Insulina, saiba como seu excesso pode ser causa de obesidade

Insulina e obesidade, andam de mãos dadas. Nos últimos 40 anos, o consumo desenfreado de carboidratos, fez com que a Obesidade se tornasse epidêmica no mundo. Carboidratos em excesso, quando não utilizados para gerar energia, são armazenados em forma de gordura.

Entenda a relação entre peso e composição corporal

Antes de falarmos em emagrecimento, vamos definir melhor o que é estar “gordo”.

De forma geral só avaliamos nossa gordura ou magreza simplesmente nos pesando em uma balança. Atualmente sabemos que é mais importante levarmos em consideração além do peso claro, algumas medidas, Como a circunferência abdominal e a do quadril.

Como sabemos, nosso peso corporal total é composto por ossos, órgãos, músculos, líquidos e gordura, sendo que estes 3 últimos variam bastante, principalmente em mulheres. Para emagrecer, não devemos desidratar e nem perder tecido muscular, pois isso não levará a um emagrecimento saudável e consistente.

Com relação aos músculos, vale o contrário disso, temos de aumentar nossa massa, pois os músculos são os principais “gastadores” de calorias que temos. Porém os músculos pesam mais do que gordura, para a mesma quantidade.

Portanto, está mais do que na hora, principalmente para as mulheres, de parar de se focar apenas no peso da balança, e entender o processo como um todo, e valorizar mais a diminuição das medidas do a perda de quilogramas na balança.

Por que engordamos tanto nas últimas décadas

Nas últimas décadas temos assistido a uma epidemia de obesidade, mas por outro lado nunca tivemos tantas informações e pesquisas de boa qualidade sobre o porquê engordamos, o que está havendo afinal?

Um pouco de história. Na década 60, as gorduras começaram a ser condenadas e banidas da pirâmide alimentar, pois se pensava na época, que elas eram as causadoras dos problemas cardio circulatórios, o que é verdade apenas em parte.

Nesta época, para resolver esta questão, a Associação Americana de Cardiologia, passou a incentivar o uso de carboidratos e a redução das gorduras, orientação que só começou a ser mudada nos últimos anos com a elaboração pela Universidade de Harvard, de uma nova pirâmide alimentar, onde os carboidratos estão reduzidos e as boas gorduras são valorizadas.

Feito este rápido resumo, vamos entender porque carboidratos nos engordam.

insulina obesidade
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Excesso de Insulina e Obesidade

Quando ingerimos qualquer tipo de carboidrato, sejam os refinados ou complexos, o nosso corpo vai transformá-los em glicose, que é nossa principal fonte de energia.

Para que a glicose entre dentro das células para ser utilizada, é preciso da ação da insulina, um hormônio que abre passagem na membrana celular, para a penetração da glicose.

Quando ingerimos carboidratos complexos (integrais), em quantidade adequada, a glicose é liberada gradualmente e a liberação de insulina na circulação ocorre sem grandes picos, desta forma a nos sentimos com energia e nossa sensação de fome é normal e fisiológica.

Quando ingerimos carboidratos refinados, mesmo em pequenas quantias, a sua transformação em glicose é quase instantânea, e nosso corpo responde com grandes picos de liberação de insulina, que num primeiro momento retira grande parte da glicose da circulação, e em cerca de 2 horas surge o desejo de comer carboidratos novamente. Este comportamento alimentar ao longo dos meses, leva a uma sobrecarga do pâncreas, onde a insulina é produzida em grandes quantidades, mas não consegue mais colocar a glicose para dentro das células.

Começamos então a sentir falta de energia, cansaço, fraqueza, desejo de mais carboidratos, perda de concentração e memória, e principalmente, ganho de peso. A este quadro, chamamos de resistência insulínica, ele precede o aparecimento da Síndrome Metabólica, que já está até merecendo até uma especialidade médica só para cuidar dela.

Como os carboidratos viram gordura

Com açúcar sobrando na circulação, primeiro nosso corpo o transforma em glicogênio, que fica armazenado no fígado e nos músculos, e são nossas reservas mais imediatas de energia. Como esta capacidade de armazenamento tem certo limite, o que sobrar de glicose será convertida em ácidos graxos (moléculas básicas de gordura) e posteriormente em triglicerídeos, que vão ser armazenados, adivinhe onde, no tecido gorduroso. Nas mulheres se armazenam mais da cintura para baixo (quadril e culote) e nos homens mais no abdômen.

Como sair desta armadilha metabólica?

É simples, mas não é fácil, pois temos de romper com o ciclo: comer carboidratos, picos de insulina, mais desejo de comer carboidratos e ganho de peso.

O caminho passa, antes de uma reeducação alimentar profunda, por uma redução drástica e temporária, do consumo de qualquer tipo de carboidrato, seja ele refinado ou complexo.

Esta conduta vai basicamente reduzir os níveis de insulina e forçar o corpo a buscar uma nova fonte de energia, que está no tecido gorduroso. Isto acontece porque com a insulina em baixa, entra em ação outro hormônio, menos conhecido, chamado glucagon, que vai ao tecido gorduroso e estimula a conversão dos triglicerídeos em ácidos graxos e depois glicose, exatamente ao contrário do que faz o excesso de insulina. E a partir deste, ponto a gordura começa a ser utilizada como combustível no fígado, num processo conhecido cetose.

Mas as gorduras, não engordam?

Até aqui vimos de forma bem resumida o metabolismo dos carboidratos, no que concerne ao ganho de peso.

Sem dúvida que gorduras podem engordar, mas há um detalhe muito importante, nós temos uma resposta de saciedade para gordura, isto é, depois de ingerir determinada quantia de gordura sem presença de carboidratos, no geral passamos a ter aversão por ela e paramos de comer. Com os carboidratos refinados, esta resposta, por conta dos picos de insulina, fica comprometida, e logo em seguida queremos comer novamente.

Estudos mostram que dietas com proporção maior de gorduras tendem a levar ao emagrecimento!

A comprovação prática para esta questão das gorduras é o sucesso da dieta do Dr. Atkins, que permite a ingestão de quantidades enormes de proteínas e gorduras, com exclusão total de carboidratos, que produz sem dúvidas emagrecimento. Aqui cabe ressaltar, que esta dieta embora produza emagrecimento, do meu ponto de vista não é saudável.

Penso que o consumo exagerado da associação de carboidratos refinados e gorduras devem ser considerados a principal causa de obesidade na atualidade.

Como estamos falando de macronutrientes, algumas palavras sobre as proteínas, são as mocinhas desta história toda, pois na pratica não engordam, e de quebra sua ingestão ajuda a aumentar o metabolismo e aumenta a nossa sensação de saciedade.

Porque as dietas de restrição calórica funcionam de forma limitada

Como vimos, nosso combustível preferencial é a glicose, depois vem as gorduras e por fim as proteínas, isso dentro de uma fisiologia normal, isto é, sem excesso de peso.

Na situação de excesso de peso, a via de queima de gorduras não funciona adequadamente. Na falta dos carboidratos, passamos a quebrar proteínas para gerar energia, o que é um péssimo negócio, metabolicamente falando.

Nas dietas altamente restritivas ou durante o uso de medicamentos que inibem o apetite, uma parte do emagrecimento é por conta da perda de massa muscular para gerar energia. Este emagrecimento, que numa primeira vista pode parecer positivo, é ilusório, pois se perdeu tecido muscular, que dificilmente será reposto.

Como estas dietas são feitas por pouco tempo e não se preocupam em fazer uma reeducação alimentar, ao voltar ao padrão alimentar antigo, a pessoa vai ganhar mais peso e com mais facilidade e rapidez, pois já não conta mais com a mesma massa muscular que queimava calorias, e que foi consumida durante a dieta. Isso explica o famoso efeito sanfona.

O que fazer para emagrecer com saúde

Existem vários caminhos para emagrecer, todos precisam de comprometimento do paciente, não se iluda não há caminho fácil, rápido, e nem atalhos.

Em nossa clínica, lançamos mão de vários recursos como a Medicina Ortomolecular. Mudança de Hábitos Alimentares, Acupuntura, Fitoterapia, Homeopatia entre outras técnicas, que são usadas de acordo com cada caso.

E por fim, deixo uma frase que uso sempre com meus pacientes: “Não queira ser emagrecida (o) pelo seu médico, faça a sua parte e tenha persistência, os resultados virão”.

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

E-mail: drfabiopisani@gmail.com

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990 Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 CRM 43711

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