Refluxo Gastroesofágico Causas e Tratamentos Naturais

O Refluxo Gastroesofágico é uma condição muito frequente nos consultórios, que na imensa maioria da vezes responde bem aos tratamentos naturais.

Grande parte dos adultos sofrem de refluxo ácido, e em grande parte das vezes convivem diariamente com os sintomas.

Infelizmente, devido ao estilo de vida e hábitos alimentares ocidentais, a prevalência do refluxo gastroesofágico na população é cada vez mais alta.refluxo gastroesofágico sintomas, remedio para refluxo gastroesofágico, como tratar refluxo gastroesofágico, o que causa refluxo gastroesofágico

O aumento dos casos de refluxo ácido na população está associado a vários fatores.

Em 2011, um estudo detectou que os casos haviam dobrado nos 10 anos anteriores. Os pesquisadores observaram que o aumento dos casos de  refluxo ácido ocorreu concomitantemente ao aumento do número de pessoas obesas e com sobrepeso, especialmente porque a obesidade é um fator de risco conhecido para o refluxo ácido.

O RGE é multifatorial, e não é possível apontar uma única causa para essa condição, pois ela está ligada a muitos fatores internos e externos.

Neste texto, vamos abordar os motivos pelos quais o refluxo gastresofágico ocorre, suas causas, opções de tratamento e mudanças no estilo de vida que podemos adotar para eliminar os sintomas.

Refluxo ácido é o Mesmo que DRGE?

A sensação de queimação que as pessoas sentem no peito ou na parte de trás da garganta é geralmente atribuída à azia, refluxo ácido ou doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

Embora as pessoas possam apresentar sintomas semelhantes, isso pode se tornar um problema quando temos que escolher entre as opções de tratamento, pois causas diferentes necessitam de tratamentos diferentes.

Quando uma pessoa diz que tem azia, geralmente está se referindo a uma sensação de queimação que pode ir do estômago até a região da garganta.

Em alguns casos, isso pode ser confundido com a dor de um ataque cardíaco, especialmente quando há uma dor é intensa.

Qual a Diferença Entre Azia e Refluxo

A azia é um sintoma do refluxo ácido, condição causada por um enfraquecimento do esfíncter  inferior do esôfago, que permite que o suco gástrico suba pelo esôfago.

Além da azia, pacientes que apresentam RGE com frequência apresentam uma tosse seca ou referem um pigarro crônico. Outros referem algum tipo de dor garganta sem causa infecciosa.

Quando os episódios de queimação ocorrem mais de 2 vezes por semanas, temos o quadro de DRGE (doença do refluxo gastroesofágico), que é um quadro crônico e mais grave que o RGE de ocorrência mais esporádica.

Se o refluxo se torna mais frequente, ele pode causar uma inflamação no esôfago (esofagite), danos ao esmalte dos dentes, asma, mau hálito e mucosite, que são lesões que aparecem na mucosa oral, faringe e laringe.

Resumindo, azia é um sintoma do refluxo ácido. A DRGE, é a forma crônica do refluxo ácido.

O Refluxo Ácido é Perigoso?

O RGE é uma condição comum que não causa sintomas debilitantes, além de náusea e queimação, mas pode levar a doenças sérias quando não diagnosticado e tratado adequadamente.

A subida constante de ácido estomacal através do esôfago pode causar grandes danos, pois seu revestimento é muito mais delicado do que o do estômago.

Várias complicações decorrentes no esôfago podem ocorrer caso essa condição não seja controlada.

Uma destas complicações mais conhecida é o Esôfago de Barret, que é uma metaplasia (alteração) das células que revestem o esôfago, que ocorre pela exposição crônica à acidez vinda do estômago.

O refluxo ácido também pode causar a perda dos dentes, visto que o ácido estomacal corrói o esmalte, enfraquecendo os dentes e expondo os pacientes ao uma maior risco de cáries.

Estilo de Vida É uma das Causas Mais Importantes de RGE

Como já visto, a obesidade e sobrepeso são aspectos que podem causar refluxo, seja pelo tipo de alimento, seja pelo excesso de alimentos presentes em uma refeição, que levam a um aumento no volume do estômago, que por sua vez pressiona o esfíncter inferior do esôfago causando o refluxo.

Portanto, reduzir o volume das refeições e melhorar a qualidade dela, é essencial para resolver a questão. Restrição calórica e exercícios são muito eficazes nestes casos, e como bônus, levam ao emagrecimento saudável.

Principais Alimentos que Causam Refluxo

Vários alimentos e bebidas aumentam a secreção de ácido pelas células parietais do estômago.

Entre eles estão: alimentos gordurosos ou fritos, alimentos muito temperados, cebola e alho, tomate e produtos à base de tomate, frutas cítricas e chocolate.

Certamente nem todos esses alimentos afetam as pessoas de forma igual, cabe a cada um identificar quais deles provocar refluxo, e retirar da alimentação, ou reduzir seu consumo.

As bebidas que podem causar RGE são: café, chocolate, chá preto, chá mate, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Da mesma forma, cada pessoa tem sua sensibilidade.

Falta de Acidez é a Principal Causa de Refluxo

Até aqui associamos o RGE ao excesso de acidez estomacal. Mas por mais paradoxal que pareça, na imensa maioria das vezes, o refluxo ocorre por falta de acidez!

A Hipocloridria ocorre com o nosso envelhecimento, porque nosso estômago produz cada vez menos ácido, o que piora a digestão e a absorção dos nutrientes.

Outro fator que se tornou muito importante nas últimas décadas, foi o uso indiscriminado de medicamentos que inibem a produção de ácido no estômago. São medicações muito úteis, desde que usadas de forma correta.

Os 2 Esfíncteres do Estômago

O pH ideal do estômago fica entre 1,5 e 2. Neste pH a nossa digestão se processa de forma adequada e os nutrientes são melhor absorvidos quando chegam ao intestino delgado.

Quando fazemos uma refeição e ela chega ao nosso estomago e encontra um pH entre 1,5 e 2, a digestão se inicia.

Porém, para que a digestão seja adequada, é importante que o piloro, que é o esfíncter muscular localizado onde o estômago se une à primeira parte do intestino delgado (duodeno), fique fechado por algum tempo e depois se abra para que os alimentos entrem no duodeno.

Por outro lado, o esfíncter inferior do esôfago, também conhecido como cárdia, deve se manter fechado para que os alimentos não refluam para o esôfago.

Esta sincronia de abrir e fechar estes esfíncteres, é controlada pelo pH adequado do estômago. Quando este pH está acima de 2, além da nossa digestão ficar bem mais lenta, o cárdia não se fechará adequadamente, e o refluxo aparece.

Como é Feito o Diagnóstico do RGE

Primeiramente devemos saber se o RGE ocorre por excesso ou por falta de acidez.

Os sintomas de deficiência de ácido clorídrico são:

  • Eructação
  • Azia é comum
  • Dor e/ou desconforto APÓS refeição
  • Digestão de proteínas lenta

Os sintomas de excesso de acidez são:

  • Pode haver eructação
  • Azia é comum
  • Dor e/ou desconforto quando em JEJUM e aliviado pela comida
  • Digestão de proteínas normal ou rápida

Tratamentos Naturais para o Refluxo

Antes dos tratamentos, é importante que saibamos fazer uma refeição adequadamente.

Não tem como fazermos uma boa refeição em menos de 20 minutos! Não é necessário lembrar que o nosso estômago não tem dentes, portanto, uma boa digestão inicia-se por uma boa mastigação.

Procurar dentro do possível, fazer as refeições em ambientes calmos, e se concentrar no que está comendo. Não usar celulares, TV ou leituras, comer com plena atenção.

Tratamento do Refluxo por Excesso de Acidez

O primeiro passo para o tratamento do RGE, é identificar se ele ocorre por falta ou excesso de acidez, e o diagnóstico é feito basicamente pelos sinais e sintomas, na maior parte das vezes, não há necessidade de exames.

Embora o refluxo por excesso de acidez não seja o mais frequente, na maior parte das vezes o tratamento é feito com medicações que inibem a produção de ácido pelas células do estômago.

Esta redução é conseguida pelo uso dos inibidores da bomba de prótons, que são os medicamentos da classe dos “prazóis” como omeprazol, pantoprazol, lansoprazol e similares, que são ótimos medicamentos quando usados por tempo, mas são problemáticos quando usados por meses ou anos.

Quando a causa é o excesso de acidez, o primeiro passo é reduzir ou não utilizar os alimentos que produzem essa condição: café, chocolate, chá preto, chá mate, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

Para um tratamento natural podemos usar fitoterápicos como: Maytenus ilicifolia (Espinheira Santa), Casearea Sylvestris (Guaçatonga), Aloe vera (Babosa).

Minerais como o Magnésio na forma de Óxido ou Carbonato reduzem a sensação de acidez, ao passo que o Zinco melhora a produção da camada de muco que protege a parede do estômago.

Refluxo Gastroesofágico por Baixa Acidez Gástrica

Esta forma é a que mais se apresenta, principalmente em pessoas acima dos 35-40 anos, e que aumenta com o envelhecimento.

Nestes casos além do desconforto epigástrico causado pelo RGE, a digestão fica muito lenta e ocorre distensão abdominal logo após a alimentação, pois não há suco gástrico suficiente para digestão princopalmente das proteínas.

Neste causo devemos estimular o estimular a produção de ácidos pelo estômago para que o esfíncter inferior do esôfago se feche e o piloro se abra para que a digestão se processe.

Na alimentação o uso de limão e vinagre como temperos são muito úteis.

Entre as plantas, o Rosmarinus officinalis (Alecrim) tem uma ótima ação, quando usado logo antes das refeições.

Em casos mais difíceis podemos usar o Cloridrato de Betaína ou o próprio ácido clorídrico. Estas substâncias são acidificantes e devem sem usados com muito cuidado, sempre prescritas por um profissional de saúde.

**Nota: Não recomendo o uso de nenhum  destes suplementos sem prescrição de um profissional de saúde. Procure por uma nutricionista ou médico que saibam utilizar estes medicamentos.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

Formação e Pós-Graduação Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp em 1981 Pós-Graduação em Homeopatia, pela Associação Médica Homeopática do Paraná Título de especialização em Homeopatia pela Associação Médica Brasileira de Homeopatia (AMHB) em 1990. RQE: 69860 Pós-Graduação em Acupuntura pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) Título de especialização em Acupuntura pelo Colégio Brasileiro de Acupuntura (CBA) em 1993. RQE: 69859 Livros Publicados “Mudança de Hábito Alimentar”, publicado em 1995, atualmente na 4ª edição “Emagrecer, porque só fechar a boca não resolve”, primeira edição em 2014. Áreas de Atuação A nossa atuação se dá nas áreas de Homeopatia e Acupuntura. A proposta do meu trabalho, é através de um tratamento personalizado, considerando a individualidade bioquímica, mental e emocional de cada pessoa, não apenas tratar doenças, principalmente preveni-las. A busca pelo equilíbrio bioquímico e energético, é o melhor caminho para atingirmos um nível ótimo de saúde, e com isso ampliarmos ao máximo nosso período de vida saudável, e encurtarmos o nosso período de doença. Este objetivo pode ser atingido através de várias estratégias, que vão da mudança de estilo de vida, de hábitos alimentares, eliminação de toxinas que nos fazem adoecer, e pela suplementação de vitaminas, minerais, nutracêuticos e fitonutrientes. Terapias como Homeopatia, Acupuntura e Reposição de Nutrientes são ótimas ferramentas para tratarmos desequilíbrios de ordem física, mental e emocional, e podem ser utilizadas quando necessárias. Mudanças no estilo de vida, como atividade física regular e adequada, redução do stress e sono reparador são essenciais para atingirmos esses objetivos. Em suma, o nosso objetivo, é tratar o paciente de uma forma personalizada e mais completa possível.

Deixe um comentário