Fadiga Crônica Conheça os Sinais e Sintomas e como Tratar

Fadiga Crônica Conheça os Sinais, Sintomas e como Tratar

A Fadiga Crônica é um diagnóstico ainda pouco feito por muitos médicos. Seus sintomas muitas vezes podem ser confundidos com a depressão ou hipotireoidismo. Vejamos a seguir quais são estes sinais e sintomas.

Sinais e Sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica

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  • Alergias e sensibilidade a alimentos, odores, produtos químicos e medicamentos
  • Cansaço desproporcional
  • Cefaleia crônica
  • Confusão mental e falta de concentração
  • Distúrbios gastrointestinais
  • Dores musculares e articulares
  • Formigamento nas extremidades
  • Fraqueza
  • Insônia e/ou sono não reparador
  • Irritabilidade, depressão e alteração de humor
  • Mal-estar após pequenos esforços ou atividade física
  • Sensibilidade à luz e dor nos olhos
  • Tonturas ou desequilíbrios
  • Transpiração noturna
  • Visão embaçada

Conheça 3 Importantes Nutrientes que Aumentam a Nossa Energia

As causas da fadiga crônica ainda não são conhecidas com certeza. As hipóteses atuais mostram que ela pode estar associada a uma disfunção mitocondrial e consequente falha na produção de energia pelo corpo.

Um segundo fator, ainda em estudo, seria a ligação da fadiga crônica com processos infecciosos persistes, mas esta hipótese ainda deve ser mais bem estudada.

Baseados na teoria de que a fadiga crônica tenha origem no deficit de energia produzido pelo mau funcionamento das mitocôndrias, a estratégia de tratamento deve ser a restauração desta função, que pode ser feita pela alimentação e suplementação adequadas.

Porém deve-se ter o cuidado de estimular demasiadamente a geração de energia, pois isso produzia uma produção aumentada de radicais livres, que poderiam eles próprios destruir as mitocôndrias, gerando um círculo vicioso.

Existem 3 suplementos de suma importância na produção de energia celular e proteção das mitocôndrias:

  • Coenzima Q10 (CoQ10): que é um dos mais fortes antioxidantes solúveis em lipídeos conhecidos produzidos nosso próprio corpo
  • D Ribose: que é um açúcar essencial para formação de ATP
  • Glutationa: que é um dos antioxidantes mais importantes do organismo e destoxificante natural

Porque a CoQ10 Aumenta a Nossa Energia

A Coenzima Q10 (CoQ10) é usada para produção de energia através das células do organismo e é, portanto, vital para a boa saúde, níveis altos de energia, longevidade e qualidade de vida geral. Ela igualmente ajuda na proteção contra danos celulares causados pelos radicais livres.

A CoQ10 é pouco absorvida quando ingerida via oral, sua biodisponibilidade, por esta via é menor que 10%. Para contornar esta situação, pode ser usada a via sublingual, pela qual a biodisponibilidade passa de 90%.

Outra alternativa seria o uso da forma reduzida da CoQ10, o Ubiquinol, que pode ser usado via oral, porém seu custo ainda é bem elevado no Brasil.

Se a opção for por uso via oral, é importante que seja usado em uma refeição que contenha gordura ou óleo, por que a CoQ10 é lipossolúvel, e a absorção ficará potencializada.

D Ribose Recupera a Energia Celular Rapidamente

O ATP (Adenosina Trifosfato) é composto por três principais grupos químicos, um deles a D-ribose, um açúcar de cinco carbonos.

D Ribose é absorvida no sangue e é rapidamente distribuída pelos diversos tecidos do nosso corpo. Uma vez dentro das células, o organismo usa a D-ribose para restaurar a produção de energia pelas mitocôndrias.

Mesmo baixas doses de D Ribose ajudam a melhorar o deficit energético, porém no caso de fadiga crônica, as doses variam de 3 a 5 gramas por dia.

É importante notar, que mesmo sendo bioquimicamente um açúcar, ela não é usada para produção de combustível como outros açúcares, e sim preservada para produzir ATP e partes do DNA e do RNA.

Como Aumentar os Níveis de Glutationa e Melhorar a Fadiga Crônica

A Glutationa não tem nada a ver com a geração de energia celular. Na fadiga crônica, ela ajuda na eliminação de radicais livres que podem prejudicar a produção de energia pela célula. Sua capacidade antioxidante também ajuda na prevenção ou diminuição da resposta à dor.

A Glutationa é pouco absorvida via oral, por isso o melhor usar seus precursores.

Usar Whey protein de boa qualidade, sem adição de edulcorantes.

Alimentos ricos em enxofre e/ou selênio igualmente estimulam a produção de Glutationa pelo organismo. Estes alimentos são:

  1. Vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas e repolho)
  2. Alimentos de origem animal (enxofre: ovos, laticínios e miúdos. Selênio: porco, boi, carneiro, frango e peru)
  3. Fitoterápicos: cardo-mariano, cardamomo, canela e açafrão
  4. Castanha do Pará e semente de girassol

Porque o Jejum Intermitente Pode Ajudar na Fadiga Crônica

Pode parecer paradoxal, mas uma dieta de restrição calórica ajuda a tratar a fadiga crônica, vou explicar.

Embora a causa da fadiga crônica seja a dificuldade de geração de energia ao nível mitocondrial, uma dieta rica em carboidratos, irá gerar mais energia, mas em contraparte, gerará excesso de radicais livres, que irão agravar o quadro.

É importante também, evitar refeições muito próximas do horário de ir, já que refeições logo antes de ir dormir promoverão destruição prematura das mitocôndrias, por aumento da produção de radicais livres.

Por Que Evitar Refeições Tarde da Noite?

As mitocôndrias são responsáveis por “queimar” o combustível que seu organismo consome e convertê-lo em energia.

Nossas células possuem entre 100 e 100.000 mitocôndrias

Explicarei de uma forma bastante resumida como ocorre a geração de energia dentro das mitocôndrias.

No interior das mitocôndrias existem várias cristas onde são transportados os elétrons, que quebra da glicose ou das gorduras dos alimentos.

Este transporte de elétrons, que envolve o ADP e ATP, gera energia, mas também gera um radical livre chamado Superóxido. Estes radicais livres atacam os lipídeos nas membranas celulares, os receptores de proteína, as enzimas e o DNA resultando em morte prematura das mitocôndrias. Esta é a explicação bioquímica para fadiga crônica.

É bom que se diga que os radicais livres, na maior parte do tempo são essências para nossa vida. Mas existem situações em que são necessários o uso de antioxidantes para controlar este processo.

Dicas Para Tratar a Fadiga Crônica

  • A combinação de atividade aeróbica com treinamento de força pode melhorar os sintomas de dor e fadiga. Exercícios leves, como ioga, podem igualmente ser excelente parte de seu programa de exercícios.
  • Suplementação com nutrientes importantes para a síntese energética celular, tais como CoQ10 e D-Ribose.
  • Consumir alimentos ricos em precursores de Glutationa.
  • Fazer a última refeição de três a seis horas antes do horário de dormir.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Hormônios Naturais, Tudo o Que Você Precisa Saber Antes de Usar

Hormônios Naturais, Tudo o Que Você Precisa Saber Antes de Usar

O uso da reposição hormonal natural na menopausa tenho sido cada vez mais procurado pelas mulheres na fase do climatério-menopausa.

Este tipo de tratamento visa  repor da forma mais natural e fisiológica possível, o declínio dos vários hormônios que produzimos, que ocorre ao longo do nosso processo de envelhecimento, mantendo assim a nossa saúde e bem-estar.

A produção de hormônios pelo organismo humano começa a decrescer após determinada idade, são as pausas: menopausa (ovários), andropausa (testículos), tireopausa (tireoide), adrenopausa (adrenais), enfim, todas as nossas glândulas envelhecem.

O nosso Envelhecimento Coincide com o Declínio Hormonal

Nossos hormônios começam a diminuir progressivamente de 1 a 3 % por ano, em média, a partir dos 25 e 30 anos de idade.

Esta queda contribui para os sintomas do envelhecimento como cansaço, diminuição da memória, aumento de peso, diminuição da libido, aumento de flacidez e rugas, mudanças de humor, também para o aumento dos riscos de doenças do envelhecimento como câncer, Alzheimer, doenças cardiovasculares, entre outras.

Nas mulheres, a menopausa, além de determinar o fim dos ciclos reprodutivos, também produz uma série de sintomas desagradáveis. Esta fase é o climatério, período que antecede a menopausa, propriamente dita.

Nos homens, o declínio dos níveis de testosterona pode causar: diminuição da massa e força muscular, diminuição da libido, aumento de gordura abdominal (associada à resistência à insulina), osteopenia, lentidão de raciocínio, esquecimentos, depressão e/ou irritabilidade, insônia, diminuição da sensação de bem-estar geral.

Que São os Hormônios 

Hormônios são substâncias químicas que transferem informações entre as células do nosso organismo. Os hormônios regulam o envelhecimento no adulto, e o desenvolvimento na criança, controlam as funções de muitos tecidos, auxiliam as funções reprodutivas, e regulam o nosso metabolismo.

Os hormônios circulam pelo sangue até atingirem seus tecidos-alvo, onde eles ativam uma série de alterações químicas. Para executar sua função, um hormônio precisa ser reconhecido pelo seu receptor, como num sistema de chave-fechadura.

Quando um hormônio se liga ao seu receptor, as moléculas de ambos passam por alterações estruturais que ativam mecanismos no interior da célula, que produzem os efeitos especiais induzidos pelos hormônios.

Quando os hormônios usados não exatamente iguais ao que nosso corpo produz, esta ligação fica prejudicada, podendo até mesmo nem acontecer.

A atividade de um hormônio depende em parte da sua estrutura química, que possibilita sua ligação a um receptor.

Quando são utilizados hormônios não bioidênticos, esta ligação fica prejudicada, podendo até mesmo nem ocorrer.

Neste caso, estas substâncias podem não apresentar o efeito desejado, e até mesmo provocar efeitos adversos.

Por outro lado, ao utilizarmos hormônios bioidênticos, a ligação com o receptor ocorre de forma adequada, e consequentemente também a ação hormonal.

Desta forma, o organismo pode retornar aos níveis hormonais otimizados.

Hormônios Naturais na Menopausa

Você sabia que existe um tipo de reposição hormonal natural que pode ser usada para tratar a Menopausa?

Na busca por métodos alternativos, à Terapia de Reposição Hormonal Convencional, fitoterápicos têm sido cada vez mais procurados por mulheres que estão no período do climatério e menopausa.

Entre as opções mais naturais, temos as substâncias extraídas de plantas, como a Isoflavona, a Cimicifuga racemosa e Red clover que têm ação fitoestrogênica.

Com ação progesterônica podem ser usados Dioscorea villosa e o Vitex agnus castus, entre outras.

Que São Hormônios Bioidênticos

Os hormônios bioidênticos são hormônios que têm exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos pelo nosso corpo, por este motivo têm ação mais fisiológica e natural dentro do nosso organismo.

É importante frisar que, mesmo os hormônios bioidênticos devem ser utilizados respeitando dosagens fisiológicas em pacientes com deficiências. Não é recomendado seu uso em altas doses com qualquer finalidade estética.

Existe diferença Entre Modulação Hormonal e Reposição Hormonal?

É muito importante saber, que reposição hormonal é diferente de modulação hormonal.

A reposição hormonal convencional visa substituir os hormônios que estão em níveis muito baixos, e traze-lo a um nível comparado com os indivíduos da mesma idade, necessita-se então doses mais elevadas de hormônios para restabelecer a deficiência grave já instalada.

Já na modulação hormonal, o objetivo é prevenir que os hormônios declinem ainda mais a ponto de produzirem sintomas indesejáveis.

Ou seja, a modulação hormonal, procura restabelecer o equilíbrio hormonal com pequenas doses hormonais, de maneira fisiológica.

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Classificação dos Hormônios Segundo sua Origem

  • Hormônios Naturais: o termo natural diz respeito a uma substância retirada da natureza, que não passa por nenhum processo de transformação industrial e pode ser de origem vegetal, animal ou mineral.
  • Hormônios Sintéticos: o termo sintético refere-se a uma substância que passou por um processo industrial de síntese, transformação ou modificação em sua estrutura química. Desse modo, os termos natural e sintético referem-se à origem ou à fonte de uma substância e não estão relacionados a sua estrutura química.
  • Hormônios Bioidênticos: O termo bioidêntico refere-se a uma substância cuja estrutura molecular é exatamente idêntica à dos equivalentes produzidos pelo nosso próprio organismo, independentemente da fonte da qual se origina (assim pode ser natural ou sintética).

Abaixo alguns exemplos, para melhor entendimento das diferenças entre as categorias:

  • Estrógenos conjugados (Premarin): Substância extraída da urina de éguas prenhes com ação hormonal. É uma substância natural, mas não, bioidêntica, porque refere-se aos hormônios produzidos pelas éguas e não pelos seres humanos.
  • Acetato de medroxiprogesterona (Provera): Substância obtida por síntese química na indústria. É, portanto, sintética, mas não é bioidêntica.
  • Isoflavona de soja: É um Fito-hormônio extraído da soja, de origem natural e com alguma atividade hormonal. No entanto, não é bioidêntico aos hormônios humanos.
  • Estradiol, Estrona, Estriol, DHEA, Pregnenolona, Progesterona, Testosterona, T4, T3: São hormônios bioidênticos aos produzidos pelo organismo humano, independentemente da fonte da qual se originam (natural ou sintética).

A Terapia de Modulação Hormonal Bioidêntica (TMHB): Refere-se ao uso apenas de hormônios bioidênticos, ao invés de substâncias estranhas ao organismo humano, como os hormônios análogos.

Abaixo segue uma descrição resumida da ação dos hormônios bioidênticos utilizados na prática clínica:

DHEA (dehidroepiandrosterona) e a Menopausa

É nosso hormônio mais abundante no corpo humano, a produção chega ao seu pico por volta dos 20 anos. Quanto mais envelhecemos, mais cai o nível de DHEA. Aos 40 anos, o organismo produz metade de DHEA que produzia antes.

O DHEA aumenta a energia, melhora a função imune, melhora o humor, melhora a função cognitiva (memória).

Estudos sugerem que, quanto menor o nível de DHEA da pessoa, maior o risco de morte por doenças relacionadas com o envelhecimento.

O DHEA, que é produzido pela glândula adrenal serve como matéria-prima para a fabricação de todos os hormônios esteroides, s como o cortisol, estradiol, testosterona entre outros.

Hormônios da Tireoide T4 e T3

Os hormônios tireoidianos agem em quase todas as células do corpo, e controlam a taxa metabólica, os movimentos das alças intestinais (peristaltismo), e até mesmo a respiração celular (geração de energia).

Quando envelhecemos os níveis de hormônios tireoidianos também declinam. Baixos níveis de hormônios tireoidianos estão associados ao aumento da gordura corporal, diminuição da energia, frio em extremidades do corpo como mãos e pés, aumento do colesterol ruim e perda de memória.

Testosterona Bioidêntica (em homens)

A testosterona no homem é um hormônio produzido principalmente pelos testículos, através do estímulo de hormônio LH produzido pela hipófise.

Com o envelhecimento existe uma queda progressiva da produção da testosterona.

A diminuição da testosterona está ligada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, depressão, perda cognitiva, perda de massa muscular, aumento de gordura corporal e diminuição da libido e ereção masculina.

Testosterona Bioidêntica na

Reposição Hormonal Natural

A testosterona apesar de ser um conhecido como hormônio masculino é encontrado tanto em homens como em mulheres, ainda que a quantidade de testosterona no corpo das mulheres seja muito menor, cerca de 20 a 30 x menos que nos homens.

A testosterona na mulher tem fundamental importância na libido, metabolismo das gorduras acumuladas (gerar energia), e no ganho de massa muscular.

Homens e mulheres têm exatamente os mesmos hormônios, o varia são suas proporções em cada sexo.

Estrogênios Bioidênticos e a Reposição Hormonal Natural

A produção desse hormônio começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa, quando existe uma queda abrupta da produção deste hormônio.

Na menopausa a falta de estrogênio causa as ondas de calor, além de favorecer a depressão, perda de memória, perda lubrificação vaginal, perda da libido, diminuição do brilho da pele, osteoporose e uma redistribuição de gordura corporal, para partes caracteristicamente mais masculinas (barriga).

O estrogênio estimula o crescimento de todos os ossos longos na adolescência, e fortalecimento ósseo na idade adulta, por isso sua falta aumenta a incidência de osteoporose, principalmente nas mulheres.

Estudos recentes têm associado a diminuição do estrogênio com o Mal de Alzheimer, considerando que estrogênio produzido naturalmente pelo nosso organismo é neuroprotetor.

O homem apresenta níveis menores, mas relativamente estáveis de estrogênio na vida adulta.

Progesterona Bioidêntica na

Reposição Hormonal Natural

A progesterona é produzida principalmente nos ovários na mulher, testículos no homem e pelas adrenais nos dois sexos.

A progesterona age não só no corpo físico, mas também na parte emocional das mulheres.

Na parte emocional leva a mulher a um estado metal mais relaxado, sereno e sociável.

Na parte física, aumenta a densidade óssea ajudando a prevenir a osteoporose, além de ser um diurético natural.

É importante na mulher manter o equilíbrio entre o estrogênio e a progesterona na modulação hormonal.

Hormônio de Crescimento (GH) Bioidêntico 

Recentes estudos têm demonstrado que o GH pode reverter alguns aspectos importantes do envelhecimento.

Baixos níveis de GH no adulto estão correlacionados a perda da qualidade de vida como cansaço, baixa autoestima, depressão, aumento da gordura corporal, osteopenia, diminuição da resistência da atividade física e aumento da mortalidade.

É importante que a reposição de GH seja feito quando seus níveis estão baixos, e não para fins meramente estéticos.

Melatonina

A melatonina é um neuro hormônio produzido no cérebro, pela glândula Pineal. Tem como principal função regular o sono

A partir dos 20 anos de idade, em média, ocorre diminuição de melatonina entre 10 a 15% a cada década de vida, é por isso, que com o avanço da idade aumentam as chances de problemas como a insônia.

Recentes descobertas em relação a melatonina têm evidenciado, outras funções importantes além da própria regulação do sono, a melatonina desempenha potente ação antioxidante cerebral (protegendo contra tumores cerebrais), e importante função no antienvelhecimento.

Cortisol Bioidêntico ou Hidrocortisona Base

O cortisol é um hormônio corticosteroide produzido pelas glândulas adrenais, e que está envolvido resposta ao estresse.

É um hormônio essencial para a qualidade e vida, sua deficiência causa sintomas como fadiga, depressão, inflamação e hipotensão.

Sua quantidade em níveis adequados no sangue são responsáveis pelo aumento de energia (libera a glicose no sangue para ser utilizada), manutenção da pressão arterial e diminuição da inflamação.

Outras funções importantes do cortisol estão na área mental, como o aumento da resistência a situações de stress, com a melhora da capacidade de trabalho.

Controle da liberação de adrenalina, pela ação reguladora do sistema nervoso simpático.

É importante saber que o cortisol deve estar em maior quantidade pela manhã e diminuir lentamente sua concentração no decorrer do dia, a inversão deste padrão, ou seja, diminuição do cortisol pela manhã e aumento no período da noite, também deve ser corrigido.

Pregnenolona Bioidêntica

É o neuro-hormônio mais importante do corpo, pois é uma molécula essencial para formação de vários hormônios, como: estradiol, progesterona, DHEA e testosterona.

Também existe em abundancia nas mitocôndrias de células nervosas e das adrenais. Como a maioria dos hormônios anabólicos (formadores de tecidos) ele começa a declinar após os 30 anos de idade.

Estudos apontam que pregnenolona pode ajudar na melhora da memória, pois têm função de neurotransmissor, e estimulador da neurogênese (formação de neurônios novos) comprovado em estudos em animais.

Ao contrário do que os neurocientistas antigos afirmavam, o cérebro é sim, capaz de formar neurônios novos.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Depressão e Flora Intestinal, Entenda Esta Relação

Depressão e Flora Intestinal, Entenda Esta Relação

Há algum tempo, a medicina vem reconhecendo o papel que o intestino tem sobre o funcionamento de nosso cérebro.

Hoje sabemos que a depressão e flora intestinal estão inter-relacionadas. Não é por acaso, que o chamam o intestino de “segundo cérebro”.

Problemas como a depressão, por exemplo, podem não estar ligados apenas a um desequilíbrio dos neurotransmissores cerebrais, mas podem também estar associados ao desequilíbrio da microbiota intestinal.

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A Conexão Cérebro-Intestino

A conexão intestino-cérebro é conhecida já há algum tempo pela medicina. Existem várias evidências do envolvimento gastrointestinal em diversas doenças neurológicas e psiquiátricas. O equilíbrio da flora intestinal pode exercer um papel importante em nossos aspectos psicológicos e comportamentais.

É interessante lembrar, que, cérebro e intestino a mesma origem embrionária. Durante o desenvolvimento fetal, uma parte se transforma no sistema nervoso central enquanto a outra se transforma no sistema nervoso entérico.

Tendo isso em mente, fica claro como é importante cuidar da nossa flora intestinal durante a vida toda.

Cérebro e intestino são conectados pelo nervo vago, que vai do tronco cerebral até o abdômen. Esta conexão explica, por exemplo o frio na barriga quando estamos nervosos.

E também porque a saúde intestinal pode ter influência na saúde mental e vice-versa.

Em decorrência do exposto acima, podemos deduzir a importância da alimentação para nossas emoções e nosso comportamento.

Excesso de Higiene está Afetando Nossa Saúde

Estudos mostram que os índices de depressão vêm aumentando mais entre os jovens do entre os mais idosos.

Isso pode ter várias origens, mais dois fatos associados à microbiota intestinas se destacam.

Parto Cesariana

O primeiro está ligado ao parto. Antigamente maioria dos partos eram normais, poucos requeriam uma cesariana, hoje este panorama mudou muito. O parto normal é via pela qual temos o nosso primeiro contato com os micro-organismos que irão colonizar nosso intestino e formar a nossa microbiota. A ausência destes micro-organismos, a falta do leite materno e o uso de antibióticos, afetam de modo profundo tanto a nossa imunidade, quanto o eixo intestino-cérebro. Pessoas mais velhas têm mais chance de terem nascido de parto normal, portanto, têm mais chances de terem uma flora intestinal mais saudável.

O Excesso de Higiene

O outro fator que dificulta a formação de uma microbiota intestinal saudável, é o excesso de higiene, por incrível que pareça.

Nas últimas décadas, as crianças de países desenvolvidos, vêm sendo cada vez menos expostas aos micróbios, tanto fora quanto dentro do corpo, a sociedade moderna ficou muito limpa e pasteurizada.

Claro que isso tem seu lado bom, mas a outra face da moeda é a pobreza da nossa flora intestinal.

Quando retiramos todas essas bactérias dos nossos filhos, seu sistema imunológico fica mais fraco e não mais forte.

80% do nosso sistema imune está nos intestinos, pois é a principal via de entrada dos micro-organismo no nosso corpo.

Microbiota Intestinal

Uma boa flora intestinal e uma permeabilidade intestinal adequada é extremamente importante para evitar que se instale em nosso corpo, um tipo de inflamação crônica assintomática, que está na raiz de quase todas as doenças crônico-degenerativas, como as doenças cardiovasculares, diabetes e a depressão.

A nossa microbiota pode ser reequilibrada pelo uso regular de alimentos fermentados como o Kefir e o Natto.

Porém, penso que a via mais prática é o uso de pró e prebióticos, pois na cultura ocidental, ainda são poucos os que se adaptam a consumir Nato e Kefir.

Associação dos problemas Intestinais com os distúrbios cerebrais

Problemas intestinais como intolerância ao glúten e a hiper permeabilidade intestinal, estão associadas não apenas à depressão, mas também outras alterações cerebrais, como o autismo, por exemplo. Tanto os casos de autismo, quanto os de depressão tendem a melhorar com o uso de probióticos ou de alimentos fermentados.

Benefícios dos Probióticos para a Nossa Saúde

Nosso corpo contém cerca de 10 trilhões de células e 100 trilhões de bactérias. Quando nossa microbiota está equilibrada, temos 90% de bons micro-organismos e 15% de maus.

Uma boa flora intestinal também é importante para:

  • Proteger contra a proliferação excessiva de outros micro-organismos patogênicos
  • Digestão de alimentos e absorção de nutrientes
  • Produção de vitaminas, absorção de minerais e eliminação de toxinas
  • Prevenção de alergias

Gases, cansaço, desejo doce, náuseas, cefaleia, constipação, diarreia, podem ser sinais de excesso de bactérias patogênicas no intestino.

Fatores que Desequilibram Nossa Microbiota Intestinal

A microbiota intestinal, não está isolada do nosso corpo, muito pelo contrário, ela é muito sensível ao nosso estilo de vida e dieta. Abaixo seguem alguns fatores que prejudicam nossa flora intestinal:

  • Agrotóxicos e pesticidas
  • Água clorada
  • Antibióticos
  • Anti-inflamatórios
  • Metais tóxicos
  • Poluição
  • Sabonete antibacteriano

Como é praticamente impossível que evitemos todos estes fatores acima, é importante que regularmente façamos o uso de probióticos, para recompor nossa flora intestinal.

Dicas para Melhorar a Flora Intestinal

 Pelo simples fato de que 80% do sistema imunológico esteja localizado no intestino, precisamos repovoá-lo com bactérias boas regularmente. E também pelo impacto que o intestino tem no nosso cérebro, devemos dedicar uma boa parte da nossa atenção para mantê-lo saudável.

Além de uma alimentação saudável, podemos ajudar nosso intestino, usando os alimentos fermentados já citados, e também fazer uma suplementação com pré e probióticos. Além de claro evitar antibióticos, metais tóxicos.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Depressão e Inflamação, entenda esta Nova Descoberta Científica

Depressão e Inflamação, Entenda Esta Nova Descoberta Científica

A medida que a nossa compreensão sobre a depressão aumenta, percebemos que suas causas vão muito além dos fatores meramente emocionais.

Sabemos que ao nível bioquímico, os diferentes tipos de depressão estão associados ao desequilíbrio na produção de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina no cérebro.

Mas os estudos nos mostram que, cerca de 80% da nossa serotonina é produzida no intestino, a partir do triptofano, um aminoácido, apenas 20% da serotonina é produzida no sistema nervoso central.

Isso significa que nossa saúde emocional depende muito da nossa saúde intestinal, da nossa microbiota intestinal, mais especificamente.

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Inflamação e Depressão

Mais recentemente descobriu-se que a inflamação crônica silenciosa, tem um papel importante, não só na depressão, mas praticamente em todas as doenças neuropsiquiátricas.

Nós temos dois tipos de inflamação no nosso corpo, a aguda e a crônica.

A aguda é essencial, pois é ela que nos cura das infecções e promove os reparos necessários quando sofremos algum tipo de lesão.

Ela costuma apresentar sintomas dor, inchaço, calor e vermelhidão. Geralmente dura alguns dias e termina.

Porém, pode em alguns casos cronificar, quando nosso corpo não consegue concluir o processo de reparo de alguma estrutura orgânica.

Com base nestas informações, pesquisadores mostram que a dosagem de marcadores biológicos, como as citocinas inflamatórios, como PCR (proteína C reativa), e as IL-1 e IL-6 (interleucinas), podem ser usadas para o diagnóstico de depressão, pois quanto mais elevados estiverem, maiores as possibilidades de ocorrer uma depressão.

Inflamação Crônica Silenciosa e Depressão

De uma forma simplificada, a inflamação crônica silenciosa inicia-se no intestino, onde a provoca a liberação de marcadores inflamatórios (PCR, IL-1, IL-6), que através do nervo vago, sinalizam para micróglia (sistema imune do cérebro), a presença de inflamação, e a resposta será a inflamação crônica silenciosa no cérebro.

Esta inflamação crônica silenciosa no cérebro, além de dificultar a produção e a ação de vários neurotransmissores e a comunicação entre os neurônios, está envolvida em praticamente todas as doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer, além da depressão.

Intestino e a Nossa Saúde Mental          

Estudos envolvendo o eixo cérebro-intestino, mostram o papel da microbiota intestinal e da permeabilidade intestinal no desenvolvimento das depressões.

A inflamação crônica assintomática, causa muitos problemas além da depressão, como inflamações gastrointestinais, doenças autoimunes, doença cardíaca, diabetes tipo 2 e câncer por exemplo.

Além da inflamação crônica silenciosa, e da disbiose (disfunção da microbiota intestinal), baixos níveis de vitamina D e vitaminas do complexo B, estão associados a depressão.

Embriologicamente, intestino e cérebro tem a mesma origem. Isso explica a importância do eixo cérebro-intestinal, para o nosso equilíbrio emocional e comportamental.

Literalmente podemos dizer que o intestino é o nosso segundo cérebro!

Por consequência, tudo que afetar nossa flora intestinal como agrotóxicos, pesticidas, antibióticos, anti-inflamatórios, anticoncepcionais, adoçantes artificiais, MSG (glutamato monossódico), por exemplo têm potencial para afetar o funcionamento do nosso sistema nervoso.

Alimentação e Depressão

Por tudo que foi visto até aqui, podemos deduzir que a alimentação tem um importante papel no tratamento e prevenção da depressão.

Consumo excessivo de carboidratos, que é muito comum em pessoas deprimidas, pois aumentam a produção de serotonina, aumentam também a inflamação crônica silenciosa, que como já vimos é um dos fatores predisponentes da depressão.

Carboidratos em excesso também podem causar aumento da produção de glutamato no cérebro, causando agitação, explosões de raiva, ansiedade, pânico, irritabilidade, além da depressão é claro.

O açúcar em excesso suprime a atividade de um hormônio chamado BDNF (fator neurotrófico cerebral) que promove a saúde dos nossos neurônios.

Dicas Alimentares 

  • Reduzir o consumo de açúcar e frutose, assim como os grãos, pois em excesso, podem lesar a flora intestinal.
  • Evitar alimentos transgênicos, pois eles podem comprometer a microbiota intestinal, causando inflamação crônica silenciosa. Esses alimentos estão contaminados com glifosato, que destroem seletivamente as bactérias benéficas no intestino. O ideal seria que usássemos alimentos orgânicos, e que não tivessem sido expostos a pesticidas.
  • Introduzir alimentos fermentados como: Kefir, Natto e vegetais fermentados em nossa alimentação, para equilibrar a flora intestinal.
  • Evitar os antibióticos, anti-inflamatórios, água clorada, e outras substâncias que possam lesar nossa flora intestinal.

Vitamina D e Depressão

Baixos níveis de vitamina D, aumentam significativamente as chances de desenvolver depressão. O ideal é mantermos níveis de vitamina D entre 50 e 70 ng/mL.

O ideal seria manter estes níveis apenas com a alimentação e exposição ao sol, mas poucos conseguem, então a saída é a suplementação da vitamina D.

Além disso, a suplementação da vitamina D ajuda a recuperar mais rapidamente os quadros de depressão.

Exercícios Físicos e Depressão

Outra recomendação importantíssima nas depressões é o exercício físico, que além de estimular a produção de endorfinas, ajuda também a reduzir os níveis de insulina.

Também ajudam a reduzir os níveis de quinurenina, um metabólito do metabolismo do triptofano, que quando elevados, podem precipitar sintomas depressivos.

Suplementação 

Para o tratamento e prevenção da depressão já vimos que é muito importante manter uma microbiota intestinal saudável.

Podemos conseguir isso com uma alimentação de boa qualidade e evitando e eliminando possíveis agressores da nossa flora intestinal.

Além do tratamento convencional, feito com antidepressivos, existem vários tratamentos que podem ser usados em conjunto ou até no lugar dos tratamentos convencionais, dependendo da intensidade do quadro depressivo.

Existem alguns fitoterápicos como o Hypericum perforatum e a Griffonia simplicifolia, que costumam apresentar bons resultados nas depressões leves e moderadas.

A suplementação com magnésio, triptofano, vitamina B 6, e vários outros nutrientes, podem ajudar a aumentar a produção de serotonina.

Fitoterápicos como a Cúrcuma longa, que possui ação anti-inflamatórias, pode ajudar tratando a inflamação crônica silenciosa, que está na base das depressões.

Embora estes suplementos sejam de venda livre no Brasil, recomendo que se consulte um profissional de saúde, para a correta prescrição dos mesmos.

A acupuntura, também costuma produzir bons resultados, porém são necessárias algumas semanas até que a melhora comece a aparecer.

Sinais de Depressão Subclínica

Assim como existem o pré-diabetes, o hipotireoidismo subclínico, também existe a depressão subclínica.

Estes quadros recebem essas denominações, porque são fases de evolução dessas patologias, nem sempre diagnósticas por nós médicos, que antecedem o aparecimento do quadro clínico e laboratorial completo.

Os sintomas da depressão subclínica podem incluir:

  • Anedonia, que é a perda da capacidade de sentir prazer e interesse pelas coisas
  • Irritabilidade excessiva e hiper-reatividade às pequenas contrariedades
  • Perda de interesse e satisfação com as relações pessoais
  • Perda de satisfação com o trabalho
  • Procrastinação, não consegue fazer tudo o que se propõe, tudo causa stress
  • Sensação de mal-estar constante, sem causa aparente

Quando conseguimos diagnosticar a depressão subclínica, temos maior possibilidade de trata-la e impedir sua evolução.

Fatores de Risco de Suicídio

Sabemos que nem todas as pessoas deprimidas têm tendências suicidas, porém, as que a apresentam, costumam apresentar alguns dos sinais abaixo, antes da tentativa em propriamente dita:

  • Alterações do apetite, com perda ou ganho de peso marcantes
  • Apresentam hipersônia (dormem muito)
  • Ansiedade e tristeza
  • Apresentam pensamentos suicidas
  • Aumento do uso de álcool ou drogas
  • Humor instável, com irritabilidade e comportamento agressivo
  • Passaram por algum tipo de stress intenso recentemente, como: separações, perda de parentes, traumas importantes, perda de emprego por exemplo
  • Perda de interesse e prazer por atividades sociais ou esportivas
  • São portadores de algum distúrbio psiquiátrico, como depressão

Quem convive com pessoas deprimidas, deve ficar atento a estes sinais. É claro que a presença de um ou outro sinal, não é motivo de alerta, mas quando estes sinais aumentam, tanto em número como na intensidade, deve-se procurar ajuda de um profissional da saúde.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.