Dieta Não Funciona, Saiba que Fatores Impedem Você de Emagrecer

Dieta Não Funciona, Saiba que Fatores Impedem Você de Emagrecer

Dieta não funciona se não houver uma mudança de hábitos alimentares. Sem mudanças de hábitos alimentares e exercícios regulares, a volta ao peso anterior é quase certa em mais de 95% dos casos.

Só fechar boca não emagrece! Milhões de pessoas que já fizeram várias dietas ao longo da vida, já cansaram de constatar este fato.

Uma Nova Visão da Obesidade

Se você tem dificuldade para emagrecer, saiba que muitos conceitos mudaram nos últimos anos.

Você já deve ter ouvido muitas vezes: “para emagrecer tem que fechar a boca e fazer exercícios”.

Devo informar que hoje esta afirmação está longe de ser uma verdade absoluta.

Embora para emagrecer precisemos ingerir menos calorias do que gastamos, existem muitos outros fatores envolvidos com o ganho e perda de peso.

Entre estes fatores, estão os hormônios (insulina, glucagon, cortisol, estrogênios, testosterona, T4, T3, GH, DHEA), os neurotransmissores (serotonina, GABA, dopamina), os neuropeptídios (leptina, grelina, neuropeptídio Y), a taxa de metabolismo basal, e outros fatores que explicarei adiante.

Só Fechar Boca Não Emagrece

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Existem duas formas básicas de se engordar, que aqui vou chamar de Alimentar e Metabólica.
A Alimentar que é aquela em que o apetite excessivo é a causa principal, mais comum nos homens.

Já a Metabólica, onde a pessoa come pouco, mas metaboliza mal e engorda, é muito mais frequente entre as mulheres.

Por isso só dieta não funciona, o problema está no metabolismo.
Para quem tiver interesse publiquei em 2014 um livro chamado “Emagrecer, porque só fechar a boca não emagrece”, que trata deste tema. Disponível no formato físico e e-book pelo site fabiopisani.med.br/livros

Nossa Taxa de Metabolismo

Nosso metabolismo tem dois componentes básicos, a taxa de metabolismo basal (TMB), que é o quanto nosso corpo gasta de energia em repouso.

Ela é determinada basicamente pelo tecido muscular e função tireoidiana, corresponde a cerca de 70% da TMB.

O restante é determinado por fatores, como alimentação, atividade física entre outros.

Na realidade quem queima calorias e produz energia em nosso corpo são estruturas celulares chamadas mitocôndrias, e os músculos são os locais onde elas existem em maior quantidade.

Por isso é importante gerar tecido muscular, pois ele vai garantir que você continue gastando energia e permaneça magra (o).

Isso também explica porque só dieta não funciona, exercícios são fundamentais para emagrecer com saúde.

Hipotireoidismo Subclínico

Nosso metabolismo também é afetado pelos hormônios.

O T4, hormônio produzido pela tireoide, costuma estar diminuído, principalmente nas mulheres, que neste caso podem apresentar sintomas como depressão, falta de energia, sensação de frio, constipação, queda de cabelo, unhas fracas, diminuição da libido, alterações menstruais, e é claro dificuldade para emagrecer.

Na verdade, o T4 é um pró-hormônio, isto é, ele precisa ser convertido para T3 que é o hormônio ativo.

A tireoide pode estar produzindo T4 normalmente e TSH normalmente, e mesmo assim a pessoa pode estar sofrendo de hipotireoidismo, neste caso chamado de subclínico.

O Hipotireoidismo Subclínico ou tipo II ocorre quando temos T4 e TSH normais, isto significa que o problema não está na tiroide propriamente.

Os problemas ocorrem na conversão de T4 para T3, ou quando há alguma alteração nos receptores de T3 nos órgãos alvo.

Por outro lado, um T4 normal ou até aumentado, que não seja convertido para T3, poderá ser convertido para T3 reverso, que tem ação oposta ao T3, isto é, faz engordar, pois coloca o corpo em estado baixo gasto calórico.

Quando temos algum grau de hipotireoidismo, só fazer dieta não funciona, pois o problema principal é o metabolismo basal lento, que dificulta a geração de energia e queima das calorias.

A Insulina e os Carboidratos

Atualmente sabemos que o grande responsável pelo sobrepeso são os carboidratos, principalmente os refinados.

Quando comemos qualquer alimento de farinha branca, ele se transforma rapidamente em glicose no sangue.

Aqui entra em ação a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, que faz com que a glicose entre dentro das células e gere energia.

Quanto mais glicose geramos pela alimentação inadequada, mais nossa taxa de insulina sobe, e ao longo dos anos os receptores de insulina em nossas células sofrem alterações (glicação e oxidação) e passam a não funcionar corretamente.

Então começa a sobrar glicose fora da célula, que volta para fígado e é transformada em ácidos graxos (gordura).

Porém dentro das células temos falta de glicose, e ficamos sem energia e com desejo aumentado por carboidratos.

Então nosso pâncreas produz mais insulina, que só piora o quadro, a isso chamamos resistência insulínica, que sabemos hoje, está na origem tanto da obesidade quanto do diabetes tipo 2.

Até pouco tempo atrás se pensava que principalmente as gorduras eram responsáveis pelo excesso de peso.

Mas como sabemos hoje é o excesso de carboidratos se transforma em gordura.

Muitas vezes uma dieta não funciona, pois a escolha dos alimentos não está adequada para o paciente.

Por isso digo, só fechar boca não emagrece, é preciso escolher com muito cuidado de que fontes estão vindo as calorias que estamos ingerindo.

Excesso de Cortisol pode Engordar

Outro hormônio que está envolvido com o excesso de gordura é o cortisol, que é secretado normalmente pelas adrenais, mas que quando estamos estressados atinge valores muito elevados que favorecem o acumulo de gordura, principalmente na região abdominal.

Tanto o cortisol quanto a insulina, quando elevados são lipogênicos, isto é, causam aumento de gordura corporal.

Comer Entre as Refeições Principais Pode Causar Excesso de Peso

Quando nosso organismo está equilibrado e sem sobrepeso, as fontes de energia são pela ordem, os carboidratos e as gorduras, as proteínas só serão usadas para geração de energia em casos extremos.

No sobrepeso, nosso corpo não consegue utilizar o tecido gorduroso para gerar energia.

Do meu ponto de vista, um dos fatores mais importantes para que isso ocorra, é a alimentação em curtos intervalos de tempo, como comer a cada 3 ou 4 horas.

Quando as taxas de glicose e glicogênio estão baixas, a tendência natural é que o corpo busque as gorduras com fonte de energia.

Na minha prática clínica costumo usar uma dieta cetogênica modificada (com poucos carboidratos), procurando encontrar o intervalo adequado entre as refeições, para que ocorra a utilização de gordura de forma fisiológica pelas mitocôndrias.

Emagrecer Não é Diminuir Apenas o Peso Total

Nas dietas radicais e desequilibradas, onde ocorre grande perda de peso em pouco tempo, ocorre à custa de perda de proteínas, que pesam cerca de duas vezes mais que gorduras.

Quando falo em emagrecer, me refiro a perda do tecido gorduroso e redução das medidas, e mínima perda de massa magra.

Portanto, o bom emagrecimento deve ser lento, porem consistente.

Logo no início do tratamento a diminuição do peso é maior, pois com a mudança do habito alimentar, ocorre eliminação de líquido que está retido principalmente no meio extracelular.

Fome e Apetite são Coisas Diferentes

De forma geral quando me procuram para emagrecer, em algum momento me pedem algum “remédio natural para tirar o apetite”.

Primeiro precisamos diferenciar fome de apetite.

Quando estamos realmente com fome que é fisiológica, qualquer coisa serve para saciar, mesmo as mais inadequadas.

O apetite, é diferente, é quando não estamos com fome, mas queremos comer alguma coisa específica (doces, chocolate, etc.), isso engorda!

A fome surge quando não temos aporte de glicose para dentro das células, e o corpo manda um sinal para comermos.

A glicose pode estar baixa por falta de ingestão (nos magros) ou por algum bloqueio à sua entrada nas células por exemplo, resistência insulínica.

É isso que deve ser corrigido, e não simplesmente tentar suprimir a fome!

Equilíbrio Endócrino e Metabólico

Os tratamentos convencionais falham quase sempre no médio e longo prazo, pois só fechar boca não emagrece.

O emagrecimento tem que passar por reeducação alimentar e correção dos distúrbios metabólicos e hormonais subjacentes, bem como a instituição de um plano de atividade física realista de longo prazo, não há atalhos, nem tratamentos rápidos, sejamos realistas.

Sem ajuste do sistema endócrino e metabólico, as dietas não funcionam de uma forma consistente.

Toxinas e Inflamação Dificultam o Emagrecimento

Outro fator recém-incluído como gerador de obesidade, é a inflamação crônica assintomática, gerada por substâncias produzidas pelo próprio tecido gorduroso, chamadas citocinas.

Esta inflamação é a base de várias patologias crônico degenerativas, que ocorrem principalmente nos obesos.

Também as toxinas e os metais tóxicos que estão acumulados no tecido gorduroso, podem se ligar aos receptores e impedir a ação correta dos hormônios, neurotransmissores e neuropeptídios, levando também ao excesso de peso.

O Que Fazer para Resolver o seu Problema de Excesso de Peso

Após estas informações, você deve estar se perguntando, o que fazer.

Ficou bastante claro espero, que o excesso de peso é multifatorial, apenas dietas não funcionam, e soluções simplistas não trarão resultados consistentes no médio e longo prazo. Temos de atuar em várias frentes, conforme cada caso.

Mudança de Hábito Alimentar

O primeiro passo é iniciar uma mudança de habito alimentar, que seja duradoura e factível.

Como já disse, em minha clínica costumo usar uma dieta cetogênica modificada no início do tratamento.

Quando iniciamos a dieta cetogênica, em 24 a 72 horas, o corpo passa a gerar energia preferencialmente a partir do tecido gorduroso, pois a oferta de carboidratos vai estar bem limitada, gerando um leve estado de cetose que não tem nada a ver com cetoacidose que ocorre no diabetes.

Está cetose leve também ocorre durante o sono, por isso nosso peso é menor pela manhã. Seguindo esta orientação alimentar, em momento nenhum a pessoa deve passar fome, pois estará sempre

Exercícios Físicos

A prática de atividade física ajuda muito a acelerar os resultados e depois a mantê-los, além de melhorar muito a qualidade de vida e prevenir inúmeras doenças.

Para os sedentários, ela deverá ser de leve a moderada no início.

Mas a medida mais importante é o diagnóstico clinico e laboratorial, para identificar as causas do excesso de peso, e seus possíveis tratamentos.

E nossa clínica utilizamos acupuntura, fitoterapia, homeopatia e ortomolecular.

Estes tratamentos variam de paciente para paciente, pois não existe um tratamento único que funcione igualmente bem para todos.

Como eu Trato o Excesso de Peso

Após esta breve explicação sobre os mecanismos que levam ao excesso de peso, agora vou detalhar como eu trato o sobrepeso em minha clínica.

Como se pode ver só fechar boca não emagrece.

O excesso de peso deriva de vários fatores, que precisam ser tratados em conjunto.

Se fizermos uma dieta, atividade física, acupuntura, fitoterapia, ortomolecular separadamente, teremos apenas o resultado que cada uma delas pode produzir isoladamente.

Mas quando associamos estes métodos, o resultado costuma ser potencializado.
O emagrecimento deve ser uma consequência do equilíbrio geral do organismo.
Abaixo uma breve descrição dos métodos utilizados para o tratamento em minha clínica.

Dieta Cetogênica Modificada

A dieta cetogênica modificada consiste em uma redução calórica leve a moderada, mas equilibrada, na qual vamos alternando fases curtas de restrição aos carboidratos, com fases mais longas com carboidratos de baixo índice glicêmico.

Também preconizo o uso de alimentos termogênicos, que ajudam a aumentar o metabolismo discretamente.

Com esta orientação dietética, conseguimos emagrecer preferencialmente a gordura, preservando as proteínas e demais nutrientes.

Isso é muito importante entender: não são esperadas grandes perdas de peso em curto espaço de tempo, o processo é gradual e você logo percebera que suas medidas vão começar a diminuir.

Se você espera qualquer resultado diferente deste, meu método de trabalho não serve para você.

Acupuntura

O papel da acupuntura neste tratamento visa corrigir estados de ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, falta de energia e stress, que geralmente estão presentes nos obesos.

Ortomolecular e Fitoterapia

O uso da fitoterapia e da ortomolecular (vitaminas, sais minerais, fitonutrientes, oligoelementos), visam corrigir as alterações bioquímicas presentes.

A principal delas é a resistência à ação da insulina, que está presente em quase todos os obesos.

Também deverão ser tratados se presentes, desequilíbrios dos hormônios como: cortisol, T4, T3, estrógenos, testosterona, DHEA.

Atenção especial também com neurotransmissores, como a serotonina, gaba e dopamina, que embora não sejam dosados rotineiramente, podemos inferir seus níveis pelas manifestações clinicas.

Tratar a Disbiose Intestinal

E por fim tratar, se presentes, quadros de disbiose (alterações da flora intestinal), parasitoses intestinais, intoxicação por metais tóxicos, agrotóxicos, pesticidas, inflamação crônica silenciosa, glicação, diminuição da imunidade, que embora não sejam causas diretas de sobrepeso, mas que se presentes, dificultam o processo de emagrecimento.

É importante frisar, que só dieta não funciona, o emagrecimento é um processo no qual precisamos de determinação e perseverança. O paciente deve estar envolvido ativamente nele, e não esperar ser emagrecida (o) pelo médico.

Livro “Emagrecer: Porque Só Fechar a Boca Não Resolve”

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**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Insulina, saiba como seu Excesso pode ser Causa de Obesidade

Insulina, Saiba Como Seu Excesso Pode Ser Causa de Obesidade

Insulina e obesidade andam de mãos dadas. Nos últimos 40 anos, o consumo desenfreado de carboidratos, fez com que a Obesidade se tornasse epidêmica no mundo.

Carboidratos em excesso, quando não utilizados para gerar energia, são armazenados em forma de gordura.

Entenda a Relação Entre Obesidade e Composição Corporal

De forma geral só avaliamos nossa gordura ou magreza simplesmente nos pesando em uma balança.

Atualmente sabemos que é mais importante levarmos em consideração além do peso claro, algumas medidas, como a circunferência abdominal e a do quadril.

Como sabemos, nosso peso corporal total é composto por ossos, órgãos, músculos, líquidos e gordura, sendo que estes 3 últimos variam bastante, principalmente em mulheres.

Para emagrecer, não devemos desidratar e nem perder tecido muscular, pois isso não levará a um emagrecimento saudável e consistente.

Com relação aos músculos, vale o contrário disso, temos de aumentar nossa massa, pois os músculos são os principais “gastadores” de calorias que temos. Porém os músculos pesam mais do que gordura, para a mesma quantidade.

Portanto, está mais que na hora, principalmente para as mulheres, de parar de se focar apenas no peso da balança, e entender o processo como um todo, e valorizar mais a diminuição das medidas do a perda de quilogramas na balança.

Porque Engordamos Tanto nas Últimas Décadas

Nas últimas décadas temos assistido a uma epidemia de obesidade, mas por outro lado nunca tivemos tantas informações e pesquisas de boa qualidade sobre o porquê engordamos, o que está havendo afinal?

Um pouco de história. Na década 60, as gorduras começaram a ser condenadas e banidas da pirâmide alimentar, pois se pensava na época, que elas eram as causadoras dos problemas cárdio circulatórios, o que é verdade apenas em parte.

Nesta época, para resolver esta questão, a Associação Americana de Cardiologia, passou a incentivar o uso de carboidratos e a redução das gorduras, orientação que só começou a ser mudada nos últimos anos com a elaboração pela Universidade de Harvard, de uma nova pirâmide alimentar, onde os carboidratos estão reduzidos e as boas gorduras são valorizadas.

Feito este rápido resumo, vamos entender porque carboidratos nos engordam.

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Excesso de Insulina e Obesidade

Quando ingerimos qualquer tipo de carboidrato, sejam os refinados ou complexos, o nosso corpo vai transformá-los em glicose, que é nossa principal fonte de energia.

Para que a glicose entre dentro das células para ser utilizada, é preciso da ação da insulina, um hormônio que abre passagem na membrana celular, para a penetração da glicose.

Quando ingerimos carboidratos complexos (integrais), em quantidade adequada, a glicose é liberada gradualmente e a liberação de insulina na circulação ocorre sem grandes picos, desta forma a nos sentimos com energia e nossa sensação de fome é normal e fisiológica.

Quando ingerimos carboidratos refinados, mesmo em pequenas quantias, a sua transformação em glicose é quase instantânea, e nosso corpo responde com grandes picos de liberação de insulina, que num primeiro momento retira grande parte da glicose da circulação, e em cerca de 2 horas surge o desejo de comer carboidratos novamente. Este comportamento alimentar ao longo dos meses, leva a uma sobrecarga do pâncreas, onde a insulina é produzida em grandes quantidades, mas não consegue mais colocar a glicose para dentro das células.

Começamos então a sentir falta de energia, cansaço, fraqueza, desejo de mais carboidratos, perda de concentração e memória, e principalmente, ganho de peso.

A este quadro, chamamos de resistência insulínica, ele precede o aparecimento da Síndrome Metabólica, que já está até merecendo até uma especialidade médica só para cuidar dela.

Como os Carboidratos Viram Gordura

Com açúcar sobrando na circulação, primeiro nosso corpo o transforma em glicogênio, que fica armazenado no fígado e nos músculos, e são nossas reservas mais imediatas de energia.

Como esta capacidade de armazenamento tem certo limite, o que sobrar de glicose será convertida em ácidos graxos (moléculas básicas de gordura) e posteriormente em triglicerídeos, que vão ser armazenados, adivinhe onde, no tecido gorduroso.

Nas mulheres se armazenam mais da cintura para baixo (quadril e culote) e nos homens mais no abdômen.

Como Evitar a Resistência Insulínica

É simples, mas não é fácil, pois temos de romper com o ciclo: comer carboidratos, picos de insulina, mais desejo de comer carboidratos e ganho de peso.

O caminho passa, antes de uma reeducação alimentar profunda, por uma redução drástica e temporária, do consumo de qualquer tipo de carboidrato, seja ele refinado ou complexo.

Esta conduta vai basicamente reduzir a resistência a insulina e forçar o corpo a buscar uma outra fonte de energia, que é o tecido gorduroso.

Isto acontece porque com a insulina em baixa, entra em ação outro hormônio, menos conhecido, chamado glucagon, que vai ao tecido gorduroso e estimula a conversão dos triglicerídeos em ácidos graxos e depois glicose, exatamente ao contrário do que faz o excesso de insulina.

E a partir deste, ponto a gordura começa a ser utilizada como combustível, um processo conhecido cetose.

Gorduras Causam Obesidade?

Até aqui vimos de forma bem resumida o metabolismo dos carboidratos, no que concerne ao ganho de peso.

Sem dúvida que gorduras podem engordar, mas há um detalhe muito importante, nós temos uma resposta de saciedade para gordura, isto é, depois de ingerir determinada quantidade de gordura sem presença de carboidratos, no geral passamos a ter aversão por ela e paramos de comer.

Com os carboidratos refinados, esta resposta, por conta dos picos de insulina, fica comprometida, e logo em seguida queremos comer novamente.

Estudos mostram que dietas com proporção maior de gorduras tendem a levar ao emagrecimento!

A comprovação prática desta teoria, é o sucesso da dieta do Dr. Atkins, que permite a ingestão de quantidades enormes de proteínas e gorduras, com exclusão total de carboidratos, que produz sem dúvidas emagrecimento.

Aqui cabe ressaltar, que esta dieta embora produza emagrecimento, do meu ponto de vista não é saudável, seu uso deve ser orientado por um profissional da saúde.

Penso que o consumo exagerado da associação de carboidratos refinados e gorduras devem ser considerados a principal causa de obesidade na atualidade.

Proteínas quando usadas com moderação, podem ajudar a emagrecer, pois além de sacietógenas,  ajudam a aumentar o metabolismo.

Porque a Restrição Calórica Funciona Parcialmente

Como vimos, nosso combustível preferencial é a glicose, depois vem as gorduras e por fim as proteínas, isso dentro de uma fisiologia normal, isto é, sem excesso de peso.

Na situação de excesso de peso, a via de queima de gorduras não funciona adequadamente.

Na falta dos carboidratos, passamos a quebrar proteínas para gerar energia, o que é um péssimo negócio, metabolicamente falando.

Nas dietas altamente restritivas ou durante o uso de medicamentos que inibem o apetite, uma parte do emagrecimento é por conta da perda de massa muscular para gerar energia.

Este emagrecimento, que numa primeira vista pode parecer positivo, é ilusório, pois se perdeu tecido muscular, que dificilmente será reposto.

Como estas dietas são feitas por pouco tempo e não se preocupam em fazer uma reeducação alimentar, ao voltar ao padrão alimentar antigo, a pessoa vai ganhar mais peso e com mais facilidade e rapidez, pois já não conta mais com a mesma massa muscular que queimava calorias, e que foi consumida durante a dieta. Isso explica o famoso efeito sanfona.

Emagrecer com Saúde

Existem vários caminhos para emagrecer, todos precisam de comprometimento do paciente, não se iluda não há caminho fácil, rápido, e nem atalhos.

Em nossa clínica, lançamos mão de vários recursos como a Medicina Ortomolecular, Acupuntura, Fitoterapia, Homeopatia e Acupuntura, entre outras técnicas, que são usadas de acordo com cada caso.

E por fim, deixo uma frase que uso sempre com meus pacientes: “Não queira ser emagrecida (o) pelo seu médico, faça a sua parte e tenha persistência, os resultados virão”.

 

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

Resistência a Insulina, Está Associada à Obesidade

Resistência a Insulina, Está Associada à Obesidade

A resistência à insulina ocorre quando a glicose em nosso sangue não consegue entrar dentro das células para gerar energia.

Em pessoas acima do peso ou barrigudas, o pâncreas tem que produzir cada vez mais insulina, pois com o sangue cheio de açúcar, a membrana celular fica como que “caramelizada”, dificultando a ação da insulina.

Carboidratos e a Insulina

Hoje sabemos que a principal causa de obesidade é o consumo desenfreado de carboidratos.

Em última análise todos os carboidratos devem ser transformados em glicose, pois ela é o combustível preferencial, que será utilizado pelas mitocôndrias (organelas que existem dentro de todas as células) para gerar a juntamente com o oxigênio que respiramos, a energia que nosso corpo precisa para funcionar.

Caramelização da Membrana Celular

Mas para adentrar o interior das células, a glicose precisa passar pela membrana celular, e isso só pode ser feito com a ajuda da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas.

Acontece que em quem está acima do peso, o pâncreas tem que produzir cada vez mais insulina, pois com o sangue cheio de açúcar, a membrana celular fica como que caramelizada, dificultando a ação da insulina, a isso chamamos de resistência à insulina.

A resistência à insulina é o primeiro passo para a obesidade, diabetes e outras patologias crônicas e degenerativas.

A associação entre obesidade e diabetes é tão grande, que os americanos criaram o termo Diabesidade para definir esta nova patologia.

Resistência à Insulina e Obesidade

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Agora vejamos alguns dos fenômenos que ocorrem quando temos excesso de insulina no sangue:

  • Não conseguimos gerar energia a partir do tecido gorduroso, pelo contrário, a insulina alta estimula a formação de mais ácidos graxos (blocos básicos de gorduras) e triglicerídeos que vão ser armazenados nas células gordurosas.
  • Com a insulina elevada, nossa fome e desejo de comer doces são praticamente constantes, pois como esta glicose não entra na célula estamos sempre sem energia.
  • O corpo passa a reter mais sal e água e diminui a eliminação de líquidos e aparece o inchaço e a elevação da pressão arterial.
  • Os aminoácidos que seriam utilizados para produção dos neurotransmissores (serotonina, dopamina) diminuem, e surge a irritabilidade, sono irregular e a depressão.

Como Tratar a Resistência a Insulina

Estes são apenas alguns dos efeitos principais de uma taxa elevada de insulina.

Para solucionar este desequilíbrio, o remédio mais eficaz é a adoção de um tratamento que envolva uma mudança de hábitos alimentares, atividade física adequada, Medina Ortomolecular, Fitoterapia, Acupuntura entre outras terapias.

Vários fitoterápicos podem ajudar a reduzir a resistência insulínica, entre eles estão: Bitter melon, Camelia sinensis, Berberina e a Bauhinia forficata.

E por fim um conselho que dou a todos os meus pacientes “Não queira ser emagrecida (o) pelo seu médico, comprometa-se com o tratamento, faça sua parte!!”

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Dieta Cetogênica, Saiba Porque ela Ajuda a Emagrecer

Dieta Cetogênica, Saiba Porque ela Ajuda a Emagrecer

A dieta cetogênica recomenda baixo consumo de carboidratos e maior proporção de proteínas e gorduras.

Ela é utilizada não apenas para emagrecimento, mas também para diversos tratamentos como diabetes e câncer.

já existe há muito tempo, porém apenas recentemente tem se tornado mais conhecida.

Quem já faz dieta para emagrecer, sabe que nos primeiros dias consegue emagrecer com certa facilidade.

Porém, se a dieta não conseguir fazer o corpo utilizar a gordura armazenada para gerar energia, o mais provável, é que os resultados não sejam duradouros.

Porque as Dietas Falham

Por mais de 35 anos tenho utilizado várias dietas em minha prática clínica, com resultados muito variáveis.

Na realidade percebi ao longo dos anos, que todas elas funcionam de alguma forma, mas poucas conseguem, por si só, manter o peso do paciente ao longo dos anos. E porque isso ocorre?

Não existe uma resposta simples e única para este problema. Mas 4 variáveis são determinantes:

  • Modificação de estilo vida
  • Atividade física
  • Reeducação alimentar
  • Equilíbrio endócrino-metabólico

Não vou me ater aos dois primeiros, pois são temas já conhecidos suficientemente por quase todos, mas a questão endócrino-metabólica merece algumas considerações.

Dieta Cetogênica e o Metabolismo

Quando falamos em metabolismo temos que pensar nas mitocôndrias, que são organelas que existem no interior das células e que são as responsáveis em última instância, pela geração de energia em nosso corpo.

A nossa taxa de metabolismo basal (TMB), é o quanto gastamos de energia em 24 horas, é bom lembrar que mesmo em repouso estamos gastando energia, não dá para desligar nosso stand by!

Por este motivo quase sempre nosso peso será menor pela manhã ao nos levantarmos, pois durante o sono, queimamos calorias.

Se você quer emagrecer mais durante o sono, procure manter um intervalo de 12 horas entre a última refeição e a primeira do dia seguinte.

Fazendo isso, seu organismo vai usar o tecido gorduroso como fonte de energia, não custa nada e não tem que usar medicamento algum, é um caminho metabólico que você já possui.

As células que tem maior concentração de mitocôndrias são as do coração, fígado e músculos.

Supondo que você queira emagrecer, não adianta apenas reduzir sua ingestão calórica, pois se comer muito pouco, seu corpo vai reduzir seu metabolismo e a perda de peso logo se estabilizará.

Quando se tenta emagrecer apenas com diminuição da ingestão calórica, como o corpo acaba ficando com pouca energia, o tecido muscular começa a ser destruído para gerar energia, e depois será substituído por tecido gorduroso, este é o famoso efeito sanfona.

Taxa de Metabolismo Basal (TMB)

Mais interessante do que reduzir ingestão de calorias, seria aumentar a TMB. Como coração e fígado são órgãos relativamente pequenos e não devemos aumentá-los, resta-nos aumentar a nossa massa muscular, com exercícios.

Os exercícios de alta intensidade nos ajudam a queimar calorias durante sua prática e também por algumas horas após.

Mas o mais importante, é que ao aumentarmos a massa muscular, aumentamos também a quantidade de mitocôndrias, que vão continuar queimando calorias e gerando energia, e com isso aumentando nossa TMB.

É fato que homens emagrecem mais fácil do que as mulheres, agora você já sabe porque, é que de forma geral nós homens temos mais tecido muscular, portanto nossa TMB é mais elevada.

Os estudos mais recentes mostram que uma redução calórica moderada, algo entre 10 a 20% do gasto calórico total, mais atividade física moderada, são o melhor caminho para um emagrecimento consistente e saudável.

Atualmente já existem medicamentos naturais que também podem ter alguma ação no aumento da TMB, sem efeitos colaterais como agitação e taquicardia.

Sistema Endócrino e Dieta Cetogênica

Em termos hormonais a tireoide é quem determina nossa taxa metabólica, mas na prática clínica, o hipotireoidismo é sub diagnosticado, acredita-se que cerca de 60% das mulheres deixam de ter diagnóstico de hipotireoidismo, mesmo apresentando sintomas desta patologia.

É o que atualmente chamamos de Hipotireoidismo Subclínico ou tipo II.

Hipotireoidismo Subclínico

Porém existe outra forma de hipotireoidismo (Hipotireoidismo Subclínico), na qual ainda não temos alterações significativas dos parâmetros laboratoriais, mas clinicamente, principalmente as mulheres, apresentam sintomas como:

  • Atrasos menstruais,
  • Cansaço crônico,
  • Constipação,
  • Depressão,
  • Ganho de peso sem excessos alimentares
  • Pele seca,
  • Queda de cabelo,
  • Sensação de corpo frio,
  • Sonolência constante,

Como este quadro ainda não deve ser tratado com reposição de hormônio tireoidiano, tratamentos como a acupuntura, fitoterapia e reposição de nutrientes podem ajudar bastante.

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Dieta Cetogênica e a Resistência Insulínica 

Outro aspecto importante o papel da Insulina no Emagrecimento

Hoje sabemos que a principal causa de obesidade é o consumo exagerado de carboidratos.

Em última análise todos os carboidratos devem ser transformados em glicose, pois ela é o combustível preferencial que vai ser usado dentro das mitocôndrias (organelas que existem dentro das células) para gerar, juntamente com o oxigênio que respiramos, a energia que nosso corpo precisa para funcionar.

Mas para adentrar o interior das células, a glicose precisa passar pela membrana celular, e isso só pode ser feito com a ajuda da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas.

Acontece que em quem está acima do peso, o pâncreas tem que produzir cada vez mais insulina, pois com o sangue cheio de açúcar, a membrana celular fica como que caramelizada, dificultando a ação da insulina, a isso chamamos de resistência à insulina.

Este é o primeiro passo para a obesidade, diabetes e outras patologias crônicas e degenerativas.

Atualmente a associação entre obesidade e diabetes é tão grande que os americanos criaram um termo para definir este estado, a Diabesidade.

Dieta Cetogênica Reduz o Excesso de Insulina 

Agora vejamos alguns dos fenômenos que ocorrem quando temos excesso de insulina no sangue:

  • Não conseguimos gerar energia a partir do tecido gorduroso, pelo contrário, a insulina alta estimula a formação de ácidos graxos (moléculas básicas de gordura) e triglicerídeos que vão ser armazenados nas células gordurosas.
  • Com a insulina alta, nossa fome e desejo de comer doces são praticamente constantes, pois como esta glicose não entra na célula, ficamos sem energia.
  • O corpo passa a reter mais sal e água e diminui a eliminação de líquidos e aparece o inchaço e até elevação da pressão arterial.
  • Os aminoácidos que são utilizados para produção dos neurotransmissores (serotonina, dopamina) diminuem, e surgem a irritabilidade, sono irregular e a depressão.

Dieta Cetogênica

Nosso corpo produz energia preferencialmente a partir da glicose, num processo chamado glicólise.

Quando temos uma oferta diminuída de glicose, nossas células transformam os ácidos graxos (que formam o tecido gorduroso) em corpos cetônicos, para gerarmos energia a partir deles.

A este processo chamamos de cetose, por conta dos corpos cetônicos.

A cetose pode ocorrer naturalmente em nosso corpo quando fazemos jejuns mais prolongados, como durante o sono por exemplo.

A dieta cetogênica existe há muitos anos não é utilizada apenas para emagrecimento, atualmente é utilizada para tratar crises convulsivas refratárias e também para câncer, visto que as células cancerosas se alimentam basicamente de glicose.

A dieta cetogênica clássica segue as seguintes proporções de macronutrientes

  • A ingestão de carboidratos entre 5 a 10% do total de calorias;
  • A ingestão de proteínas entre de 20 a 30% do total das calorias consumidas diariamente;
  • Ingestão de gorduras entre 65 a 75% das calorias.

Em nossa clínica utilizamos uma dieta cetogênica modificada, pois nem todos precisam e nem conseguem manter a dieta cetogênica padrão por muito tempo.

Dieta Cetogênica e o Desequilíbrio Endócrino e Metabólico

Nesta desequilíbrio, uma dieta para Reequilíbrio Endócrino e Metabólico, pode ajudar muito.

Nesta dieta, alternamos períodos de restrição de carboidratos, com períodos de reintrodução de carboidratos complexos, semelhante à dieta de South Beach.

Poderão ser usados recursos naturais como a Acupuntura, a Fitoterapia e a Medicina Ortomolecular, para redução de ansiedade, depressão, compulsividade, melhora da taxa metabólica, dependendo de cada caso.

Conclusão

Como pode se ver, o tratamento da obesidade é complexo e não existe uma fórmula única que funcione para todos.

Claro que a alimentação excessiva quase sempre vai levar à obesidade, mas também acabamos de ver que apenas” Fechar a Boca não Emagrece”, é uma solução temporária, não factível e insatisfatória.dieta cetogênica

Temos que investir na reeducação alimentar, para um emagrecimento consistente e duradouro.

E por fim um conselho que dou aos meus pacientes que querem emagrecer: “Não queira ser emagrecida (o) pelo seu médico, comprometa-se com o tratamento e faça sua parte e o resultado virá!!”

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.