Diabetes Tipo 2, Conheça Outros Tipos os Sinais e Sintomas

Diabetes Tipo 2, Conheça Outros Tipos e os Sinais e Sintomas

O diabetes tipo 2, é uma doença muito frequente, porém existem outros tipos, conheça seus sinais e sintomas.

Você sabia que o diabetes tipo 2 não aparece de repente? Antes que alguém seja diagnosticado como diabético, tem que passar por uma condição chamada de pré-diabetes.

Mas o grande problema é que mais da metade das pessoas que tem diabetes tipo 2 não sabe que tem a doença, e para piorar 90% das pessoas que estão na fase de pré diabetes deixam de ser diagnosticadas por nós médicos.

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Diabetes Tipo 1 e Dependência da Insulina

O diabetes tipo 1, que também é conhecido como diabetes juvenil ou insulinodependente. Neste tipo, a taxa de açúcar no sangue se eleva porque o pâncreas não produz insulina suficiente.

É um quadro relativamente raro, e geralmente se instala antes dos 20 anos de idade. Neste caso, o próprio sistema imunológico destrói as células do pâncreas que produzem insulina.

O resultado é a falta de produção de insulina. Os diabéticos tipo 1 precisam receber suplementação de insulina pelo resto de suas vidas.

Diabetes Gestacional

O diabetes gestacional, como o próprio nome diz, ocorre durante a gravidez, e costuma regredir após o parto, porém mulheres que o apresentam, tem chances maiores de desenvolver o diabetes tipo 2 no futuro.

Na maioria dos casos, não há nenhum sintoma, e um exame de glicemia durante a gestação é usado para o diagnóstico.

As estratégias de tratamento incluem monitoramento diário de glicemia, uma dieta saudável, exercícios físicos e observação do bebê.

Se a glicemia estiver muito elevada, é necessário utilizar medicamentos.

Diabetes Tipo 3

Mais recentemente, alguns pesquisadores têm chamado o mal de Alzheimer, de diabetes tipo 3.

Esta denominação surgiu, a partir da constatação de que um dos mecanismos do desenvolvimento do Alzheimer esteja associado a uma resistência a ação da insulina no cérebro.

Diabetes Tipo 2, é Possível Curar?

O diabetes mais comum é o tipo 2, que afeta 90 a 95% dos diabéticos. Neste tipo, o corpo produz insulina, mas não consegue utilizá-la corretamente.

O diabetes tipo 2 é sempre precedido pelo pré-diabetes. Este tipo, diferentemente do tipo 1, é adquirido por meio de uma dieta alimentar inadequada, com excesso de carboidratos, principalmente os refinados.

Na fase de pré-diabetes, o pâncreas começa a produzir cada vez mais insulina, para tentar regularizar a taxa de açúcar no sangue, que está elevada.

Porém, o excesso de açúcar no sangue, produz um tipo de “caramelização” das membranas celulares, impedindo que a insulina se ligue aos seus receptores, que estão nestas membranas.

Como a glicose não entra nas células, seu nível aumenta no sangue, e o pâncreas produz mais insulina, a isso chamamos de resistência à ação da insulina.

Nesta situação, o corpo sem energia, nos faz comer mais carboidratos, mantendo um círculo vicioso, até que chega ao ponto que o pâncreas não dá conta de produzir mais insulina, e o diabetes se instala.

O diabetes tipo 2 começa com a elevação progressiva dos níveis de insulina, que é a fase do pré diabetes, e finaliza com a perda da parcial ou total, da capacidade do pâncreas, de produzir insulina.

A fase de pré-diabetes, quando identificada, e corretamente tratada, com mudança de hábito alimentar, atividade física, suplementação de vitaminas e minerais e fitoterapia, pode perfeitamente evitar o diabetes tipo 2.

Mesmo quando já instalado, o diabetes tipo 2, pode ser muito melhorado, ou até revertido, pelas medidas citadas acima.

Resumindo, o diabetes tipo 2 pode ser totalmente evitado, e em grande parte das vezes revertido. Porém depende muito da compreensão e envolvimento do paciente no tratamento.

O diabetes tipo 2 é uma doença da insulina, e não da glicose! Devemos focar o tratamento muito mais no equilíbrio dos níveis de insulina, do que da glicose plasmática.

Sinais e Sintomas do Diabetes Tipo 2

Abaixo alguns sinais e sintomas que podem indicar a presença de diabetes tipo 2:

  • Cansaço sem causa
  • Cicatrização lenta de feridas
  • Dormência ou formigamento nas mãos e/ou pés, em fases mais avançadas
  • Extrema excessiva, mesmo após comer
  • Ganho ou perda de peso incomum
  • Infecções de repetição, (pele, vagina, urinária)
  • Sede em excesso
  • Visão turva

A Verdadeira Causa do Diabetes é a Resistência Insulínica

Como foi dito acima, a causa do diabetes tipo 2, não se deve a uma elevação da taxa de açúcar no sangue, mas ocorre por um erro na sinalização da insulina, e também da leptina, um hormônio produzido pelas células gordurosas.

É condição necessária para se desenvolver o diabetes tipo 2, que ocorra esta falha à ação da insulina, gerando um quadro de pré-diabetes, antes do diabetes tipo 2 propriamente dito.

Do meu ponto de vista, a grande falha da medicina convencional, ao tratar o diabetes tipo 2, é não considerar a resistência à insulina como a causa primária do diabetes tipo 2.

Por consequência o tratamento, acaba sendo feito pelo uso de hipoglicemiantes ou pela insulina.

Uma das funções da insulina é colocar glicose para dentro das células, para geração de energia. Quando estamos saudáveis o pâncreas executa este trabalho com perfeição.

Porém existem alguns fatores de risco e circunstâncias podem colocar em risco o funcionamento correto desta glândula:

  • Apneia obstrutiva do sono
  • Casos de diabetes tipo 2 na família
  • Histórico de diabetes gestacional
  • Inatividade física
  • Sobrepeso ou obesidade
  • Ter 45 anos ou mais
  • Tratamento com glicocorticoides ou antipsicóticos
  • Triglicerídeos em jejum acima de 250 mg/dL

A insulina é um dos biomarcadores de saúde e longevidade mais importantes, e de baixo custo para sua medição.

Segundo pesquisadores, os níveis ótimos da insulina em jejum devem ser abaixo de 6 microU/mL.

Níveis elevados de glicose não são apenas sintomas do diabetes, mas podem também indicar presença de doenças cardíacas, doenças vasculares periféricas, derrame, pressão arterial alta, câncer e obesidade.

Diabetes e Resistência à Leptina 

A leptina é um hormônio produzido pelos adipócitos (células gordurosas).

Sua principal ação é regular o apetite, e por tabela, o peso corporal. Ela é chamada de hormônio da saciedade, pois avisa o cérebro quando comer, o quanto comer e quando parar de comer.

Níveis adequados de leptina regulam nosso apetite e mantém o peso corporal.

Porém, da mesma forma que a insulina, podemos também apresentar resistência à ação da leptina, situação em que a produção de leptina está elevada, mas as células não conseguem responder.

Pesquisadores descobriram que a obesidade pode causar resistência à leptina (quanto mais células gordurosas, mais leptina).

Também descobriram que a leptina em níveis adequados, é responsável pela correta ação da insulina. Um erro nesta sinalização pode levar a resistência à insulina.

Observando por outro prisma, a principal função da insulina não é diminuir o nível de açúcar no sangue, mas sim armazenar a energia excedente em forma de glicogênio, no fígado e nos músculos.

Sua ação hipoglicemiante é simplesmente uma consequência desse processo de armazenamento de energia.

Quem Está por trás da Obesidade e do Diabetes, é a Frutose!

É importante, quando o tema é diabetes tipo 2 o problema não é apenas o açúcar. O açúcar de cana é 50% glicose e 50% frutose.

A frutose, quando vem da fruta in natura, desde que, em quantidades adequadas, não é problema, porque as frutas têm fibras e outros nutrientes, que se perdem após seu processamento, como nos sucos.

Por outro lado, a indústria alimentícia, passou a usar em larga escala HFCS, como adoçante, pois ele é muito mais barato que o açúcar.

HFCS (xarope de milho com alta concentração de frutose) está presente em quase todos produtos alimentícios, que estão presentes nas mesas de bilhões de pessoas.

Ao ser metabolizada a frutose gera várias toxinas, que podem causar danos à nossa saúde. A frutose me excesso, pode causar diabetes e obesidade.

Importante destacar, que frutas consumidas in natura, sem processamento em quantidades moderadas, excelentes alimentos.

Porque Apenas o Tratamento Convencional, Não é a Melhor Saída

A maioria dos tratamentos convencionais de diabetes tipo 2 usa medicamentos que aumentam o nível de insulina, ou reduzem o nível de açúcar no sangue.

Porém, o diabetes não é uma doença do açúcar no sangue. Focar o tratamento nos sintomas do diabetes, glicemia elevada, ao invés de tratar a causa, não é o melhor caminho.

Grande parte dos diabéticos tipo 2 podem ser tratados com sucesso sem remédios químicos.

Dicas de Estilo de Vida e Dieta

Abaixo seguem algumas recomendações para melhorar a resistência à insulina e à leptina, e assim prevenir e/ou tratar o diabetes tipo 2.

  • Eliminar todos os alimentos processados, pois quase todos contem HFCS. O tratamento convencional do diabetes tipo 2 fracassou tem fracassado, em parte por falta de uma orientação alimentar mais adequada.
  • Pratica de exercícios físicos. Entrar em forma é essencial para controlar o diabetes e outras doenças crônicas. Os exercícios físicos são uma das melhores formas de reduzir a resistência à insulina e à leptina.
  • Elimine todos os açúcares e grãos, até mesmo grãos integrais, orgânicos ou germinados. Evite pães, massas, cereais, arroz, batata e milho. Até regularizar a glicemia, restrinja o consumo de frutas também.
  • Eliminar as gorduras trans, pois aumentam o risco de diabetes e inflamação crônica silenciosa, pois interferem nos receptores de insulina.
  • Consumir Ômega 3, de origem animal e de boa qualidade.
  • Dosar nível de insulina em jejum. Tão importante quanto a glicemia de jejum, seu nível de insulina em jejum, deve ficar entre 2 e 6 microU. Quanto maior o nível, menor é a sensibilidade à insulina.
  • A exposição ao sol é uma promessa no tratamento e prevenção do diabetes. Estudos que revelam uma conexão importante entre os altos níveis de vitamina D e um risco menor de desenvolver o diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e síndromes metabólicas.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Insulina, saiba como seu Excesso pode ser Causa de Obesidade

Insulina, Saiba Como Seu Excesso Pode Ser Causa de Obesidade

Insulina e obesidade andam de mãos dadas. Nos últimos 40 anos, o consumo desenfreado de carboidratos, fez com que a Obesidade se tornasse epidêmica no mundo.

Carboidratos em excesso, quando não utilizados para gerar energia, são armazenados em forma de gordura.

Entenda a Relação Entre Obesidade e Composição Corporal

De forma geral só avaliamos nossa gordura ou magreza simplesmente nos pesando em uma balança.

Atualmente sabemos que é mais importante levarmos em consideração além do peso claro, algumas medidas, como a circunferência abdominal e a do quadril.

Como sabemos, nosso peso corporal total é composto por ossos, órgãos, músculos, líquidos e gordura, sendo que estes 3 últimos variam bastante, principalmente em mulheres.

Para emagrecer, não devemos desidratar e nem perder tecido muscular, pois isso não levará a um emagrecimento saudável e consistente.

Com relação aos músculos, vale o contrário disso, temos de aumentar nossa massa, pois os músculos são os principais “gastadores” de calorias que temos. Porém os músculos pesam mais do que gordura, para a mesma quantidade.

Portanto, está mais que na hora, principalmente para as mulheres, de parar de se focar apenas no peso da balança, e entender o processo como um todo, e valorizar mais a diminuição das medidas do a perda de quilogramas na balança.

Porque Engordamos Tanto nas Últimas Décadas

Nas últimas décadas temos assistido a uma epidemia de obesidade, mas por outro lado nunca tivemos tantas informações e pesquisas de boa qualidade sobre o porquê engordamos, o que está havendo afinal?

Um pouco de história. Na década 60, as gorduras começaram a ser condenadas e banidas da pirâmide alimentar, pois se pensava na época, que elas eram as causadoras dos problemas cárdio circulatórios, o que é verdade apenas em parte.

Nesta época, para resolver esta questão, a Associação Americana de Cardiologia, passou a incentivar o uso de carboidratos e a redução das gorduras, orientação que só começou a ser mudada nos últimos anos com a elaboração pela Universidade de Harvard, de uma nova pirâmide alimentar, onde os carboidratos estão reduzidos e as boas gorduras são valorizadas.

Feito este rápido resumo, vamos entender porque carboidratos nos engordam.

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Excesso de Insulina e Obesidade

Quando ingerimos qualquer tipo de carboidrato, sejam os refinados ou complexos, o nosso corpo vai transformá-los em glicose, que é nossa principal fonte de energia.

Para que a glicose entre dentro das células para ser utilizada, é preciso da ação da insulina, um hormônio que abre passagem na membrana celular, para a penetração da glicose.

Quando ingerimos carboidratos complexos (integrais), em quantidade adequada, a glicose é liberada gradualmente e a liberação de insulina na circulação ocorre sem grandes picos, desta forma a nos sentimos com energia e nossa sensação de fome é normal e fisiológica.

Quando ingerimos carboidratos refinados, mesmo em pequenas quantias, a sua transformação em glicose é quase instantânea, e nosso corpo responde com grandes picos de liberação de insulina, que num primeiro momento retira grande parte da glicose da circulação, e em cerca de 2 horas surge o desejo de comer carboidratos novamente. Este comportamento alimentar ao longo dos meses, leva a uma sobrecarga do pâncreas, onde a insulina é produzida em grandes quantidades, mas não consegue mais colocar a glicose para dentro das células.

Começamos então a sentir falta de energia, cansaço, fraqueza, desejo de mais carboidratos, perda de concentração e memória, e principalmente, ganho de peso.

A este quadro, chamamos de resistência insulínica, ele precede o aparecimento da Síndrome Metabólica, que já está até merecendo até uma especialidade médica só para cuidar dela.

Como os Carboidratos Viram Gordura

Com açúcar sobrando na circulação, primeiro nosso corpo o transforma em glicogênio, que fica armazenado no fígado e nos músculos, e são nossas reservas mais imediatas de energia.

Como esta capacidade de armazenamento tem certo limite, o que sobrar de glicose será convertida em ácidos graxos (moléculas básicas de gordura) e posteriormente em triglicerídeos, que vão ser armazenados, adivinhe onde, no tecido gorduroso.

Nas mulheres se armazenam mais da cintura para baixo (quadril e culote) e nos homens mais no abdômen.

Como Evitar a Resistência Insulínica

É simples, mas não é fácil, pois temos de romper com o ciclo: comer carboidratos, picos de insulina, mais desejo de comer carboidratos e ganho de peso.

O caminho passa, antes de uma reeducação alimentar profunda, por uma redução drástica e temporária, do consumo de qualquer tipo de carboidrato, seja ele refinado ou complexo.

Esta conduta vai basicamente reduzir a resistência a insulina e forçar o corpo a buscar uma outra fonte de energia, que é o tecido gorduroso.

Isto acontece porque com a insulina em baixa, entra em ação outro hormônio, menos conhecido, chamado glucagon, que vai ao tecido gorduroso e estimula a conversão dos triglicerídeos em ácidos graxos e depois glicose, exatamente ao contrário do que faz o excesso de insulina.

E a partir deste, ponto a gordura começa a ser utilizada como combustível, um processo conhecido cetose.

Gorduras Causam Obesidade?

Até aqui vimos de forma bem resumida o metabolismo dos carboidratos, no que concerne ao ganho de peso.

Sem dúvida que gorduras podem engordar, mas há um detalhe muito importante, nós temos uma resposta de saciedade para gordura, isto é, depois de ingerir determinada quantidade de gordura sem presença de carboidratos, no geral passamos a ter aversão por ela e paramos de comer.

Com os carboidratos refinados, esta resposta, por conta dos picos de insulina, fica comprometida, e logo em seguida queremos comer novamente.

Estudos mostram que dietas com proporção maior de gorduras tendem a levar ao emagrecimento!

A comprovação prática desta teoria, é o sucesso da dieta do Dr. Atkins, que permite a ingestão de quantidades enormes de proteínas e gorduras, com exclusão total de carboidratos, que produz sem dúvidas emagrecimento.

Aqui cabe ressaltar, que esta dieta embora produza emagrecimento, do meu ponto de vista não é saudável, seu uso deve ser orientado por um profissional da saúde.

Penso que o consumo exagerado da associação de carboidratos refinados e gorduras devem ser considerados a principal causa de obesidade na atualidade.

Proteínas quando usadas com moderação, podem ajudar a emagrecer, pois além de sacietógenas,  ajudam a aumentar o metabolismo.

Porque a Restrição Calórica Funciona Parcialmente

Como vimos, nosso combustível preferencial é a glicose, depois vem as gorduras e por fim as proteínas, isso dentro de uma fisiologia normal, isto é, sem excesso de peso.

Na situação de excesso de peso, a via de queima de gorduras não funciona adequadamente.

Na falta dos carboidratos, passamos a quebrar proteínas para gerar energia, o que é um péssimo negócio, metabolicamente falando.

Nas dietas altamente restritivas ou durante o uso de medicamentos que inibem o apetite, uma parte do emagrecimento é por conta da perda de massa muscular para gerar energia.

Este emagrecimento, que numa primeira vista pode parecer positivo, é ilusório, pois se perdeu tecido muscular, que dificilmente será reposto.

Como estas dietas são feitas por pouco tempo e não se preocupam em fazer uma reeducação alimentar, ao voltar ao padrão alimentar antigo, a pessoa vai ganhar mais peso e com mais facilidade e rapidez, pois já não conta mais com a mesma massa muscular que queimava calorias, e que foi consumida durante a dieta. Isso explica o famoso efeito sanfona.

Emagrecer com Saúde

Existem vários caminhos para emagrecer, todos precisam de comprometimento do paciente, não se iluda não há caminho fácil, rápido, e nem atalhos.

Em nossa clínica, lançamos mão de vários recursos como a Medicina Ortomolecular, Acupuntura, Fitoterapia, Homeopatia e Acupuntura, entre outras técnicas, que são usadas de acordo com cada caso.

E por fim, deixo uma frase que uso sempre com meus pacientes: “Não queira ser emagrecida (o) pelo seu médico, faça a sua parte e tenha persistência, os resultados virão”.

 

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

Trigo e Glúten, Saiba Porque Eles Causam Obesidade e Outras Doenças

Trigo e Glúten, Saiba Porque Eles Causam Obesidade e Outras Doenças

Glúten e trigo virarão vilões, e nos últimos anos tem crescido o número de pessoas que tem parado ou tem tentado parar de usá-los em sua alimentação. Penso que esta aversão ao trigo tem aumento por conta do maior acesso que as pessoas têm tido às informações, principalmente internet, a respeito da intolerância ao glúten e doença celíaca.

trigo e glúten

Quase Tudo Contém Trigo e Glúten

É inquestionável também que estamos consumindo trigo numa escala nunca experimentada pela espécie humana, é cada vez mais difícil encontrar algo para comer que não tenha trigo, penso que talvez nossos organismos não estejam conseguindo lidar com tanto trigo.

A Epidemia de Obesidade

Esta avalanche de trigo iniciou-se nos USA, para variar um pouco, em 1985 quando foi criado o “Programa Nacional de Educação sobre o Colesterol”.

A ideia básica deste programa foi diminuir o consumo de gorduras em geral e estimular o consumo de grão e cereais na dieta do americano comum, para evitar em tese o aumento do colesterol.

É importante ressaltar que até este momento, os americanos não viviam esta epidemia de obesidade galopante que hoje os assola, por isso este programa foi um marco, negativo é claro, embora a ideia parecesse boa.

No final não só não conseguiu controlar o colesterol (que pelo contrário aumentou) e acabou por criar gerações de obesos.

Consumo Desenfreado Trigo e Glúten

Nestes mais de 30 anos de clínica já vi a apontar vários culpados para a obesidade, como gorduras, açúcar e sedentarismo, mas penso que a verdadeira praga é o consumo desenfreado de alimentos com trigo.

Quero deixar clero que não defendo nenhum radicalismo com relação ao consumo de trigo, mas penso que o seu consumo deveria ser muito menor do que é hoje.

Os Tipos de Trigo

Deixando os americanos de lado, vamos a trigo nosso de cada dia, que por sinal está longe de ser aquele trigo de algumas décadas atrás.

Atualmente já passou por tantas “melhorias” genéticas que daria para lhe dar outro nome. Hoje temos várias espécies, o Triticum aestivum, que é o trigo comum que usamos.

Também temos o Triticum durum, do qual são feitos os macarrões e o Trigo einkorn (espécie de trigo-selvagem), só para citar alguns exemplos.

O que diferencia uma espécie da outra é a proporção de carboidratos, proteínas e fibras.

O Trigo aestivum é disparadamente o mais usado pela indústria alimentícia e vamos ver porque mais à frente.

Componentes do Trigo

O trigo é composto por proteínas, carboidratos e fibras em proporções que diferem de uma variedade para outra da planta.

O glúten é a proteína do trigo, a principal proteína, pois existem cerca de mil outras, só que em pequena quantidade.

Na verdade, o glúten abrange duas famílias de proteínas, as gliadinas e as gluteninas.

Quando falamos em doença celíaca ou na intolerância ao glúten, as gliadinas são as responsáveis pelas reações imunológicas e inflamatórias presentes nestes casos.

Além do trigo o glúten também está presente na cevada, no centeio, na espelta, no triticale e em quantidade bem menor na aveia.

Os 3 Tipos de Gliadina

Existem 3 tipos de gliadinas: as α/β, δ e ω. Se tomarmos uma massa para pizza fresca e a lavarmos vamos retirar os carboidratos e o que vai sobrar é o glúten, que é como uma cola.

É ele que dá elasticidade e permite moldar as massas, sem ele a massa fica esfarelada.

Doenças Associadas ao Glúten

O glúten está envolvido em várias patologias como: asma, dermatite, refluxo gastresofágico, doença inflamatória intestinal, dores articulares entre outras.

A doença celíaca é basicamente um quadro de inflamação da mucosa intestinal causada pelo glúten.

Esta inflamação altera a mucosa intestinal de tal forma que a absorção dos nutrientes fica muito comprometida levando a um quadro de desconforto abdominal, diarreia, má absorção intestinal e desnutrição acentuada.

Infelizmente nós médicos demoramos em identificar a doença celíaca, principalmente na fase inicial onde a diarreia e a desnutrição ainda não são tão pronunciadas.

Intolerância ao Glúten

Para as pessoas que tem intolerância ao glúten, o tratamento é simplesmente não usar nada que contenha glúten, quer seja do trigo ou de qualquer outra fonte, isto quer dizer, que não existe um medicamento para tratar esta condição.

Mas quem já tentou, sabe que é muito difícil retirar o trigo da alimentação. O primeiro motivo é porque quase tudo tem trigo!

Mas é muito difícil, porque o trigo causa um tipo de dependência, explico a seguir.

O Glúten Afeta o Cérebro Também

Quando o glúten (que é uma proteína) sofre a digestão pelos ácidos estomacais ele é quebrado em estruturas menores chamadas peptídeos.

Estes peptídeos vão pelo sangue até o cérebro, onde se ligam aos receptores de morfina que dão o maior barato!

Estudos também indicam que estes peptídeos possam estar envolvidos com os quadros de TDAH (transtorno de deficit de atenção e hiperatividade), autismo (aqui em conjunto com a caseína (proteína do leite) e até piora de quadros de esquizofrenia).

Os Carboidratos do Trigo

Além do da proteína o trigo é composto principalmente por carboidrato. O Triticum aestivum (que é aquele que consumimos diariamente) possui cerca de 70% de carboidratos e 10 a 15% de proteínas e fibras.

O carboidrato do trigo é um amido (que é uma longa sequência de moléculas de glicose). Este amido do trigo é de dois tipos a amilopectina (cadeia ramificada de glicose) e a amilose (cadeia linear de glicose).

Estes amidos são digeridos por uma enzima chamada amilase (presente na saliva e intestino delgado). Porem a amilase digere melhor a amilopectina do que a amilose e isso tem um impacto importante para a saúde.

No trigo comum temos que 75% do amido é amilopectina e 25% é amilose. Como a amilopectina é mais bem digerida ela vai produzir uma quantidade maior de moléculas de glicose que vão entrar rapidamente para a corrente sanguínea e aumentar tanto a glicemia quanto o nível de insulina, repercussão direta no amento de peso.

Amilopectinas

A amilopectina possui 3 tipos A, B e C. A amilopectina tipo A é a que ocorre no trigo e é a que é melhor absorvida e por isso engorda muito mais.

A amilopectina B é encontrada em bananas e batatas, por exemplo, e sua absorção é intermediária. E a amilopectina tipo C é a que ocorre nos leguminosas (feijões).

Embora todos sejam carboidratos complexos, a sua estrutura e a sua absorção é que vão determinar seu papel no ganho de peso e não simplesmente a quantidade de calorias que cada um possui.

Algumas pessoas quando querem emagrecer logo se apressam em retirar o feijão da alimentação ficando com o arroz, escolha equivocada.

Conhecendo as amilopectinas, você agora já sabe que comer feijões moderadamente não engorda e até emagrece!

Trigo, Glicose, Insulina e Obesidade

Para quem está acima do peso é importante saber que toda vez que a taxa de glicose aumenta no sangue, o pâncreas produz insulina.

Este hormônio leva a glicose para dentro das células, mas também transforma glicose em gordura.

Duas fatias de pão elevam mais a glicose no sangue, do que uma lata de refrigerante normal!

Na verdade, o trigo está entre os alimentos que mais elevam a glicose e a insulina e por consequência entre os que mais engordam.

As referências para escrever este artigo foram tiradas do livro “Barriga de trigo, autor William Davis”, recomendo fortemente a leitura deste livro.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Adoçantes podem Aumentar os Níveis de Glicose no Sangue

Adoçantes podem Aumentar os Níveis de Glicose no Sangue

Atualmente muitas pessoas fazem uso de adoçantes, porém poucos sabem que eles podem elevar os níveis de glicose e insulina, que é um hormônio produzido pelo pâncreas e que está correlacionado com a obesidade.

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Adoçantes e Obesidade

Na batalha constante para perder ou manter alguns centímetros, nós optamos por refrigerantes diet.

Mas dois estudos, elaborados por epidemiologistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Centro de Ciência da Saúde do Texas Santo Antônio, EUA, mostram como o consumo de refrigerantes diet está associado com o aumento da circunferência de cintura em humanos.

Os adoçantes produzidos com aspartame aumentam o nível de glicose no sangue de ratos com predisposição para diabetes.

Os estudos apresentados nas Sessões Científicas da Associação Americana de Diabetes em San Diego nos Estados Unidos sugerem que a opção por estes produtos poderia ser um comportamento autodestrutivo.

Segundo Helen P. Hazuda, professora e chefe da Divisão de Epidemiologia Clínica da referida faculdade, “estes produtos podem ser livres de calorias, mas não de consequências”.

Estudo com Adoçantes em Humanos

O estudo longitudinal acompanhou 474 indivíduos idosos durante cerca de 10 anos para avaliar a relação entre consumo de refrigerante diet e alteração a longo prazo na circunferência da cintura.

Os pesquisadores compararam as mudanças na circunferência da cintura em usuários e não usuários de refrigerante diet, levando em conta a condição de diabetes, nível de atividade física no tempo de lazer, bairro de residência, idade e condição de fumante, sexo, etnia e anos de educação escolar.

Os usuários de refrigerante diet, como um grupo, experimentaram aumentos maiores de 70 por cento na circunferência de cintura em comparação com os não usuários.

A porcentagem cresceu consideravelmente para 500% em usuários frequentes, que consumiam dois ou mais refrigerantes diet por dia.

Adoçantes Aumentam a Gordura Abdominal

A gordura abdominal é um importante fator de risco para diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e outras condições crônicas.

“Estes resultados sugerem que, em meio à orientação nacional para reduzir o consumo de bebidas adoçadas com açúcar natural, as políticas que promovam o consumo de refrigerantes diet podem ter efeitos deletérios involuntários”, escreveram os autores.

Estudo em Ratos

Outro trabalho com ratos, realizado por outra equipe da mesma faculdade, estudou a relação entre administração oral de aspartame, glicose em jejum e níveis de insulina em 40 ratinhos com predisposição para diabetes.

O aspartame é um açúcar artificial largamente utilizado em refrigerantes diet e outros produtos alimentícios.

Um grupo de ratos comeu ração com aspartame e óleo de milho; o outro grupo comeu ração apenas com o óleo de milho.

Depois de três meses com esta dieta rica em gordura, os ratos do grupo do aspartame mostraram níveis elevados de glicose em jejum, mas níveis de insulina iguais ou diminuídos, consistentes com o declínio prévio da função de células betas pancreáticas.

A diferença de níveis de insulina entre os grupos não foi estatisticamente significativa. As células betas produzem insulina, o hormônio que diminui o açúcar no sangue depois de uma refeição. O desequilíbrio na função destas células conduz à diabetes.

Gabriel Fernandes, autor sênior do estudo e professor de reumatologia e imunologia clínica, explica: “os resultados sugerem que a ingestão de aspartame poderia contribuir diretamente para o aumento de glicose no sangue potencialmente. Assim, contribui para a associação observada entre o consumo de refrigerante diet e o risco de diabetes em humanos”.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.