos tecidos do nosso corpo. Uma vez dentro das células, o organismo usa a D-ribose para restaurar a produção de energia pelas mitocôndrias.

Mesmo baixa doses de D Ribose ajudam a melhorar o déficit energético, porém no caso de fadiga crônica, as doses variam de 3 a 5 gramas por dia.

É importante notar, que mesmo sendo bioquimicamente um açúcar, ela não é usada para produção de combustível como outros açúcares, e sim preservada para produzir ATP e partes do DNA e do RNA.

Como aumentar os níveis de Glutationa e melhorar a Fadiga Crônica

A Glutationa não tem nada a ver com a geração de energia celular. Na fadiga crônica, ela ajuda na eliminação de radicais livres que podem prejudicar a produção de energia pela célula. Sua capacidade antioxidante também ajuda na prevenção ou diminuição da resposta à dor.

A Glutationa é pouco absorvida via oral, por isso o melhor usar seus precursores.

Usar Whey protein de boa qualidade, sem adição de edulcorantes.

Alimentos ricos em enxofre e/ou selênio igualmente estimulam a produção de Glutationa pelo organismo. Estes alimentos são:

  1. Vegetais crucíferos (brócolis, couve flor, couve-de-bruxelas e repolho)
  2. Alimentos de origem animal (enxofre: ovos, laticínios e miúdos. Selênio: porco, boi, carneiro, frango e peru)
  3. Fitoterápicos: cardo-mariano, cardamomo, canela e açafrão
  4. Castanha do Pará e semente de girassol

Por que o jejum intermitente pode ajudar na Fadiga Crônica

Pode parecer paradoxal, mas uma dieta de restrição calórica ajuda a tratar a fadiga crônica, vou explicar. Embora a causa da fadiga crônica seja a dificuldade de geração de energia ao nível mitocondrial, uma dieta rica em carboidratos, irá gerar mais energia, mas em contraparte, gerará excesso de radicais livres, que irão agravar o quadro.

É importante também, evitar refeições muito próximas do horário de ir, já que refeições logo antes de ir dormir promoverão destruição prematura das mitocôndrias, por aumento da produção de radicais livres.

Por que evitar refeições tarde da noite?

As mitocôndrias são responsáveis por “queimar” o combustível que seu organismo consome e convertê-lo em energia.

Nossas células possuem entre 100 e 100.000 mitocôndrias

Explicarei de uma forma bastante resumida como ocorre a geração de energia dentro das mitocôndrias.

No interior das mitocôndrias existem várias cristas onde são transportados os elétrons, que quebra da glicose ou das gorduras dos alimentos. Este transporte de elétrons, que envolve o ADP e ATP, gera energia, mas também gera um radical livre chamado Superóxido. Estes radicais livres, atacam os lipídeos nas membranas celulares, os receptores de proteína, as enzimas e o DNA resultando em morte prematura das mitocôndrias. Esta é a explicação bioquímica para fadiga crônica.

É bom que se diga que os radicais, na maior parte do tempo são essências para nossa vida. Mas existem situações em que são necessários o uso de antioxidantes para controlar este processo.

Dicas para tratar a Fadiga Crônica

  1. A combinação de atividade aeróbica com treinamento de força pode melhorar os sintomas de dor e fadiga. Exercícios leves, como ioga, podem igualmente ser excelente parte de seu programa de exercícios.
  1. Suplementação com nutrientes importantes para a síntese energética celular, tais como CoQ10 e D-Ribose.
  1. Consumir alimentos ricos em precursores de Glutationa.
  1. Fazer a última refeição de três a seis horas antes do horário de dormir.

 

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

E-mail: drfabiopisani@gmail.com

 

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Magnésio, saiba como ele pode reduzir a hipertensão arterial

Magnésio, saiba como ele pode reduzir a hipertensão arterial

A maior causa de morte no mundo são as doenças cardiovasculares. A hipertensão arterial, que afeta quase 1/3 das pessoas, quando não diagnosticada e tratada, aumenta os riscos de AVC e infarto do miocárdio.

A hipertensão arterial, é quase sempre assintomática, o que faz com que seu diagnóstico e tratamento sejam feitos tardiamente.

Valores acima de 140/80 são normalmente diagnosticados como hipertensão. Porém aqui cabe uma ressalva, nossa pressão arterial é dinâmica, isto é, muda de valor ao longo do dia. Costuma ser mais elevada no período da manhã, fato que explica porque a ocorrência de infartos do miocárdio é mais frequente neste período do dia.

Boa das pessoas com hipertensão pode regularizar a pressão arterial através de mudanças no estilo de vida como: mudança de hábitos alimentares, prática de exercícios e suplementação com magnésio por exemplo.

Por que o magnésio é importante para bom o funcionamento do coração

Quando se fala do magnésio, é sempre importante lembrar, que ele deve ser usado sempre em conjunto com o cálcio, pois a proporção entre eles deve se manter estável em no corpo. O uso adequado destes dois minerais pode controlar boa parte das hipertensões arteriais, quando sua causa for a deficiência de um deles.

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no nosso corpo, está envolvido no funcionamento de mais de 350 enzimas no nosso corpo.

magnésio hipertensão arterial
magnésio hipertensão arterial

Entre as principais ações do magnésio, estão:

  1. Geração de energia: através do ATP (trifosfato de adenosina), que são moléculas de energia
  2. Ação sobre relaxamento do músculo do coração (diástole)
  3. Formação dos ossos e dentes
  4. Relaxamento dos vasos sanguíneos
  5. Funcionamento intestinal adequado
  6. Regula a glicemia

O magnésio foi muito usado há algumas décadas atrás em doenças cardiovasculares. Existem estudos mostrando o uso intravenoso de magnésio reduziu a mortalidade em mais da metade dos pacientes que sofreram um ataque cardíaco.

Em um desses estudos, criou-se um protocolo para administração de magnésio o mais rápido possível depois do início de um ataque cardíaco, antes de qualquer outro medicamento. Quando esses critérios foram seguidos, houve uma forte redução nos danos ao miocárdio, e nem hipertensão ou arritmia cardíaca se desenvolveram.

O magnésio atua no coração das seguintes formas:

  • Dilata os vasos sanguíneos
  • Atua no relaxamento do músculo do coração
  • Compensa a ação do cálcio, que contrai o músculo cardíaco
  • Dissolver os coágulos sanguíneos
  • Durante o infarto do miocárdio, diminui a área de lesão e previne as arritmias
  • Durante o infarto do miocárdio, age como antioxidante contra os radicais livres que se formam no local da lesão

Sinais de que você precisa de mais magnésio

O magnésio é um mineral predominantemente intracelular, apenas 1% dele está no sangue. Por esse motivo a dosagem de magnésio no sangue, não é um bom indicador dos nossos níveis deste mineral tão essencial.

Estima-se que 80% da população americana esteja carente de magnésio. Acredito que no Brasil, nossos índices sejam semelhantes, pois assim como nos USA, nosso solo também é muito pobre em magnésio, pois não temos água magnesiana, por ausência de vulcões em nosso país.

Como a dosagem de magnésio no sangue, é reflete seus níveis no nosso corpo, devemos nos guiar pelos sinais e sintomas da falta dele:

  1. Perda de apetite
  2. Náusea e vômitos
  3. Cansaço e fraqueza
  4. Dormência e formigamento
  5. Contrações e cãibras musculares
  6. Convulsões
  7. Arritmia
  8. Espasmos das artérias coronárias

As melhores fontes naturais de magnésio são as verduras verde-escuras. Abacates e amêndoas também são ricos em magnésio.

As causas mais comuns de pressão alta

Ao contrário do que muitos imaginam, a causa mais comum de hipertensão, não é o excesso de sal e nem a falta de magnésio, mas sim o excesso de produção de insulina pelo pâncreas, causada por uma alimentação rica em carboidratos.

A relação entre resistência à insulina e hipertensão, é um exemplo de quão devastadores são os efeitos da associação de níveis altos de insulina, leptina e glicose no sangue.

Grande parte dos médicos brasileiros costuma pedir apenas a dosagem da glicemia, poucos solicitam a dosagem de insulina de jejum, a menos que o paciente apresente antecedentes de diabetes na família. Os ideais da insulina em jejum deve estar entre 2 ou 3.Se estiver acima de 5 ou mais de 10, é importante que se tomem as providências para que estes níveis diminuam.

Se a hipertensão for resultado direto de um nível de açúcar elevado no sangue, a regularização desses níveis, normalizará a pressão arterial

Quatro dicas para baixar a pressão arterial naturalmente

  1. Exercícios físicos: procurar associar atividade aeróbia com musculação, para que haja uma redução mais rápida dos níveis de insulina e por consequência da hipertensão
  2. Alimentação voltada para a redução dos níveis de insulina: evitar carboidratos que aumentam a produção de insulina, como grãos e doces como: massas, arroz, pães, bolos e batatas
  3. Melhore seus níveis de vitamina D: os níveis de vitamina D tem papel importante na normalização da pressão arterial

É importante frisar que, o uso de medicamentos anti-hipertensivos, são absolutamente necessários em casos em que a pressão arterial está muito elevada. O uso das medidas acima citadas, podem e devem ser implementadas em concomitância com o tratamento convencional, pois ele não está tratando a causa da hipertensão, pois quase na maioria das vezes, se diz que a hipertensão é essencial, isto é, nos médicos não sabemos a causa.

Mas sabemos que, entre os fatores que podem causar elevação da pressão arterial estão:

  1. Deficiência de magnésio
  2. Deficiência de vitamina D
  3. Hipotireoidismo
  4. Ácido úrico elevado

Finalizando, quem está usando qualquer anti-hipertensivo, e quiser fazer suplementação de Magnésio ou vitamina D, procure por seu médico e NÃO SUSPENDA SEU MEDICAMENTO PARA HIPERTENSÃO sem autorização expressa dele!

Dr. Fabio Pisani

 

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Vitamina B12, saiba porque a é tão essencial para o nosso corpo

Vitamina B12, saiba porque a é tão essencial para o nosso corpo

Fato é que nós médicos saímos das faculdades de medicina com um conhecimento muito pobre dos aspectos nutricionais e seus impactos sobre a nossa saúde.

Que as vitaminas são extremamente importantes para promoção e manutenção da nossa saúde, ninguém duvida. Mas também é fato que as faculdades de medicina dedicam um espaço mínimo nas suas grades curriculares, tanto para os estudos das vitaminas e minerais, com da nutrição de uma forma geral.

Algumas funções da Vitamina B12

De tempos em tempos, surgem na mídia informações sobre as propriedades maravilhosas de uma determinada vitamina. Este é o caso da vitamina B 12, que sabemos atua em funções crucias do nosso metabolismo.

A vitamina B12 influencia diretamente o metabolismo de todas as células do organismo. Ela regula e sintetiza o DNA e a formação do sangue. Novos estudos sugerem que a vitamina B12 pode ser muito mais importante para o metabolismo mitocondrial do que se imaginava anteriormente.

Estudos indicam que a vitamina B12, também conhecida como cobalamina, pode desempenhar papel crucial no crescimento das células.

A importância da Vitamina B12 na dieta

A vitamina B12 é absorvida no intestino delgado, mas como ele está ligada a uma proteína de origem animal, precisa de uma acidez estomacal adequada, para que seja separada desta proteína e se ligue ao fator intrínseco, para só então ser absorvida pelo intestino e passe para o sangue.

É importante salientar que o uso crônico de antiácidos, principalmente os inibidores da bomba de prótons, como o Omeprazol e seus derivados, podem ao longo do tempo causar uma deficiência da vitamina B12.

A produção e a manutenção de uma nova célula, assim como a síntese do DNA, fazem com que a vitamina B12 seja vital para a saúde.

Sinais e sintomas da deficiência de vitamina B12

Níveis baixos de vitamina B12 podem resultar em problemas neurológicos como demência senil e Alzheimer.

A produção ineficiente de células sanguíneas como a anemia megaloblástica também são indicações de baixos níveis de vitamina B12.

Também a sensação de “formigamento”, principalmente nos membros, pode estar associada ao déficit da vitamina B 12.

Abaixo uma lista mais completa, com sinais e sintomas associados à deficiência da vitamina B12:

  • Tonturas
  • Fadiga desproporcional
  • Palidez
  • Fraqueza muscular
  • Visão ruim
  • Esquecimento
  • Anemia
  • Feridas na boca
  • Perda de peso
  • Fraqueza, cansaço ou tonturas
  • Anemia
  • Falta de concentração
  • Formigamento nos pés
  • Dor de estômago e perda de peso
  • Diarreia ou prisão de ventre
  • Batimento cardíaco rápido
  • Falhas na memória
  • Problemas respiratórios
  • Palidez
  • Anemia
  • Exaustão crónica
  • Fraqueza física
  • Imunodeficiência, a suscetibilidade a infecções
  • Inflamação da boca (aftas), estômago e intestinos
  • Problemas gastrointestinais
  • Prisão de ventre, diarreia
  • Alterações do apetite
  • Dores nervosas
  • Espasmos
  • Problemas de visão
  • Perda de coordenação e equilíbrio
  • Problemas motores
  • Branqueamento dos cabelos
  • Formigamento e dormência dos membros
  • Falta de motivação
  • Depressão
  • Síndrome de Burn-out
  • Esquecimento / demência
  • Problemas do sono
  • Transtornos de personalidade
  • Falta de concentração
  • Tonturas
  • Irritabilidade
  • Nervosismo
  • Confusão
  • Alucinações
  • Arteriosclerose
  • Ataque cardíaco
  • Infarto cerebral (AVC)
  • Danos na retina
  • Anemia perniciosa
  • Paralisia
  • Espasmos
  • Incontinência
  • Infertilidade

A Vitamina B12 durante a gravidez

Mulheres deficientes em vitamina B12 são 21% mais suscetíveis a ter um parto prematuro, segundo um estudo.

A Vitamina B12 é um nutriente essencial encontrado somente em produtos de origem animal como carne, leite e ovos. Mulheres grávidas que consomem poucos alimentos derivados de animais aumentam o risco de desenvolver deficiência em vitamina B12.

Tão importante quanto o consumo de quantidades adequadas de vitamina B12 é a escolha de alimentos de alta qualidade para a manutenção de níveis ótimos.

Vegetarianos têm maior chance de apresentar deficiência de vitamina B12

Baixos níveis de vitamina B 12 são encontrados entre os vegetarianos, principalmente entre os veganos. A diferença é que, enquanto primeiro grupo geralmente consome ovos, peixe e lácteos, o segundo grupo geralmente não o faz, fazendo com que estes indivíduos necessitem mais consciência de seu consumo de nutrientes.

Fontes naturais de vitamina B12

vitamina B12 deficiência
vitamina B12 deficiência

Levedura alimentar e outros alimentos fortificados com B12 uma opção para aumentar o consumo de B12 através da dieta.

Carnes, Iogurte e queijo são outras fontes adicionais naturalmente ricas em vitamina B12.

A vitamina B 12 é a única vitamina hidrossolúvel que se deposita no nosso corpo. Por isso, dependendo dos níveis de B12 no sangue, pode levar até 1 ano para que a deficiência dela se manifeste.

Os níveis ótimos de vitamina B 12 é acima de 700 pg/mL.

Dr. Fabio Pisani

 

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