Magnésio, saiba como ele pode reduzir a hipertensão arterial

Magnésio, saiba como ele pode reduzir a hipertensão arterial

A maior causa de morte no mundo são as doenças cardiovasculares. A hipertensão arterial, que afeta quase 1/3 das pessoas, quando não diagnosticada e tratada, aumenta os riscos de AVC e infarto do miocárdio.

A hipertensão arterial, é quase sempre assintomática, o que faz com que seu diagnóstico e tratamento sejam feitos tardiamente.

Valores acima de 140/80 são normalmente diagnosticados como hipertensão. Porém aqui cabe uma ressalva, nossa pressão arterial é dinâmica, isto é, muda de valor ao longo do dia. Costuma ser mais elevada no período da manhã, fato que explica porque a ocorrência de infartos do miocárdio é mais frequente neste período do dia.

Boa das pessoas com hipertensão pode regularizar a pressão arterial através de mudanças no estilo de vida como: mudança de hábitos alimentares, prática de exercícios e suplementação com magnésio por exemplo.

Por que o magnésio é importante para bom o funcionamento do coração

Quando se fala do magnésio, é sempre importante lembrar, que ele deve ser usado sempre em conjunto com o cálcio, pois a proporção entre eles deve se manter estável em no corpo. O uso adequado destes dois minerais pode controlar boa parte das hipertensões arteriais, quando sua causa for a deficiência de um deles.

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no nosso corpo, está envolvido no funcionamento de mais de 350 enzimas no nosso corpo.

magnésio hipertensão arterial
magnésio hipertensão arterial

Entre as principais ações do magnésio, estão:

  1. Geração de energia: através do ATP (trifosfato de adenosina), que são moléculas de energia
  2. Ação sobre relaxamento do músculo do coração (diástole)
  3. Formação dos ossos e dentes
  4. Relaxamento dos vasos sanguíneos
  5. Funcionamento intestinal adequado
  6. Regula a glicemia

O magnésio foi muito usado há algumas décadas atrás em doenças cardiovasculares. Existem estudos mostrando o uso intravenoso de magnésio reduziu a mortalidade em mais da metade dos pacientes que sofreram um ataque cardíaco.

Em um desses estudos, criou-se um protocolo para administração de magnésio o mais rápido possível depois do início de um ataque cardíaco, antes de qualquer outro medicamento. Quando esses critérios foram seguidos, houve uma forte redução nos danos ao miocárdio, e nem hipertensão ou arritmia cardíaca se desenvolveram.

O magnésio atua no coração das seguintes formas:

  • Dilata os vasos sanguíneos
  • Atua no relaxamento do músculo do coração
  • Compensa a ação do cálcio, que contrai o músculo cardíaco
  • Dissolver os coágulos sanguíneos
  • Durante o infarto do miocárdio, diminui a área de lesão e previne as arritmias
  • Durante o infarto do miocárdio, age como antioxidante contra os radicais livres que se formam no local da lesão

Sinais de que você precisa de mais magnésio

O magnésio é um mineral predominantemente intracelular, apenas 1% dele está no sangue. Por esse motivo a dosagem de magnésio no sangue, não é um bom indicador dos nossos níveis deste mineral tão essencial.

Estima-se que 80% da população americana esteja carente de magnésio. Acredito que no Brasil, nossos índices sejam semelhantes, pois assim como nos USA, nosso solo também é muito pobre em magnésio, pois não temos água magnesiana, por ausência de vulcões em nosso país.

Como a dosagem de magnésio no sangue, é reflete seus níveis no nosso corpo, devemos nos guiar pelos sinais e sintomas da falta dele:

  1. Perda de apetite
  2. Náusea e vômitos
  3. Cansaço e fraqueza
  4. Dormência e formigamento
  5. Contrações e cãibras musculares
  6. Convulsões
  7. Arritmia
  8. Espasmos das artérias coronárias

As melhores fontes naturais de magnésio são as verduras verde-escuras. Abacates e amêndoas também são ricos em magnésio.

As causas mais comuns de pressão alta

Ao contrário do que muitos imaginam, a causa mais comum de hipertensão, não é o excesso de sal e nem a falta de magnésio, mas sim o excesso de produção de insulina pelo pâncreas, causada por uma alimentação rica em carboidratos.

A relação entre resistência à insulina e hipertensão, é um exemplo de quão devastadores são os efeitos da associação de níveis altos de insulina, leptina e glicose no sangue.

Grande parte dos médicos brasileiros costuma pedir apenas a dosagem da glicemia, poucos solicitam a dosagem de insulina de jejum, a menos que o paciente apresente antecedentes de diabetes na família. Os ideais da insulina em jejum deve estar entre 2 ou 3.Se estiver acima de 5 ou mais de 10, é importante que se tomem as providências para que estes níveis diminuam.

Se a hipertensão for resultado direto de um nível de açúcar elevado no sangue, a regularização desses níveis, normalizará a pressão arterial

Quatro dicas para baixar a pressão arterial naturalmente

  1. Exercícios físicos: procurar associar atividade aeróbia com musculação, para que haja uma redução mais rápida dos níveis de insulina e por consequência da hipertensão
  2. Alimentação voltada para a redução dos níveis de insulina: evitar carboidratos que aumentam a produção de insulina, como grãos e doces como: massas, arroz, pães, bolos e batatas
  3. Melhore seus níveis de vitamina D: os níveis de vitamina D tem papel importante na normalização da pressão arterial

É importante frisar que, o uso de medicamentos anti-hipertensivos, são absolutamente necessários em casos em que a pressão arterial está muito elevada. O uso das medidas acima citadas, podem e devem ser implementadas em concomitância com o tratamento convencional, pois ele não está tratando a causa da hipertensão, pois quase na maioria das vezes, se diz que a hipertensão é essencial, isto é, nos médicos não sabemos a causa.

Mas sabemos que, entre os fatores que podem causar elevação da pressão arterial estão:

  1. Deficiência de magnésio
  2. Deficiência de vitamina D
  3. Hipotireoidismo
  4. Ácido úrico elevado

Finalizando, quem está usando qualquer anti-hipertensivo, e quiser fazer suplementação de Magnésio ou vitamina D, procure por seu médico e NÃO SUSPENDA SEU MEDICAMENTO PARA HIPERTENSÃO sem autorização expressa dele!

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

 

 

 

 

Vitamina B12, saiba porque a é tão essencial para o nosso corpo

Vitamina B12, saiba porque a é tão essencial para o nosso corpo

Fato é que nós médicos saímos das faculdades de medicina com um conhecimento muito pobre dos aspectos nutricionais e seus impactos sobre a nossa saúde.

Que as vitaminas são extremamente importantes para promoção e manutenção da nossa saúde, ninguém duvida. Mas também é fato que as faculdades de medicina dedicam um espaço mínimo nas suas grades curriculares, tanto para os estudos das vitaminas e minerais, com da nutrição de uma forma geral.

Algumas funções da Vitamina B12

De tempos em tempos, surgem na mídia informações sobre as propriedades maravilhosas de uma determinada vitamina. Este é o caso da vitamina B 12, que sabemos atua em funções crucias do nosso metabolismo.

A vitamina B12 influencia diretamente o metabolismo de todas as células do organismo. Ela regula e sintetiza o DNA e a formação do sangue. Novos estudos sugerem que a vitamina B12 pode ser muito mais importante para o metabolismo mitocondrial do que se imaginava anteriormente.

Estudos indicam que a vitamina B12, também conhecida como cobalamina, pode desempenhar papel crucial no crescimento das células.

A importância da Vitamina B12 na dieta

A vitamina B12 é absorvida no intestino delgado, mas como ele está ligada a uma proteína de origem animal, precisa de uma acidez estomacal adequada, para que seja separada desta proteína e se ligue ao fator intrínseco, para só então ser absorvida pelo intestino e passe para o sangue.

É importante salientar que o uso crônico de antiácidos, principalmente os inibidores da bomba de prótons, como o Omeprazol e seus derivados, podem ao longo do tempo causar uma deficiência da vitamina B12.

A produção e a manutenção de uma nova célula, assim como a síntese do DNA, fazem com que a vitamina B12 seja vital para a saúde.

Sinais e sintomas da deficiência de vitamina B12

Níveis baixos de vitamina B12 podem resultar em problemas neurológicos como demência senil e Alzheimer.

A produção ineficiente de células sanguíneas como a anemia megaloblástica também são indicações de baixos níveis de vitamina B12.

Também a sensação de “formigamento”, principalmente nos membros, pode estar associada ao déficit da vitamina B 12.

Abaixo uma lista mais completa, com sinais e sintomas associados à deficiência da vitamina B12:

  • Tonturas
  • Fadiga desproporcional
  • Palidez
  • Fraqueza muscular
  • Visão ruim
  • Esquecimento
  • Anemia
  • Feridas na boca
  • Perda de peso
  • Fraqueza, cansaço ou tonturas
  • Anemia
  • Falta de concentração
  • Formigamento nos pés
  • Dor de estômago e perda de peso
  • Diarreia ou prisão de ventre
  • Batimento cardíaco rápido
  • Falhas na memória
  • Problemas respiratórios
  • Palidez
  • Anemia
  • Exaustão crónica
  • Fraqueza física
  • Imunodeficiência, a suscetibilidade a infecções
  • Inflamação da boca (aftas), estômago e intestinos
  • Problemas gastrointestinais
  • Prisão de ventre, diarreia
  • Alterações do apetite
  • Dores nervosas
  • Espasmos
  • Problemas de visão
  • Perda de coordenação e equilíbrio
  • Problemas motores
  • Branqueamento dos cabelos
  • Formigamento e dormência dos membros
  • Falta de motivação
  • Depressão
  • Síndrome de Burn-out
  • Esquecimento / demência
  • Problemas do sono
  • Transtornos de personalidade
  • Falta de concentração
  • Tonturas
  • Irritabilidade
  • Nervosismo
  • Confusão
  • Alucinações
  • Arteriosclerose
  • Ataque cardíaco
  • Infarto cerebral (AVC)
  • Danos na retina
  • Anemia perniciosa
  • Paralisia
  • Espasmos
  • Incontinência
  • Infertilidade

A Vitamina B12 durante a gravidez

Mulheres deficientes em vitamina B12 são 21% mais suscetíveis a ter um parto prematuro, segundo um estudo.

A Vitamina B12 é um nutriente essencial encontrado somente em produtos de origem animal como carne, leite e ovos. Mulheres grávidas que consomem poucos alimentos derivados de animais aumentam o risco de desenvolver deficiência em vitamina B12.

Tão importante quanto o consumo de quantidades adequadas de vitamina B12 é a escolha de alimentos de alta qualidade para a manutenção de níveis ótimos.

Vegetarianos têm maior chance de apresentar deficiência de vitamina B12

Baixos níveis de vitamina B 12 são encontrados entre os vegetarianos, principalmente entre os veganos. A diferença é que, enquanto primeiro grupo geralmente consome ovos, peixe e lácteos, o segundo grupo geralmente não o faz, fazendo com que estes indivíduos necessitem mais consciência de seu consumo de nutrientes.

Fontes naturais de vitamina B12

vitamina B12 deficiência
vitamina B12 deficiência

Levedura alimentar e outros alimentos fortificados com B12 uma opção para aumentar o consumo de B12 através da dieta.

Carnes, Iogurte e queijo são outras fontes adicionais naturalmente ricas em vitamina B12.

A vitamina B 12 é a única vitamina hidrossolúvel que se deposita no nosso corpo. Por isso, dependendo dos níveis de B12 no sangue, pode levar até 1 ano para que a deficiência dela se manifeste.

Os níveis ótimos de vitamina B 12 são acima de 700 pg/mL.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

 

 

Deficiência de Vitamina D, conheça os seus sinais e sintomas

Deficiência de Vitamina D, conheça os seus sinais e sintomas

A deficiência de vitamina D, atinge níveis epidêmicos, e embora seja essencial para nossa saúde, não está presente em quantidades significativas em nenhum alimento. Por isso a melhor alternativa para obtenção dela, é a exposição inteligente ao sol.

Para aumentar a vitamina D3, a exposição da pele à luz solar natural é a melhor e mais barata opção para se obter uma quantidade suficiente desse nutriente tão importante.

É importante frisar que a nossa produção de vitamina D e ativada pela exposição aos raios de sol UVB, que NÃO ocorrem ao longo de todo o dia. O melhor período de exposição, é entre 10 e 15 horas! Meio dia é o melhor horário, basta, de acordo com o tipo de pele uma exposição de 10 minutos diários, sem protetor solar, claro.

Sei que esta indicação contraria as recomendações dermatológicas vigentes, como a exposição é muito curta, praticamente não há riscos para a saúde.

Quando foi descoberta, a vitamina D foi classificada no grupo das vitaminas, como o próprio nome diz. Mas estudos mais recentes, mostram que na verdade, ela deva ser classificada com um hormônio esteroide.

A vitamina D, obtida pela exposição à luz solar atua como um pró-hormônio, convertendo-se rapidamente em nossa pele em 25-hidroxi vitamina D, ou vitamina D3.

deficiência vitamina D
deficiência vitamina D

Qual é o seu grau de deficiência de vitamina D?

Do meu ponto de vista, em várias partes do planeta, a carência de vitamina D cresce de forma epidêmica.

O fator causal mais importante para estes baixos níveis de vitamina D, é a baixa exposição ao sol. Isso por sua vez, se deve a dois aspectos, aumento do número de pessoas que trabalham em ambientes fechados e medo da exposição ao sol.

Atualmente em cidades médias e grandes, existe uma enorme população de pessoas que passam a semana praticamente sem se expor ao sol.

Mas isso é apenas parte do problema. Nas últimas décadas, instalou uma verdadeira heliofobia (medo de tomar sol), na qual nós médicos somos os principais responsáveis.

Heliofobia, um fenômeno moderno

É obvio que a exposição excessiva ao sol, é danosa para nosso corpo, porém, chegamos ao ponto de muitas pessoas usarem protetor sola até para ficarem dentro de suas casas!

O sol, que durante muitos séculos, foi usado para tratar doenças e melhorar a saúde, de repente virou um grande vilão. Volto a frisar, a exposição inteligente ao sol é altamente benéfica, não sol por aumentar nossa produção de vitamina D, mas existem vários outros benefícios ainda pouco estudados pela ciência, ligados à exposição solar.

Pesquisadores observaram que a deficiência de vitamina D é frequente em adultos de todas as idades, que sempre usam proteção solar ou que limitam suas atividades ao ar livre.

Sabe-se que mais de 95% dos idosos têm deficiência de vitamina D, não só porque passam muito tempo dentro de casa, mas também porque produzem menos vitamina em resposta à exposição solar.

Uma pessoa com mais de 70 anos produz cerca de 30% menos vitamina D que uma pessoa mais jovem com a mesma exposição solar.

Também é importante saber que o tempo de exposição ao sol, para a produção de vitamina D é diferente de acordo com o tipo de pele. Peles mais escuras necessitam de maior tempo de exposição do que as peles claras, para a produção da mesma quantidade de vitamina D.

Deficiência de Vitamina D, veja os sinais 

A maneira mais precisa de saber com certeza se você tem deficiência de vitamina D é fazendo a sua dosagem no sangue.

Porém, existem alguns sinais e sintomas que podem indicar que seu nível de vitamina D está baixo:

  1. Ter uma pele mais escura: Os negros apresentam maiorisco de deficiência de vitamina D, porque a pele escura, precisará de até 10 vezes mais exposição solar para produzir a mesma quantidade de vitamina D que uma pessoa de pele clara!
  2. Tristeza ou depressão: O nível de serotonina, também aumenta com a exposição à luz clara e cai com menor exposição solar. Cientistas avaliaram os efeitos da vitamina D na saúde mental de idosos, e descobriram que aqueles com os menores níveis de vitamina D estavam 11 vezes mais propensos a ficar deprimidos do que os que receberam doses saudáveis.
  3. Ter 50 anos ou mais: À medida que envelhecemos, a pele não produz tanta vitamina D em resposta à exposição solar. Ao mesmo tempo, os rins ficam menos eficientes em transformar a vitamina D na forma usada pelo corpo.
  4. Estar acima do peso ou obeso: A vitamina D lipossolúvel, e parecida com um hormônio, o que significa que pode se acumular no tecido gorduroso. Obesos necessitam mais vitamina D do que pessoas magras.
  5. Dor nos ossos: Muitas pessoas que vão ao médico com dores, principalmente junto com fadiga, acabam recebendo o diagnóstico errado de fibromialgia ou síndrome da fadiga crônica. Muitos desses sintomas são sinais clássicos da deficiência de vitamina D chamada osteomalacia, que provoca fortes dores nos ossos. Este quadro é diferente da deficiência de vitamina D que causa osteoporose em adultos.
  6. Suor na cabeça: Um dos primeiros sinais clássicos de deficiência de vitamina D é suar na cabeça. Na realidade, os médicos costumavam perguntar às mães sobre o suor na cabeça dos recém-nascidos por esse mesmo motivo. O suor em excesso nos recém-nascidos devido à irritabilidade neuromuscular, mas também é descrito como um sintoma comum e precoce de deficiência de vitamina D. Devo confessar que fiquei sabendo deste sinal recentemente!
  7. Problemas intestinais: A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, o que significa que se existir um problema gastrointestinal que afete a capacidade de absorver gordura, poderá ocorrer menor absorção de vitaminas lipossolúveis, como as vitaminas A, D, E e K. Isso inclui problemas intestinais como: a doença de Crohn, sensibilidade ao glúten não-celíaca e doença celíaca, doença inflamatória intestinal e disbiose intestinal.

Níveis ótimos de Vitamina D3 podem prevenir câncer, doenças cardíacas e muito mais

De forma geral níveis mais altos de vitamina D3 são sempre desejáveis, já que praticamente não são relatados efeitos adversos ou tóxicos quando utilizamos a vitamina D3. Níveis mais altos poderiam evitar diversas doenças crônicas e a incidência de diferentes tipos de câncer também poderia ser reduzida pela metade.

A vitamina D também combate infecções, como resfriados e gripes, já que regula a expressão dos genes que influenciam o sistema imunológico para atacar e destruir bactérias e vírus.

Níveis ótimos de vitamina D aumentam a produção de Catelicidina, que é um tipo de “antibiótico” natural produzindo por nosso corpo.

A otimização dos níveis de vitamina D pode ajudar a proteger contra:

  • Doenças cardiovasculares. A vitamina D é muito importante para reduzir a hipertensão, doenças cardíacas ateroscleróticas, infarto do miocárdio e AVC. Um estudo mostrou que a deficiência de vitamina D aumentou o risco de ataque cardíaco em 50%. Importante, se você tiver um infarto do miocárdio, e tiver deficiência de vitamina D, seu risco de morrer é de quase 100%!
  • Doenças autoimunes. A vitamina D é um potente modulador imunológico, muito importante na prevenção de doenças autoimunes, como esclerose múltipla e doença inflamatória intestinal.
  • Infecções, inclusive gripe. Ela também ajuda a combater infecções de todos os tipos.
  • Reparo de DNA e processos metabólicos. Dr. Holick mostrou que voluntários saudáveis que tomaram 2.000 UI de vitamina D por dia por alguns meses aumentaram a expressão de 291 genes diferentes que controlam até 80 processos metabólicos variados. Estes processos vão desde a melhoria no reparo de DNA, até o efeito sobre a auto oxidação, com implicações no envelhecimento e no câncer, por exemplo, melhorando o sistema imune e vários outros processos biológicos.

Quais são os níveis ótimos de Vitamina D para ter saúde excelente?

Quando se trata de níveis da vitamina D, as referências dos laboratórios de analise, são de pouca utilidade, pois não buscamos níveis “normais” dela. Na realidade, o que devemos buscar são os níveis ótimos de vitamina D, que as pesquisas atuais indicam que deva ficar entre 50 e 70 ng/ml.

Para chegarmos a esses níveis ótimos, o ideal seria que fosse através da exposição solar, mas isso nem sempre é possível.

Mesmo quando podemos tomar sol regulamente, a nossa produção dela depende de vários fatores como: idade, cor da pele, uso de filtro solar, horário do dia em que esta exposição é feita, entre outros.

Também podem ser usadas câmaras de bronzeamento para aumentar a vitamina D, mas num pais como o Brasil, onde temos sol o ano todo, penso que não seja a melhor opção.

Portanto a forma mais prática, é fazer a suplementação da Vitamina D3.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

Hormônios Bioidênticos, uma outra forma de fazer reposição hormonal

Hormônios Bioidênticos, uma outra forma de fazer reposição hormonal

A modulação com hormônios bioidênticos busca repor da forma mais natural e fisiológica possível, o declínio dos vários hormônios que produzimos, que ocorre ao longo do nosso processo de envelhecimento, mantendo assim a nossa saúde e bem-estar.

A produção de hormônios pelo organismo humano começa a decrescer após determinada idade, são as pausas: menopausa (ovários), andropausa (testículos), tireopausa (tireoide), adrenopausa (adrenais), enfim, todas as nossas glândulas envelhecem.

Nossos hormônios começam a diminuir progressivamente de 1 a 3 % por ano, em média, a partir dos 25 e 30 anos de idade. Esta queda contribui para os sintomas do envelhecimento como cansaço, diminuição da memória, aumento de peso, diminuição da libido, aumento de flacidez e rugas, mudanças de humor, também para o aumento dos riscos de doenças do envelhecimento como câncer, Alzheimer, doenças cardiovasculares, entre outras.

Nas mulheres, a menopausa, além de determinar o fim dos ciclos reprodutivos, também produz uma série de sintomas desagradáveis. Esta fase é o climatério, período que antecede a menopausa, propriamente dita.

Nos homens, o declínio dos níveis de testosterona pode causar: diminuição da massa e força muscular, diminuição da libido, aumento de gordura abdominal (associada à resistência à insulina), osteopenia, lentidão de raciocínio, esquecimentos, depressão e/ou irritabilidade, insônia, diminuição da sensação de bem-estar geral.

Que são os Hormônios 

Hormônios são substâncias químicas que transferem informações entre as células do nosso organismo. Os hormônios regulam o envelhecimento no adulto, e o desenvolvimento na criança, controlam as funções de muitos tecidos, auxiliam as funções reprodutivas, e regulam o nosso metabolismo.

Os hormônios circulam pelo sangue até atingirem seus tecidos-alvo, onde eles ativam uma série de alterações químicas. Para executar sua função, um hormônio precisa ser reconhecido pelo seu receptor, como num sistema de chave-fechadura. Quando um hormônio se liga ao seu receptor, as moléculas de ambos passam por alterações estruturais que ativam mecanismos no interior da célula, que produzem os efeitos especiais induzidos pelos hormônios.

Quando os hormônios usados não exatamente iguais ao que nosso corpo produz, esta ligação fica prejudicada, podendo até mesmo nem acontecer.

A atividade de um hormônio depende em parte da sua estrutura química, que possibilita sua ligação a um receptor.

Quando são utilizados hormônios não bioidênticos, esta ligação fica prejudicada, podendo até mesmo nem ocorrer. Neste caso, estas substâncias podem não apresentar o efeito desejado, e até mesmo provocar efeitos adversos.

Por outro lado, ao utilizarmos hormônios bioidênticos, a ligação com o receptor ocorre de forma adequada, e consequentemente também a ação hormonal.  Desta forma, o organismo pode retornar aos níveis hormonais otimizados.

Que são hormônios bioidênticos

Os hormônios bioidênticos são hormônios que têm exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos pelo nosso corpo, por este motivo têm ação mais fisiológica e natural dentro do nosso organismo.

É importante frisar que, mesmo os hormônios bioidênticos devem ser utilizados respeitando dosagens fisiológicas em pacientes com deficiências. Não é recomendado seu uso em altas doses com qualquer finalidade estética.

Qual é a diferença entre Modulação Hormonal e Reposição Hormonal?

É muito importante saber, que reposição hormonal é diferente de modulação hormonal.

A reposição hormonal convencional visa substituir os hormônios que estão em níveis muitos baixos, e traze-lo a um nível comparado com os indivíduos da mesma idade, necessita-se então doses mais elevadas de hormônios para restabelecer a deficiência grave já instalada.

Já na modulação hormonal, o objetivo é prevenir que os hormônios declinem ainda mais a ponto de produzirem sintomas indesejáveis. Ou seja, a modulação hormonal, procura reestabelecer o equilíbrio hormonal com pequenas doses hormonais, de maneira fisiológica.

hormônios bioidênticos reposição hormonal
hormônios bioidênticos reposição hormonal

Classificação dos hormônios segundo sua origem

  1. Hormônio Natural: o termo natural diz respeito a uma substância retirada da natureza, que não passa por nenhum processo de transformação industrial e pode ser de origem vegetal, animal ou mineral.
  2. Hormônio Sintético: o termo sintético refere-se a uma substância que passou por um processo industrial de síntese, transformação ou modificação em sua estrutura química. Desse modo, os termos natural e sintético referem-se à origem ou à fonte de uma substância e não estão relacionados a sua estrutura química.
  3. Hormônio Bioidêntico: O termo bioidêntico refere-se a uma substância cuja estrutura molecular é exatamente idêntica à dos equivalentes produzidos pelo nosso próprio organismo, independentemente da fonte da qual se origina (assim pode ser natural ou sintética).

Abaixo alguns exemplos, para melhor entendimento das diferenças entre as categorias:

  1. Estrógenos conjugados (Premarin): Substância extraída da urina de éguas prenhes com ação hormonal. É uma substância natural, mas não, bioidêntica, porque refere-se aos hormônios produzidos pelas éguas e não pelos seres humanos.
  2. Acetato de medroxiprogesterona (Provera): Substância obtida por síntese química na indústria. É, portanto, sintética, mas não é bioidêntica.
  3. Isoflavona de soja: Fito-hormônio extraído da soja, de origem natural e com alguma atividade hormonal. No entanto, não é bioidêntico aos hormônios humanos.
  4. Estradiol, Estrona, Estriol, DHEA, Pregnenolona, Progesterona, Testosterona, T4, T3: São hormônios bioidênticos aos produzidos pelo organismo humano, independentemente da fonte da qual se originam (natural ou sintética).

A Terapia de Modulação Hormonal Bioidêntica (TMHB): Refere-se ao uso apenas de hormônios bioidênticos, ao invés de substâncias estranhas ao organismo humano, como os hormônios análogos.

Abaixo segue uma descrição resumida da ação dos hormônios bioidênticos utilizados na prática clínica:

DHEA (dehidroepiandrosterona)

É nosso hormônio mais abundante no corpo humano, a produção chega ao seu pico por volta dos 20 anos. Quanto mais envelhecemos, mais cai o nível de DHEA. Aos 40 anos, o organismo produz metade de DHEA que produzia antes.

O DHEA aumenta a energia, melhora a função imune, melhora o humor, melhora a função cognitiva (memória).

Estudos sugerem que, quanto menor o nível de DHEA da pessoa, maior o risco de morte por doenças relacionadas com o envelhecimento.

O DHEA, que é produzido pela glândula adrenal serve como matéria-prima para a fabricação de todos os hormônios esteroides, s como o cortisol, estradiol, testosterona entre outros.

Hormônios da Tireoide T4 e T3

Os hormônios tireoidianos agem em quase todas as células do corpo, e controlam a taxa metabólica, os movimentos das alças intestinais (peristaltismo), e até mesmo a respiração celular (geração de energia).

Quando envelhecemos os níveis de hormônios tireoidianos também declinam. Baixos níveis de hormônios tireoidianos estão associados ao aumento da gordura corporal, diminuição da energia, frio em extremidades do corpo como mãos e pés, aumento do colesterol ruim e perda de memória.

Testosterona Bioidêntica (em homens)

A testosterona no homem é um hormônio produzido principalmente pelos testículos, através do estímulo de hormônio LH produzido pela hipófise.

Com o envelhecimento existe uma queda progressiva da produção da testosterona.

A diminuição da testosterona está ligada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, depressão, perda cognitiva, perda de massa muscular, aumento de gordura corporal e diminuição do libido e ereção masculina.

Testosterona Bioidêntica (em mulheres)

A testosterona apesar de ser um conhecido como hormônio masculino é encontrado tanto em homens como em mulheres, ainda que a quantidade de testosterona no corpo das mulheres seja muito menor, cerca de 20 a 30 x menos que nos homens.

A testosterona na mulher tem fundamental importância na libido, metabolismo das gorduras acumuladas (gerar energia), e no ganho de massa muscular.

Homens e mulheres têm exatamente os mesmos hormônios, o varia são suas proporções em cada sexo.

Estrogênios Bioidênticos

A produção desse hormônio começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa, quando existe uma queda abrupta da produção deste hormônio.

Na menopausa a falta de estrogênio causa as ondas de calor, além de favorecer a depressão, perda de memória, perda lubrificação vaginal, perda da libido, diminuição do brilho da pele, osteoporose e uma redistribuição de gordura corporal, para partes caracteristicamente mais masculinas (barriga).

O estrogênio estimula o crescimento de todos os ossos longos na adolescência, e fortalecimento ósseo na idade adulta, por isso sua falta aumenta a incidência de osteoporose, principalmente nas mulheres.

Estudos recentes têm associado a diminuição do estrogênio com o Mal de Alzheimer, considerando que estrogênio produzido naturalmente pelo nosso organismo é neuroprotetor.

O homem apresenta níveis menores, mas relativamente estáveis de estrogênio na vida adulta.

Progesterona Bioidêntica

A progesterona é produzida principalmente nos ovários na mulher, testículos no homem e pelas adrenais nos dois sexos.

A progesterona age não só no corpo físico, mas também na parte emocional das mulheres.

Na parte emocional leva a mulher a um estado metal mais relaxado, sereno e sociável.

Na parte física, aumenta a densidade óssea ajudando a prevenir a osteoporose, além de ser um diurético natural.

É importante na mulher manter o equilíbrio entre o estrogênio e a progesterona na modulação hormonal.

Hormônio de Crescimento (GH) Bioidêntico 

Recentes estudos têm demonstrado que o GH pode reverter alguns aspectos importantes do envelhecimento.

Baixos níveis de GH no adulto estão correlacionados a perda da qualidade de vida como cansaço, baixa autoestima, depressão, aumento da gordura corporal, osteopenia, diminuição da resistência da atividade física e aumento da mortalidade.

É importante que a reposição de GH seja feito quando seus níveis estão baixos, e não para fins meramente estéticos.

Melatonina

A melatonina é um neuro-hormônio produzido no cérebro, pela glândula Pineal. Tem como principal função regular o sono

A partir dos 20 anos de idade, em média, ocorre diminuição de melatonina entre 10 a 15% a cada década de vida, é por isso, que com o avanço da idade aumentam aa chances de problemas como a insônia.

Recentes descobertas em relação a melatonina têm evidenciado, outras funções importantes além da própria regulação do sono, a melatonina desempenha potente ação antioxidante cerebral (protegendo contra tumores cerebrais), e importante função no antienvelhecimento.

Cortisol Bioidêntico ou Hidrocortisona Base

O cortisol é um hormônio corticosteroide produzido pelas glândulas adrenais, e que está envolvido resposta ao estresse.

É um hormônio essencial para a qualidade e vida, sua deficiência causa sintomas como fadiga, depressão, inflamação e hipotensão.

Sua quantidade em níveis adequados no sangue, são responsáveis pelo aumento de energia (libera a glicose no sangue para ser utilizada), manutenção da pressão arterial e diminuição da inflamação.

Outras funções importantes do cortisol estão na área mental, como o aumento da resistência a situações de stress, com a melhora da capacidade de trabalho.

Controle da liberação de adrenalina, pela ação reguladora do sistema nervoso simpático.

É importante saber que o cortisol deve estar em maior quantidade pela manhã e diminuir lentamente sua concentração no decorrer do dia, a inversão deste padrão, ou seja, diminuição do cortisol pelas manhã e aumento no período da noite, também deve ser corrigido.

Pregnenolona Bioidêntica

É o neuro-hormônio mais importante do corpo, pois é uma molécula essencial para formação de vários hormônios, como: estradiol, progesterona, DHEA e testosterona.

Também existe em abundancia nas mitocôndrias de células nervosas e das adrenais. Como a maioria dos hormônios anabólicos (formadores de tecidos) ele começa a declinar após os 30 anos de idade.

Estudos apontam que pregnenolona pode ajudar na melhora da memória pois têm função de neurotransmissor, e estimulador da neurogênese (formação de neurônios novos) comprovado em estudos em animais.

Ao contrário do que os neurocientistas antigos afirmavam, o cérebro é sim, capaz de formar neurônios novos.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.