Gripes e Resfriados, saiba como Preveni-los Naturalmente

Gripes e Resfriados, saiba como Preveni-los Naturalmente

Todos os anos no outono-inverno, começa a temporada de resfriados e gripes. Mas o que nem todos sabem, é que existem semelhanças e diferenças eles estes dois quadros.

gripes resfriados prevenção natural
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Semelhanças entre gripe e resfriado

  1. Gripe e resfriado são causados por vírus
  2. Gripe e resfriado podem causar sintomas respiratórios altos, como coriza, tosse e espirros
  3. Gripe e resfriado apresentam forma de contágio semelhante
  4. Gripe e resfriado são facilmente transmissíveis de uma pessoa para outra

A gripe é uma infecção mais forte que o resfriado, costuma durar menos tempo e apresenta maior taxa de complicações. A gripe pode ser perigosa em idosos, bebês e pessoas com imunidade diminuída. O resfriado, raramente causa complicações.

As diferenças entre gripe e resfriados

  1. Tipo de vírus: as gripes são causadas por vírus do grupo Influenza, ao passo que os resfriados são causados por diversos tipos de vírus, como o Rinovírus, o Adenovírus e outros menos comuns.
  2. Coriza e espirros: é frequente nos resfriados e rara, ou ausente nas gripes
  3. Dor de garganta: comum nos resfriados, nem sempre é dor, pode ser apenas uma irritação ou desconforto na garganta. Nas gripes pode ou não ocorrer, depende do vírus.
  4. Dores no corpo: são raras nos resfriados e bem intensas nas gripes.
  5. Febre: rara ou baixa nos resfriados, e comum nas gripes, podendo ser bem elevadas, principalmente nas crianças.
  6. Cefaleia e dores no corpo: muito frequente nas gripes e raras nos resfriados.
  7. Fraqueza e cansaço: comum nas gripes e raras nos resfriados.
  8. Tosse: no resfriado costuma ser seca e causa pouco desconforto. Já nas gripes, costuma incomodar por mais tempo e apresenta secreção mais espessa.
  9. Sintomas iniciais: os resfriados vão piorando gradualmente, nos 3 primeiros dias, depois melhoram. Já as gripes, tem uma instalação mais abrupta, com piora dos sintomas. Já nas primeiras horas
  10. Complicações: as complicações mais comuns dos resfriados são a otite média e a sinusite. A gripe, quando complica, costuma evoluir para otite também, ou para pneumonia.
  11. Duração: os refriados costumam evoluir por mais tempo, por 3 a 7 dias. Já as gripes, embora mais intensas, evoluem por 2 a 5 dias em média.

 As verdadeiras causas de Resfriados e Gripes

Como já vimos, tanto gripes quanto resfriados são causados por vírus, portanto não há indicação do uso de antibióticos, a não ser que uma infecção bacteriana surja como uma complicação.

Embora resfriados e gripes sejam desencadeados por vírus, a causa básica pode ser baixos níveis de vitamina D, que reduzem significativamente a nossa resposta imune e nos tornam muito mais suscetíveis a contrair resfriados, gripe e outras infecções.

Além dos níveis insuficientes de vitamina D, outros fatores também podem contribuir para enfraquecer nosso sistema imune:

  1. Uso excessivo de açúcar e grãos
  2. Sono insuficiente e/ou não reparador
  3. Sedentarismo

Vitamina D3 para vencer o Resfriado ou a Gripe

A vitamina D é um agente antimicrobiano eficaz, que pode matar bactérias, vírus e fungos.

Sabemos que grande parte das pessoas possuem níveis baixos de vitamina D, mesmo as que moram em países ensolarados. Isso se deve basicamente a falta de exposição ao sol, seja por trabalharem em ambientes fechados, ou pela heliofobia (medo de tomar sol).

Adultos geralmente precisam de uma média de 5.000 UI por dia, porém alguns precisam tomar de 20.000 a 30.000 UI diariamente para levar o seu nível de vitamina D até os níveis otimizados. Isso ocorre porque nos absorvemos a vitamina D suplementada de formas diferentes.

O mesmo vale para a exposição solar. Peles mais claras precisam de menor tempo de exposição ao sol, do que as peles mais escuras para produzir a mesma quantidade de vitamina D.

O que fazer para melhorar nossa imunidade

Quando percebemos que imunidade está baixa, existem alguns alimentos que devem ser evitados, pois podem deprimir ainda mais nosso sistema imune, são eles: o açúcar, os adoçantes artificiais e alimentos industrializados.

Também fortalecem nossa imunidade, sono reparador, prática regular de exercícios e redução das fontes de stress, além claro, de uma alimentação saudável. Aqui é importante ressaltar que o excesso de atividade física gera estresse, e por isso pode reduzir a nossa imunidade.

A nossa imunidade, depende de vários fatores. Como 80% do nosso sistema imune está no intestino, é essencial cuidarmos dele o tempo todo. Muitos medicamentos podem ser a microbiota intestinal e alterar a permeabilidade intestinal, entre eles os antibióticos, anti-inflamatórios, os anticoncepcionais, porém todo medicamento químico é um potencial agressor para nosso intestino, pois substancias estranhas ao nosso corpo.

Stress e imunidade baixa 

O stress é outro vilão, quando se fala de imunidade. O stress costuma, em suas fases iniciais, elevar os níveis de cortisol. Esta elevação constante do cortisol, provocará alteração do pH do estômago, que por sua vez afeta o pH do intestino, desequilibrando tanto a flora, quando a mucosa intestinal, reduzindo assim nossa resposta imune.

Dicas naturais para aumentar a imunidade

Existem alguns alimentos e tratamentos que podem fortalecer nossa imunidade, entre eles estão:

  1. Alimentos fermentados como Kefir, missô, picles e chucrute, por exemplo
  2. Ovos orgânicos de galinhas caipiras
  3. Coco e óleo de coco
  4. Frutas e legumes cultivados localmente
  5. Existem vários cogumelos que estimulam a imunidade, entre eles, Reishi, Shiitake e Maitake
  6. Alho, que possui ação bactericida, viricida e fungicida
  7. A suplementação com vitaminas e minerais, como as vitaminas C, D, o zinco e o selênio por exemplo
  8. Ervas como a cúrcuma longa, o óleo de orégano, o gengibre e a Echinacea, costumam ter alguma ação imuno-estimulante
  9. A própolis é usada mais frequentemente em forma de spray, em quadros agudos. Porém quando usado de forma mais continua, também melhora a imunidade
  10. A fitoterapia chinesa em especial, possui muitas fórmulas milenares, com grande efeito imuno-estimulante
  11. A acupuntura também, ainda por mecanismos desconhecidos, costuma aumentar a nossa imunidade
  12. Também medicamentos homeopáticos, ao longo do tempo costumam melhorar nossa resposta imune

 

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

Reposição de Magnésio, saiba como a Deficiência pode Afetar a sua Saúde

Reposição de Magnésio, saiba como a Deficiência pode Afetar a sua Saúde

reposição magnésio
reposição magnésio

O magnésio é um mineral extremamente importante para o nosso corpo. A maior parte dele está armazenada nos ossos e órgãos. Como é um mineral intracelular, sua dosagem no sangue não consegue refletir com exatidão seus níveis reais.

Sintomas como cansaço fácil, fraqueza muscular, arritmias cardíacas, câimbras e espasmos musculares, podem ser indicadores de falta de magnésio.

Pesquisas americanas dão conta de 80% dos americanos apresentam carência de magnésio. Acreditasse que no Brasil a situação seja semelhante, pois tanto o solo brasileiro quanto o americano são carentes em magnésio.

A dose recomendada de magnésio é de cerca de 400 mg/dia para homens e 300 mg/dia. Porém estas são as doses mínimas para minimizar deficiências, doses mais altas são necessárias para manter nossa fisiologia otimizada. Estas doses maiores são calculadas levando-se em conta o peso do paciente.

19 Problemas de saúde associados à deficiência de Magnésio

O magnésio tem sido mais associado aos músculos e o coração, mas estudos mostram que ele está presente em quase 4000 proteínas em nosso corpo.

O magnésio também participa em mais de 350 enzimas diferentes em nosso corpo, e desempenha um papel importante nos processos de destoxificação do nosso organismo, ajudando a reduzir os danos causados por produtos químicos ambientais, metais pesados e outras toxinas.

O magnésio é necessário também para:

  1. Os músculos e nervos
  2. Gerar energia, ativando a adenosina trifosfato (ATP)
  3. Atuar como precursor de neurotransmissores como a serotonina
  4. Servir como um bloco de construção para a síntese de RNA e DNA
  5. Digestão de proteínas, carboidratos e gorduras

A carência de Magnésio está associada a inúmeras patologias, como se pode ver a seguir:

  1. Ansiedade
  2. Crises de pânico
  3. Asma
  4. Doenças intestinais
  5. Cistites
  6. Depressão
  7. Diabetes
  8. Fadiga crônica
  9. Hipertensão arterial
  10. Doenças cardiovasculares
  11. Hipoglicemia
  12. Insônia
  13. Enxaqueca
  14. Doenças musculoesqueléticas: fibromialgia, dores crônicas, câimbras
  15. Osteoporose
  16. Doença de Raynaud
  17. Problemas nos nervos
  18. TPM
  19. Eclampsia

O papel do Magnésio no diabetes, câncer e outras doenças

Além da importância do magnésio para os ossos, coração, músculos e muitas doenças crônicas, ele também é essencial para regulação do metabolismo da glicose, reduzindo a resistência insulínica, e desta forma podendo prevenir o desenvolvimento ou a evolução do diabetes.

Por conta desta ação do magnésio sobre a resistência insulínica, descobriu-se também, que ele pode, por reduzir esta resistência, diminuir a incidência de câncer de intestino

Sabemos que, para saúde óssea o cálcio é extremamente importante, mas tão importante quando ele é o magnésio, pois estes minerais junto com as vitaminas D3, K2 e o colágeno são os principais constituintes do tecido ósseo.

Fatores que podem influenciar os níveis de Magnésio

Em função da carência e magnésio no nosso solo, é difícil conseguirmos quantidades suficientes deste mineral apenas pela dieta.

Herbicidas como o glifosato também atuam como quelantes, diminuindo a absorção e utilização de minerais pelo corpo. Como resultado disso, é difícil encontrar alimentos realmente ricos em magnésio e outros minerais importantes.

Entre os alimentos que são boas fontes de magnésio estão: os vegetais de folhas escuras (espinafres, couve, acelga), as algas, o abacate, nozes, sementes de girassol, abóbora e gergelim por exemplo.

Existem alguns fatores que podem interferir na absorção do magnésio, além dos pesticidas e herbicidas:

  1. Ingestão excessiva de refrigerante ou cafeína
  2. Menopausa
  3. Idade mais avançada (os adultos mais velhos são mais suscetíveis a ser deficientes em magnésio porque a absorção diminui com a idade e os idosos são mais suscetíveis a tomar remédios que podem interferir na absorção)
  4. Certos remédios como: diuréticos, antibióticos (como gentamicina e tobramicina), corticosteroides (prednisona), antiácidos e a insulina
  5. Existem algumas doenças do sistema digestivo que podem prejudicar a capacidade de absorver o magnésio, como a doença de Crohn, aumento de permeabilidade intestinal, síndrome do intestino irritado entre outras

O Cálcio, a Vitamina K2, a Vitamina D e o Magnésio devem estar em equilíbrio 

Quem está consumindo qualquer um dos seguintes: magnésio, cálcio, vitamina D3 ou vitamina K2, precisa levar em consideração todos eles em conjunto, pois eles funcionam de forma sinérgica, isto é, um dá suporte ao outro.

Por exemplo, sabemos que a vitamina K2, mantém o cálcio onde ele deve ficar. Caso se use suplemento de cálcio sem a vitamina K2, este cálcio em excesso poderá se acumular na parede dos vasos, causando a formação de placas ateromatosas, que poderão causar AVCs e obstrução das coronárias, por exemplo.

Outra situação, seria o caso de se consumir vitamina D via oral, sem suplementar vitamina K2 e magnésio. Consumir altas doses de vitamina D sem quantidades suficientes de vitamina K2 e magnésio pode levar a sintomas de toxicidade por vitamina D e deficiência de magnésio, levando à uma calcificação inadequada.

A suplementação de magnésio não deve ser feita de forma isolada, pois os níveis este mineral tem relação com os níveis do cálcio, é um desequilíbrio desta proporção, pode levar a casos de morte súbita por falência cardíaca.

Esta situação pode ocorrer por exemplo, quando se transpira muito, por atividade física ou sauna, onde se perde muito magnésio, e o coração para de bater. Nestes casos, não é um enfarto do miocárdio, mas uma parada cardíaca, por excesso de cálcio e falta de magnésio, o coração contrai e não consegue relaxar, por falta de magnésio. Este quadro não é comum, mas pode ocorrer mesmo em adultos jovens.

A falta de equilíbrio entre esses nutrientes é uma das razões pelas quais os suplementos de cálcio se tornaram associados a um aumento no risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

Quando os níveis de vitamina K2 otimizados, ele consegue remover os excessos de cálcio que se acumula nos vasos e tecidos moles, e direciona-lo para os ossos, evitando assim osteoporose e doenças cardiovasculares.

Consumir altas doses de vitamina D, sem quantidades suficientes de K2 e magnésio pode levar à sintomas de deficiência de magnésio, que incluem a calcificação inadequada dos vasos, que pode levar a doenças cardiovasculares.

A proporção Cálcio/Magnésio é muito importante

 As mulheres têm sido aconselhadas a consumir suplementos à base de cálcio para evitar osteoporose. Muitos alimentos foram fortificados com cálcio para evitar a deficiência de cálcio na população em geral.  Apesar de tais medidas, a osteoporose continua ocorrendo.

Durantes muitas décadas acreditamos que precisaríamos de duas vezes mais cálcio do que magnésio. A maioria dos suplementos reflete isso. Com esta recomendação, estamos em uma situação que as pessoas estão consumindo 1.200 a 1.500 miligramas de cálcio e alguns miligramas de magnésio.

A proporção 2:1 foi um erro; originado de uma tradução errônea do pesquisador Francês Jean Durlach, que disse: “Jamais supere duas partes de cálcio para uma parte de magnésio ao consumir alimentos, água ou suplementos combinados.”

Isto foi mal interpretado como se a proporção 2:1 fosse a proporção adequada, e não está correto. A proporção mais adequada de cálcio para magnésio é 1:1.

Fontes naturais de Cálcio e Magnésio

Podemos consumir quantidade suficiente de cálcio através das castanhas, sementes, verduras de cor verde-escura e produtos lácteos.

A agricultura moderna empobreceu a maior parte dos solos contendo minerais benéficos, tais como o magnésio. Alimentos orgânicos cultivados biologicamente (cultivados em solo tratado com fertilizantes minerais), podem ainda conseguir boas quantidades de magnésio através do alimento.

A clorofila possui um átomo de magnésio em seu núcleo, permitindo que a planta use a energia do sol.

Alga marinha e vegetais de folhas verdes, tais como espinafre e acelga, são excelentes fontes de magnésio, assim como feijões, castanhas e sementes, como as de abóbora, girassol e gergelim, por exemplo.  Abacates também contêm magnésio.

Dicas para aumentar os níveis de Magnésio

Sucos verdes de vegetais orgânicos, são uma boa forma natural de elevar os níveis de magnésio, porém a quantidade de magnésio varia de acordo com o solo em que foram plantados esses vegetais.

O uso de suplementos de magnésio, do meu ponto de vista, é a forma mais prática, pois a maior parte das pessoas não tem determinação suficiente para consumir o suco verde regularmente de forma diária.

Existem vários compostos de Magnésio

Existem vários compostos de magnésio disponíveis atualmente. Cada um deles apresenta quantidades diferentes de magnésio, e também absorção e biodisponibilidade diferentes.

A seguir apresento uma lista com alguns compostos de magnésio e suas indicações:

Magnésio glicina: é uma forma quelada de magnésio que fornece níveis os mais altos de absorção e biodisponibilidade e é tipicamente considerado ideal para aqueles que estão tentando corrigir uma deficiência deste mineral.

Cloreto de Magnésio: apesar de conter apenas 12% de magnésio, ele tem uma absorção melhor do que outros compostos, como o óxido de magnésio, que contém cinco vezes mais magnésio.

Carbonato de Magnésio: possui propriedades antiácidas, contém 45% de magnésio, porém apresenta baixa biodisponibilidade.

Sulfato de Magnésio e Hidróxido de Magnésio: (leite de magnésia) são tipicamente usados como laxantes.

Citrato de Magnésio: é o magnésio com ácido cítrico, que como a maioria dos suplementos de magnésio tem propriedades laxantes, é bem absorvido e de baixo custo.

Taurato de Magnésio: contém uma combinação de magnésio e taurina, que é um aminoácido. Juntos, eles tendem a proporcionar um efeito calmante.

Treonato de Magnésio: é o mais novo suplemento de magnésio Devido à sua capacidade de penetrar a membrana mitocondrial e também a barreira hematoencefálica, pode ser útil no tratamento e prevenção da demência senil, Alzheimer e na melhora da memória. Atualmente é um suplemento de magnésio ainda muito caro.

 

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

Estatinas, saiba porque elas Podem estar Prejudicando a sua Saúde

Estatinas, saiba porque elas Podem estar Prejudicando a sua Saúde

Estatinas estão entre as substâncias mais prescritas no mundo todo. Apesar de não concordar com o uso generalizado de medicamentos para reduzir o colesterol total, penso que as estatinas, que é o grupo de substancias mais usadas no mundo para controle dos níveis de colesterol, tem sim seu valor.

Existem sim casos, como a dislipidemia genética (hipercolesterolemia família), que ocorre em cerca de 1% da população mundial, onde seu uso é quase que obrigatório.

A restrição que faço é ao uso indiscriminado dessa substancia. Na Inglaterra, médicos já chegaram ao extremo de propor o uso absurdo de estatinas na água ou então para crianças, de forma generalizada, como forma de controlar os níveis de colesterol. Não tem como aceitar este tipo de exagero!

Nosso corpo precisa muito do colesterol

Nosso corpo usa o colesterol todos os dias para construir novas membranas celulares, na formação da vitamina D e na produção de todos os hormônios esteroides (testosterona, estradiol, cortisol entre muitos outros). Isto é, sem colesterol nosso corpo não funciona adequadamente. “O colesterol não é bandido, na verdade ele é mocinho”.

Diferentemente, do que muitas pessoas imaginam, estatinas não eliminam o colesterol do nosso corpo e nem tampouco impedem sua absorção pelo intestino. Na realidade os medicamentos à base de estatina, boqueiam uma enzima chamada, Hidroxi Metil Glutaril Coenzima A redutase (HMG-CoA redutase) no fígado, impedindo que ele produza o colesterol naturalmente para as funções corporais.

Na verdade, não existe colesterol ruim!

estatinas prejudicam saúde
estatinas prejudicam saúde

Embora a molécula de colesterol seja necessária e benéfica para nosso corpo, existem algumas delas, que em algumas situações podem ser lesivas, é o caso das LDLs.

Atualmente são conhecidos 11 subtipos de LDLs, que são classificadas de acordo com seu tamanho. Porém apenas as 2 menores é podem, se oxidadas ou glicadas, produzir lesões na parede dos vasos. Já existem hoje, nos USA, exames que dosam especificamente os níveis destas LDL oxidadas.

Como as estatinas reduzem o colesterol de forma uniforme, nós perdemos grande parte do colesterol que nós precisamos, para nos livrar de uma pequena parte das LDLs potencialmente lesivas. Seria algo como punir um grupo todos, por conta de dois maus elementos.

Estatinas agem como anti-inflamatórios 

Pesquisas mostram, que as estatinas têm sua ação, não exatamente por reduzirem o colesterol, sim por reduzirem o stress oxidativo (produzido principalmente pelo excesso de ferro no corpo), e por terem um efeito anti-inflamatório, reduzindo a PCR (proteína C reativa.

Estes dois efeitos acima citados, podem ser os verdadeiros responsáveis pela redução de dos ataques cardíacos, mas não tem a ver com a redução do colesterol total.

Estatinas podem provocar doenças neuromusculares

Entre os efeitos indesejáveis das estatinas estão a fraqueza e dores musculares. Porém outras doenças neuromusculares, como a ELA (esclerose lateral amiotrófica) também podem estar associadas ao uso das estatinas. Porém, nestes casos, a evolução e até a regressão deste quadro pode ser obtida, pela interrupção das estatinas.

Outros efeitos adversos das estatinas

Os efeitos colaterais das estatinas, são dose dependente. Os riscos à saúde podem ser potencializados por diversos fatores, como o uso de outros remédios.

Algumas das consequências de tomar remédios à base de estatina em doses altas ou por um longo período são:

  1. Cefaleia
  2. Erupções na pele
  3. Insônia
  4. Tonturas
  5. Edemas
  6. Gases
  7. Constipação
  8. Diabetes tipo 2
  9. Alterações na visão
  10. Dor na bexiga
  11. Boca seca
  12. Dor lombar
  13. Bolhas ou descamação na pele
  14. Diminuição da memoria
  15. Disfunção sexual
  16. Polineuropatias
  17. Disfunção hepática
  18. Degeneração do tecido muscular (rabdomiólise)
  19. Aumento do risco de câncer

Estes são apenas alguns dos efeitos indesejáveis do uso por longos períodos e/ou

Se precisar mesmo usar alguma estatina, você precisa tomar CoQ10

O mesmo caminho que as estatinas usam para inibir a enzima que o fígado usa para produzir colesterol, pode causar a supressão do precursor da coenzima Q10 (CoQ10), um antioxidante que as mitocôndrias usam para produzir energia. Quando o corpo tem deficiência de CoQ10, a produção de energia pela mitocôndria fica reduzida.

Quando se usam remédios à base de estatina sem tomar o CoQ10, a saúde fica prejudicada. Infelizmente, isso ocorre com a maioria das pessoas que tomam estatinas. A perda de energia no nível celular pode danificar seu DNA mitocondrial e acionar um ciclo vicioso de aumento de radicais livres e danos mitocondriais.

A CoQ10, deve ser usada em concomitância com qualquer estatina, para melhorar a produção de energia pelas mitocôndrias e também para prevenir insuficiência cardíaca, pois por incrível que pareça, as estatinas podem lesar os músculos cardíacos.

Porém, sabemos que a CoQ10, quando usada por via oral, tem baixa absorção, cerca de 10% apenas. Para evitar isso, o ideal é usá-la na forma sublingual, ou na forma reduzida da CoQ10, o Ubiquinol.

Existem outros marcadores cardiovasculares, melhores que o colesterol total

O colesterol total não é a causa das doenças cardíacas, a menos que ele esteja bem acima de 300.

Outros fatores de risco cardíacos são muito mais importantes, como, PCR, homocisteína, fibrinogênio, apolipoproteínas, lipoproteína A.

Também mais importantes que apenas o valor do colesterol total, são as relações CT/HDL, LDL/ e TG/HDL e o LDLox, exame não existente ainda no Brasil.

A insulina não é um marcador especifico para risco cardiovascular. Porém, quando indica algum grau de resistência à insulina, pode indicar um erro no metabolismo da glicose, aumentando assim o risco cardiovascular. O que por sua vez pode levar ao aumento de triglicérides e do colesterol total. Nestes casos, em especial, as LDLs oxidadas e principalmente glicadas estarão elevadas, aumentando assim o risco cardiovascular.

Como melhor naturalmente os níveis de colesterol

Como já disse acima, do meu ponto de vista, único motivo real para tomar remédios para reduzir o nível de colesterol é em casos de hipercolesterolemia hereditária, que é genético, começa no nascimento, aumenta os níveis de LDL, causando, às vezes, ataques cardíacos em idades precoces.

O fato é que 75% a 80 % do nosso colesterol é produzido pelo fígado, e sofre influência dos níveis de insulina. Isso significa também que, se você reduzir os níveis de insulina, também estará por tabela, melhorando os níveis de colesterol. Para isso é importante que façamos mudanças em nossos hábitos alimentares para regular a glicemia, a sensibilidade à insulina e por consequência os níveis de colesterol.

Os exercícios também são muito uteis nestes casos, pois ajudam a reduzir a glicemia e a Insulinemia, e por consequência os níveis de colesterol.

Dicas para reduzir naturalmente o colesterol:

  1. Otimizar os níveis de vitamina D: A boa exposição ao sol ajudará a normalizar os níveis de colesterol e a evitar doenças cardíacas
  2. Reduzir os carboidratos, principalmente a frutose: reduzir consumo de grãos e açúcares. Açucares e frutose, fazem o nível de insulina disparar e acionam a síntese de colesterol.
  3. Omega 3: ingerir gorduras ômega 3 de origem animal de alta qualidade. Outros alimentos saudáveis para o coração são: azeite de oliva, coco e óleo de coco, laticínios e ovos orgânicos, abacate, nozes e sementes cruas.
  4. Reduzir o stress e praticar exercícios diariamente
  5. Melhorar a qualidade do sono, pois noites mal dormidas podem elevar os níveis de insulina e cortisol.
  6. Evitar os óleos vegetais: Substitua os óleos vegetais e as gorduras trans prejudiciais, por gorduras saudáveis, como o azeite de oliva, manteiga e óleo de coco (lembre-se que o azeite deve ser usado somente frio; use o óleo de coco para cozinhar e assar).

 

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

 

 

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Osteoporose, saiba como as Vitaminas K e D podem Prevenir e Tratar

Osteoporose, saiba como as Vitaminas K e D podem Prevenir e Tratar

Há muitas décadas sabemos da importância da vitamina D para a absorção do cálcio pelos ossos e prevenção da osteoporose.

Mas uma descoberta mais recente, foi que a vitamina K2, também tem importante papel, não só no direcionamento do cálcio para os ossos, mas também na remoção dos depósitos patológicos de cálcio, como nas artérias por exemplo.

Cálcio e vitaminas K2 e D3, um trio contra a osteoporose

A associação das vitaminas K2 D3 e cálcio, tem se mostrado eficaz na prevenção de fraturas em mulheres na pós-menopausa.

Atualmente já foram encontrados 23 subtipos de vitaminas K., porém as mais importantes são a K1 e a K2, abaixo temos as diferenças básicas entre elas:

Diferenças entre as vitaminas K1 e K2

osteoporose tratamento vitaminas d k
osteoporose tratamento vitaminas d k

Vitamina K1: encontrada nas verduras. Ela vai diretamente para o fígado e ajuda a manter o sistema de coagulação saudável.

Vitamina K2: é produzida pelas bactérias intestinais. Apesar de presente em altas quantidades no intestino, infelizmente não é absorvida ali e é eliminada pelas fezes. A vitamina K2 suplementada vai diretamente para as paredes dos vasos, ossos e tecidos que não pertencem ao fígado.

Existem várias formas diferentes de vitamina K2: MK4, MK7, MK8 e MK9.

O tipo de vitamina K2 com maiores benefícios à saúde é a MK7, que tem uma atuação mais prolongada

A MK7 é extraída do produto de soja fermentado chamado Natto.

Vitamina K2 e osteoporose

Pesquisas recentes apontam os efeitos protetores da vitamina K2 contra a osteoporose:

Várias pesquisas japonesas mostraram que a vitamina K2 reverteu totalmente a perda óssea e, em alguns casos, até aumentou a massa óssea de pessoas com osteoporose.

Sete testes japoneses mostraram que a suplementação com vitamina K2 gera uma redução de 60% nas fraturas vertebrais e uma redução de 80% nas fraturas de quadril e outras não vertebrais.

Por que devemos usar Cálcio, K2 e D3 juntas?

Se você usa vitamina D e cálcio para prevenção de osteoporose, é muito recomendável que passe a utilizar também a vitamina K2.

A presença de cálcio e vitamina D no sangue, não é suficiente para que este cálcio seja fixado nos ossos. O mais provável é que ele vá se fixar onde não deve, nas paredes dos vasos, ou calcificando algum tecido mole.

Hoje sabemos que os benefícios do cálcio e da vitamina D são muito dependentes da vitamina K2

Cálcio e K2

Estudos mostram que a K2 direciona o cálcio para os ossos, ao mesmo tempo que evita que ele seja depositado nos órgãos, espaços articulares e artérias. Uma grande parte da placa ateromatosa é formada por depósitos de cálcio.

É este depósito de cálcio que vai endurecendo os vasos, produzindo aterosclerose.

A vitamina K2 ativa um hormônio chamado osteocalcina, produzido pelos osteoblastos, que é necessário para fixar o cálcio à matriz do osso. Que é feita de colágeno. A osteocalcina também parece evitar que o cálcio se deposite nas artérias.

Portanto, ao mesmo tempo que aumentar o cálcio é bom para os ossos, não é tão bom para as artérias, que podem ficar calcificadas. A vitamina K2 ajuda a proteger os vasos sanguíneos contra calcificação quando há altos níveis de cálcio.

Vitamina D3 e K2

Conforme mencionado, a vitamina D3 ajuda o corpo a absorver cálcio, mas a vitamina K2 direciona esse cálcio para o esqueleto, onde é necessário. A vitamina D3 controla a entrada do cálcio, e a vitamina K2 o direciona para onde é preciso.

Sem a ajuda da vitamina K2, o cálcio que sua vitamina D3 deixa entrar de modo tão eficaz pode funcionar contra o nosso organismo, acumulando-se nas artérias e não nos ossos.

Existem evidências de que a segurança da vitamina D3 depende da vitamina K2, e que a toxicidade da vitamina D (embora muito rara com a forma D3) é na realidade causada pela deficiência de vitamina K2.

Fontes naturais de Cálcio, D3 e K2

Boas fontes incluem o leite de vaca e o queijo de vacas, verduras folhosas, sementes de gergelim e germe de trigo.

É importante salientar que, o leite, embora tenha uma das maiores concentrações de cálcio, tem uma biodisponibilidade relativamente baixa, em torno de 30%.

Os vegetais e alguns tipos de algas tem um cálcio mais biodisponível, apesar de ser em menor quantidade.

O cálcio de fontes alimentares é geralmente melhor absorvido e utilizado do que o cálcio de suplementos, que pode aumentar o risco de ataque cardíaco ou derrames cerebrais.

Para aumentar a vitamina D3, a exposição da pele à luz solar natural é a melhor e mais barata maneira opção para se obter uma quantidade suficiente desse nutriente tão importante.

Exposição inteligente ao sol

É importante frisar que a nossa produção de vitamina D e ativada pela exposição aos raios de sol UVB, que NÃO ocorrem ao longo de todo o dia.

O melhor período de exposição, é entre 10 e 15 horas! Meio dia é o melhor horário, basta, de acordo com o tipo de pele uma exposição de 10 minutos diários, sem protetor solar, claro.

Sei que esta indicação contraria as recomendações dermatológicas vigentes, como a exposição é muito curta, praticamente não há riscos para a saúde.

Quando foi descoberta, a vitamina D foi classificada no grupo das vitaminas, como o próprio nome diz. Mas estudos mais recentes, mostram que na verdade, ela deva ser classificada com um hormônio esteroide.

A vitamina D, obtida pela exposição à luz solar atua como um pró-hormônio, convertendo-se rapidamente em nossa pele em 25-hidroxi vitamina D, ou vitamina D3.

O ideal para otimizar o nível de vitamina K2, é o uso de suplementos mesmo, pois o alimento mais rico em K2 é o Natto, e sabemos que Natto não para qualquer paladar. Fontes alimentares como verduras folhosas, queijos de leite de vaca, contém a K2, mas em baixa concentração.

Vitamina D3 pode ajudar na hipertensão arterial

Cientistas que estudaram os efeitos da suplementação com vitamina D3 na saúde cardíaca revelaram que os pacientes com pressão alta podem melhorar significativamente seu estado tomando apenas o suplemento, desde que apresentem baixos níveis desta vitamina.

Tanto a vitamina D3 quanto a vitamina K2 são importantes para a saúde do cardiovascular, pois elas funcionam juntas para aumentar a Proteína GLA da Matriz (ou MGP), proteína responsável por proteger os vasos sanguíneos contra calcificação.

4 Dicas para proteger os ossos

Uma alimentação rica em alimentos integrais frescos e crus que aumente os minerais naturais para que seu corpo tenha a matéria-prima necessária para realizar suas ações, é uma das melhores maneiras para manter os ossos sempre saudáveis.

Também é preciso expor-se ao sol e fazer exercícios, principalmente musculação regularmente.

 

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.