A Fitoterapia talvez seja a “especialidade” médica mais antiga, visto que o uso de plantas para os mais diversos males remonta a milhares de anos. Mas apesar do imenso potencial de tratamento que as plantas representam, as pesquisas nesta área ainda são muito tímidas. Talvez a falta de sistematização deste conhecimento nas diversas culturas e, também, por grande parte desta sabedoria pertencer à medicina popular, a ciência oficial ainda não dedicou a devida atenção à Fitoterapia. Mas já podemos perceber que nos últimos dez anos este quadro vem mudando.

Em nossa cultura, quando falamos em tratamento com plantas, a primeira ideia que nos vem à cabeça é o uso de chás. Os chás são apenas uma das formas de uso da Fitoterapia, mas do ponto de vista médico, penso que seja o menos eficaz.

As plantas agem no nosso corpo porque possuem princípios ativos que podem ser extraídos delas de várias formas, dependendo de qual parte da planta utilizamos. Se queremos extrair os princípios ativos das folhas podemos usar a infusão com água quente (colocamos as folhas em uma xícara, adicionamos a água fervente e abafamos por alguns minutos), esta é a forma mais comum de utilização em nosso meio. Mas se o princípio encontra-se na casca ou nas raízes, apenas a infusão não será suficiente, neste caso deve ser feita uma cocção (deixar a casca ou raiz fervendo na água por alguns minutos).

A extração do princípio ativo também pode ser feita deixando-se a parte da planta escolhida em uma solução de álcool de cereais por alguns dias, deste processo vai resultar uma tintura-mãe que será usada para o tratamento.

Cada um destes métodos retira alguma quantidade de princípio ativo da planta, mas todos eles têm um sério problema, a quantidade dos ativos é muito variável. Por isso os resultados também são muito variáveis, o que não é interessante quando queremos usá-los de uma forma científica.

Mas, felizmente, existem formas de contornar está dificuldade. As farmácias de manipulação, e mesmo algumas indústrias farmacêuticas, conseguem produzir alguns fitoterápicos nos quais a quantidade de princípios ativos é padronizada. Isso ajuda muito na hora de prescrever, pois teremos uma quantidade de princípio ativo capaz de produzir um efeito terapêutico.

Este não é o caso dos chás, que embora possam ajudar, nem sempre produzem os efeitos esperados e, principalmente, por este motivo, os chás ficaram restritos às medicinas populares e distantes das ciências médicas, mas este cenário vem mudando nos últimos tempos.

Os chás podem e devem ser usados em diversas situações, mas, para sermos mais eficientes no uso da Fitoterapia, é mais interessante o uso de formas manipuladas ou até mesmo industrializadas de fitoterápicos.

Em minha clínica utilizo rotineiramente a Fitoterapia Chinesa, mas em alguns casos também lanço mão da Fitoterapia Brasileira que é também é muito rica.

A Fitoterapia Chinesa tem uma grande vantagem sobre as outras pela sua antiguidade. Muitas de suas fórmulas magistrais possuem mais de 1000 anos, isto significa que já foram utilizadas tempo suficiente para sabermos seus efeitos benéficos, como também os efeitos colaterais. Outra grande vantagem, do meu ponto de vista, que raramente as plantas são utilizadas de forma isolada. Elas são combinadas entre si potencializando os efeitos benéficos e reduzindo muito os efeitos indesejáveis.

Atualmente no Brasil temos pelo menos três laboratórios que produzem boa parte destas fórmulas, com excelente qualidade.

Uma consulta pode ser agendada pelos fones (19) 3254-0747 ou 3254-4012.