Contar Calorias Não Emagrece

Contar Calorias Não Emagrece

A imensa maioria das pessoas acredita que para emagrecer, basta comer menos, e fazer mais exercícios, isto é gastar mais energia do que consome.

contar calorias
contar calorias

Mas quem tenta emagrecer, logo percebe que esta teoria parece não funcionar em todos os casos.

Quando fazemos a primeira dieta da vida, tudo dá certo, e esta teoria termodinâmica funciona muito bem, mas a partir da segunda dieta, fica cada vez mais difícil emagrecer

Qual é a relação das Leis da Termodinâmica com a Obesidade

Grande parte da população mundial esta acima do peso, apesar da preocupação quase obsessiva com o emagrecimento. O conselho mais dado por médicos e nutricionistas é: coma menos e se exercite mais. Mas apesar de toda informação que temos disponível atualmente, a obesidade tornou-se epidêmica.

O termo Termodinâmica significa calor e movimento: termo = calor e dinâmica = movimento.

A primeira lei da termodinâmica diz que: “Em um sistema fechado, em um equilíbrio térmico, a energia não será criada e nem destruída. Ela será conservada”.

Porém, é muito fácil constatar, que o corpo humano não é um sistema fechado, muito pelo contrário!! Nós não estamos em equilíbrio térmico, embora nosso corpo se esforce para isso o tempo todo.

calorias
calorias

Quando tentamos transportar a teoria termodinâmica, para o nosso metabolismo, as coisas ficam mais complexas, pois os alimentos ao mesmo tempo que nos fornecem energia, também gastam energia para serem digeridos, metabolizados e eliminados.

É muito complexo fazer os cálculos, e concluir quanto das calorias ingeridas através da alimentação serão usadas para gerar energia, e quanto será armazenada como gordura.

Efeito Termogênico dos Alimentos

Efeito termogênico de determinado alimento, é a quantidade de energia que gastamos para que o nosso corpo possa metabolizar este alimento.

Em uma proteína, por exemplo, este gasto energético fica entre 25 e 30%, para os carboidratos e gorduras entre 6 e 8%.

Teoricamente se diz que 1 kg de gordura contém aproximadamente 7200 calorias. Porém isso é apenas uma hipótese, ninguém até hoje conseguiu confirmar isso de forma precisa!! Logo, não podemos afirmar com certeza, que para emagrecer 1 kg de gordura, teríamos que queimar cerca de 7200 cal.

Dietas de Baixa Caloria e Perda de Peso

Quando o emagrecimento é feito exclusivamente por dietas de restrição calórica, as pessoas não conseguem manter o peso por longos períodos. O reganho de peso ocorre, e as pessoas tendem a ficar acima do inicio da dieta.

Estes são dados são de vários estudos feitos com centenas de milhares de pessoas ao longo de várias décadas!! São muitas evidências científicas mostrando que dietas de restrição calórica, não se sustentam ao longo do tempo.

Um dos motivos pelos quais a contagem de calorias não funciona, tem a ver com a complexidade bioquímica do corpo humano. Numa dieta baseada em que se passa fome, seu corpo tende a encerrar vários processos para sobreviver.

Por exemplo, reduzindo a função da tireoide, o corpo não irá queimar tantas calorias. Isso altera a termodinâmica do seu corpo. Resumindo, em uma dieta de muito baixa ingestão calórica, nosso corpo reduz o metabolismo, e passa a gastar menos energia.

Diferentemente de uma máquina, nosso corpo tem uma inteligência, que faz com que ele se adapte às mais diversas situações, poupando ou gastando mais energia.

Como nosso Corpo regula o Gasto Energético

Antes mais nada é muito importante entender, que para perder gordura precisamos condicionar nosso corpo a queimar gordura, isto é, temos que usar preferencialmente a gordura como substrato energético e não a glicose.

Se você está contando as calorias para emagrecer, e acha que com 50 calorias a menos por dia vai ficar 5 quilos mais magro no final de um ano, você está sonhando acordado. Isso simplesmente não irá acontecer. Pare de contar calorias, isso não resolve. O foco deve ser em comer melhor e não e comer menos.”

Nossos ancestrais eram magros, pois não comiam o tempo todo, faziam jejum intermitente o tempo todo, pois não tinham comida o tempo todo, e nem como armazená-la. Nossa genética está calibrada para comermos em intervalos mais longos entre uma refeição e outra.

Quando você come em intervalos de poucas horas por meses, anos ou décadas, e nunca pula uma refeição, seu corpo esquece-se de como queimar gordura como combustível, pois neste caso, os níveis de glicose disponível, nunca diminui, logo, as gorduras não são utilizadas, e o peso só aumenta.

Nosso corpo é muito ineficiente nisto. Então, mesmo que tenhamos 40 kg de gordura em nosso tecido adiposo, não conseguimos queimá-la. Na verdade, não conseguimos queimar gordura corporal se tiver outro combustível (glicose) disponível.

Infelizmente, em nossa dieta ocidental, de 55 a 60% são carboidratos. Esta quantidade de carboidratos, está adequada para atletas, mas não para pessoas comuns.

Quando mantemos este padrão alimentar por anos, estamos abusando do nosso metabolismo, e as consequências são a obesidade, diabetes, hipertensão e as doenças crônico-degenerativas, que seriam perfeitamente evitáveis, com uma alimentação adequada.

Dietas com Alto Teor de Carboidratos e Baixo Teor de Gorduras

Recentemente o Comitê de Diretrizes Alimentares americano, não apenas eliminou a restrição sobre o colesterol na dieta, mas também reverteu quase quatro décadas da política de nutrição, concluindo que as gorduras saturadas da dieta não têm impacto sobre o risco de doenças cardiovasculares.

Uma das razões pelas quais a gordura saturada tem sido condenada por tanto tempo, é porque era confundida com a gordura trans, que é um largamente utilizada pela indústria alimentícia. A gordura trans de fato aumenta o risco de morte prematura e de praticamente todas as doenças, como as doenças cardíacas, câncer, diabetes e doença de Alzheimer, entre outras

A gordura saturada existe desde sempre na história alimentar humana. Já a gordura trans, existe a cerca da um século, que é justamente o período em que as doenças cardiovascular, diabetes e outras doenças crônicas começaram a crescer exponencialmente. Obviamente a culpa não é da gordura saturada, é só para e pensar. Nossos ancestrais sempre comeram gorduras saturadas por milhares de anos, e estas doenças não existiam.

O que realmente Funciona para Perda de Peso

  1. Antes de tudo, como comida de verdade, o que significa comida na forma mais natural que você puder encontrar. Evite ao máximo produtos alimentícios prontos, daqueles que se encontram em prateleiras de supermercados. Dê preferência a produtos orgânicos inteiros, e animais criados em pasto, quando se trata de carnes e produtos de origem animal, como laticínios e ovos.
  2. Reduzir o número de refeições diárias. Café da manhã, almoço e jantar, estão de bom tamanho. Nada de ficar comendo de 3 em 3 horas. Use chás entre as refeições. Caso isso não leve ao emagrecimento, iniciar uma dieta Low Carb.
  3. Fazer exercícios, pois apenas a mudança de hábitos alimentares, não costuma ser eficiente para levar a um emagrecimento sustentável ao longo da vida.
  4. Dormir bem. Hoje sabemos que o sono ruim tem forte papel no ganho de peso e na dificuldade de emagrecer.
  5. Relaxamento, aprenda uma técnica de meditação, faça acupuntura ou outro método para relaxar o corpo e a mente.
  6. E por fim trate seus desequilíbrios metabólicos como hipotireoidismo, resistência insulínica, disfunção adrenal e deficiência de minerais e vitaminas.

Para maiores informações, recomendo a leitura do o livro de Zoe Harcombe, The Obesity Epidemic: What Caused It? How Can We Stop It?

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

O que Devemos Evitar em nossa Alimentação

O que Devemos Evitar em nossa Alimentação

Todos sabemos da importância da alimentação, seja para manter, como para recuperar a nossa saúde. Porém grande parte dos médicos não orientam a alimentação dos seus pacientes, ou quando o fazem, limitam-se aos velhos chavões e orientações gerais, como, beba muita água, evite o sal e o açúcar, em suma tenha uma alimentação saudável!.

Porém, quando se faz um tratamento Ortomolecular, as orientações alimentares são de extrema importância, pois sabemos que praticamente todas as doenças crônico degenerativas, como inflamações crônicas, doenças autoimunes, canceres, diabetes, doenças cardiovasculares, neurodegenerativas entre outras, estão fortemente associadas à alimentação.

Como sabemos, vivemos hoje em um mundo muito poluído, e esta poluição é uma causa ainda pouco considerada de inúmeros sinais e sintomas como: mentais como: mente confusa, raciocínio lento, inquietação, emocionais como: apatia, depressão, ansiedade, oscilações de humor e físicos como: cansaço fácil, queda da libido, dores pelo corpo, facilidade para contrair gripes, resfriados e infecções.

Medicina Ortomolecular

Um dos principais pilares da Medicina Ortomolecular, antes mesmo de qualquer reposição de nutrientes,é remover toxinas, metais tóxicos, poluentes, pesticidas, agrotóxicos, xenoestrógenos e alimentos nocivos da dieta, o que por si só, já torna possível o alívio de quadros dolorosos, e o desaparecimento de muitos dos sintomas que incomodam a grande maioria das pessoas, e que não são tratados, mas sim aliviados, com as mais diversas medicações atualmente prescritas.

A alimentação tem papel importante na origem e manutenção da maioria das DOENÇAS E DORES CRÔNICAS. A modificação de hábitos alimentares, e a remoção de toxinas é de suma importância para tratar e curar muitos problemas de saúde, bem como para nos manter saudáveis.

Como sabemos, a nossa reação aos alimentos é muito individual, não existe nenhum alimento que seja bom para todas as pessoas, pois cada um de nós tem sua forma particular de metabolizar os nutrientes. Muitas vezes determinado alimento é “remédio” uns, e “veneno” para outros.

Como regra geral, podemos dizer, que determinado alimento poderá nos fazer mal quando é ingerido com muita frequência e/ou em grande quantidade

Incompatibilidade alimentar

É importante conhecer este conceito, pois muita gente não sabe a diferença entre alergia alimentar, sensibilidade alimentar e intolerância alimentar

  1. Alergia alimentar: é imediata e grave. Ocorre quando alguém que apresenta alergia a camarão ou amendoim, ingere este alimento. Deve ser socorrido imediatamente, pois corre risco de vida. Felizmente é um evento relativamente incomum.
  2. Sensibilidade alimentar: acontece quando comemos algum alimento que é incompatível com nosso corpo, os sintomas não são imediatos, costumam ocorrer até 72 a 96 horas após a ingestão. É o caso de alguém que come queijo numa pizza no sábado, e tem uma enxaqueca na terça ou quarta-feira
  3. Intolerância alimentar: é um fenômeno enzimático.

 O que não devemos comer 

alimentos
alimentos

Em linhas gerais, devemos restringir muito, ou até mesmo eliminar, alimentos como: trigo (farináceos em geral), soja, gordura trans (margarinas), óleos vegetais (todos), adoçantes artificiais, açúcar, leite e derivados (laticínios em geral), sucos de frutas (todos) e sal de mesa refinado (NaCl). Abaixo segue uma lista básica com os principais alimentos que devem ser evitados e opções para substituí-los, quando possível.

Trigo

Ele contém glúten, que é uma proteína composta, pela gliadina e glutenina, quem nos causa problema é a gliadina.

O glúten cola na mucosa do intestino causando inflamação crônica, alterando a permeabilidade intestinal.

O glúten aumenta a pressão arterial e provoca edema (inchaço) das articulações, e por todo o corpo.

São ricos em glúten: trigo, cevada e centeio. Embora citada na literatura como portadora de glúten, a aveia possui apenas uma quantidade residual de glúten, não tendo impacto no nosso metabolismo.

Porém, portadores de doença Celíaca, devem evita-la também.

Opções: a restrição ao trigo e seus derivados, parece ser o maior empecilho quando queremos mudar hábitos alimentares. Aqui a recomendação, é não usar mesmo! Se for impossível ficar sem, usar o mínimo possível, e com a menor frequência possível.

Leite e Laticínios

O ser humano é o único mamífero adulto que toma leite, e pior ainda, de outra espécie animal. O leite é hiper proteico para a espécie humana, e o consumo exagerado do leite é insulinogênico, isto é, pode levar à obesidade e ao diabetes.

Os laticínios criam um meio propício para o crescimento de fungos e bactérias no organismo e podem causar alergias, pois não são benéficos, como é o leite materno.

Os produtos lácteos, também aumentam a mucosidade, piorando as rinites, sinusites, asma e outras doenças respiratórias, e casos de dor crônica. Embora se fale muito sobre a intolerância a lactose. O grande problema para o nosso corpo são as proteínas do leite, que sobrecarregam nosso fígado.

Opções: a saída é não usar, ou usar em pequenas quantidades, e eventualmente. Existem ainda, os “leites” extraídos do arroz, de nozes entre outros, que são benéficos, porém nem todos gostam.

Frutas

Elas não devem ser consumidas em excesso, ou em forma sucos, industrializados, ou mesmo feitos na hora.

As frutas apresentam alto teor de frutose, um tipo de açúcar, que quando em excesso pode se tornar tão nocivo quanto a glicose (em excesso), na verdade a frutose é tratada pelo nosso corpo como uma toxina, que deve ser eliminada pelo fígado.

As fibras presentas na fruta integral, antidotam os efeitos ruins da frutose, por isso, devemos evitar os sucos, pois eles não têm fibras em quantidades suficientes.

Opções: Prefira limão, abacate, abacaxi, ameixa, banana, cereja, goiaba, kiwi, mamão, maracujá, melão, morango (coma frutas diariamente, sempre em pequenas quantidades). Evite sucos, principalmente os industrializados.

Açúcar

O açúcar “rouba” vitaminas e minerais do nosso corpo, para sua metabolização. Ele consome cálcio, cobre e zinco, diminuindo as defesas do organismo como um todo. Quanto mais refinado, mais nocivo é o açúcar.

Opções: Os tipos de açúcar, do menos pior para o pior são: mascavo, demerara, cristal, refinado e o de confeitaria. Se optar pelo açúcar, prefira o mascavo.

Adoçantes

De forma geral, devem ser encarados como tóxicos para o nosso corpo, pois seu uso regular causa ou piora várias patologias. Aspartame, Sucralose, Ciclamato de Sódio, Acessulfame K, Sacarina, Tagatose, e mesmo a Frutose, que é natural, não devem ser usados de forma regular, pois em algum momento vão prejudicar nossa saúde.

Opções: entre as opções que restaram, está a Stevia 100%, que até o momento não tem nenhum estudo mostrando que seja nociva para seres humanos. Recentemente alguns profissionais estão utilizando o Xilitol.

HFCS

Também conhecido como xarope de milho com alta concentração de frutose. É um tipo de adoçante feito a partir da frutose extraída do milho, e muito mais doce e mais barata do o açúcar de cana. E largamente usado pela indústria alimentícia, em praticamente todos alimentos processados. Se você utiliza muitos alimentos industrializados, você está consumindo muito HFCS, e provavelmente não está saudável.

Opções: tentar consumir o mínimo de produtos industrializados, coma comida de verdade!

MSG

MSG é abreviação de Glutamato Monossódico, é outra importante toxina presente nos alimentos industrializados. O MSG é um realçador de paladar, isto é, faz você querer comer sem parar. E como a nossa legislação é muito branda com relação a sua presença nos alimentos industrializados, a indústria alimentícia utiliza-o, em muitos alimentos processados como: biscoitos, bolos, bombons, cereais (trigo/aveia/centeio/cevada), “catchup”, doces, maioneses, milho, molhos prontos, “nuggets” de frango, panquecas, pães, pizzas, rosquinhas, sopas prontas, shoyu, sucos de frutas e “waffles”. MSG é neurotóxico! Várias doenças neurodegenerativas são causadas ou pioradas por ele.

Opções: NÃO USAR!!

Gorduras Trans

É o antinutriente mais fartamente presente em produtos industrializados, notadamente margarinas e biscoitos. Nossa legislação também é muito leniente em relação ao seu uso. Nosso corpo não precisa de gorduras trans, portanto se quiser ter boa saúde, evite-os.

Opções: NÃO USAR!!

Óleos vegetais

O primeiro óleo vegetal foi introduzido nos USA em 1911, chamava-se Crisco. Até então praticamente não havia relato de infartos na população americana, que utilizava a banha de porco em larga escala. A partir da introdução de vários óleos vegetais em substituição à gordura de porco, os índices de doenças cardiovasculares só têm aumentado. Portanto sempre que possível evite cozinhar com óleos vegetais, há exceções, que citarei mais abaixo.

Opções: podemos usar banha de porco, óleo de coco para cozinhar, azeite de oliva para temperar saladas

Refrigerantes

Penso ser desnecessário seu uso para quem quer ter uma vida saudável. Refrigerantes de qualquer tipo, são extremamente ácidos para o nosso corpo. Para compensar a acidez de 1 copo de qualquer refrigerante (pH 2.5) são precisos 32 copos com água, para que o corpo normalize seu pH!

Opções: água de boa qualidade

Sal de cozinha refinado

O sal integral tem mais de 80 minerais, porém quando e passa pelo processo de refinamento, para ficar fino e branquinho, são retirados todos os minerais, menos o Sódio e o Cloro (NaCl).

Além deste empobrecimento pela perda dos minerais, são incluuídas substâncias branqueadoras e anti umectantes, para que ele fique soltinho, é por isso que este tipo de sal deve ser substituído em nossa alimentação, a seguir veremos o que devemos colocar na nossa alimentação saudável.

Opções: usar sal integral NÃO refinado. Pode ser flor de sal, sal do Himalaia ou até mesmo sal de churrasco. Basta colocar no triturador e usar. O sal integral não causa elevação da pressão arterial, diferentemente do sal de cozinha refinado, e de bônus, ainda nos fornece pequenas doses de mais de 80 minerais!

Água, este nutriente importante deixado em segundo plano

A água é quase sempre esquecida nas orientações dietéticas, pois não é considerada um nutriente, por grande parte dos profissionais de saúde.

É essencial o consumo de água de boa qualidade, de preferência alcalina, ou pelo menos que não seja ácida, pois grande parte das águas minerais mais vendidas, têm pH ácido, basta conferir nos rótulos.

O pH fisiológico do nosso sangue fica entre 7,35 e 7,45. Escolha uma água com pH ao menos superior a estes valores

Para uma alimentação saudável

Sei que para muitos, fazer todas essas mudanças no hábito alimentar, será muito difícil, mas vai aqui um conselho, mude o que puder agora, e aos poucos, vá mudando os aspectos mais difíceis.

no nosso dia a dia, devemos consumir pouca carne vermelha, peixes de água salgada e outras carnes brancas. Os peixes, principalmente os mais ricos em gordura (atum, cavala, cavalinha, salmão, sardinha), fazem bem para a maioria das pessoas.

Feijão e arroz, integral de preferência, podem ser usados, pois além de saudáveis para quase todos, ainda é o prato básico da culinária brasileira, uma rica combinação de aminoácidos importantes para nosso corpo.

Usar muitos legumes, verduras e ovos.

Comer frutas com moderação, e sempre a fruta total, pois têm fibras, e não seu suco.

 

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burn Out, conheça seus Sinais e Sintomas

Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burn Out, conheça seus Sinais e Sintomas

Se você é estressado, sente cansaço constante, dificuldade para sair da cama pela manhã, fica ligado à noite, está sempre irritado, explode por qualquer coisa, concentração e memória não estão boas, a imunidade está baixa e tem desejo de carboidratos aumentado, talvez você esteja com Fadiga Adrenal ou até mesmo apresente a Síndrome de “burn out”.

A Fadiga Adrenal ainda é um quadro pouco diagnosticado por nós médicos. Quando pensamos nas adrenais, o que nos vem à mente são patologias como doença de Addison ou a síndrome de Cushing.

Nos tempos atuais, todos estamos submetidos a algum grau de stress, que pode ser leve e transitório, mas em muitos casos pode ser intenso e prolongado. Sabemos que o stress em seus vários graus de intensidade pode afetar a glândulas adrenais de várias formas.

fadiga adrenal
fadiga adrenal

As Glândulas Adrenais

As adrenais são pequenas glândulas que estão localizadas sobre os rins, como dois chapeuzinhos. Apesar de seu pequeno tamanho, elas são responsáveis pela produção vários importantes hormônios.

As adrenais são constituídas por duas porções, o córtex e a medula.

A medula adrenal, que é a parte mais interna, produz as catecolaminas: noradrenalina e adrenalina.

O córtex da adrenal secreta três tipos de hormônios: na camada mais externa do córtex os mineralocorticoides (aldosterona), na camada intermediária os glicocorticoides (cortisol e corticosterona) e na parte mais interna do córtex os androgênios (hormônios sexuais masculinos e femininos).

As glândulas adrenais são responsáveis pelo controle da pressão arterial, ciclo do sono, da imunidade, do metabolismo do sódio, do potássio, da água, dos carboidratos entre outras funções.

Causas da Fadiga Adrenal

Nos últimos anos a fadiga adrenal vem ocorrendo de forma quase que epidêmica, podemos dizer.

Vários fatores estão envolvidos na geração deste distúrbio como por exemplo:  stress prolongado e/ou intenso, várias formas de medo, preocupações constantes, pressão no trabalho, em casa, na escola, crises financeiras, crises afetivas, doenças graves e/ou crônicas, perdas de entes queridos, violência urbana apenas citando alguns fatores.

Nas fases iniciais do stress a adrenal reage produzindo muito cortisol, e se este quadro se prolonga por muito tempo a glândula pode entrar em falência e deixar de produzir cortisol em níveis adequados, é o que chamamos de fadiga adrenal. Casos mais severos desta falência adrenal podem evoluir para a chamada síndrome de burn out, que ocorre quando entramos em colapso e a apatia e a prostração são intensas. Muitas vezes a exaustão adrenal é confundida com depressão, mas embora muitos sintomas possam ser comuns aos dois quadros, os tratamentos são muito diferentes.

Como o cortisol modula o sistema imunológico, sua falta nos torna mais suscetíveis às inflamações, infecções, alergias, dermatites, dores musculares e articulares entre outros sinais e sintomas.

Os sinais e sintomas mais característicos da Fadiga Adrenal são

  • Dificuldade em se levantar todas as manhãs, mesmo tendo dormido o suficiente
  • Cansaço constante ao longo do dia
  • Sente bem melhor após do fim da tarde para noite, mas volta a se sentir sem energia por volta das 21 ou 22 horas
  • Irritabilidade constante e crises de explosividade
  • Desejo aumentado de carboidratos de alto índice calórico para gerar energia
  • Diminuição da imunidade
  • Falta de concentração
  • Diminuição da memória de curto prazo

Também podem ocorrer manifestações como: alergias, tonturas, desejo de café e outras bebidas estimulantes, desejo de alimentos salgados, dores articulares, cefaleias crônicas, lombalgia, pressão arterial diminuída, oscilações na glicemia, redução da libido, compulsão alimentar e ganho de peso

 

As fases do Stress

Para entendermos melhor as fases do stress, abaixo segue uma das classificações mais utilizadas para o estadiamento do stress, que é a foi criada por Hans Selye em 1936, na qual ele dividia o stress em 3 fases. Porem acrescentei a fase 4, que na verdade é uma piora da fase de exaustão.

  • Fase de Alerta (Stress agudo)
  • Fase de Resistência (Stress Crônico)
  • Fadiga Adrenal
  • Burn out (Exaustão Adrenal)

Os sintomas e sinais variam dependendo da fase do stress em que o paciente se encontra e, portanto, o tratamento também é diferente

Fase de alerta

A fase de alerta pode ser considerada como benéfica para a espécie humana, pois é graças a ela que sobrevivemos até hoje. É nesta fase que ocorre a liberação de adrenalina para que enfrentemos determinada situação, nos sentimos energizados e prontos para correr ou lutar, conforme seja melhor para nós. Passado o estimulo que gerou esta reação, nossa fisiologia volta ao normal. Importante frisar que nesta fase tanto o estimulo estressor quanto o tempo que ele dura são curtos. Nesta fase temos elevação da adrenalina e também do cortisol, geralmente esta fase não requer tratamento

Fase de resistência

Se os agentes estressores são mais intensos e se apresentam com uma frequência maior no cotidiano destas pessoas nós entramos na fase de resistência. E neste momento os sintomas começam a surgir e os órgãos ou sistemas mais frágeis são os alvos iniciais. Nesta fase as alterações costumam ser mais funcionais do que lesionais como veremos a seguir. Existe uma gama imensa de sinais e sintomas, vou listar apenas os mais comuns

Dores de cabeça, enxaqueca, insônia, bruxismo, diminuição da concentração e memória, tremores, espasmos musculares, tonturas, zumbidos no ouvido, crises de choro, pés frios, mãos suadas, boca seca, irritabilidade, azia, náuseas, constipação, diarreia, dispneia, pânico, dor no peito, palpitações, diminuição da libido, cansaço constante, fraqueza, fadiga constante, oscilações de humor frequentes, depressão, entre outros. Nesta fase podemos ter já uma elevação mais marcada do cortisol e adrenalina. Aqui a duração do estimulo estressor é prolongada

Fadiga Adrenal

Se os agentes estressores continuam agindo por muito tempo vamos entrar na fase 3 ou de exaustão, onde os sintomas e sinais da fase de resistência continuam, mas aqui já podem ocorrer manifestações orgânicas lesionais como: hipertensão arterial, úlceras gastroduodenais, colites, diminuição da imunidade, câncer, psoríase, vitiligo entre outras patologias. Neste momento vamos ter cortisol bastante elevado

“Burn out”

E grau mais extremo, mas que já não é tão rara atualmente temos a fase de exaustão total ou “burn out” onde as adrenais entram em falência e o cortisol despenca. Nesta fase as forças se esgotam e a pessoas vai se apresentar totalmente prostrada e sem forças para nada, é o fim da linha

Exames para avaliar a função das Adrenais

Existem alguns exames que podem nos ajudar a diagnosticar a fadiga adrenal, como a dosagem do cortisol, DHEA, hormônios sexuais entre outros. Porém o principal diagnóstico vem através das queixas clínicas

Tratamentos

Como tratar? Antes de qualquer ação médica, a pessoa tem de ser conscientizada de que deve mudar seu estilo de vida de forma a reduzir ou eliminar agentes estressores quando possível.

Aprender algum tipo de meditação e/ou iniciar algum tipo de atividade física vai ajudar muito.

acupuntura é um excelente recurso para ajudar na recuperação em qualquer fase do stress, infelizmente ainda é pouco procurada para esta finalidade

Ainda dentro da medicina natural, a medicina ortomolecular, a fitoterapia e a homeopatia podem ajudar muito a equilibrar os níveis de cortisol sem efeitos indesejáveis.

Em casos mais severos de fadiga adrenal pode e deve ser utilizada a suplementação com hidrocortisona bioidêntica, para ajudar a na recuperação da função adrenal.

No aspecto alimentar devem ser evitados carboidratos de alto índice glicêmico pois eles elevam o nível de insulina, que por sua vez diminui ainda mais o cortisol que está baixo. Por este mesmo motivo evitar comer de 3/3 horas, principalmente carboidratos.

Procurar alimentos ou fazer suplementação contenham vitamina C, zinco e vitaminas do complexo B, principalmente o ácido pantotênico, que são nutrientes muito demandados pelas adrenais. Mas sempre é bom frisar, procure sempre um profissional da área de saúde, para ajudá-lo, evite automedicação!

Importante frisar que, embora o tratamento seja eficaz, a recuperação da fadiga adrenal costuma demorar meses e em alguns casos mais de ano, resumindo não existe solução rápida para exaustão adrenal.

 

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.

 

Hormônios Naturais na Menopausa, Vale a Pena Usar?

Hormônios Naturais na Menopausa, Vale a Pena Usar?

hormônios naturais menopausa
hormônios naturais menopausa

A busca por métodos alternativos, a Terapia de Reposição Hormonal convencional, tem sido cada vez mais procurada por mulheres que estão no período do climatério e menopausa.

Entre as opções mais naturais, temos as substâncias extraídas de plantas, como a Isoflavona, a Cimicifuga racemosa, Dioscorea villosa entre outras, que têm ação fitoestrogênica.

Existem também, os chamados Hormônios Naturais ou Bioidênticos, que vem sendo utilizados no Brasil, há pelo menos 10 anos.

Embora recente no Brasil, a Reposição Hormonal Bioidêntica (TRHB) já é utilizada a décadas na Europa e USA, com inúmeros estudos científicos comprovando sua eficácia.

A TRHB, diferentemente da TRH, utiliza hormônios idênticos aos que o nosso corpo produz, logo, nosso corpo os reconhece e os utiliza praticamente sem efeitos colaterais, desde que utilizados em doses adequadas.

O que são Hormônios Bioidênticos

Os hormônios não bioidênticos, são moléculas estranhas ao nosso organismo, e mesmo quando prescritos de forma adequada pelos médicos, ainda assim costumam apresentar muitos efeitos indesejáveis, e em alguns casos, graves.

Quando falamos em reposição hormonal, logo o que vem à mente, são as mulheres no período do climatério e pós menopausa. Porém todas as glândulas do nosso corpo, depois de cera idade começam a funcionar de forma mais lenta, temos então a menopausa (ovários), andropausa (testículos), adrenopausa (adrenais), tireopausa (tireoide). Embora nem todas essas pausas sejam bem estudadas, todas elas ocorrem.

Quando devemos usar os Hormônios Bioidênticos?

A TRHB também pode ser muito útil na fase da vida onde as pessoas relatam que estão perdendo a juventude, o entusiasmo pela vida e a libido vai embora. Muitas destas pessoas serão tratadas com antidepressivos, quando o melhor tratamento seria a TRHB.

O objetivo da TRHB é restituir os níveis hormonais ótimos para cada pessoa. Quando isso acontece, nos sentimos mais dispostos, com mais energia e entusiasmo pela vida.

A TRHB não é adequada para ser usada com fins anabolizantes, por isso implicaria em uso de doses supra fisiológicas.

Reposição Hormonal Convencional

Grande parte das mulheres que estão fazendo TRH apresentam sintomas e sofrendo com os efeitos colaterais, ou parar de usar e experimentar desagradáveis sintomas como ondas de calor, secura vaginal, inchaço, calores, alteração de humor, suores noturnos, irritabilidade, seios doloridos, ganho de peso, entre outros. A TRHB, costuma ser muito útil nestes casos, pois seus riscos e efeitos indesejáveis são muito baixos quando comparados com a TRH. Infelizmente a imensa maioria das pessoas sequer ouviu falar da TRHB.

Vantagens dos TRHB

Outro grande diferencial da TRHB, além das moléculas serem 100% idênticas às que o nosso corpo produz, é que por serem manipuladas, as doses podem e devem ser personalizadas para cada pessoa.

Também podem ser prescritas em diversas formas, tais como: cápsulas orais, tabletes sublinguais, cremes tópicos e gel, cremes vaginais, supositórios. As diferentes vias de administração possibilitam melhor absorção e uso de doses menores, reduzindo os riscos de superdosagem.

Além dos hormônios bioidênticos podem ser sexuais, estradiol, estriol, progesterona, testosterona, que são os mais conhecidos e utilizados, mas existem vários outros. Cortisol, melatonina, DHEA, T4, T3 e vários outros.

Como o foco principal da TRHB ainda são os hormônios sexuais, abaixo apresento algumas funções deles.

hormônios naturais menopausa
hormônios naturais menopausa

Conheça alguns Hormônios Bioidênticos e suas ações

Progesterona

A Progesterona, também conhecida como P4, pode ser suplementada mesmo antes do período de climatério-menopausa. Em mulheres que apresentam dor nos seios, insônia, variações emocionais e depressão no período menstrual. Estes sintomas podem ocorrer por uma certa insuficiência na produção de progesterona, que ocorre em mulheres que utilizam anticoncepcionais por longos períodos.

Outros efeitos da progesterona são:

  1. Ajuda a manter o desejo sexual
  2. Colabora na função dos hormônios tireoidianos
  3. Melhora o humor
  4. Pode aliviar ondas de calores
  5. Protege contra câncer de mama e câncer do endométrio
  6. Protege contra a osteoporose

Testosterona    

É importante frisar que apesar da testosterona ser um hormônio predominantemente masculino, homens e mulheres apresentam exatamente os mesmos hormônios, o que varia é apenas a proporção deles em cada sexo.

A testosterona, um hormônio andrógeno, é importante tanto para o homem como para a mulher. Ela é fundamental para a integridade da pele, músculo e ossos, protegendo o organismo contra osteoporose, obesidade e diabetes, assim como age contra a perda de função imunológica.

Os efeitos da testosterona são:

  1. Contribuição para o nível de energia, senso geral de bem-estar e, acima de tudo libido
  2. Melhora a reparação (reconstrução) óssea, através do aumento da retenção de cálcio
  3. Fornece proteção cardiovascular (normalizando o colesterol)
  4. Aumenta a massa muscular magra e perda de excesso de gordura.

Estrógenos

Existem 3 tipos de estrógenos produzidos no corpo humano: estrona, estradiol e estriol, também conhecidos com E1, E2 e E3 respectivamente. O corpo feminino tem aproximadamente 3% de estrona, 7% de estradiol e 90% de estriol, durante o período reprodutivo, no climatério-menopausa, estas proporções vão se alterando e daí surgem os sintomas tão conhecidos pelas mulheres.

Os estrógenos são responsáveis por aliviarem os sintomas da menopausa, diminuindo o risco de câncer de colo retal e aumentando a densidade óssea propiciando menos fraturas por osteoporose.

Quando se pensa em TRHB de estrógenos, estamos falando apenas do estradiol e do estriol, pois a estrona é um hormônio que costuma aumentar com o envelhecimento e tem propriedades cancerígenas, portanto não deve ser suplementado.

Os efeitos do estradiol e estriol incluem:

  1. Prevenção contra a aterosclerose ou endurecimento das artérias
  2. Alívio nas as ondas de calor, depressão e atrofia vaginal
  3. Redução na incidência de fraturas ósseas em aproximadamente 50%
  4. Aumento nos níveis de HDL (bom colesterol, o que sabidamente protege contra doença cardiovascular.

 

O problema pode não estar com você, e sim com terapia de reposição convencional

Alguns dados dão conta de que a reposição hormonal convencional pode, na verdade, desenvolver, doenças mais sérias. E essa informação tem deixado mulheres e médicos em estado de atenção.

Um estudo realizado pela Women’s Health Iniciative, foi abruptamente interrompido em julho de 2002 porque demonstrou que a terapia de reposição hormonal convencional aumentava a chance de algumas doenças mais sérias como:

  1. 41% no aumento de derrames
  2. 29% no aumento de ataques cardíacos
  3. 26% no aumento de câncer de seio
  4. 22% no aumento de na totalidade de doença cardiovascular
  5. Dobrava a taxa de coágulos sanguíneos (trombos)
  6. Poderia contribuir para Doença de Alzheimer

 

**Apenas a especialidade de Homeopatia é atendida através da Unimed, nas demais áreas, os atendimentos são apenas particulares.