Depressão e Flora Intestinal, Entenda Esta Relação

Depressão e Flora Intestinal, Entenda Esta Relação

Há algum tempo, a medicina vem reconhecendo o papel que o intestino tem sobre o funcionamento de nosso cérebro.

Hoje sabemos que a depressão e flora intestinal estão inter-relacionadas. Não é por acaso, que o chamam o intestino de “segundo cérebro”.

Problemas como a depressão, por exemplo, podem não estar ligados apenas a um desequilíbrio dos neurotransmissores cerebrais, mas podem também estar associados ao desequilíbrio da microbiota intestinal.

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A Conexão Cérebro-Intestino

A conexão intestino-cérebro é conhecida já há algum tempo pela medicina. Existem várias evidências do envolvimento gastrointestinal em diversas doenças neurológicas e psiquiátricas. O equilíbrio da flora intestinal pode exercer um papel importante em nossos aspectos psicológicos e comportamentais.

É interessante lembrar, que, cérebro e intestino a mesma origem embrionária. Durante o desenvolvimento fetal, uma parte se transforma no sistema nervoso central enquanto a outra se transforma no sistema nervoso entérico.

Tendo isso em mente, fica claro como é importante cuidar da nossa flora intestinal durante a vida toda.

Cérebro e intestino são conectados pelo nervo vago, que vai do tronco cerebral até o abdômen. Esta conexão explica, por exemplo o frio na barriga quando estamos nervosos.

E também porque a saúde intestinal pode ter influência na saúde mental e vice-versa.

Em decorrência do exposto acima, podemos deduzir a importância da alimentação para nossas emoções e nosso comportamento.

Excesso de Higiene está Afetando Nossa Saúde

Estudos mostram que os índices de depressão vêm aumentando mais entre os jovens do entre os mais idosos.

Isso pode ter várias origens, mais dois fatos associados à microbiota intestinas se destacam.

Parto Cesariana

O primeiro está ligado ao parto. Antigamente maioria dos partos eram normais, poucos requeriam uma cesariana, hoje este panorama mudou muito. O parto normal é via pela qual temos o nosso primeiro contato com os micro-organismos que irão colonizar nosso intestino e formar a nossa microbiota. A ausência destes micro-organismos, a falta do leite materno e o uso de antibióticos, afetam de modo profundo tanto a nossa imunidade, quanto o eixo intestino-cérebro. Pessoas mais velhas têm mais chance de terem nascido de parto normal, portanto, têm mais chances de terem uma flora intestinal mais saudável.

O Excesso de Higiene

O outro fator que dificulta a formação de uma microbiota intestinal saudável, é o excesso de higiene, por incrível que pareça.

Nas últimas décadas, as crianças de países desenvolvidos, vêm sendo cada vez menos expostas aos micróbios, tanto fora quanto dentro do corpo, a sociedade moderna ficou muito limpa e pasteurizada.

Claro que isso tem seu lado bom, mas a outra face da moeda é a pobreza da nossa flora intestinal.

Quando retiramos todas essas bactérias dos nossos filhos, seu sistema imunológico fica mais fraco e não mais forte.

80% do nosso sistema imune está nos intestinos, pois é a principal via de entrada dos micro-organismo no nosso corpo.

Microbiota Intestinal

Uma boa flora intestinal e uma permeabilidade intestinal adequada é extremamente importante para evitar que se instale em nosso corpo, um tipo de inflamação crônica assintomática, que está na raiz de quase todas as doenças crônico-degenerativas, como as doenças cardiovasculares, diabetes e a depressão.

A nossa microbiota pode ser reequilibrada pelo uso regular de alimentos fermentados como o Kefir e o Natto.

Porém, penso que a via mais prática é o uso de pró e prebióticos, pois na cultura ocidental, ainda são poucos os que se adaptam a consumir Nato e Kefir.

Associação dos problemas Intestinais com os distúrbios cerebrais

Problemas intestinais como intolerância ao glúten e a hiper permeabilidade intestinal, estão associadas não apenas à depressão, mas também outras alterações cerebrais, como o autismo, por exemplo. Tanto os casos de autismo, quanto os de depressão tendem a melhorar com o uso de probióticos ou de alimentos fermentados.

Benefícios dos Probióticos para a Nossa Saúde

Nosso corpo contém cerca de 10 trilhões de células e 100 trilhões de bactérias. Quando nossa microbiota está equilibrada, temos 90% de bons micro-organismos e 15% de maus.

Uma boa flora intestinal também é importante para:

  • Proteger contra a proliferação excessiva de outros micro-organismos patogênicos
  • Digestão de alimentos e absorção de nutrientes
  • Produção de vitaminas, absorção de minerais e eliminação de toxinas
  • Prevenção de alergias

Gases, cansaço, desejo doce, náuseas, cefaleia, constipação, diarreia, podem ser sinais de excesso de bactérias patogênicas no intestino.

Fatores que Desequilibram Nossa Microbiota Intestinal

A microbiota intestinal, não está isolada do nosso corpo, muito pelo contrário, ela é muito sensível ao nosso estilo de vida e dieta. Abaixo seguem alguns fatores que prejudicam nossa flora intestinal:

  • Agrotóxicos e pesticidas
  • Água clorada
  • Antibióticos
  • Anti-inflamatórios
  • Metais tóxicos
  • Poluição
  • Sabonete antibacteriano

Como é praticamente impossível que evitemos todos estes fatores acima, é importante que regularmente façamos o uso de probióticos, para recompor nossa flora intestinal.

Dicas para Melhorar a Flora Intestinal

 Pelo simples fato de que 80% do sistema imunológico esteja localizado no intestino, precisamos repovoá-lo com bactérias boas regularmente. E também pelo impacto que o intestino tem no nosso cérebro, devemos dedicar uma boa parte da nossa atenção para mantê-lo saudável.

Além de uma alimentação saudável, podemos ajudar nosso intestino, usando os alimentos fermentados já citados, e também fazer uma suplementação com pré e probióticos. Além de claro evitar antibióticos, metais tóxicos.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Depressão e Inflamação, entenda esta Nova Descoberta Científica

Depressão e Inflamação, Entenda Esta Nova Descoberta Científica

A medida que a nossa compreensão sobre a depressão aumenta, percebemos que suas causas vão muito além dos fatores meramente emocionais.

Sabemos que ao nível bioquímico, os diferentes tipos de depressão estão associados ao desequilíbrio na produção de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina no cérebro.

Mas os estudos nos mostram que, cerca de 80% da nossa serotonina é produzida no intestino, a partir do triptofano, um aminoácido, apenas 20% da serotonina é produzida no sistema nervoso central.

Isso significa que nossa saúde emocional depende muito da nossa saúde intestinal, da nossa microbiota intestinal, mais especificamente.

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Inflamação e Depressão

Mais recentemente descobriu-se que a inflamação crônica silenciosa, tem um papel importante, não só na depressão, mas praticamente em todas as doenças neuropsiquiátricas.

Nós temos dois tipos de inflamação no nosso corpo, a aguda e a crônica.

A aguda é essencial, pois é ela que nos cura das infecções e promove os reparos necessários quando sofremos algum tipo de lesão.

Ela costuma apresentar sintomas dor, inchaço, calor e vermelhidão. Geralmente dura alguns dias e termina.

Porém, pode em alguns casos cronificar, quando nosso corpo não consegue concluir o processo de reparo de alguma estrutura orgânica.

Com base nestas informações, pesquisadores mostram que a dosagem de marcadores biológicos, como as citocinas inflamatórios, como PCR (proteína C reativa), e as IL-1 e IL-6 (interleucinas), podem ser usadas para o diagnóstico de depressão, pois quanto mais elevados estiverem, maiores as possibilidades de ocorrer uma depressão.

Inflamação Crônica Silenciosa e Depressão

De uma forma simplificada, a inflamação crônica silenciosa inicia-se no intestino, onde a provoca a liberação de marcadores inflamatórios (PCR, IL-1, IL-6), que através do nervo vago, sinalizam para micróglia (sistema imune do cérebro), a presença de inflamação, e a resposta será a inflamação crônica silenciosa no cérebro.

Esta inflamação crônica silenciosa no cérebro, além de dificultar a produção e a ação de vários neurotransmissores e a comunicação entre os neurônios, está envolvida em praticamente todas as doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer, além da depressão.

Intestino e a Nossa Saúde Mental          

Estudos envolvendo o eixo cérebro-intestino, mostram o papel da microbiota intestinal e da permeabilidade intestinal no desenvolvimento das depressões.

A inflamação crônica assintomática, causa muitos problemas além da depressão, como inflamações gastrointestinais, doenças autoimunes, doença cardíaca, diabetes tipo 2 e câncer por exemplo.

Além da inflamação crônica silenciosa, e da disbiose (disfunção da microbiota intestinal), baixos níveis de vitamina D e vitaminas do complexo B, estão associados a depressão.

Embriologicamente, intestino e cérebro tem a mesma origem. Isso explica a importância do eixo cérebro-intestinal, para o nosso equilíbrio emocional e comportamental.

Literalmente podemos dizer que o intestino é o nosso segundo cérebro!

Por consequência, tudo que afetar nossa flora intestinal como agrotóxicos, pesticidas, antibióticos, anti-inflamatórios, anticoncepcionais, adoçantes artificiais, MSG (glutamato monossódico), por exemplo têm potencial para afetar o funcionamento do nosso sistema nervoso.

Alimentação e Depressão

Por tudo que foi visto até aqui, podemos deduzir que a alimentação tem um importante papel no tratamento e prevenção da depressão.

Consumo excessivo de carboidratos, que é muito comum em pessoas deprimidas, pois aumentam a produção de serotonina, aumentam também a inflamação crônica silenciosa, que como já vimos é um dos fatores predisponentes da depressão.

Carboidratos em excesso também podem causar aumento da produção de glutamato no cérebro, causando agitação, explosões de raiva, ansiedade, pânico, irritabilidade, além da depressão é claro.

O açúcar em excesso suprime a atividade de um hormônio chamado BDNF (fator neurotrófico cerebral) que promove a saúde dos nossos neurônios.

Dicas Alimentares 

  • Reduzir o consumo de açúcar e frutose, assim como os grãos, pois em excesso, podem lesar a flora intestinal.
  • Evitar alimentos transgênicos, pois eles podem comprometer a microbiota intestinal, causando inflamação crônica silenciosa. Esses alimentos estão contaminados com glifosato, que destroem seletivamente as bactérias benéficas no intestino. O ideal seria que usássemos alimentos orgânicos, e que não tivessem sido expostos a pesticidas.
  • Introduzir alimentos fermentados como: Kefir, Natto e vegetais fermentados em nossa alimentação, para equilibrar a flora intestinal.
  • Evitar os antibióticos, anti-inflamatórios, água clorada, e outras substâncias que possam lesar nossa flora intestinal.

Vitamina D e Depressão

Baixos níveis de vitamina D, aumentam significativamente as chances de desenvolver depressão. O ideal é mantermos níveis de vitamina D entre 50 e 70 ng/mL.

O ideal seria manter estes níveis apenas com a alimentação e exposição ao sol, mas poucos conseguem, então a saída é a suplementação da vitamina D.

Além disso, a suplementação da vitamina D ajuda a recuperar mais rapidamente os quadros de depressão.

Exercícios Físicos e Depressão

Outra recomendação importantíssima nas depressões é o exercício físico, que além de estimular a produção de endorfinas, ajuda também a reduzir os níveis de insulina.

Também ajudam a reduzir os níveis de quinurenina, um metabólito do metabolismo do triptofano, que quando elevados, podem precipitar sintomas depressivos.

Suplementação 

Para o tratamento e prevenção da depressão já vimos que é muito importante manter uma microbiota intestinal saudável.

Podemos conseguir isso com uma alimentação de boa qualidade e evitando e eliminando possíveis agressores da nossa flora intestinal.

Além do tratamento convencional, feito com antidepressivos, existem vários tratamentos que podem ser usados em conjunto ou até no lugar dos tratamentos convencionais, dependendo da intensidade do quadro depressivo.

Existem alguns fitoterápicos como o Hypericum perforatum e a Griffonia simplicifolia, que costumam apresentar bons resultados nas depressões leves e moderadas.

A suplementação com magnésio, triptofano, vitamina B 6, e vários outros nutrientes, podem ajudar a aumentar a produção de serotonina.

Fitoterápicos como a Cúrcuma longa, que possui ação anti-inflamatórias, pode ajudar tratando a inflamação crônica silenciosa, que está na base das depressões.

Embora estes suplementos sejam de venda livre no Brasil, recomendo que se consulte um profissional de saúde, para a correta prescrição dos mesmos.

A acupuntura, também costuma produzir bons resultados, porém são necessárias algumas semanas até que a melhora comece a aparecer.

Sinais de Depressão Subclínica

Assim como existem o pré-diabetes, o hipotireoidismo subclínico, também existe a depressão subclínica.

Estes quadros recebem essas denominações, porque são fases de evolução dessas patologias, nem sempre diagnósticas por nós médicos, que antecedem o aparecimento do quadro clínico e laboratorial completo.

Os sintomas da depressão subclínica podem incluir:

  • Anedonia, que é a perda da capacidade de sentir prazer e interesse pelas coisas
  • Irritabilidade excessiva e hiper-reatividade às pequenas contrariedades
  • Perda de interesse e satisfação com as relações pessoais
  • Perda de satisfação com o trabalho
  • Procrastinação, não consegue fazer tudo o que se propõe, tudo causa stress
  • Sensação de mal-estar constante, sem causa aparente

Quando conseguimos diagnosticar a depressão subclínica, temos maior possibilidade de trata-la e impedir sua evolução.

Fatores de Risco de Suicídio

Sabemos que nem todas as pessoas deprimidas têm tendências suicidas, porém, as que a apresentam, costumam apresentar alguns dos sinais abaixo, antes da tentativa em propriamente dita:

  • Alterações do apetite, com perda ou ganho de peso marcantes
  • Apresentam hipersônia (dormem muito)
  • Ansiedade e tristeza
  • Apresentam pensamentos suicidas
  • Aumento do uso de álcool ou drogas
  • Humor instável, com irritabilidade e comportamento agressivo
  • Passaram por algum tipo de stress intenso recentemente, como: separações, perda de parentes, traumas importantes, perda de emprego por exemplo
  • Perda de interesse e prazer por atividades sociais ou esportivas
  • São portadores de algum distúrbio psiquiátrico, como depressão

Quem convive com pessoas deprimidas, deve ficar atento a estes sinais. É claro que a presença de um ou outro sinal, não é motivo de alerta, mas quando estes sinais aumentam, tanto em número como na intensidade, deve-se procurar ajuda de um profissional da saúde.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Depressão e Flora Intestinal, Entenda Essa Conexão

Depressão e Flora Intestinal, Entenda Essa Conexão

Nos últimos anos têm surgido vários estudos que mostram que existe uma conexão entre depressão e a flora intestinal.

Quando pensamos em depressão em termos bioquímicos, logo, o que vem à nossa mente é que exista um desequilíbrio de neurotransmissores, principalmente da serotonina e da dopamina.

Mas pesquisas tem mostrado que a coisa não é tão “simples” assim. Além deste desequilíbrio de neurotransmissores, os cientistas também descobriram que a saúde mental pode sofrer impactos negativos por fatores como deficiência de vitamina D.

Uma flora intestinal desequilibrada também pode estar associada a um processo inflamatório crônico silencioso, que pode ser uma causa ainda pouco conhecida de depressão.

A partir destes dados, podemos concluir que a depressão deva ser tratada de forma mais sistêmica e abrangente, não apenas com uso de antidepressivos.

Neste contexto, terapias não convencionais como a Ortomolecular, a Fitoterapia, a Homeopatia e a Acupuntura, têm muito a contribuir para estes casos.

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Depressão e Inflamação

Com o objetivo de podermos identificar a presença ou não de inflamação silenciosa, nos casos de depressão, podemos utilizar biomarcadores, como as citocinas e marcadores inflamatórios.

Entre estes marcadores, temos PCR, IL-1, IL-6 e TNF-alfa, que são  novas ferramentas de diagnóstico, já que podem ter uma relação direta com a depressão.

Dizendo de outra forma, a depressão pode ser diagnosticada por exames bioquímicos.

Pesquisadores descobriram que a depressão, o distúrbio bipolar e a depressão pós-parto estão associados a níveis elevados de citocinas inflamatórias juntamente com menor sensibilidade ao cortisol (o cortisol é um hormônio do estresse e um escudo contra inflamação).

As citocinas inflamatórias, através do nervo Vago, que conecta o intestino ao cérebro, transferem informações para o sistema nervoso.

No cérebro, células da micróglia (sistema imune do cérebro) são ativadas e produzem uma enzima chamada indoleamina 2,3 dioxigenase, que impede o triptofano de se transformar em serotonina e melatonina.

Por outro lado, a Indoleamina 2,3 oxigenase desvia o triptofano para formação de ácido quinolínico, pode provocar sintomas de ansiedade e agitação.

Conexão entre Saúde Intestinal e Depressão

Inúmeros estudos já confirmaram que a inflamação subclínica intestinal, especificamente, pode exercer um papel importante no desenvolvimento da depressão, sugerindo que as bactérias benéficas (probióticas) possam ser parte importante do tratamento.

Abaixo seguem alguns dados de uma pesquisa publicada em 2011:

  • A depressão é muitas vezes detectada juntamente com inflamações gastrointestinais e doenças autoimunes, além de doenças cardiovasculares ou neurodegenerativas, diabetes tipo 2 e também câncer, no qual a inflamação crônica de grau leve é um importante fator de contribuição. Sendo assim, os pesquisadores sugeriram que a “depressão pode ser uma manifestação neuropsiquiátrica de uma síndrome de inflamação crônica”.
  • Um número cada vez maior de estudos clínicos mostrou que o tratamento da inflamação gastrointestinal com probióticos, vitamina B e vitamina D também podem melhorar os sintomas de depressão e a qualidade de vida, atenuando os estímulos pró-inflamatórios no cérebro.
  • As pesquisas sugerem que a causa principal da inflamação possa ser a disfunção do eixo “intestino-cérebro”.

Seria o Intestino é o nosso Segundo Cérebro?

O intestino é literalmente nosso segundo cérebro, criado a partir de tecido idêntico ao do cérebro durante a gestação, e contém níveis mais elevados do neurotransmissor serotonina, que está associado ao controle do humor.

É importante compreender que as bactérias intestinais são parte ativa e integrada da regulação de serotonina e produzem, na verdade, mais serotonina do que seu cérebro.

A melhora da qualidade da flora intestinal é parte essencial da equação para melhorar seus níveis.

Se você consumir grandes quantidades de alimentos processados e açúcares, as bactérias intestinais ficarão gravemente comprometidas porque os alimentos processados tendem a destruir a microflora saudável.

Isso deixa um vazio que é preenchido por bactérias, leveduras e fungos causadores de doenças, estimulando a inflamação e prejudicando a saúde do seu segundo cérebro.

Excesso de Carboidratos Pode Ser uma das Causas de Depressão

Além de alterar a microbiota, o açúcar também aciona uma série de outras reações químicas no corpo conhecidas por estimular a inflamação crônica e a depressão.

O consumo de açúcar em excesso provoca níveis elevados de insulina. Isso pode ter um impacto prejudicial no humor e na saúde mental, fazendo com que sejam secretados no cérebro níveis mais altos de glutamato, que tem sido associado à agitação, depressão, raiva, ansiedade e ataques de pânico.

O açúcar suprime a atividade de um hormônio importante para a saúde do nosso sistema nervoso, chamado BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), que ajuda a manter os neurônios do cérebro saudáveis.

Os níveis de BDNF são extremamente baixos na depressão e na esquizofrenia, sugerindo, que possam ser a verdadeira causa.

Probióticos Melhoram a Microbiota Intestinal

Os alimentos fermentados ajudam a povoar o intestino novamente com uma ampla variedade de bactérias saudáveis que promovem saúde física e mental, desde que você mantenha um baixo consumo de açúcar e alimentos processados.

Por exemplo, um estudo de 2011 revelou que o Lactobacillus rhamnosus tem um efeito marcado nos níveis GABA em determinadas regiões do cérebro e reduz o hormônio induzido pelo estresse corticosterona, resultando em menos comportamentos de ansiedade e depressão.

Como a Alimentação Pode Ajudar a Tratar a Depressão

A conduta alimentar para tratar a depressão inclui:

  • Reduzir o consumo de açúcares, principalmente a frutose, assim como os grãos, já que todas as formas de açúcar alimentam as bactérias patogênicas no seu intestino. A maneira mais fácil de fazer isso é evitando alimentos processados e começar a cozinhar com ingredientes integrais.
  • Evite alimentos com ingredientes geneticamente modificados, pois eles também estão envolvidos na destruição da flora intestinal, juntamente com o estímulo da inflamação crônica. Tenha em mente que os alimentos cultivados não organicamente, também podem estar contaminados com glifosato, substância que mostrou destruir seletivamente as bactérias benéficas que promovem a saúde das bactérias intestinais.
  • As bactérias intestinais são muito sensíveis e podem ser prejudicadas pelos seguintes produtos, que devem ser evitados: antibióticos, água clorada e/ou fluoretada, banhos com sabonetes antibacterianos.

Deficiência de Vitamina D Predispõe à Depressão 

A deficiência de vitamina D é outro fator importante que pode exercer um papel importante na saúde mental.

Níveis de vitamina D inferiores a 20 ng/ml indicam maior propensão a desenvolver depressão.

Parece haver uma relação entre os níveis séricos de 25 (OH) D e os sintomas de depressão. A suplementação com altas doses de vitamina D parece melhorar esses sintomas, indicando uma possível relação de causa.

Pesquisadores descobriram que os idosos com depressão tinham níveis de vitamina D 14% mais baixos que aqueles que não tinham depressão.

Aqui, os que tinham níveis de vitamina D inferiores a 20 ng/ml apresentaram risco 85% maior de depressão, em comparação com os idosos que tinham os níveis acima de 30 ng/ml.

A faixa ideal de vitamina D, para manter a saúde física e mental, em geral deve ficar entre 50 e 70 ng/ml.

Portanto, se você está deprimido, recomendo verificar seu nível de vitamina D, e tratar qualquer insuficiência ou deficiência dela.

Alternativas ao Tratamento Medicamentoso

  • Os exercícios físicos, sabidamente ajudam a aumentar a nossa sensação de bem-estar, pois aumentam os níveis de endorfinas, quem está deprimido, deve sempre que possível pratica-los.
  • Um suplemento muito importante para tratar a inflamação crônica silenciosa que pode estar gerando a depressão, é o Omega 3 de origem animal, de boa procedência. Nos últimos anos, o óleo de Krill vem ganhando espaço, pois muitos Omega 3 oriundos de salmão apresentam contaminação por metais tóxicos. Portanto cuida na escolha do seu Omega 3.
  • A deficiência de vitamina B12, que também pode contribuir para a depressão e afeta uma em cada quatro pessoas.

Embora tenha se acreditado por muito tempo que a insônia fosse um sintoma da depressão, parece agora que a insônia pode preceder a depressão em muitos casos.

Métodos fora da medicina convencional como, Ortomolecular, Acupuntura, Homeopatia e Fitoterapia, costumam ser muito eficazes em vários tipos de depressão, usados de forma complementar aos tratamentos convencionais, ou como mesmo como tratamento principal.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Antidepressivos, Estudo Questiona a Sua Eficácia  

Antidepressivos, Estudo Questiona a Sua Eficácia

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Um estudo conduzido na Grã-Bretanha concluiu que a última geração de antidepressivos é pouco eficaz no tratamento da maioria dos pacientes.

Os pesquisadores, da Universidade de Hull, argumentam que os medicamentos “ajudam apenas um pequeno grupo de pessoas que sofrem de depressão severa”.

A equipe de especialistas, cujo estudo foi publicado na revista especializada PloS Medicine, revisou os dados de 47 testes clínicos.

Os cientistas se concentraram nos medicamentos conhecidos como Inibidores Seletivos da Recaptura de Serotonina (ISRS), que atuam aumentando o nível da serotonina no cérebro, um hormônio que controla o humor.

Entre os remédios examinados estavam o Prozac, Seroxat e Efexor, todos eles amplamente receitados na Grã-Bretanha.

Os pesquisadores descobriram que os efeitos positivos das drogas em pacientes com depressão profunda foram “relativamente pequenos”.

O coordenador da pesquisa, Irving Kirsch, afirmou que a diferença entre os pacientes que tomaram placebo e os que tomaram remédios para combater o mal “não foi muito grande”.

“Isso significa que pessoas com depressão podem melhorar sem tratamentos químicos”, disse o pesquisador.

Controvérsia para os pesquisadores, a maioria dos pacientes parece acreditar que os remédios funcionam, e isso se explica pelo chamado efeito placebo – as pessoas se sentem melhor pelo simples fato de acreditarem que estão tomando um remédio que os ajudará.

Diante desses resultados, parece haver poucas razões para se receitar antidepressivos a menos que tratamentos alternativos tenham falhado.”

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.