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Reposição Hormonal Bioidêntica

Reposição Hormonal Bioidêntica na Menopausa, saiba porque fazê-la

A Terapia de Reposição Hormonal Bioidêntica (TRHB) tem sido cada vez mais utilizada por médicos e pacientes no lugar da Terapia de Reposição Hormonal Convencional (TRH).

Embora recente no Brasil, a TRHB já é utilizada a décadas na Europa e USA.

A TRHB, diferentemente da TRH, utiliza hormônios idênticos aos que o nosso corpo produz, logo, nosso corpo os reconhece e os utiliza praticamente sem efeitos colaterais, desde que utilizados em doses adequadas.

O que são Hormônios Bioidênticos

Os hormônios não bioidênticos, são moléculas estranhas ao nosso organismo, e mesmo quando prescritos de forma adequada pelos médicos, ainda assim costumam apresentar muitos efeitos indesejáveis, e em alguns casos, graves.

Quando falamos em reposição hormonal, logo o que vem à mente, são as mulheres no período do climatério e pós menopausa. Porém todas as glândulas do nosso corpo, depois de cera idade começam a funcionar de forma mais lenta, temos então a menopausa (ovários), andropausa (testículos), adrenopausa (adrenais), tireopausa (tireoide). Embora nem todas essas pausas sejam bem estudadas, todas elas ocorrem.

Quando devemos usar os Hormônios Bioidênticos?

A TRHB também pode ser muito útil na fase da vida onde as pessoas relatam que estão perdendo a juventude, o entusiasmo pela vida e a libido vai embora. Muitas destas pessoas serão tratadas com antidepressivos, quando o melhor tratamento seria a TRHB.

O objetivo da TRHB é restituir os níveis hormonais ótimos para cada pessoa. Quando isso acontece, nos sentimos mais dispostos, com mais energia e entusiasmo pela vida.

A TRHB não é adequada para ser usada com fins anabolizantes, por isso implicaria em uso de doses supra fisiológicas.

Reposição Hormonal Convencional

Grande parte das mulheres que estão fazendo TRH apresentam sintomas e sofrendo com os efeitos colaterais, ou parar de usar e experimentar desagradáveis sintomas como ondas de calor, secura vaginal, inchaço, calores, alteração de humor, suores noturnos, irritabilidade, seios doloridos, ganho de peso, entre outros. A TRHB, costuma ser muito útil nestes casos, pois seus riscos e efeitos indesejáveis são muito baixos quando comparados com a TRH. Infelizmente a imensa maioria das pessoas sequer ouviu falar da TRHB.

Vantagens dos TRHB

Outro grande diferencial da TRHB, além das moléculas serem 100% idênticas às que o nosso corpo produz, é que por serem manipuladas, as doses podem e devem ser personalizadas para cada pessoa.

Também podem ser prescritas em diversas formas, tais como: cápsulas orais, tabletes sublinguais, cremes tópicos e gel, cremes vaginais, supositórios. As diferentes vias de administração possibilitam melhor absorção e uso de doses menores, reduzindo os riscos de superdosagem.

Além dos hormônios bioidênticos podem ser sexuais, estradiol, estriol, progesterona, testosterona, que são os mais conhecidos e utilizados, mas existem vários outros. Cortisol, melatonina, DHEA, T4, T3 e vários outros.

Como o foco principal da TRHB ainda são os hormônios sexuais, abaixo apresento algumas funções deles.

hormônios bioidênticos menopausa
hormônios bioidênticos menopausa

Conheça alguns Hormônios Bioidênticos e suas ações

Progesterona

A Progesterona, também conhecida como P4, pode ser suplementada mesmo antes do período de climatério-menopausa. Em mulheres que apresentam dor nos seios, insônia, variações emocionais e depressão no período menstrual. Estes sintomas podem ocorrer por uma certa insuficiência na produção de progesterona, que ocorre em mulheres que utilizam anticoncepcionais por longos períodos.

Outros efeitos da progesterona são:

  1. Ajuda a manter o desejo sexual
  2. Colabora na função dos hormônios tireoidianos
  3. Melhora o humor
  4. Pode aliviar ondas de calores
  5. Protege contra câncer de mama e câncer do endométrio
  6. Protege contra a osteoporose

Testosterona    

É importante frisar que apesar da testosterona ser um hormônio predominantemente masculino, homens e mulheres apresentam exatamente os mesmos hormônios, o que varia é apenas a proporção deles em cada sexo.

A testosterona, um hormônio andrógeno, é importante tanto para o homem como para a mulher. Ela é fundamental para a integridade da pele, músculo e ossos, protegendo o organismo contra osteoporose, obesidade e diabetes, assim como age contra a perda de função imunológica.

Os efeitos da testosterona são:

  1. Contribuição para o nível de energia, senso geral de bem-estar e, acima de tudo libido
  2. Melhora a reparação (reconstrução) óssea, através do aumento da retenção de cálcio
  3. Fornece proteção cardiovascular (normalizando o colesterol)
  4. Aumenta a massa muscular magra e perda de excesso de gordura.

Estrógenos

Existem 3 tipos de estrógenos produzidos no corpo humano: estrona, estradiol e estriol, também conhecidos com E1, E2 e E3 respectivamente. O corpo feminino tem aproximadamente 3% de estrona, 7% de estradiol e 90% de estriol, durante o período reprodutivo, no climatério-menopausa, estas proporções vão se alterando e daí surgem os sintomas tão conhecidos pelas mulheres.

Os estrógenos são responsáveis por aliviarem os sintomas da menopausa, diminuindo o risco de câncer de colo retal e aumentando a densidade óssea propiciando menos fraturas por osteoporose.

Quando se pensa em TRHB de estrógenos, estamos falando apenas do estradiol e do estriol, pois a estrona é um hormônio que costuma aumentar com o envelhecimento e tem propriedades cancerígenas, portanto não deve ser suplementado.

Os efeitos do estradiol e estriol incluem:

  1. Prevenção contra a aterosclerose ou endurecimento das artérias
  2. Alívio nas as ondas de calor, depressão e atrofia vaginal
  3. Redução na incidência de fraturas ósseas em aproximadamente 50%
  4. Aumento nos níveis de HDL (bom colesterol, o que sabidamente protege contra doença cardiovascular.

 

O problema pode não estar com você, e sim com terapia de reposição convencional

Alguns dados dão conta de que a reposição hormonal convencional pode, na verdade, desenvolver, doenças mais sérias. E essa informação tem deixado mulheres e médicos em estado de atenção.

Um estudo realizado pela Women’s Health Iniciative, foi abruptamente interrompido em julho de 2002 porque demonstrou que a terapia de reposição hormonal convencional aumentava a chance de algumas doenças mais sérias como:

  1. 41% no aumento de derrames
  2. 29% no aumento de ataques cardíacos
  3. 26% no aumento de câncer de seio
  4. 22% no aumento de na totalidade de doença cardiovascular
  5. Dobrava a taxa de coágulos sanguíneos (trombos)
  6. Poderia contribuir para Doença de Alzheimer

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

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hipotireoidismo T3 reverso

Hipotireoidismo Subclínico e T3 reverso, saiba porque isso acontece

O T3 reverso é um dos hormônios que nos fazem engordar!!! Tem ação oposta à do seu “irmão gêmeo”, o T3. O rT3 aumenta, quando por algum motivo o T4 não é convertido para T3, isso é comum em pessoas que fazem reposição hormonal para tireoide.

Mitocôndrias, nossas geradoras de energia

Existem dentro de todas as nossas células pequenas organelas chamadas mitocôndrias, que geram toda a energia que nosso corpo precisa para o seu funcionamento.

As mitocôndrias podem utilizar carboidratos, gorduras e até aminoácidos como substrato para gerar energia, preferencialmente nesta ordem.  Mas a escolha do substrato depende de vários fatores, entre eles da nossa dieta e da nossa atividade física. Sobre falarei em outro texto.

O ritmo de geração de energia pelas mitocôndrias depende entre outros fatores, de um hormônio produzido pela tireoide, a tri-iodotironina, também conhecido como T3.

A Tireoide e a produção de T4 e T3

A tireoide produz mais T4 (80%) do que T3 (20%), na verdade o T4 precisa ser convertido em T3, o que é feito por enzimas chamadas deiodinases. Na realidade o T4 não é hormônio propriamente dito, pois não existem receptores para ele em nosso corpo. O T4 é um pró hormônio, e o T3 é a forma ativa do hormônio tireoidiano.

Quando nosso T4 está sendo produzido em quantidades adequadas e a conversão para T3 também está ocorrendo adequadamente, nosso corpo gera energia de forma adequada e nosso metabolismo está otimizado.

Sintomas de Hipotireoidismo

Porém existem casos, e não são poucos, em que as dosagens dos hormônios tireoidianos estão dentro da faixa de normalidade e mesmo assim o metabolismo está lento.

Alguns sintomas de hipotireoidismo são:

  1. Muito cansaço e desânimo, sem causa aparente
  2. Fadiga crônica
  3. Dores pelo corpo
  4. Fibromialgia
  5. Pele seca
  6. Queda de cabelo
  7. Unhas fracas
  8. Libido diminuída
  9. Infecções recorrentes
  10. Confusão mental (brain fog)
  11. Diminuição da memória e da concentração
  12. Ganho de peso sem grandes exageros alimentares
  13. Dificuldade para emagrecer e facilidade para engordar
  14. Metabolismo lento
  15. Sensibilidade ao frio (precisa colocar meias para dormir)
  16. Dificuldade para transpirar, mesmo fazendo exercícios
  17. Rouquidão
  18. Palpitações
  19. Ansiedade
  20. Depressão
  21. Enxaqueca
  22. Elevação dos níveis de colesterol (mesmo com alimentação adequada)
  23. Desejo de doces
  24. Constipação intestinal
  25. Retenção de líquidos e inchaço
  26. Irregularidades no ciclo menstrual

Os sintomas do hipotireoidismo subclínico, são os mesmos do hipotireoidismo, porem com exames normais.

A seguir veremos algumas das causas de hipotireoidismo subclínico.

T3 e T3 reverso

hipotireoidismo T3 reverso
hipotireoidismo T3 reverso

Acontece que existem duas formas de T3. A forma que ativa o metabolismo, que é o T3 funcional e uma outra forma chamada rT3, ou T3 reverso, que coloca nosso corpo no modo de economizar energia (que é ruim para quem quer emagrecer).

A diferença entre os dois tipos de T3 está apenas na forma espacial da molécula. Porem as duas formas se encaixam no mesmo receptor celular, só que uma forma ativa o metabolismo e a outra desativa. Mas o que leva ao aumento do rT3?

Dietas radicais causam aumento de T3 reverso

Por mais estranho que pareça, as dietas de fome com muito baixas calorias, levam nosso corpo a entende-las como um risco para a sobrevivência, por isso a tireoide ao invés de produzir T3, passa a produzir mais rT3, para poupar energia e armazenar gordura. Isso explica porque quase que a totalidade das dietas de baixas caloria, quando repetidas ao longo da vida deixam de emagrecer e levam num segundo momento ao reganho de peso.

Anticoncepcionais dificultam a conversão de T4 para T3

O uso prolongado de anticoncepcionais orais costumam ao longo dos anos, levar a uma diminuição da conversão de T4 para T3, e a um aumento da produção de rT3. Esta elevação vai levar a uma redução do metabolismo basal e por consequencia, a um aumento de peso, mesmo com alimentação adequada.

O Stress também eleva o T3 reverso

Outro fator muito importante para o aumento de rT3 é o stress. Quando vivemos sob stress crônico, o cortisol que é produzido pelas glândulas adrenais em resposta ao stress, leva a diminuição da produção do TSH, que estimula a tireoide a produzir o T4 e T3, e pior ainda, aumentar a produção de rT3, levando também a redução do metabolismo e ganho de peso.

Reposição de T4

Outro fator muito importante, porém pouco considerado na prática clínica, é a própria reposição do T4 em pacientes com hipotireoidismo. Como o T4 não e hormônio, pois não existem receptores para T4, ele precisa necessariamente virar T3, para funcionar.

Quando esta conversão não ocorre, por vários fatores, o T4 que não virou T3, vira T3 reverso, piorando o hipotireoidismo. É muito comum, vermos pessoas fazendo reposição de hormônio tireoidiano, com TSH e T4 normais, mas sem alteração dos sintomas que levaram a buscar os tratamento, como excesso de peso, falta de energia entre muitos outros.

Deficiência de Selênio e Zinco

Para que o T4 seja convertido para T3, é necessário, que a molécula de Tiroxina(T4), perca 1 Iodo, transformando-se me Tri-iodotironina (T3). Este Iodo é retirado por uma enzima chamada Deiodinase, que por sua vez necessita da presença de níveis adequados de Selênio e Zinco no nosso organismo. Sem estes minerais podemos ter T4 suficiente, mas uma pobre conversão para T3, por esse motivo a investigação do Hipotireoidismo apenas pela dosagem de T4 e TSH, pode deixar, e deixa muitas mulheres com hipotiroidismo, sem diagnóstico.

Exames normais, nem sempre significam funcionamento normal da tireoide

Com esta informação fica claro que exames de tireoide que apresentem TSH, T4 e T3 dentro da faixa de normalidade, que é meramente estatística, não garantem que nossa tireoide e nosso metabolismo estejam funcionando num nível ótimo. Se existirem sintomas de hipotireoidismo é importante que investiguemos os níveis de rT3.

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

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Andropausa Hormônios Bioidênticos

Andropausa, saiba os sintomas e como tratar com Hormônios Bioidênticos

À medida que os homens envelhecem, seus níveis de testosterona começam a diminuir. Esta queda é chamada de andropausa, em analogia à menopausa das mulheres. Esta condição hormonal masculina também é, mais corretamente chamada, de hipogonadismo masculino tardio.

Homens entre 40 a 55 anos, podem apresentar sintomas semelhantes à menopausa, porém, diferentemente das mulheres, os homens não têm um momento específico como a interrupção da menstruação, para marcar o início desta fase.

Queda gradual dos níveis de testosterona  

Nos homens, a queda dos níveis de testosterona produz mudanças, que ocorrem muito gradualmente como: mudanças de humor, fadiga, perda de energia, libido, força e agilidade física, entre outros.

É importante frisar, que nem todos os homens apresentam sintomas chamativos durante a andropausa, portanto, embora todos apresentem diminuição dos níveis de testosterona, nem todos irão necessita de uma modulação hormonal.

Andropausa e Menopausa

Ao contrário da menopausa, na qual a deficiência de estrogênio é completa e provoca alterações clínicas conhecidas, o declínio da testosterona nos homens idosos é menos acentuado, do que a queda dos estrógenos nas mulheres, por isso os sintomas da andropausa são menos intensos.

Sabemos que existem receptores para testosterona em todo o nosso corpo, e por incrível que parece, a maior concentração de receptores para testosterona encontra-se no coração! Podemos dizer que a testosterona é um hormônio, também sexual, mas com certeza, não exclusivamente sexual.

O que é hipogonadismo masculino

O hipogonadismo masculino é uma condição na qual o testículo não produz quantidades suficientes de testosterona.

As causas de hipogonadismo masculino são:

  1. Doenças genéticas
  2. Malformações dos testículos ou da hipófise
  3. Infecções, como a caxumba por exemplo
  4. Traumas testiculares
  5. Uso de algumas drogas e medicamentos, como os anabolizantes por exemplo

Quando o hipogonadismo surge ainda na vida intrauterina, ocorrem malformações dos órgãos genitais.

Se o hipogonadismo surge em pré-adolescentes, o jovem não desenvolve os típicos sinais da puberdade masculina, como pelos no corpo, mudança da voz, ganho de massa muscular, aumento dos testículos e do pênis.

Já no adulto jovem o hipogonadismo causa infertilidade, diminuição da libido, queda de pelos, perda de massa muscular e outros sintomas de deficiência de testosterona.

“Estrogeinização” masculina

Atualmente vivemos uma “estrogeinização” não só da espécie humana, mas praticamente de todos os seres vivos. A intensa contaminação ambiental por substâncias chamadas xenoestrógenos (moléculas semelhantes aos estrógenos), que ocupam os receptores estrogênicos. A continuar assim, em algumas décadas, teremos homens cada vez mais com características femininas, será o fim dos machos como conhecemos hoje. Muito provavelmente, o nascimento de crianças pelo método natural (o sexo), será cada vez mais raro, dando lugar às fertilizações em laboratório. Observando bem, isso já está acontecendo atualmente.

Porque acontece a Andropausa

Como já dito, a função dos testículos e a produção de testosterona, declinam gradualmente com a idade, em cerca de 1,3% por ano após os 40 anos.

Uma discreta deficiência de testosterona em homens de meia-idade pode ser considerada um fenômeno inerente ao envelhecimento, a questão é saber quando essa deficiência precisa de uma modulação hormonal.

É importante salientar o declínio da testosterona em homens mais velhos não produz nenhuma alteração clínica grave, apenas, a qualidade de vida pode ficar muito prejudicada. A testosterona é o hormônio do “tesão” pela vida, e não apenas sexual!

Andropausa Hormônios Bioidênticos
Andropausa Hormônios Bioidênticos

Sinais e Sintomas da Andropausa

Embora a andropausa ainda não seja aceita por toda comunidade médica como uma fase da vida do homem, que precisa de atenção, como a menopausa nas mulheres, alguns sinais e sintomas relacionados a ela são:

  1. Diminuição ou perda da libido
  2. Disfunção erétil e/ou impotência
  3. Redução do volume da ejaculação
  4. Redução da massa óssea, podendo evoluir para osteopenia/osteoporose
  5. Sarcopenia (redução da massa muscular) e diminuição da força muscular
  6. Anemia, pois a testosterona estimula a produção de glóbulos vermelhos
  7. Perda de pelos corporais
  8. Aumento do percentual de gordura corporal (gordura abdominal)
  9. Alterações do humor como: depressão, ansiedade, irritabilidade
  10. Alterações da memória e dificuldade de concentração
  11. Perda de interesse e piora da performance no trabalho
  12. Pessimismo e falta de perspectiva

É claro que nem todas as alterações descritas acima estão associadas apenas à redução dos níveis de testosterona, podem estar associadas ao stress, e ao envelhecimento por exemplo. Quando estes sintomas têm como causa principal a redução dos níveis de testosterona, a sua reposição costuma melhorar o quadro.

Exames laboratoriais para diagnosticar

o diagnóstico da andropausa, é relativamente simples, a partir das queixas relatadas pelo próprio paciente, ou em muitas vezes pela sua companheira, podemos, a partir de exames laboratoriais corriqueiros, identificar se realmente de trata de um quadro de baixos níveis de testosterona.

Os exames mais importantes são: testosterona total e livre, SHBG, FSH e LH.

O que podemos encontrar está resumido logo abaixo, é importante dizer, que a alteração de apenas um destes parâmetros, não indica necessariamente andropausa.

  1. Queda da testosterona total
  2. Aumento da Globulina Transportadora de Hormônios Sexuais ou SHBG. Esta globulina em níveis elevados diminui a testosterona livre e a testosterona biodisponível
  3. Aumento de FSH e LH
  • Estes exames devem ser sempre interpretados por um médico.

Medidas de suporte

Antes do tratamento em si, algumas medidas gerais devem ser adotadas, para que a qualidade de vida mude para melhor, são elas:

  1. Pratica de exercícios físicos, se possível, de intensidade moderada para intensa´
  2. Reeducação alimentar
  3. Destoxificação, visando principalmente a eliminação de xenoestrógenos
  4. Redução do uso de bebidas alcoólicas
  5. Parar de fumar
  6. Práticas para redução de stress, meditação e yoga, por exemplo
  7. Reposição hormonal bioidêntica, de acordo com os dados laboratoriais e quadro clínico

O que são  Hormônios Bioidênticos

Quando falamos em reposição hormonal, logo o que vem à mente, são as mulheres no período do climatério e pós menopausa. Porém todas as glândulas do nosso corpo, depois de certa idade começam a funcionar de forma mais lenta, temos então a menopausa (ovários), andropausa (testículos), adrenopausa (adrenais), tireopausa (tireoide). Embora nem todas essas pausas sejam bem estudadas, todas elas ocorrem.

Os hormônios bioidênticos são moléculas exatamente iguais às que nossas glândulas produzem. Eles são sintetizados a partir do colesterol, soja e do inhame por exemplo. Existem apenas dois grandes laboratórios mundiais que produzem hormônios bioidênticos, e os distribuem para laboratórios menores.

A testosterona foi o primeiro hormônio bioidêntico, a ser criado em laboratório, isso ocorreu na década de 40. Eles já são utilizados em vários países há várias décadas. Aqui no Brasil, sua utilização começou a pouco mais de 10 anos.

Os hormônios não bioidênticos, são moléculas estranhas ao nosso organismo, e mesmo quando prescritos de forma adequada por médicos, ainda assim costumam apresentar efeitos indesejáveis, e em alguns casos, graves.

Ações da Testosterona Bioidêntica

Embora seja mais conhecida como hormônio sexual, o fato é que as ações da testosterona extrapolam em muito a área sexual

Abaixo algumas das ações da testosterona

Sistema cardiovascular

Os receptores para testosterona, distribuem-se amplamente pelos vasos, como a aorta, e células atriais e ventriculares. Existem mais receptores para a testosterona no músculo cardíaco que em qualquer outro tecido do corpo. A testosterona tem ação vasodilatadora, facilitando o fluxo sanguíneo em artérias que apresentem placas ateroscleróticas, como as coronárias e as cerebrais. Poderíamos até dizer, que a testosterona é um hormônio cardíaco, com repercussões também sexuais!

Metabolismo dos carboidratos

A testosterona bioidêntica aumenta a sensibilidade à insulina e melhora o controle da glicemia. É importante frisar, que a modulação hormonal com testosterona bioidêntica, não produz os mesmos efeitos colaterais que a reposição com testosterona não-bioidêntica, sendo, portanto, mais segura e recomendada.

Ações na área sexual

A diminuição dos níveis de testosterona está associada a diminuição da libido, impotência, dificuldades em manter a ereção e diminuição do volume ejaculatório. Um sinal de simples observação é a diminuição da frequência de ereções matinais, aquela ereção involuntária que está presente no momento em que acordamos, quando essas ereções começam a desaparecer, é sinal de os níveis de testosterona estão diminuídos.

Cansaço sem causa aparente

A testosterona tem ação sobre nosso metabolismo energético. Quando ela está diminuída, pode causar sensação de cansaço, preguiça, fadiga muscular e a sensação de que as tarefas diárias precisam de grande esforço para serem executadas.

Falta de memória e concentração

A testosterona importante ação no cérebro, principalmente em regiões relacionadas com a cognição e a concentração. Assim, seu declínio está associado a diminuição na capacidade de aprendizado, dificuldade de concentração e diminuição da memória.

Humor

A deficiência de testosterona, está associada a depressão. A reposição de testosterona pode aumentar a sensação de bem-estar, e melhorar o humor. Muitos casos de depressão masculina, a partir de 45-50 anos, podem ter como causa, a queda dos níveis de testosterona.

Efeitos sobre a Massa Muscular, Gordura Corporal e Massa Óssea

Estudos científicos têm demonstrado que a modulação com testosterona bioidêntica atua de forma favorável na composição corpórea, facilitando o aumento de massa muscular e diminuindo a gordura corporal, principalmente na região abdominal. Foi observado também aumento da massa óssea, redução na susceptibilidade às fraturas.

Sono

O declínio hormonal é responsável pela diminuição da qualidade do sono, principalmente na fase de sono REM (sono profundo), que representa aproximadamente 20% do tempo total de sono e é considerada a fase de reparação do corpo e da mente. Os homens com déficit de testosterona apresentam problemas como insônia e a sensação de que o descanso não foi suficiente para renovar a energias.

Formas de uso

Diferentes formas de preparação e aplicação estão disponíveis para o tratamento com testosterona bioidêntica como: intramuscular, oral, sublingual e transdérmica.

Do meu ponto de vista, a via transdérmica é a ideal para se fazer uma modulação hormonal por longos períodos, por sua segurança e também pela facilidade de podermos individualizar as doses de acordo com cada caso, respeitando a individualidade bioquímica de cada pessoa.

Recomendo que todo homem avalie seus níveis de testosterona regularmente, pois a normalização dos níveis de testosterona pode trazer muitos benefícios a saúde física, mental e vida sexual, melhorando assim a qualidade de vida.

Vantagens da terapia de reposição hormonal bioidêntica (TRHB)

Um grande diferencial da TRHB, além das moléculas serem 100% idênticas às que o nosso corpo produz, é que por serem manipuladas, as doses podem e devem ser personalizadas para cada pessoa.

Também podem ser prescritas em diversas formas, tais como: cápsulas orais, tabletes sublinguais, cremes tópicos e gel, cremes vaginais, supositórios. As diferentes vias de administração possibilitam melhor absorção e uso de doses menores, reduzindo os riscos de superdosagem.

Os hormônios bioidênticos podem ser sexuais, como o estradiol, estriol, progesterona, testosterona, que são os mais conhecidos e utilizados. Mas existem vários outros, como o cortisol, melatonina, DHEA, T4, T3 entre outros.

 

Dr. Fabio Pisani

 

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Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

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Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burn out, conheça seus sinais e sintomas

Se você é estressado, sente cansaço constante, dificuldade para sair da cama pela manhã, fica ligado à noite, está sempre irritado, explode por qualquer coisa, concentração e memória não estão boas, a imunidade está baixa e tem desejo de carboidratos aumentado, talvez você esteja com Fadiga Adrenal ou até mesmo apresente a Síndrome de “burn out”.

A Fadiga Adrenal ainda é um quadro pouco diagnosticado por nós médicos. Quando pensamos nas adrenais, o que nos vem à mente são patologias como doença de Addison ou a síndrome de Cushing.

Nos tempos atuais, todos estamos submetidos a algum grau de stress, que pode ser leve e transitório, mas em muitos casos pode ser intenso e prolongado. Sabemos que o stress em seus vários graus de intensidade pode afetar a glândulas adrenais de várias formas.

fadiga adrenal
fadiga adrenal

As Glândulas Adrenais

As adrenais são pequenas glândulas que estão localizadas sobre os rins, como dois chapeuzinhos. Apesar de seu pequeno tamanho, elas são responsáveis pela produção vários importantes hormônios.

As adrenais são constituídas por duas porções, o córtex e a medula.

A medula adrenal, que é a parte mais interna, produz as catecolaminas: noradrenalina e adrenalina.

O córtex da adrenal secreta três tipos de hormônios: na camada mais externa do córtex os mineralocorticoides (aldosterona), na camada intermediária os glicocorticoides (cortisol e corticosterona) e na parte mais interna do córtex os androgênios (hormônios sexuais masculinos e femininos).

As glândulas adrenais são responsáveis pelo controle da pressão arterial, ciclo do sono, da imunidade, do metabolismo do sódio, do potássio, da água, dos carboidratos entre outras funções.

Causas da Fadiga Adrenal

Nos últimos anos a fadiga adrenal vem ocorrendo de forma quase que epidêmica, podemos dizer.

Vários fatores estão envolvidos na geração deste distúrbio como por exemplo:  stress prolongado e/ou intenso, várias formas de medo, preocupações constantes, pressão no trabalho, em casa, na escola, crises financeiras, crises afetivas, doenças graves e/ou crônicas, perdas de entes queridos, violência urbana apenas citando alguns fatores.

Nas fases iniciais do stress a adrenal reage produzindo muito cortisol, e se este quadro se prolonga por muito tempo a glândula pode entrar em falência e deixar de produzir cortisol em níveis adequados, é o que chamamos de fadiga adrenal. Casos mais severos desta falência adrenal podem evoluir para a chamada síndrome de burn out, que ocorre quando entramos em colapso e a apatia e a prostração são intensas. Muitas vezes a exaustão adrenal é confundida com depressão, mas embora muitos sintomas possam ser comuns aos dois quadros, os tratamentos são muito diferentes.

Como o cortisol modula o sistema imunológico, sua falta nos torna mais suscetíveis às inflamações, infecções, alergias, dermatites, dores musculares e articulares entre outros sinais e sintomas.

Os sinais e sintomas mais característicos da Fadiga Adrenal são

  • Dificuldade em se levantar todas as manhãs, mesmo tendo dormido o suficiente
  • Cansaço constante ao longo do dia
  • Sente bem melhor após do fim da tarde para noite, mas volta a se sentir sem energia por volta das 21 ou 22 horas
  • Irritabilidade constante e crises de explosividade
  • Desejo aumentado de carboidratos de alto índice calórico para gerar energia
  • Diminuição da imunidade
  • Falta de concentração
  • Diminuição da memória de curto prazo

Também podem ocorrer manifestações como: alergias, tonturas, desejo de café e outras bebidas estimulantes, desejo de alimentos salgados, dores articulares, cefaleias crônicas, lombalgia, pressão arterial diminuída, oscilações na glicemia, redução da libido, compulsão alimentar e ganho de peso

 

As 4 fases do Stress

Para entendermos melhor as fases do stress, abaixo segue uma das classificações mais utilizadas para o estadiamento do stress, que é a foi criada por Hans Selye em 1936, na qual ele dividia o stress em 3 fases. Porem acrescentei a fase 4, que na verdade é uma piora da fase de exaustão.

  • Fase de Alerta
  • Fase de Resistência
  • Fase de Exaustão
  • Burn out

Os sintomas e sinais variam dependendo da fase do stress em que o paciente se encontra e, portanto, o tratamento também é diferente

Fase de alerta

A fase de alerta pode ser considerada como benéfica para a espécie humana, pois é graças a ela que sobrevivemos até hoje. É nesta fase que ocorre a liberação de adrenalina para que enfrentemos determinada situação, nos sentimos energizados e prontos para correr ou lutar, conforme seja melhor para nós. Passado o estimulo que gerou esta reação, nossa fisiologia volta ao normal. Importante frisar que nesta fase tanto o estimulo estressor quanto o tempo que ele dura são curtos. Nesta fase temos elevação da adrenalina e também do cortisol, geralmente esta fase não requer tratamento

Fase de resistência

Se os agentes estressores são mais intensos e se apresentam com uma frequência maior no cotidiano destas pessoas nós entramos na fase de resistência. E neste momento os sintomas começam a surgir e os órgãos ou sistemas mais frágeis são os alvos iniciais. Nesta fase as alterações costumam ser mais funcionais do que lesionais como veremos a seguir. Existe uma gama imensa de sinais e sintomas, vou listar apenas os mais comuns

Dores de cabeça, enxaqueca, insônia, bruxismo, diminuição da concentração e memória, tremores, espasmos musculares, tonturas, zumbidos no ouvido, crises de choro, pés frios, mãos suadas, boca seca, irritabilidade, azia, náuseas, constipação, diarreia, dispneia, pânico, dor no peito, palpitações, diminuição da libido, cansaço constante, fraqueza, fadiga constante, oscilações de humor frequentes, depressão, entre outros. Nesta fase podemos ter já uma elevação mais marcada do cortisol e adrenalina. Aqui a duração do estimulo estressor é prolongada

Fase de exaustão

Se os agentes estressores continuam agindo por muito tempo vamos entrar na fase 3 ou de exaustão, onde os sintomas e sinais da fase de resistência continuam, mas aqui já podem ocorrer manifestações orgânicas lesionais como: hipertensão arterial, úlceras gastroduodenais, colites, diminuição da imunidade, câncer, psoríase, vitiligo entre outras patologias. Neste momento vamos ter cortisol bastante elevado

“Burn out”

E grau mais extremo, mas que já não é tão rara atualmente temos a fase de exaustão total ou “burn out” onde as adrenais entram em falência e o cortisol despenca. Nesta fase as forças se esgotam e a pessoas vai se apresentar totalmente prostrada e sem forças para nada, é o fim da linha

Exames para avaliar a função das Adrenais

Existem alguns exames que podem nos ajudar a diagnosticar a fadiga adrenal, como a dosagem do cortisol, DHEA, hormônios sexuais entre outros. Porém o principal diagnóstico vem através das queixas clínicas

Tratamentos

Como tratar? Antes de qualquer ação médica, a pessoa tem de ser conscientizada de que deve mudar seu estilo de vida de forma a reduzir ou eliminar agentes estressores quando possível.

Aprender algum tipo de meditação e/ou iniciar algum tipo de atividade física vai ajudar muito.

acupuntura é um excelente recurso para ajudar na recuperação em qualquer fase do stress, infelizmente ainda é pouco procurada para esta finalidade

Ainda dentro da medicina natural, a medicina ortomolecular, a fitoterapia e a homeopatia podem ajudar muito a equilibrar os níveis de cortisol sem efeitos indesejáveis.

Em casos mais severos de fadiga adrenal pode e deve ser utilizada a suplementação com hidrocortisona bioidêntica, para ajudar a na recuperação da função adrenal.

No aspecto alimentar devem ser evitados carboidratos de alto índice glicêmico pois eles elevam o nível de insulina, que por sua vez diminui ainda mais o cortisol que está baixo. Por este mesmo motivo evitar comer de 3/3 horas, principalmente carboidratos.

Procurar alimentos ou fazer suplementação contenham vitamina C, zinco e vitaminas do complexo B, principalmente o ácido pantotênico, que são nutrientes muito demandados pelas adrenais. Mas sempre é bom frisar, procure sempre um profissional da área de saúde, para ajudá-lo, evite automedicação!

Importante frisar que, embora o tratamento seja eficaz, a recuperação da fadiga adrenal costuma demorar meses e em alguns casos mais de ano, resumindo não existe solução rápida para exaustão adrenal.

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

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Fadiga Crônica

Fadiga Crônica, conheça os sinais e sintomas, e o que fazer para melhorar

A Fadiga Crônica é um diagnóstico ainda pouco feito por muitos médicos. Seus sintomas muitas vezes podem ser confundidos com a depressão ou hipotireoidismo. Vejamos a seguir quais são estes sinais e sintomas.

Sinais e Sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica

Fadiga Crônica
Fadiga Crônica
  1. Cansaço desproporcional, fraqueza, dificuldade em manter a postura ereta, tonturas, desequilíbrio
  2. Mal-estar após pequenos esforços ou atividade física
  3. Dores musculares e articulares
  4. Cefaleia crônica
  5. Formigamento nas extremidades
  6. Confusão mental e falta de concentração
  7. Insônia e/ou sono não reparador
  8. Transpiração noturna
  9. Visão embaçada
  10. Sensibilidade à luz e dor nos olhos
  11. Distúrbios gastrointestinais
  12. Alergias e sensibilidade a alimentos, odores, produtos químicos e medicamentos
  13. Irritabilidade, depressão e alteração de humor

Conheça 3 importantes nutrientes que aumentam a nossa energia

As causas da fadiga crônica ainda não são conhecidas com certeza. As hipóteses atuais mostram que ela pode estar associada a uma disfunção mitocondrial e consequente falha na produção de energia pelo corpo.

Um segundo fator, ainda em estudo, seria a ligação da fadiga crônica com processos infecciosos persistes, mas esta hipótese ainda deve ser melhor estudada.

Baseados na teoria de que a fadiga crônica tenha origem no déficit de energia produzido pelo mau funcionamento das mitocôndrias, a estratégia de tratamento deve ser a restauração desta função, que pode ser feita pela alimentação e suplementação adequadas.

Porém deve-se ter o cuidado de estimular demasiadamente a geração de energia, pois isso produzia uma produção aumentada de radicais livres, que poderiam eles próprios destruírem as mitocôndrias, gerando um círculo vicioso.

Existem 3 suplementos de suma importância na produção de energia celular e proteção das mitocôndrias:

  1. Coenzima Q10 (CoQ10): que é um dos mais fortes antioxidantes solúveis em lipídeos conhecidos produzidos nosso próprio corpo
  2. D Ribose: que é um açúcar essencial para formação de ATP
  3. Glutationa: que é um dos antioxidantes mais importantes do organismo e destoxificante natural

Por que a CoQ10 aumenta a nossa energia

A Coenzima Q10 (CoQ10) é usada para produção de energia através das células do organismo e é, portanto, vital para a boa saúde, níveis altos de energia, longevidade e qualidade de vida geral. Ela igualmente ajuda na proteção contra danos celulares causados pelos radicais livres.

A CoQ10 é pouco absorvida quando ingerida via oral, sua biodisponibilidade, por esta via é menor que 10%. Para contornar esta situação, pode ser usada a via sublingual, pela qual a biodisponibilidade passa de 90%.

Uma outra alternativa seria o uso da forma reduzida da CoQ10, o Ubiquinol, que pode ser usado via oral, porém seu custo ainda é bem elevado no Brasil.

Se a opção for por uso via oral, é importante que seja usado em uma refeição que contenha gordura ou óleo, por a CoQ10 é lipossolúvel, e a absorção ficará potencializada.

D Ribose recupera a energia celular rapidamente

O ATP (Adenosina Trifosfato) é composto por três principais grupos químicos, um deles a D-ribose, um açúcar de cinco carbonos.

D Ribose é absorvida no sangue e é rapidamente distribuída pelos diversos tecidos do nosso corpo. Uma vez dentro das células, o organismo usa a D-ribose para restaurar a produção de energia pelas mitocôndrias.

Mesmo baixa doses de D Ribose ajudam a melhorar o déficit energético, porém no caso de fadiga crônica, as doses variam de 3 a 5 gramas por dia.

É importante notar, que mesmo sendo bioquimicamente um açúcar, ela não é usada para produção de combustível como outros açúcares, e sim preservada para produzir ATP e partes do DNA e do RNA.

Como aumentar os níveis de Glutationa e melhorar a Fadiga Crônica

A Glutationa não tem nada a ver com a geração de energia celular. Na fadiga crônica, ela ajuda na eliminação de radicais livres que podem prejudicar a produção de energia pela célula. Sua capacidade antioxidante também ajuda na prevenção ou diminuição da resposta à dor.

A Glutationa é pouco absorvida via oral, por isso o melhor usar seus precursores.

Usar Whey protein de boa qualidade, sem adição de edulcorantes.

Alimentos ricos em enxofre e/ou selênio igualmente estimulam a produção de Glutationa pelo organismo. Estes alimentos são:

  1. Vegetais crucíferos (brócolis, couve flor, couve-de-bruxelas e repolho)
  2. Alimentos de origem animal (enxofre: ovos, laticínios e miúdos. Selênio: porco, boi, carneiro, frango e peru)
  3. Fitoterápicos: cardo-mariano, cardamomo, canela e açafrão
  4. Castanha do Pará e semente de girassol

Por que o jejum intermitente pode ajudar na Fadiga Crônica

Pode parecer paradoxal, mas uma dieta de restrição calórica ajuda a tratar a fadiga crônica, vou explicar. Embora a causa da fadiga crônica seja a dificuldade de geração de energia ao nível mitocondrial, uma dieta rica em carboidratos, irá gerar mais energia, mas em contraparte, gerará excesso de radicais livres, que irão agravar o quadro.

É importante também, evitar refeições muito próximas do horário de ir, já que refeições logo antes de ir dormir promoverão destruição prematura das mitocôndrias, por aumento da produção de radicais livres.

Por que evitar refeições tarde da noite?

As mitocôndrias são responsáveis por “queimar” o combustível que seu organismo consome e convertê-lo em energia.

Nossas células possuem entre 100 e 100.000 mitocôndrias

Explicarei de uma forma bastante resumida como ocorre a geração de energia dentro das mitocôndrias.

No interior das mitocôndrias existem várias cristas onde são transportados os elétrons, que quebra da glicose ou das gorduras dos alimentos. Este transporte de elétrons, que envolve o ADP e ATP, gera energia, mas também gera um radical livre chamado Superóxido. Estes radicais livres, atacam os lipídeos nas membranas celulares, os receptores de proteína, as enzimas e o DNA resultando em morte prematura das mitocôndrias. Esta é a explicação bioquímica para fadiga crônica.

É bom que se diga que os radicais, na maior parte do tempo são essências para nossa vida. Mas existem situações em que são necessários o uso de antioxidantes para controlar este processo.

Dicas para tratar a Fadiga Crônica

  1. A combinação de atividade aeróbica com treinamento de força pode melhorar os sintomas de dor e fadiga. Exercícios leves, como ioga, podem igualmente ser excelente parte de seu programa de exercícios.
  1. Suplementação com nutrientes importantes para a síntese energética celular, tais como CoQ10 e D-Ribose.
  1. Consumir alimentos ricos em precursores de Glutationa.
  1. Fazer a última refeição de três a seis horas antes do horário de dormir.

 

 

Dr. Fabio Pisani

 

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Magnésio

Magnésio, saiba como ele pode reduzir a hipertensão arterial

A maior causa de morte no mundo são as doenças cardiovasculares. A hipertensão arterial, que afeta quase 1/3 das pessoas, quando não diagnosticada e tratada, aumenta os riscos de AVC e infarto do miocárdio.

A hipertensão arterial, é quase sempre assintomática, o que faz com que seu diagnóstico e tratamento sejam feitos tardiamente.

Valores acima de 140/80 são normalmente diagnosticados como hipertensão. Porém aqui cabe uma ressalva, nossa pressão arterial é dinâmica, isto é, muda de valor ao longo do dia. Costuma ser mais elevada no período da manhã, fato que explica porque a ocorrência de infartos do miocárdio é mais frequente neste período do dia.

Boa das pessoas com hipertensão pode regularizar a pressão arterial através de mudanças no estilo de vida como: mudança de hábitos alimentares, prática de exercícios e suplementação com magnésio por exemplo.

Por que o magnésio é importante para bom o funcionamento do coração

Quando se fala do magnésio, é sempre importante lembrar, que ele deve ser usado sempre em conjunto com o cálcio, pois a proporção entre eles deve se manter estável em no corpo. O uso adequado destes dois minerais pode controlar boa parte das hipertensões arteriais, quando sua causa for a deficiência de um deles.

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no nosso corpo, está envolvido no funcionamento de mais de 350 enzimas no nosso corpo.

magnésio hipertensão arterial
magnésio hipertensão arterial

Entre as principais ações do magnésio, estão:

  1. Geração de energia: através do ATP (trifosfato de adenosina), que são moléculas de energia
  2. Ação sobre relaxamento do músculo do coração (diástole)
  3. Formação dos ossos e dentes
  4. Relaxamento dos vasos sanguíneos
  5. Funcionamento intestinal adequado
  6. Regula a glicemia

O magnésio foi muito usado há algumas décadas atrás em doenças cardiovasculares. Existem estudos mostrando o uso intravenoso de magnésio reduziu a mortalidade em mais da metade dos pacientes que sofreram um ataque cardíaco.

Em um desses estudos, criou-se um protocolo para administração de magnésio o mais rápido possível depois do início de um ataque cardíaco, antes de qualquer outro medicamento. Quando esses critérios foram seguidos, houve uma forte redução nos danos ao miocárdio, e nem hipertensão ou arritmia cardíaca se desenvolveram.

O magnésio atua no coração das seguintes formas:

  • Dilata os vasos sanguíneos
  • Atua no relaxamento do músculo do coração
  • Compensa a ação do cálcio, que contrai o músculo cardíaco
  • Dissolver os coágulos sanguíneos
  • Durante o infarto do miocárdio, diminui a área de lesão e previne as arritmias
  • Durante o infarto do miocárdio, age como antioxidante contra os radicais livres que se formam no local da lesão

Sinais de que você precisa de mais magnésio

O magnésio é um mineral predominantemente intracelular, apenas 1% dele está no sangue. Por esse motivo a dosagem de magnésio no sangue, não é um bom indicador dos nossos níveis deste mineral tão essencial.

Estima-se que 80% da população americana esteja carente de magnésio. Acredito que no Brasil, nossos índices sejam semelhantes, pois assim como nos USA, nosso solo também é muito pobre em magnésio, pois não temos água magnesiana, por ausência de vulcões em nosso país.

Como a dosagem de magnésio no sangue, é reflete seus níveis no nosso corpo, devemos nos guiar pelos sinais e sintomas da falta dele:

  1. Perda de apetite
  2. Náusea e vômitos
  3. Cansaço e fraqueza
  4. Dormência e formigamento
  5. Contrações e cãibras musculares
  6. Convulsões
  7. Arritmia
  8. Espasmos das artérias coronárias

As melhores fontes naturais de magnésio são as verduras verde-escuras. Abacates e amêndoas também são ricos em magnésio.

As causas mais comuns de pressão alta

Ao contrário do que muitos imaginam, a causa mais comum de hipertensão, não é o excesso de sal e nem a falta de magnésio, mas sim o excesso de produção de insulina pelo pâncreas, causada por uma alimentação rica em carboidratos.

A relação entre resistência à insulina e hipertensão, é um exemplo de quão devastadores são os efeitos da associação de níveis altos de insulina, leptina e glicose no sangue.

Grande parte dos médicos brasileiros costuma pedir apenas a dosagem da glicemia, poucos solicitam a dosagem de insulina de jejum, a menos que o paciente apresente antecedentes de diabetes na família. Os ideais da insulina em jejum deve estar entre 2 ou 3.Se estiver acima de 5 ou mais de 10, é importante que se tomem as providências para que estes níveis diminuam.

Se a hipertensão for resultado direto de um nível de açúcar elevado no sangue, a regularização desses níveis, normalizará a pressão arterial

Quatro dicas para baixar a pressão arterial naturalmente

  1. Exercícios físicos: procurar associar atividade aeróbia com musculação, para que haja uma redução mais rápida dos níveis de insulina e por consequência da hipertensão
  2. Alimentação voltada para a redução dos níveis de insulina: evitar carboidratos que aumentam a produção de insulina, como grãos e doces como: massas, arroz, pães, bolos e batatas
  3. Melhore seus níveis de vitamina D: os níveis de vitamina D tem papel importante na normalização da pressão arterial

É importante frisar que, o uso de medicamentos anti-hipertensivos, são absolutamente necessários em casos em que a pressão arterial está muito elevada. O uso das medidas acima citadas, podem e devem ser implementadas em concomitância com o tratamento convencional, pois ele não está tratando a causa da hipertensão, pois quase na maioria das vezes, se diz que a hipertensão é essencial, isto é, nos médicos não sabemos a causa.

Mas sabemos que, entre os fatores que podem causar elevação da pressão arterial estão:

  1. Deficiência de magnésio
  2. Deficiência de vitamina D
  3. Hipotireoidismo
  4. Ácido úrico elevado

Finalizando, quem está usando qualquer anti-hipertensivo, e quiser fazer suplementação de Magnésio ou vitamina D, procure por seu médico e NÃO SUSPENDA SEU MEDICAMENTO PARA HIPERTENSÃO sem autorização expressa dele!

Dr. Fabio Pisani

 

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Vitamina B12

Vitamina B12, saiba porque a é tão essencial para o nosso corpo

Fato é que nós médicos saímos das faculdades de medicina com um conhecimento muito pobre dos aspectos nutricionais e seus impactos sobre a nossa saúde.

Que as vitaminas são extremamente importantes para promoção e manutenção da nossa saúde, ninguém duvida. Mas também é fato que as faculdades de medicina dedicam um espaço mínimo nas suas grades curriculares, tanto para os estudos das vitaminas e minerais, com da nutrição de uma forma geral.

Algumas funções da Vitamina B12

De tempos em tempos, surgem na mídia informações sobre as propriedades maravilhosas de uma determinada vitamina. Este é o caso da vitamina B 12, que sabemos atua em funções crucias do nosso metabolismo.

A vitamina B12 influencia diretamente o metabolismo de todas as células do organismo. Ela regula e sintetiza o DNA e a formação do sangue. Novos estudos sugerem que a vitamina B12 pode ser muito mais importante para o metabolismo mitocondrial do que se imaginava anteriormente.

Estudos indicam que a vitamina B12, também conhecida como cobalamina, pode desempenhar papel crucial no crescimento das células.

A importância da Vitamina B12 na dieta

A vitamina B12 é absorvida no intestino delgado, mas como ele está ligada a uma proteína de origem animal, precisa de uma acidez estomacal adequada, para que seja separada desta proteína e se ligue ao fator intrínseco, para só então ser absorvida pelo intestino e passe para o sangue.

É importante salientar que o uso crônico de antiácidos, principalmente os inibidores da bomba de prótons, como o Omeprazol e seus derivados, podem ao longo do tempo causar uma deficiência da vitamina B12.

A produção e a manutenção de uma nova célula, assim como a síntese do DNA, fazem com que a vitamina B12 seja vital para a saúde.

Sinais e sintomas da deficiência de vitamina B12

Níveis baixos de vitamina B12 podem resultar em problemas neurológicos como demência senil e Alzheimer.

A produção ineficiente de células sanguíneas como a anemia megaloblástica também são indicações de baixos níveis de vitamina B12.

Também a sensação de “formigamento”, principalmente nos membros, pode estar associada ao déficit da vitamina B 12.

Abaixo uma lista mais completa, com sinais e sintomas associados à deficiência da vitamina B12:

  • Tonturas
  • Fadiga desproporcional
  • Palidez
  • Fraqueza muscular
  • Visão ruim
  • Esquecimento
  • Anemia
  • Feridas na boca
  • Perda de peso
  • Fraqueza, cansaço ou tonturas
  • Anemia
  • Falta de concentração
  • Formigamento nos pés
  • Dor de estômago e perda de peso
  • Diarreia ou prisão de ventre
  • Batimento cardíaco rápido
  • Falhas na memória
  • Problemas respiratórios
  • Palidez
  • Anemia
  • Exaustão crónica
  • Fraqueza física
  • Imunodeficiência, a suscetibilidade a infecções
  • Inflamação da boca (aftas), estômago e intestinos
  • Problemas gastrointestinais
  • Prisão de ventre, diarreia
  • Alterações do apetite
  • Dores nervosas
  • Espasmos
  • Problemas de visão
  • Perda de coordenação e equilíbrio
  • Problemas motores
  • Branqueamento dos cabelos
  • Formigamento e dormência dos membros
  • Falta de motivação
  • Depressão
  • Síndrome de Burn-out
  • Esquecimento / demência
  • Problemas do sono
  • Transtornos de personalidade
  • Falta de concentração
  • Tonturas
  • Irritabilidade
  • Nervosismo
  • Confusão
  • Alucinações
  • Arteriosclerose
  • Ataque cardíaco
  • Infarto cerebral (AVC)
  • Danos na retina
  • Anemia perniciosa
  • Paralisia
  • Espasmos
  • Incontinência
  • Infertilidade

A Vitamina B12 durante a gravidez

Mulheres deficientes em vitamina B12 são 21% mais suscetíveis a ter um parto prematuro, segundo um estudo.

A Vitamina B12 é um nutriente essencial encontrado somente em produtos de origem animal como carne, leite e ovos. Mulheres grávidas que consomem poucos alimentos derivados de animais aumentam o risco de desenvolver deficiência em vitamina B12.

Tão importante quanto o consumo de quantidades adequadas de vitamina B12 é a escolha de alimentos de alta qualidade para a manutenção de níveis ótimos.

Vegetarianos têm maior chance de apresentar deficiência de vitamina B12

Baixos níveis de vitamina B 12 são encontrados entre os vegetarianos, principalmente entre os veganos. A diferença é que, enquanto primeiro grupo geralmente consome ovos, peixe e lácteos, o segundo grupo geralmente não o faz, fazendo com que estes indivíduos necessitem mais consciência de seu consumo de nutrientes.

Fontes naturais de vitamina B12

vitamina B12 deficiência
vitamina B12 deficiência

Levedura alimentar e outros alimentos fortificados com B12 uma opção para aumentar o consumo de B12 através da dieta.

Carnes, Iogurte e queijo são outras fontes adicionais naturalmente ricas em vitamina B12.

A vitamina B 12 é a única vitamina hidrossolúvel que se deposita no nosso corpo. Por isso, dependendo dos níveis de B12 no sangue, pode levar até 1 ano para que a deficiência dela se manifeste.

Os níveis ótimos de vitamina B 12 é acima de 700 pg/mL.

Dr. Fabio Pisani

 

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Vitamina D

Deficiência de Vitamina D, conheça os seus sinais e sintomas

A deficiência de vitamina D, atinge níveis epidêmicos, e embora seja essencial para nossa saúde, não está presente em quantidades significativas em nenhum alimento. Por isso a melhor alternativa para obtenção dela, é a exposição inteligente ao sol.

Para aumentar a vitamina D3, a exposição da pele à luz solar natural é a melhor e mais barata opção para se obter uma quantidade suficiente desse nutriente tão importante.

É importante frisar que a nossa produção de vitamina D e ativada pela exposição aos raios de sol UVB, que NÃO ocorrem ao longo de todo o dia. O melhor período de exposição, é entre 10 e 15 horas! Meio dia é o melhor horário, basta, de acordo com o tipo de pele uma exposição de 10 minutos diários, sem protetor solar, claro.

Sei que esta indicação contraria as recomendações dermatológicas vigentes, como a exposição é muito curta, praticamente não há riscos para a saúde.

Quando foi descoberta, a vitamina D foi classificada no grupo das vitaminas, como o próprio nome diz. Mas estudos mais recentes, mostram que na verdade, ela deva ser classificada com um hormônio esteroide.

A vitamina D, obtida pela exposição à luz solar atua como um pró-hormônio, convertendo-se rapidamente em nossa pele em 25-hidroxi vitamina D, ou vitamina D3.

deficiência vitamina D
deficiência vitamina D

Qual é o seu grau de deficiência de vitamina D?

Do meu ponto de vista, em várias partes do planeta, a carência de vitamina D cresce de forma epidêmica.

O fator causal mais importante para estes baixos níveis de vitamina D, é a baixa exposição ao sol. Isso por sua vez, se deve a dois aspectos, aumento do número de pessoas que trabalham em ambientes fechados e medo da exposição ao sol.

Atualmente em cidades médias e grandes, existe uma enorme população de pessoas que passam a semana praticamente sem se expor ao sol.

Mas isso é apenas parte do problema. Nas últimas décadas, instalou uma verdadeira heliofobia (medo de tomar sol), na qual nós médicos somos os principais responsáveis.

Heliofobia, um fenômeno moderno

É obvio que a exposição excessiva ao sol, é danosa para nosso corpo, porém, chegamos ao ponto de muitas pessoas usarem protetor sola até para ficarem dentro de suas casas!

O sol, que durante muitos séculos, foi usado para tratar doenças e melhorar a saúde, de repente virou um grande vilão. Volto a frisar, a exposição inteligente ao sol é altamente benéfica, não sol por aumentar nossa produção de vitamina D, mas existem vários outros benefícios ainda pouco estudados pela ciência, ligados à exposição solar.

Pesquisadores observaram que a deficiência de vitamina D é frequente em adultos de todas as idades, que sempre usam proteção solar ou que limitam suas atividades ao ar livre.

Sabe-se que mais de 95% dos idosos têm deficiência de vitamina D, não só porque passam muito tempo dentro de casa, mas também porque produzem menos vitamina em resposta à exposição solar.

Uma pessoa com mais de 70 anos produz cerca de 30% menos vitamina D que uma pessoa mais jovem com a mesma exposição solar.

Também é importante saber que o tempo de exposição ao sol, para a produção de vitamina D é diferente de acordo com o tipo de pele. Peles mais escuras necessitam de maior tempo de exposição do que as peles claras, para a produção da mesma quantidade de vitamina D.

Deficiência de Vitamina D, veja os sinais 

A maneira mais precisa de saber com certeza se você tem deficiência de vitamina D é fazendo a sua dosagem no sangue.

Porém, existem alguns sinais e sintomas que podem indicar que seu nível de vitamina D está baixo:

  1. Ter uma pele mais escura: Os negros apresentam maiorisco de deficiência de vitamina D, porque a pele escura, precisará de até 10 vezes mais exposição solar para produzir a mesma quantidade de vitamina D que uma pessoa de pele clara!
  2. Tristeza ou depressão: O nível de serotonina, também aumenta com a exposição à luz clara e cai com menor exposição solar. Cientistas avaliaram os efeitos da vitamina D na saúde mental de idosos, e descobriram que aqueles com os menores níveis de vitamina D estavam 11 vezes mais propensos a ficar deprimidos do que os que receberam doses saudáveis.
  3. Ter 50 anos ou mais: À medida que envelhecemos, a pele não produz tanta vitamina D em resposta à exposição solar. Ao mesmo tempo, os rins ficam menos eficientes em transformar a vitamina D na forma usada pelo corpo.
  4. Estar acima do peso ou obeso: A vitamina D lipossolúvel, e parecida com um hormônio, o que significa que pode se acumular no tecido gorduroso. Obesos necessitam mais vitamina D do que pessoas magras.
  5. Dor nos ossos: Muitas pessoas que vão ao médico com dores, principalmente junto com fadiga, acabam recebendo o diagnóstico errado de fibromialgia ou síndrome da fadiga crônica. Muitos desses sintomas são sinais clássicos da deficiência de vitamina D chamada osteomalacia, que provoca fortes dores nos ossos. Este quadro é diferente da deficiência de vitamina D que causa osteoporose em adultos.
  6. Suor na cabeça: Um dos primeiros sinais clássicos de deficiência de vitamina D é suar na cabeça. Na realidade, os médicos costumavam perguntar às mães sobre o suor na cabeça dos recém-nascidos por esse mesmo motivo. O suor em excesso nos recém-nascidos devido à irritabilidade neuromuscular, mas também é descrito como um sintoma comum e precoce de deficiência de vitamina D. Devo confessar que fiquei sabendo deste sinal recentemente!
  7. Problemas intestinais: A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, o que significa que se existir um problema gastrointestinal que afete a capacidade de absorver gordura, poderá ocorrer menor absorção de vitaminas lipossolúveis, como as vitaminas A, D, E e K. Isso inclui problemas intestinais como: a doença de Crohn, sensibilidade ao glúten não-celíaca e doença celíaca, doença inflamatória intestinal e disbiose intestinal.

Níveis ótimos de Vitamina D3 podem prevenir câncer, doenças cardíacas e muito mais

De forma geral níveis mais altos de vitamina D3 são sempre desejáveis, já que praticamente não são relatados efeitos adversos ou tóxicos quando utilizamos a vitamina D3. Níveis mais altos poderiam evitar diversas doenças crônicas e a incidência de diferentes tipos de câncer também poderia ser reduzida pela metade.

A vitamina D também combate infecções, como resfriados e gripes, já que regula a expressão dos genes que influenciam o sistema imunológico para atacar e destruir bactérias e vírus.

Níveis ótimos de vitamina D aumentam a produção de Catelicidina, que é um tipo de “antibiótico” natural produzindo por nosso corpo.

A otimização dos níveis de vitamina D pode ajudar a proteger contra:

  • Doenças cardiovasculares. A vitamina D é muito importante para reduzir a hipertensão, doenças cardíacas ateroscleróticas, infarto do miocárdio e AVC. Um estudo mostrou que a deficiência de vitamina D aumentou o risco de ataque cardíaco em 50%. Importante, se você tiver um infarto do miocárdio, e tiver deficiência de vitamina D, seu risco de morrer é de quase 100%!
  • Doenças autoimunes. A vitamina D é um potente modulador imunológico, muito importante na prevenção de doenças autoimunes, como esclerose múltipla e doença inflamatória intestinal.
  • Infecções, inclusive gripe. Ela também ajuda a combater infecções de todos os tipos.
  • Reparo de DNA e processos metabólicos. Dr. Holick mostrou que voluntários saudáveis que tomaram 2.000 UI de vitamina D por dia por alguns meses aumentaram a expressão de 291 genes diferentes que controlam até 80 processos metabólicos variados. Estes processos vão desde a melhoria no reparo de DNA, até o efeito sobre a auto oxidação, com implicações no envelhecimento e no câncer, por exemplo, melhorando o sistema imune e vários outros processos biológicos.

Quais são os níveis ótimos de Vitamina D para ter saúde excelente?

Quando se trata de níveis da vitamina D, as referências dos laboratórios de analise, são de pouca utilidade, pois não buscamos níveis “normais” dela. Na realidade, o que devemos buscar são os níveis ótimos de vitamina D, que as pesquisas atuais indicam que deva ficar entre 50 e 70 ng/ml.

Para chegarmos a esses níveis ótimos, o ideal seria que fosse através da exposição solar, mas isso nem sempre é possível.

Mesmo quando podemos tomar sol regulamente, a nossa produção dela depende de vários fatores como: idade, cor da pele, uso de filtro solar, horário do dia em que esta exposição é feita, entre outros.

Também podem ser usadas câmaras de bronzeamento para aumentar a vitamina D, mas num pais como o Brasil, onde temos sol o ano todo, penso que não seja a melhor opção.

Portanto a forma mais prática, é fazer a suplementação da Vitamina D3.

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

E-mail: drfabiopisani@gmail.com

 

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hormônios bioidênticos

Hormônios Bioidênticos, uma outra forma de fazer reposição hormonal

A modulação com hormônios bioidênticos busca repor da forma mais natural e fisiológica possível, o declínio dos vários hormônios que produzimos, que ocorre ao longo do nosso processo de envelhecimento, mantendo assim a nossa saúde e bem-estar.

A produção de hormônios pelo organismo humano começa a decrescer após determinada idade, são as pausas: menopausa (ovários), andropausa (testículos), tireopausa (tireoide), adrenopausa (adrenais), enfim, todas as nossas glândulas envelhecem.

Nossos hormônios começam a diminuir progressivamente de 1 a 3 % por ano, em média, a partir dos 25 e 30 anos de idade. Esta queda contribui para os sintomas do envelhecimento como cansaço, diminuição da memória, aumento de peso, diminuição da libido, aumento de flacidez e rugas, mudanças de humor, também para o aumento dos riscos de doenças do envelhecimento como câncer, Alzheimer, doenças cardiovasculares, entre outras.

Nas mulheres, a menopausa, além de determinar o fim dos ciclos reprodutivos, também produz uma série de sintomas desagradáveis. Esta fase é o climatério, período que antecede a menopausa, propriamente dita.

Nos homens, o declínio dos níveis de testosterona pode causar: diminuição da massa e força muscular, diminuição da libido, aumento de gordura abdominal (associada à resistência à insulina), osteopenia, lentidão de raciocínio, esquecimentos, depressão e/ou irritabilidade, insônia, diminuição da sensação de bem-estar geral.

Que são os Hormônios 

Hormônios são substâncias químicas que transferem informações entre as células do nosso organismo. Os hormônios regulam o envelhecimento no adulto, e o desenvolvimento na criança, controlam as funções de muitos tecidos, auxiliam as funções reprodutivas, e regulam o nosso metabolismo.

Os hormônios circulam pelo sangue até atingirem seus tecidos-alvo, onde eles ativam uma série de alterações químicas. Para executar sua função, um hormônio precisa ser reconhecido pelo seu receptor, como num sistema de chave-fechadura. Quando um hormônio se liga ao seu receptor, as moléculas de ambos passam por alterações estruturais que ativam mecanismos no interior da célula, que produzem os efeitos especiais induzidos pelos hormônios.

Quando os hormônios usados não exatamente iguais ao que nosso corpo produz, esta ligação fica prejudicada, podendo até mesmo nem acontecer.

A atividade de um hormônio depende em parte da sua estrutura química, que possibilita sua ligação a um receptor.

Quando são utilizados hormônios não bioidênticos, esta ligação fica prejudicada, podendo até mesmo nem ocorrer. Neste caso, estas substâncias podem não apresentar o efeito desejado, e até mesmo provocar efeitos adversos.

Por outro lado, ao utilizarmos hormônios bioidênticos, a ligação com o receptor ocorre de forma adequada, e consequentemente também a ação hormonal.  Desta forma, o organismo pode retornar aos níveis hormonais otimizados.

Que são hormônios bioidênticos

Os hormônios bioidênticos são hormônios que têm exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos pelo nosso corpo, por este motivo têm ação mais fisiológica e natural dentro do nosso organismo.

É importante frisar que, mesmo os hormônios bioidênticos devem ser utilizados respeitando dosagens fisiológicas em pacientes com deficiências. Não é recomendado seu uso em altas doses com qualquer finalidade estética.

Qual é a diferença entre Modulação Hormonal e Reposição Hormonal?

É muito importante saber, que reposição hormonal é diferente de modulação hormonal.

A reposição hormonal convencional visa substituir os hormônios que estão em níveis muitos baixos, e traze-lo a um nível comparado com os indivíduos da mesma idade, necessita-se então doses mais elevadas de hormônios para restabelecer a deficiência grave já instalada.

Já na modulação hormonal, o objetivo é prevenir que os hormônios declinem ainda mais a ponto de produzirem sintomas indesejáveis. Ou seja, a modulação hormonal, procura reestabelecer o equilíbrio hormonal com pequenas doses hormonais, de maneira fisiológica.

hormônios bioidênticos reposição hormonal
hormônios bioidênticos reposição hormonal

Classificação dos hormônios segundo sua origem

  1. Hormônio Natural: o termo natural diz respeito a uma substância retirada da natureza, que não passa por nenhum processo de transformação industrial e pode ser de origem vegetal, animal ou mineral.
  2. Hormônio Sintético: o termo sintético refere-se a uma substância que passou por um processo industrial de síntese, transformação ou modificação em sua estrutura química. Desse modo, os termos natural e sintético referem-se à origem ou à fonte de uma substância e não estão relacionados a sua estrutura química.
  3. Hormônio Bioidêntico: O termo bioidêntico refere-se a uma substância cuja estrutura molecular é exatamente idêntica à dos equivalentes produzidos pelo nosso próprio organismo, independentemente da fonte da qual se origina (assim pode ser natural ou sintética).

Abaixo alguns exemplos, para melhor entendimento das diferenças entre as categorias:

  1. Estrógenos conjugados (Premarin): Substância extraída da urina de éguas prenhes com ação hormonal. É uma substância natural, mas não, bioidêntica, porque refere-se aos hormônios produzidos pelas éguas e não pelos seres humanos.
  2. Acetato de medroxiprogesterona (Provera): Substância obtida por síntese química na indústria. É, portanto, sintética, mas não é bioidêntica.
  3. Isoflavona de soja: Fito-hormônio extraído da soja, de origem natural e com alguma atividade hormonal. No entanto, não é bioidêntico aos hormônios humanos.
  4. Estradiol, Estrona, Estriol, DHEA, Pregnenolona, Progesterona, Testosterona, T4, T3: São hormônios bioidênticos aos produzidos pelo organismo humano, independentemente da fonte da qual se originam (natural ou sintética).

A Terapia de Modulação Hormonal Bioidêntica (TMHB): Refere-se ao uso apenas de hormônios bioidênticos, ao invés de substâncias estranhas ao organismo humano, como os hormônios análogos.

Abaixo segue uma descrição resumida da ação dos hormônios bioidênticos utilizados na prática clínica:

DHEA (dehidroepiandrosterona)

É nosso hormônio mais abundante no corpo humano, a produção chega ao seu pico por volta dos 20 anos. Quanto mais envelhecemos, mais cai o nível de DHEA. Aos 40 anos, o organismo produz metade de DHEA que produzia antes.

O DHEA aumenta a energia, melhora a função imune, melhora o humor, melhora a função cognitiva (memória).

Estudos sugerem que, quanto menor o nível de DHEA da pessoa, maior o risco de morte por doenças relacionadas com o envelhecimento.

O DHEA, que é produzido pela glândula adrenal serve como matéria-prima para a fabricação de todos os hormônios esteroides, s como o cortisol, estradiol, testosterona entre outros.

Hormônios da Tireoide T4 e T3

Os hormônios tireoidianos agem em quase todas as células do corpo, e controlam a taxa metabólica, os movimentos das alças intestinais (peristaltismo), e até mesmo a respiração celular (geração de energia).

Quando envelhecemos os níveis de hormônios tireoidianos também declinam. Baixos níveis de hormônios tireoidianos estão associados ao aumento da gordura corporal, diminuição da energia, frio em extremidades do corpo como mãos e pés, aumento do colesterol ruim e perda de memória.

Testosterona Bioidêntica (em homens)

A testosterona no homem é um hormônio produzido principalmente pelos testículos, através do estímulo de hormônio LH produzido pela hipófise.

Com o envelhecimento existe uma queda progressiva da produção da testosterona.

A diminuição da testosterona está ligada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, depressão, perda cognitiva, perda de massa muscular, aumento de gordura corporal e diminuição do libido e ereção masculina.

Testosterona Bioidêntica (em mulheres)

A testosterona apesar de ser um conhecido como hormônio masculino é encontrado tanto em homens como em mulheres, ainda que a quantidade de testosterona no corpo das mulheres seja muito menor, cerca de 20 a 30 x menos que nos homens.

A testosterona na mulher tem fundamental importância na libido, metabolismo das gorduras acumuladas (gerar energia), e no ganho de massa muscular.

Homens e mulheres têm exatamente os mesmos hormônios, o varia são suas proporções em cada sexo.

Estrogênios Bioidênticos

A produção desse hormônio começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa, quando existe uma queda abrupta da produção deste hormônio.

Na menopausa a falta de estrogênio causa as ondas de calor, além de favorecer a depressão, perda de memória, perda lubrificação vaginal, perda da libido, diminuição do brilho da pele, osteoporose e uma redistribuição de gordura corporal, para partes caracteristicamente mais masculinas (barriga).

O estrogênio estimula o crescimento de todos os ossos longos na adolescência, e fortalecimento ósseo na idade adulta, por isso sua falta aumenta a incidência de osteoporose, principalmente nas mulheres.

Estudos recentes têm associado a diminuição do estrogênio com o Mal de Alzheimer, considerando que estrogênio produzido naturalmente pelo nosso organismo é neuroprotetor.

O homem apresenta níveis menores, mas relativamente estáveis de estrogênio na vida adulta.

Progesterona Bioidêntica

A progesterona é produzida principalmente nos ovários na mulher, testículos no homem e pelas adrenais nos dois sexos.

A progesterona age não só no corpo físico, mas também na parte emocional das mulheres.

Na parte emocional leva a mulher a um estado metal mais relaxado, sereno e sociável.

Na parte física, aumenta a densidade óssea ajudando a prevenir a osteoporose, além de ser um diurético natural.

É importante na mulher manter o equilíbrio entre o estrogênio e a progesterona na modulação hormonal.

Hormônio de Crescimento (GH) Bioidêntico 

Recentes estudos têm demonstrado que o GH pode reverter alguns aspectos importantes do envelhecimento.

Baixos níveis de GH no adulto estão correlacionados a perda da qualidade de vida como cansaço, baixa autoestima, depressão, aumento da gordura corporal, osteopenia, diminuição da resistência da atividade física e aumento da mortalidade.

É importante que a reposição de GH seja feito quando seus níveis estão baixos, e não para fins meramente estéticos.

Melatonina

A melatonina é um neuro-hormônio produzido no cérebro, pela glândula Pineal. Tem como principal função regular o sono

A partir dos 20 anos de idade, em média, ocorre diminuição de melatonina entre 10 a 15% a cada década de vida, é por isso, que com o avanço da idade aumentam aa chances de problemas como a insônia.

Recentes descobertas em relação a melatonina têm evidenciado, outras funções importantes além da própria regulação do sono, a melatonina desempenha potente ação antioxidante cerebral (protegendo contra tumores cerebrais), e importante função no antienvelhecimento.

Cortisol Bioidêntico ou Hidrocortisona Base

O cortisol é um hormônio corticosteroide produzido pelas glândulas adrenais, e que está envolvido resposta ao estresse.

É um hormônio essencial para a qualidade e vida, sua deficiência causa sintomas como fadiga, depressão, inflamação e hipotensão.

Sua quantidade em níveis adequados no sangue, são responsáveis pelo aumento de energia (libera a glicose no sangue para ser utilizada), manutenção da pressão arterial e diminuição da inflamação.

Outras funções importantes do cortisol estão na área mental, como o aumento da resistência a situações de stress, com a melhora da capacidade de trabalho.

Controle da liberação de adrenalina, pela ação reguladora do sistema nervoso simpático.

É importante saber que o cortisol deve estar em maior quantidade pela manhã e diminuir lentamente sua concentração no decorrer do dia, a inversão deste padrão, ou seja, diminuição do cortisol pelas manhã e aumento no período da noite, também deve ser corrigido.

Pregnenolona Bioidêntica

É o neuro-hormônio mais importante do corpo, pois é uma molécula essencial para formação de vários hormônios, como: estradiol, progesterona, DHEA e testosterona.

Também existe em abundancia nas mitocôndrias de células nervosas e das adrenais. Como a maioria dos hormônios anabólicos (formadores de tecidos) ele começa a declinar após os 30 anos de idade.

Estudos apontam que pregnenolona pode ajudar na melhora da memória pois têm função de neurotransmissor, e estimulador da neurogênese (formação de neurônios novos) comprovado em estudos em animais.

Ao contrário do que os neurocientistas antigos afirmavam, o cérebro é sim, capaz de formar neurônios novos.

Dr. Fabio Pisani

 

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depressão

Flora intestinal, saiba qual é o papel dela nas depressões

Já há algum tempo, medicina vem reconhecendo o papel que o intestino tem sobre o funcionamento de cérebro. Sabemos hoje que ele pode influenciar nosso humor e nosso comportamento. Não é à toa que o chamam de segundo cérebro.

Problemas como a depressão, por exemplo, podem não estar ligados apenas a um desequilíbrio dos neurotransmissores cerebrais, mas podem também estar associados ao desequilíbrio da microbiota intestinal.

flora intestinal depressão
flora intestinal depressão

A Conexão cérebro-intestinal

A conexão intestino-cérebro é conhecida já há algum tempo pela medicina. Existem várias evidências do envolvimento gastrointestinal em diversas doenças neurológicas e psiquiátricas. O equilíbrio da flora intestinal pode exercer um papel importante em nossos aspectos psicológicos e comportamentais.

É interessante lembrar, que, cérebro e intestino a mesma origem embrionária. Durante o desenvolvimento fetal, uma parte se transforma no sistema nervoso central enquanto a outra se transforma no sistema nervoso entérico.

Tendo isso em mente, fica claro como é importante cuidar da nossa flora intestinal durante a vida toda.

Cérebro e intestino são conectados pelo nervo vago, que vai do tronco cerebral até o abdômen. Esta conexão explica por exemplo, o frio na barriga quando estamos nervosos. E também porque a saúde intestinal pode ter influência na saúde mental e vice-versa.

Em decorrência do exposto acima, podemos deduzir a importância da alimentação para nossas emoções e nosso comportamento.

Excesso de higiene está afetando nossa saúde

Estudos mostram que os índices de depressão vêm aumentando mais entre os jovens do entre os mais idosos.

Isso pode ter várias origens, mais dois fatos associados à microbiota intestinas se destacam.

Parto via cesariana 

O primeiro está ligado ao parto. Antigamente maioria dos partos eram normais, poucos requeriam uma cesariana, hoje este panorama mudou muito. O parto normal é via pela qual temos o nosso primeiro contato com os micro-organismos que irão colonizar nosso intestino e formar a nossa microbiota. A ausência destes micro-organismos, a falta do leite materno e o uso de antibióticos, afetam de modo profundo tanto a nossa imunidade, quanto o eixo intestino-cérebro. Pessoas mais velhas têm mais chance de terem nascido de parto normal, portanto, têm mais chances de terem uma flora intestinal mais saudável.

O excesso de higiene

O outro fator que dificulta a formação de uma microbiota intestinal saudável, é o excesso de higiene, por incrível que pareça. Nas últimas décadas, as crianças de países desenvolvidos, vem sendo cada vez menos expostas aos micróbios, tanto fora quanto dentro do corpo, a sociedade moderna ficou muito limpa e pasteurizada. Claro que isso tem seu lado bom, mas a outra face da moeda é a pobreza da nossa flora intestinal.

Quando retiramos todas essas bactérias dos nossos filhos, seu sistema imunológico fica mais fraco e não mais forte.

80% do nosso sistema imune está nos intestinos, pois é a principal via de entrada dos micro-organismo no nosso corpo.

Microbiota intestinal

Uma boa flora intestinal e uma permeabilidade intestinal adequada, são extremamente importantes para evitar que se instale em nosso corpo, um tipo de inflamação crônica assintomática, que está na raiz de quase todas as doenças crônico-degenerativas, como as doenças cardiovasculares, diabetes e a depressão.

A nossa microbiota pode ser reequilibrada pelo uso regular de alimentos fermentados como o Kefir e o Natto. Porém, penso que a via mais prática é o uso de pró e prebióticos, pois na cultura ocidental, ainda são poucos os que se adaptam a consumir Nato e Kefir.

Associação dos problemas Intestinais com os distúrbios cerebrais

Problemas intestinais como intolerância ao glúten e a hiper permeabilidade intestinal, estão associadas não apenas à depressão, mas também outras alterações cerebrais, como o autismo, por exemplo. Tanto os casos de autismo, quanto os de depressão tendem a melhorar com o uso de probióticos ou de alimentos fermentados.

Benefícios dos Probióticos para a nossa saúde

Nosso corpo contém cerca de 10 trilhões de células e 100 trilhões de bactérias. Quando nossa microbiota está equilibrada, temos 90% de bons micro-organismos e 15% de maus.

Uma boa flora intestinal também é importante para:

 

  1. Proteger contra a proliferação excessiva de outros micro-organismos patogênicos
  2. Digestão de alimentos e absorção de nutrientes
  3. Produção de vitaminas, absorção de minerais e eliminação de toxinas
  4. Prevenção de alergias

Gases, cansaço, desejo doce, náuseas, cefaleia, constipação, diarreia, podem ser sinais de excesso de bactérias patogênicas no intestino.

Fatores que desequilibram nossa biota intestinal

A microbiota intestinal, não está isolada do nosso corpo, muito pelo contrário, ela é muito sensível ao nosso estilo de vida e dieta. Abaixo seguem alguns fatores que prejudicam nossa flora intestinal:

  1. Antibióticos
  2. Anti-inflamatórios
  3. Água clorada
  4. Sabonete antibacteriano
  5. Agrotóxicos e pesticidas
  6. Metais tóxicos
  7. Poluição

Como é praticamente impossível que evitemos todos estes fatores acima, é importante que regularmente façamos o uso de probióticos, para recompor nossa flora intestinal.

Dicas para melhorar a flora intestinal

 Pelo simples fato de que 80% do sistema imunológico esteja localizado no intestino, precisamos repovoá-lo com bactérias boas regularmente. E também pelo impacto que o intestino tem no nosso cérebro, devemos dedicar uma boa parte da nossa atenção para mantê-lo saudável.

Além de uma alimentação saudável, podemos ajudar nosso intestino, usando os alimentos fermentados já citados, e também fazer uma suplementação com pré e probióticos. Além de, claro evitar antibióticos, metais tóxicos.

 

Dr. Fabio Pisani

 

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