Fadiga Adrenal Conheça os Sinais e Sintomas

Fadiga Adrenal Conheça os Sinais e Sintomas

Se você é estressado, sente cansaço constante, dificuldade para sair da cama pela manhã, fica ligado à noite, está sempre irritado, explode por qualquer coisa, concentração e memória estão diminuídas, a imunidade está baixa e tem desejo de carboidratos aumentado, talvez você esteja com Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burnout, conheça os sinais e sintomas .

Certamente, a Fadiga Adrenal ainda é um quadro pouco diagnosticado por nós médicos. Quando pensamos nas adrenais, o que nos vem à mente são patologias como Doença de Addison, ou a Síndrome de Cushing.

Nos tempos atuais, todos estamos o tempo todo submetidos a algum grau de stress, que pode ser leve e transitório, mas em muitos casos pode ser intenso e prolongado.

Sabemos que o stress em seus vários graus de intensidade, afeta a glândulas adrenais de várias formas.

fadiga crônica, insuficiência adrenal, disfunção adrenal, cortisol baixo, fadiga mental, burn out, stress, deficiência adrenal, exaustão adrenal

As Glândulas Adrenais

As adrenais são pequenas glândulas que estão localizadas sobre os rins, como dois chapeuzinhos. Apesar de seu pequeno tamanho, elas são responsáveis pela produção vários hormônios importantes.

As adrenais são constituídas por duas porções, o córtex e a medula.

A medula adrenal, que é a parte mais interna, produz as catecolaminas: noradrenalina e adrenalina.

O córtex da adrenal secreta três tipos de hormônios: na camada mais externa do córtex os mineralocorticoides (aldosterona), na camada intermediária os glicocorticoides (cortisol e corticosterona) e na parte mais interna do córtex os androgênios (hormônios sexuais masculinos e femininos).

As glândulas adrenais são importantes no controle da pressão arterial, ciclo do sono, da imunidade, do metabolismo do sódio, do potássio, da água, dos carboidratos entre outras funções.

Causas da Insuficiência Adrenal

Durante os últimos anos a fadiga adrenal vem ocorrendo de forma quase que epidêmica, podemos dizer.

Vários fatores estão envolvidos na geração deste distúrbio, como por exemplo:  stress prolongado e/ou intenso, várias formas de medo, preocupações constantes, pressão no trabalho, em casa, na escola, crises financeiras, crises afetivas, doenças graves e/ou crônicas, perdas de entes queridos, violência urbana apenas citando alguns fatores.

Nas fases iniciais do stress a adrenal reage produzindo muito cortisol, e se este quadro se prolonga por muito tempo a glândula pode entrar em falência e deixar de produzir cortisol em níveis adequados, é o que chamamos de fadiga adrenal.

Por sua vez, casos mais severos de insuficiência adrenal podem evoluir para a chamada Síndrome de Burn Out, que ocorre quando aparecem o colapso, a apatia e prostração intensas.

Muitas vezes, a exaustão adrenal é confundida com depressão ou hipotireoidismo, mas embora muitos sintomas possam ser comuns aos dois quadros, os tratamentos são muito diferentes.

Como o cortisol também modula o sistema imunológico, sua falta nos torna mais suscetíveis às inflamações, infecções, alergias, dermatites, dores musculares e articulares entre outros sinais e sintomas.

Os Sinais e Sintomas mais característicos da Fadiga Adrenal são:

Os sinais e sintomas mais importantes estão listados abaixo.

  • Cansaço constante ao longo do dia
  • Desejo aumentado de carboidratos de alto índice calórico para gerar energia
  • Dificuldade em se levantar todas as manhãs, mesmo tendo dormido o suficiente
  • Diminuição da imunidade
  • Diminuição da memória de curto prazo
  • Falta de concentração
  • Irritabilidade constante e crises de explosividade
  • Sente bem melhor após do fim da tarde para noite, mas volta a se sentir sem energia por volta das 21 ou 22 horas

Outras manifestações também podem ocorrer como: alergias, tonturas, desejo de café e outras bebidas estimulantes, desejo de alimentos salgados, dores articulares, cefaleias crônicas, lombalgia, queda da pressão arterial ao se levantar, oscilações na glicemia, redução da libido, compulsão alimentar e ganho de peso

As Fases do Stress

Antes de qualquer coisa, para entendermos melhor as fases do stress, segue abaixo uma das classificações mais utilizadas para o estadiamento do stress, que é a foi criada por Hans Selye em 1936, na qual ele dividia o stress em 3 fases.

Porem acrescentei, por minha própria conta, a fase 4 que na verdade é uma piora da fase 3.

  • Fase de Alerta (Stress agudo)
  • Fase de Resistência (Stress Crônico)
  • Fadiga Adrenal
  • Burn out (Exaustão Adrenal)

Os sintomas e sinais variam dependendo da fase do stress em que o paciente se encontra, portanto o tratamento também é diferente.

Fase de Alerta

fase de alerta pode ser considerada como benéfica para a espécie humana, pois é graças a ela que sobrevivemos até hoje.

É nesta fase que ocorre a liberação de adrenalina para que enfrentemos determinada situação, nos sentimos energizados e prontos para correr ou lutar, conforme seja melhor para nós. Passado o estímulo que gerou esta reação, nossa fisiologia volta ao normal.

Importante frisar que nesta fase, tanto o estímulo estressor quanto o tempo que ele dura são curtos.

Nesta fase temos elevação da adrenalina e também do cortisol, geralmente esta fase não requer tratamento, pois é fisiológica.

Fase de Resistência

Se os agentes estressores são mais intensos e se apresentam com uma frequência maior no dia a dia, nós entramos na fase de resistência.

Neste momento os sintomas começam a surgir, e os órgãos ou sistemas mais frágeis são os alvos iniciais.

As alterações nesta fase,  costumam ser mais funcionais do que lesionais como veremos a seguir. Existe uma gama imensa de sinais e sintomas, mas vou listar apenas os mais comuns:

  • Azia  
  • Boca seca  
  • Bruxismo  
  • Cansaço constante  
  • Constipação  
  • Crises de choro
  • Crises de pânico  
  • Depressão
  • Diarreia  
  • Diminuição da concentração e da memória  
  • Diminuição da libido  
  • Dispneia (falta de ar) 
  • Dor no peito  
  • Dores de cabeça
  • Enxaqueca
  • Espasmos musculares
  • Fadiga constante  
  • Fraqueza  
  • Insônia  
  • Irritabilidade  
  • Mãos suadas
  • Náuseas  
  • Oscilações de humor frequentes  
  • Palpitações  
  • Pés frios
  • Queda da pressão arterial ao se levantar rapidamente
  • Tonturas  
  • Tremores
  • Zumbidos no ouvido

Nesta fase podemos ter já uma elevação mais marcada do cortisol e adrenalina. Aqui a duração do estímulo estressor é prolongada

Insuficiência Adrenal

Se os agentes estressores continuam agindo por muito tempo, vamos entrar na fase 3 ou de fadiga adrenal, onde os sintomas e sinais da fase de resistência continuam, mas aqui já podem ocorrer manifestações orgânicas lesionais.

Surgem então: hipertensão arterial, úlceras gastroduodenais, colite, diminuição da imunidade, câncer, psoríase, vitiligo entre outras patologias. Nesta fase as adrenais são muito exigidas, e a produção de cortisol está muito elevada. 

Quando os fatores estressores não são resolvidos, as adrenais entram em exaustão, e a produção de cortisol despenca abruptamente, e temos então a Síndrome de Burn Out.

Síndrome de Burn Out

E grau mais extremo de deficiência adrenal, mas que não é tão rara atualmente.

É a fase de exaustão total ou “burn out”, onde as adrenais entram em falência e o cortisol despenca. Nesta fase as forças se esgotam, e a pessoas ficam totalmente prostradas e sem forças para nada, literalmente acabou o gás!

Exames para avaliar a função das Adrenais

Existem alguns exames que podem nos ajudar a diagnosticar a fadiga adrenal.

Porém o principal diagnóstico é feito através das queixas clínicas. Abaixo temos uma lista dos principais exames laboratoriais para identificar a insuficiência adrenal:

  • Aldosterona
  • ACTH
  • Cortisol matinal
  • Cortisol salivar
  • DHEA
  • Hormônios sexuais

Tratamentos

Como tratar? Antes de qualquer intervenção médica, a pessoa deve se conscientizar de que deve mudar seu estilo de vida, de forma a reduzir ou eliminar agentes estressores quando possível.

Aprender alguma técnica de meditação e/ou iniciar algum tipo de atividade física vai ajudar muito.

acupuntura é um excelente recurso para ajudar na recuperação em qualquer fase do stress, e tem sido cada vez mais procurada para esta finalidade

Ainda dentro da medicina natural, a medicina ortomolecular, a fitoterapia e a homeopatia podem ajudar muito a equilibrar os níveis de cortisol sem efeitos indesejáveis.

Em casos mais severos de fadiga adrenal pode e deve ser utilizada a suplementação com hidrocortisona bioidêntica, para ajudar a na recuperação da função adrenal.

No aspecto alimentar devem ser evitados carboidratos de alta carga e  índice glicêmicos, pois eles elevam o nível de insulina, que por sua vez diminui ainda mais o cortisol que está baixo.

Por este mesmo motivo evitar comer de 3/3 horas, principalmente os carboidratos.

Procurar alimentos ou fazer suplementação contenham Vitamina C, Zinco e Vitaminas do Complexo B, principalmente o Ácido Pantotênico, que são nutrientes muito demandados pelas adrenais.

Mas sempre é bom frisar, procure sempre um profissional da área de saúde, para ajudá-lo, evite automedicação!

Importante frisar que, embora o tratamento seja eficaz, a recuperação da fadiga adrenal costuma demorar meses e em alguns casos mais de ano, resumindo não existe solução rápida para exaustão adrenal.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burnout Conheça os Sinais

Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burnout Conheça os Sinais

Se você é estressado, sente cansaço constante, dificuldade para sair da cama pela manhã, fica ligado à noite, está sempre irritado, explode por qualquer coisa, concentração e memória estão diminuídas, a imunidade está baixa e tem desejo de carboidratos aumentado, talvez você esteja com Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burnout, conheça os sinais e sintomas .

Certamente, a Fadiga Adrenal ainda é um quadro pouco diagnosticado por nós médicos. Quando pensamos nas adrenais, o que nos vem à mente são patologias como Doença de Addison, ou a Síndrome de Cushing.

Nos tempos atuais, todos estamos o tempo todo submetidos a algum grau de stress, que pode ser leve e transitório, mas em muitos casos pode ser intenso e prolongado.

Sabemos que o stress em seus vários graus de intensidade, afeta a glândulas adrenais de várias formas.

fadiga crônica, insuficiência adrenal, disfunção adrenal, cortisol baixo, fadiga mental, burn out, stress, deficiência adrenal, exaustão adrenal

As Glândulas Adrenais

As adrenais são pequenas glândulas que estão localizadas sobre os rins, como dois chapeuzinhos. Apesar de seu pequeno tamanho, elas são responsáveis pela produção vários hormônios importantes.

As adrenais são constituídas por duas porções, o córtex e a medula.

A medula adrenal, que é a parte mais interna, produz as catecolaminas: noradrenalina e adrenalina.

O córtex da adrenal secreta três tipos de hormônios: na camada mais externa do córtex os mineralocorticoides (aldosterona), na camada intermediária os glicocorticoides (cortisol e corticosterona) e na parte mais interna do córtex os androgênios (hormônios sexuais masculinos e femininos).

As glândulas adrenais são importantes no controle da pressão arterial, ciclo do sono, da imunidade, do metabolismo do sódio, do potássio, da água, dos carboidratos entre outras funções.

Causas da Insuficiência Adrenal

Durante os últimos anos a fadiga adrenal vem ocorrendo de forma quase que epidêmica, podemos dizer.

Vários fatores estão envolvidos na geração deste distúrbio, como por exemplo:  stress prolongado e/ou intenso, várias formas de medo, preocupações constantes, pressão no trabalho, em casa, na escola, crises financeiras, crises afetivas, doenças graves e/ou crônicas, perdas de entes queridos, violência urbana apenas citando alguns fatores.

Nas fases iniciais do stress a adrenal reage produzindo muito cortisol, e se este quadro se prolonga por muito tempo a glândula pode entrar em falência e deixar de produzir cortisol em níveis adequados, é o que chamamos de fadiga adrenal.

Por sua vez, casos mais severos de insuficiência adrenal podem evoluir para a chamada Síndrome de Burn Out, que ocorre quando aparecem o colapso, a apatia e prostração intensas.

Muitas vezes, a exaustão adrenal é confundida com depressão ou hipotireoidismo, mas embora muitos sintomas possam ser comuns aos dois quadros, os tratamentos são muito diferentes.

Como o cortisol também modula o sistema imunológico, sua falta nos torna mais suscetíveis às inflamações, infecções, alergias, dermatites, dores musculares e articulares entre outros sinais e sintomas.

Os Sinais e Sintomas mais característicos da Fadiga Adrenal são:

Os sinais e sintomas mais importantes estão listados abaixo.

  • Cansaço constante ao longo do dia
  • Desejo aumentado de carboidratos de alto índice calórico para gerar energia
  • Dificuldade em se levantar todas as manhãs, mesmo tendo dormido o suficiente
  • Diminuição da imunidade
  • Diminuição da memória de curto prazo
  • Falta de concentração
  • Irritabilidade constante e crises de explosividade
  • Sente bem melhor após do fim da tarde para noite, mas volta a se sentir sem energia por volta das 21 ou 22 horas

Outras manifestações também podem ocorrer como: alergias, tonturas, desejo de café e outras bebidas estimulantes, desejo de alimentos salgados, dores articulares, cefaleias crônicas, lombalgia, queda da pressão arterial ao se levantar, oscilações na glicemia, redução da libido, compulsão alimentar e ganho de peso

As Fases do Stress

Antes de qualquer coisa, para entendermos melhor as fases do stress, segue abaixo uma das classificações mais utilizadas para o estadiamento do stress, que é a foi criada por Hans Selye em 1936, na qual ele dividia o stress em 3 fases.

Porem acrescentei, por minha própria conta, a fase 4 que na verdade é uma piora da fase 3.

  • Fase de Alerta (Stress agudo)
  • Fase de Resistência (Stress Crônico)
  • Fadiga Adrenal
  • Burn out (Exaustão Adrenal)

Os sintomas e sinais variam dependendo da fase do stress em que o paciente se encontra, portanto o tratamento também é diferente.

Fase de Alerta

fase de alerta pode ser considerada como benéfica para a espécie humana, pois é graças a ela que sobrevivemos até hoje.

É nesta fase que ocorre a liberação de adrenalina para que enfrentemos determinada situação, nos sentimos energizados e prontos para correr ou lutar, conforme seja melhor para nós. Passado o estimulo que gerou esta reação, nossa fisiologia volta ao normal.

Importante frisar que nesta fase, tanto o estímulo estressor quanto o tempo que ele dura são curtos.

Nesta fase temos elevação da adrenalina e também do cortisol, geralmente esta fase não requer tratamento, pois é fisiológica.

Fase de Resistência

Se os agentes estressores são mais intensos e se apresentam com uma frequência maior no dia a dia, nós entramos na fase de resistência.

Neste momento os sintomas começam a surgir, e os órgãos ou sistemas mais frágeis são os alvos iniciais.

As alterações nesta fase,  costumam ser mais funcionais do que lesionais como veremos a seguir. Existe uma gama imensa de sinais e sintomas, mas vou listar apenas os mais comuns:

  • Azia  
  • Boca seca  
  • Bruxismo  
  • Cansaço constante  
  • Constipação  
  • Crises de choro
  • Crises de pânico  
  • Depressão
  • Diarreia  
  • Diminuição da concentração e da memória  
  • Diminuição da libido  
  • Dispneia (falta de ar) 
  • Dor no peito  
  • Dores de cabeça
  • Enxaqueca
  • Espasmos musculares
  • Fadiga constante  
  • Fraqueza  
  • Insônia  
  • Irritabilidade  
  • Mãos suadas
  • Náuseas  
  • Oscilações de humor frequentes  
  • Palpitações  
  • Pés frios
  • Queda da pressão arterial ao se levantar rapidamente
  • Tonturas  
  • Tremores
  • Zumbidos no ouvido

Nesta fase podemos ter já uma elevação mais marcada do cortisol e adrenalina. Aqui a duração do estímulo estressor é prolongada

Insuficiência Adrenal

Se os agentes estressores continuam agindo por muito tempo, vamos entrar na fase 3 ou de fadiga adrenal, onde os sintomas e sinais da fase de resistência continuam, mas aqui já podem ocorrer manifestações orgânicas lesionais.

Surgem então: hipertensão arterial, úlceras gastroduodenais, colite, diminuição da imunidade, câncer, psoríase, vitiligo entre outras patologias. Nesta fase as adrenais são muito exigidas, e a produção de cortisol está muito elevada. 

Quando os fatores estressores não são resolvidos, as adrenais entram em exaustão, e a produção de cortisol despenca abruptamente, e temos então a Síndrome de Burn Out.

Síndrome de Burn Out

E grau mais extremo de deficiência adrenal, mas que não é tão rara atualmente.

É a fase de exaustão total ou “burn out”, onde as adrenais entram em falência e o cortisol despenca. Nesta fase as forças se esgotam, e a pessoas ficam totalmente prostradas e sem forças para nada, literalmente acabou o gás!

Exames para avaliar a função das Adrenais

Existem alguns exames que podem nos ajudar a diagnosticar a fadiga adrenal.

Porém o principal diagnóstico é feito através das queixas clínicas. Abaixo temos uma lista dos principais exames laboratoriais para identificar a insuficiência adrenal:

  • Aldosterona
  • ACTH
  • Cortisol matinal
  • Cortisol salivar
  • DHEA
  • Hormônios sexuais

Tratamentos

Como tratar? Antes de qualquer intervenção médica, a pessoa deve se conscientizar de que deve mudar seu estilo de vida, de forma a reduzir ou eliminar agentes estressores quando possível.

Aprender alguma técnica de meditação e/ou iniciar algum tipo de atividade física vai ajudar muito.

acupuntura é um excelente recurso para ajudar na recuperação em qualquer fase do stress, e tem sido cada vez mais procurada para esta finalidade

Ainda dentro da medicina natural, a medicina ortomolecular, a fitoterapia e a homeopatia podem ajudar muito a equilibrar os níveis de cortisol sem efeitos indesejáveis.

Em casos mais severos de fadiga adrenal pode e deve ser utilizada a suplementação com hidrocortisona bioidêntica, para ajudar a na recuperação da função adrenal.

No aspecto alimentar devem ser evitados carboidratos de alta carga e  índice glicêmicos, pois eles elevam o nível de insulina, que por sua vez diminui ainda mais o cortisol que está baixo.

Por este mesmo motivo evitar comer de 3/3 horas, principalmente os carboidratos.

Procurar alimentos ou fazer suplementação contenham Vitamina C, Zinco e Vitaminas do Complexo B, principalmente o Ácido Pantotênico, que são nutrientes muito demandados pelas adrenais.

Mas sempre é bom frisar, procure sempre um profissional da área de saúde, para ajudá-lo, evite automedicação!

Importante frisar que, embora o tratamento seja eficaz, a recuperação da fadiga adrenal costuma demorar meses e em alguns casos mais de ano, resumindo não existe solução rápida para exaustão adrenal.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Tratamento Ortomolecular, Saiba como Otimizar sua Saúde

Tratamento Ortomolecular, Saiba como Otimizar sua Saúde

O tratamento ortomolecular tem como objetivos otimizar a saúde, prevenir e tratar várias patologias, proporcionando um envelhecimento saudável e uma melhor qualidade de vida.

Em nossa cultura, só se vai ao médico quando se adoece. De forma geral as pessoas não sabem que podem ser tratadas para otimizar o funcionamento do seu organismo e curas e evitar o surgimento de várias doenças.

Causas de Adoecimento

Com o avanço da ciência, hoje já conseguimos identificar muitos fatores que produzem doenças e envelhecimento precoce do nosso corpo.

Estes são alguns deles: alimentação inadequada, stress, produção excessiva de radicais livres, danos frequentes ao DNA, inflamação crônica subclínica, glicação, redução do metabolismo, sedentarismo, redução da imunidade, radiações eletromagnéticas, desintoxicação deficiente, produção e função inadequada de neurotransmissores e hormônios, entre outros.

Felizmente quase todos estes fatores podem ser corrigidos, com algumas mudanças no modo de vida e algumas ações terapêuticas.

Mas é importante entender que é um processo que deve ser seguido por alguns meses, e não apenas uma breve orientação médica.

Papel da Alimentação no

Tratamento Ortomolecular

A alimentação inadequada é um dos fatores mais importantes, pois a ingestão constante de alimentos nocivos ao nosso organismo provoca um processo inflamatório ao nível da mucosa intestinal, seguido de uma alteração da permeabilidade da parede intestinal, que por sua vez altera a absorção dos nutrientes.

Soma-se a isto a presença em larga escala de agrotóxicos nos alimentos, metais pesados e parasitas intestinais, agravando este estado.

Para corrigir este quadro, temos de ir além da correção alimentar, temos que primeiramente eliminar os metais pesados, agrotóxicos, pesticidas e parasitas intestinais.

Feito isto, e com uma alimentação adequada, nosso corpo ira aproveitar melhor os nutrientes da própria alimentação. Não existe uma alimentação padrão boa para todo mundo.

Podemos escolher nossos alimentos de acordo com o tipo sanguíneo ou de acordo com a biotipologia, ou outros métodos que levem em consideração a individualidade.

Microbiota Intestinal

Em nosso corpo temos bilhões de micro-organismos, que nos são muito úteis, e vivem em harmonia conosco, ajudando na digestão e produção de vitaminas.

Mas também temos vários parasitas, que devem ser eliminados, pois roubam nossos nutrientes e lesam nossa saúde. Entre eles esta a Candida albicans, responsável além da candidíase, por inúmeros outros sintomas.

Produtos Industrializados

Com o uso excessivo de produtos industrializados, medicamentos químicos, ar e água poluídos, o nosso corpo tem dificuldades para se desintoxicar. O órgão que mais sofre é o fígado, o “filtro” do nosso sangue, mas os rins e os intestinos, e a pele também sofrem com as toxinas

Este fato nos mostra a importância de fazermos um processo de desintoxicação dos vários sistemas orgânicos. Sabe-se hoje que a intoxicação por alumínio pode provocar Alzheimer e Parkinson.

Inflamação Crônica Silenciosa e o

Tratamento Ortomolecular

A inflamação em si, é um mecanismo de reparo extremamente útil para nossa recuperação das agressões que sofremos, mas ela deve ser sempre de curta duração.

Quando nosso corpo está cronicamente intoxicado, algumas substâncias (toxinas) e mesmo alguns alimentos, desencadeiam um processo inflamatório crônico, sem muitas manifestações clínicas no seu início.

Mas as pesquisas mais recentes mostram que esta inflamação crônica esta na base de inúmeras doenças crônicas entre as principais são as doenças coronarianas, que não são só devidas ao colesterol, fumo e obesidade.

Sedentarismo e Excesso de Carboidratos

O modo de vida sedentário e o consumo de alimentos industrializados em excesso têm causado aumento da obesidade e dos casos de diabetes tipo 2. O principal mecanismo envolvido nestas alterações chama-se glicação.

A glicação ocorre porque existe muito açúcar no sangue, que “carameliza” as membranas das células, impedindo seus receptores funcionem corretamente.

Com o açúcar (glicose) fora das células, as pessoas ficam cansadas sem e energia, e sempre querendo comer mais carboidratos.

Forma-se um círculo vicioso, cujo resultado mais visível é a obesidade, que já é considerada uma epidemia mundial. O uso de carboidratos complexos (integrais) em conjunto com alguns medicamentos pode corrigir este quadro.

Metabolismo Basal

Outro aspecto importante é a redução do metabolismo basal. Cerca de 70 a 75% das nossas calorias são gastas por nosso metabolismo basal (MB). Nosso MB depende muito do nosso tecido muscular, que gasta energia mesmo em repouso, daí a importância de termos uma atividade física regular e adequada.

Hipotireoidismo

A tireoide é quem controla nosso metabolismo, e muitas vezes seu funcionamento mais lento por não ser detectado pelos exames, e acaba ficando sem tratamento.

Os principais sintomas de hipofunção da tireoide são: ganho de peso, constipação, irregularidades menstruais, pele e cabelos secos, unhas fracas, cansaço constante, entre outros.

Dietas Hipocalóricas e o

Tratamento Ortomolecular

Hoje sabemos que as dietas de poucas calorias tendem ao fracasso, pois quanto mais se reduz a quantidade de alimentos, mais o corpo reduz o metabolismo, isto é, comer menos faz o corpo gastar queimar menos calorias.

Atividade Física e Emagrecimento

Para aumentar o metabolismo além da atividade física, existem certos alimentos e medicamentos que podem ajudar.

Mas quem quer emagrecer deve entender que não pode ser emagrecida pelo médico, é essencial compreender que o excesso de peso decorre de uma série de desequilíbrios e que não existe e não existirá um remédio único que equilibre todos os fatores envolvidos na obesidade.

ortomolecular

O emagrecimento deve ser resultado do equilíbrio geral do organismo, e não um objetivo a ser alcançado a qualquer preço. Se você não concorda com estas colocações, por favor, esqueça este tratamento, ele não é para você.

Na realidade o grande “queimador” de calorias que temos chama-se mitocôndria, que são estruturas que existem dentro das células e transformam a glicose em energia, é um tipo de micro usina de energia.

Esta geração de energia depende do oxigênio, e um dos seus subprodutos são os radicais livres (RL), que ganharam notoriedade nos últimos tempos.

Radicais Livres e

Tratamento Ortomolecular

Os RL são apontados hoje como um dos maiores responsáveis pelo envelhecimento, pois lesam as membranas celulares e o nosso material genético (DNA).

Para tentar solucionar esta condição, surgiu a Terapia Antioxidante. O uso de vitaminas, minerais, aminoácidos e fitonutrientes, ajudam a reduzir muito as alterações produzidas pelos RL.

Além das mitocôndrias, outros grandes geradores de RL são: o stress, o fumo, exposição solar excessiva, exercícios físicos intensos entre muitos outros. Um assunto ainda pouco considerado pela medicina convencional são as radiações eletromagnéticas.

Poluição Eletromagnética

O desenvolvimento tecnológico nos faz conviver com vários aparelhos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que emitem constantemente radiações ionizantes, que provocam muitas alterações em nosso corpo energético.

Infelizmente ainda temos poucos meios para nos livrarmos destes efeitos nocivos.

Exames e Tratamento Ortomolecular

Para fazer um diagnóstico do que precisa ser corrigido, a Terapia Antioxidante usa os exames laboratoriais rotineiros e também um bem específico que é o mineralograma, que pode ser feito através do cabelo ou do sangue.

O tratamento, dependendo de cada caso pode ser feito com Fitoterapia (ervas), Vitaminas, Sais Minerais, Fito nutrientes, Oligoelementos, Homeopatia entre outras; além de propor mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Stress, conheça suas Fases, Sintomas e Tratamentos

Stress, conheça suas Fases, Sintomas e Tratamentos

“Estou com stress doutor”! Essa é uma das queixas mais ouço todos os dias em minha clínica.

Mas como muitas vezes acontece, as pessoas rotulam de stress sintomas como ansiedade, irritabilidade, “nervosismo”, angústia, preocupação entre outros. Por isso pensei em escrever um pouco sobre stress para ajudar a clarear os fatos.

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Fases do Stress

A classificação mais usada atualmente é a que foi criada por Hans Selye em 1936, na qual ele dividia o stress em 3 fases, mas atualmente foi acrescentada mais uma fase. São elas:

  • Fase de Alerta
  • Fase de Resistência
  • Fase de Exaustão
  •  Burn out

Cortisol e Stress

Do ponto de vista orgânico quando falamos de stress estamos falando das adrenais, que são pequenas glândulas localizadas sobre os rins e que produzem um hormônio chamado cortisol.

A dosagem deste hormônio pode nos auxiliar a identificar em que fase do stress uma pessoa se encontra.

Sinais e Sintomas de Stress

Os sintomas e sinais variam dependendo da fase do stress em que o paciente se encontra e, portanto o tratamento também é diferente.

Fase de Alerta

A fase de alerta pode ser considerada como benéfica para a espécie humana, pois é graças a ela que sobrevivemos até hoje.

É nesta fase que ocorre a liberação de adrenalina para que enfrentemos determinada situação, nos sentimos energizados e prontos para correr ou lutar, conforme seja melhor para nós. Passado o estímulo que gerou esta reação, nossa fisiologia volta ao normal. Importante frisar que nesta fase tanto o estímulo estressor quanto o tempo que ele dura são curtos.

Nesta fase temos elevação da adrenalina e também do cortisol, geralmente esta fase não requer tratamento.

Fase de Resistência

Se os agentes estressores são mais intensos e se apresentam com uma frequência maior no cotidiano destas pessoas nós entramos na fase de resistência.

E neste momento os sintomas começam a surgir e os órgãos ou sistemas mais frágeis são os alvos iniciais.

Nesta fase as alterações costumam ser mais funcionais do que lesionais como veremos a seguir.

Existe uma gama imensa de sinais e sintomas, abaixo estão os mais comuns.

  • Azia
  • Boca seca
  • Bruxismo
  • Cansaço constante
  • Constipação
  • Crises de choro
  • Depressão
  • Diarreia
  • Diminuição da concentração e memória
  • Diminuição da libido
  • Dispneia
  • Dor no peito
  • Dores de cabeça
  • Enxaqueca
  • Espasmos musculares
  • Fadiga constante
  • Fraqueza
  • Insônia
  • Irritabilidade
  • Mãos suadas
  • Náuseas
  • Oscilações de humor frequentes
  • Palpitações
  • Pânico
  • Pés frios
  • Tonturas
  • Tremores
  • Zumbidos no ouvido

Na fase de Resistência podemos ter uma elevação mais marcada do cortisol e adrenalina. Aqui a duração do estímulo estressor é prolongada.

Fase de Exaustão Adrenal

Se os agentes estressores continuam agindo por muito tempo vamos entrar na fase 3 ou de exaustão, onde os sintomas e sinais da fase de resistência continuam.

Porém aqui já podem ocorrer manifestações orgânicas mais severas como:

  • Câncer
  • Colite
  • Diminuição da imunidade
  • Hipertensão arterial
  • Psoríase
  • Úlceras gastroduodenais
  • Vitiligo

Neste momento podemos ter o cortisol bastante elevado.

Síndrome de “Burn out”

E numa fase mais extrema, mas que já não é tão rara atualmente temos a fase de exaustão total ou “burn out” onde as adrenais entram em falência e o cortisol despenca. Nesta fase as forças se esgotam e a pessoas vai se apresentar totalmente prostrada e sem forças para nada, é o fim da linha.

Como eu Trato O Stress

Como tratar? Antes de qualquer ação médica, a pessoa tem de ser conscientizada de que deve alterar seu modo de vida de forma a reduzir ou eliminar agentes estressores quando possível.

Aprender algum tipo de meditação e ou iniciar algum tipo de atividade física vai ajudar muito.

A acupuntura é um excelente recurso para ajudar na recuperação em qualquer fase do stress, infelizmente ainda é pouco procurada para esta finalidade.

Ainda dentro da medicina natural, medicina ortomolecular existem muitas plantas e suplementos que podem ajudar a equilibrar os níveis de cortisol praticamente sem efeitos colaterais.

Do meu ponto de vista o mais importante é identificarmos em que fase do stress o paciente se encontra e a partir de aí elaborar uma estratégia de tratamento, não resolve só mandar a pessoa relaxar, esta conduta seria como ignorar o problema ao invés de resolvê-lo.

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.