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Ortomolecular

fechar a boca não emagrece

Fechar a boca não emagrece, entenda porque sua dieta não funciona

Só fechar boca não emagrece! Muitas mulheres que já fizeram várias dietas ao longo da vida, já perceberam isso. Principalmente após as primeiras dietas, fica cada vez mais difícil para emagrecer.

Uma nova compreensão da Obesidade

Se você tem dificuldade para emagrecer, saiba que muitos conceitos mudaram nos últimos anos. Você já deve ter ouvido muitas vezes: “para emagrecer tem que fechar a boca e fazer exercícios”. Devo informar que hoje esta afirmação está longe de ser uma verdade absoluta. Embora para emagrecer precisemos ingerir menos calorias do que gastamos, existem muitos outros fatores envolvidos com o ganho e perda de peso, como os hormônios (insulina, glucagon, cortisol, estrogênios, testosterona, T4, T3, GH, DHEA), os neurotransmissores (serotonina, GABA, dopamina), os neuropeptídios (leptina, grelina, neuropeptídio Y), a taxa de metabolismo basal, e outros fatores que explicarei adiante.

Fechar boca não emagrece

fechar boca não emagrece
fechar boca não emagrece

Existem duas formas básicas de se engordar, que resolvi chamar de Alimentar e Metabólica.
A Alimentar que é aquela em que o apetite excessivo é a causa principal, mais comum nos homens. Já a Metabólica, onde a pessoa come pouco, mas metaboliza mal e engorda, é muito mais frequente entre as mulheres. Por isso só “fechar a boca não resolve”, o problema está no metabolismo.
Para quem tiver interesse publiquei em 2014 um livro chamado “Emagrecer, porque só fechar a boca não emagrece”, que trata deste tema. Disponível no formato físico e e-book pelo site www.fabiopisani.med.br

Nossa taxa de metabolismo

Nosso metabolismo tem dois componentes básicos, a taxa de metabolismo basal (TMB), que é o quanto nosso corpo gasta de energia em repouso. Ela é determinada basicamente pelo tecido muscular e função tireoidiana, corresponde a cerca de 70% da TMB. O restante é determinado por fatores, como alimentação, atividade física entre outros. Na realidade quem queima calorias e produz energia em nosso corpo são estruturas celulares chamadas mitocôndrias, e os músculos são onde elas existem em maior quantidade. Por isso é importante gerar tecido muscular, pois ele vai garantir que você continue gastando energia e permaneça magra (o).

Hipotireoidismo Subclínico

Nosso metabolismo também é afetado pelos hormônios. O T4, hormônio produzido pela tireoide, costuma estar diminuído, principalmente nas mulheres, que neste caso podem apresentar sintomas como depressão, falta de energia, sensação de frio, constipação, queda de cabelo, unhas fracas, diminuição da libido, alterações menstruais, e é claro dificuldade para emagrecer.
Na verdade, o T4 é um pró hormônio, isto é, ele precisa ser convertido para T3 que é o hormônio ativo. A tireoide pode estar produzindo T4 normalmente e TSH normalmente, e mesmo assim a pessoa pode estar sofrendo de hipotireoidismo, neste caso chamado de subclínico.
O Hipotireoidismo Subclínico ou tipo II, ocorre quando temos T4 e TSH normais, isto significa que o problema não está na tiroide propriamente. Os problemas ocorrem na conversão de T4 para T3, ou quando há alguma alteração nos receptores de T3 nos órgãos alvo.
Por outro lado, um T4 normal ou até aumentado, que não seja convertido para T3, poderá ser convertido para T3 reverso, que tem ação oposta ao T3, isto é, faz engordar, pois coloca o corpo em estado baixo gasto calórico.

A Insulina e os Carboidratos

Atualmente sabemos que o grande responsável pelo sobrepeso são os carboidratos, principalmente os refinados. Quando comemos qualquer alimento de farinha branca, ele se transforma rapidamente em glicose no sangue. Aqui entra em ação a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, que faz com que a glicose entre dentro das células e gere energia.
Quanto mais glicose geramos pela alimentação inadequada, mais nossa taxa de insulina sobe, e ao longo dos anos os receptores de insulina em nossas células sofrem alterações (glicação e oxidação) e passam a não funcionar corretamente.

Então começa a sobrar glicose fora da célula, que volta para fígado e é transformada em gordura. Porém dentro das células temos falta de glicose, e ficamos sem energia e com desejo de carboidratos. Então nosso pâncreas produz mais insulina, que só piora o quadro, a isso chamamos resistência insulínica, que sabemos hoje, está na origem tanto da obesidade quanto do diabetes tipo II.
Até pouco tempo atrás se pensava que principalmente as gorduras eram responsáveis pelo excesso de peso. Mas como sabemos hoje é o excesso de carboidratos se transforma em gordura.

Por isso digo, só fechar boca não emagrece, é preciso escolher com muito cuidado de que fonte estão vindo as calorias que estamos ingerindo.

Excesso de Cortisol pode engordar

Outro hormônio que está envolvido com o excesso de gordura é o cortisol, que é secretado normalmente pelas adrenais, mas que quando estamos estressados atinge valores muito elevados que favorecem o acumulo de gordura, principalmente na região abdominal.
Tanto o cortisol quanto a insulina, quando elevados são lipogênicos, isto é, causam aumento de gordura corporal.

Comer entre as refeições principais pode causar excesso de peso

Quando nosso organismo está equilibrado e sem sobrepeso, as fontes de energia são pela ordem, os carboidratos, as gorduras e as proteínas.
No sobrepeso, nosso corpo não consegue utilizar o tecido gorduroso para gerar energia. Do meu ponto de vista, um dos fatores mais importantes para que isso ocorra, é a alimentação em curtos intervalos de tempo, como comer a cada 3 ou 4 horas. Quando as taxas de glicose e glicogênio estão baixas, a tendência natural é que o corpo busque as gorduras com fonte de energia.
É bom deixar bem claro que o jejum muito longo, também não é adequado, pois neste caso o corpo acabar por usar proteínas (músculos e colágeno) para gerar energia.
Na minha prática clínica costumo usar uma dieta cetogênica modificada (com pouco carboidratos), procurando encontrar o intervalo adequado entre as refeições, para que ocorra a utilização de gordura de forma fisiológica pelas mitocôndrias.

Emagrecer não é apenas diminuir o seu peso total

Nas dietas radicais e desequilibradas, onde ocorre grande perda de peso em pouco tempo, ocorre à custa de perda de proteínas, que pesam cerca de duas vezes mais que gorduras. Quando falo em emagrecer, me refiro a perda do tecido gorduroso e redução das medidas, e do mínimo de massa magra. Portanto, o bom emagrecimento deve ser lento, porem consistente.
Logo no início do tratamento a diminuição do peso é maior, pois com a mudança do habito alimentar, ocorre eliminação de líquido que está retido principalmente no meio extracelular.

Fome e apetite são coisas diferentes

De forma geral quando me procuram para emagrecer, em algum momento me pedem algum “remédio natural para tirar o apetite”. Primeiro precisamos diferenciar fome de apetite. Quando estamos realmente com fome, que é fisiológica, qualquer coisa serve para saciar, mesmo as mais inadequadas. O apetite, é diferente, é quando não estamos com fome, mas queremos comer alguma coisa específica (doces, chocolate, etc.), isso engorda!

A fome surge quando não temos aporte de glicose para dentro das células, e o corpo manda um sinal para comermos. A glicose pode estar baixa por falta de ingestão (nos magros) ou por algum bloqueio à sua entrada nas células, por exemplo resistência insulínica. É isso que deve ser corrigido, e não simplesmente tentar suprimir a fome!

Equilíbrio Endócrino e Metabólico

Os tratamentos convencionais falham quase sempre no médio e longo prazo, pois só fechar boca não emagrece. O emagrecimento tem que passar por reeducação alimentar e correção dos distúrbios metabólicos e hormonais subjacentes, bem como a instituição de um plano de atividade física realista de longo prazo, não há atalhos, nem tratamentos rápidos, sejamos realistas.

Toxinas e Inflamação dificultam o emagrecimento

Outro fator recém-incluído como gerador de obesidade, é a inflamação crônica assintomática, gerada por substâncias produzidas pelo próprio tecido gorduroso, chamadas citocinas. Esta inflamação é a base de várias patologias crônico degenerativas, que ocorrem principalmente nos obesos.
Também as toxinas e os metais tóxicos que estão acumulados no tecido gorduroso, podem se ligar aos receptores e impedir a ação correta dos hormônios, neurotransmissores e neuropeptídios, levando também ao excesso de peso.

O que fazer para resolver o seu problema de excesso de peso

Após estas informações, você deve estar se perguntando, o que fazer. Ficou bastante claro, espero, que o excesso de peso é multifatorial, e soluções simplistas, não funcionarão, no médio e longo prazo. Temos de atuar em várias frentes, conforme cada caso.

 

Mudança de Hábito Alimentar

A primeira é uma mudança de habito alimentar, que seja duradoura e factível. Como já disse, em minha clínica uso uma dieta cetogênica modificada. Quando iniciamos a dieta cetogênica, em 24 a 72 horas, o corpo passa a gerar energia preferencialmente a partir do tecido gorduroso, pois a oferta de carboidratos vai estar bem limitada, gerando um leve estado de cetose, que não tem nada a ver com cetoacidose que ocorre no diabetes. Está cetose leve também ocorre durante o sono, por isso nosso peso é menor pela manhã. Seguindo esta orientação alimentar, em momento nenhum a pessoa deve passar fome, pois estará sempre

Atividade física

Prática de atividade física, que ajuda muito a acelerar os resultados e depois a mantê-los, além de melhorar muito a qualidade de vida e prevenir inúmeras doenças. Para os sedentários, ela deverá ser de leve a moderada no início.

Mas a medida mais importante é o diagnóstico clinico e laboratorial, para identificar as causas do excesso de peso, e seus possíveis tratamentos que em nossa clínica são acupuntura, fitoterapia, ortomolecular. Estes tratamentos variam de paciente para paciente, pois não existe um tratamento único que funcione igualmente para todos.

Como eu trato o sobrepeso

Após esta breve explicação sobre os mecanismos que levam ao excesso de peso, agora vou detalhar como eu trato o sobrepeso em minha clínica.
Como se pode ver, só fechar boca não emagrece. O excesso de peso deriva de vários fatores, que precisam ser tratados em conjunto. Se fizermos uma dieta, atividade física, acupuntura, fitoterapia, ortomolecular separadamente, teremos apenas o resultado que cada uma delas pode produzir isoladamente. Mas quando associamos estes métodos, o resultado costuma ser potencializado.
O emagrecimento deve ser uma consequência do equilíbrio geral do organismo.
Abaixo uma breve descrição dos métodos utilizados para o tratamento em minha clínica.

Dieta Cetogênica Modificada

A dieta cetogênica modificada, consiste em uma redução calórica leve a moderada, mas equilibrada, na qual vamos alternando fases curtas de restrição aos carboidratos, com fases mais longas com carboidratos de baixo índice glicêmico. Também preconizo o uso de alimentos termogênicos, que ajudam a aumentar o metabolismo discretamente. Em momento algum a pessoa deve passar fome, pois o que buscamos é uma mudança de hábito alimentar duradoura. Com esta orientação dietética, conseguimos emagrecer preferencialmente a gordura, preservando as proteínas e demais nutrientes. Isso é muito importante entender, não são esperadas grandes perdas de peso em curto espaço de tempo, o processo é gradual e você logo percebera que suas medidas vão começar a diminuir. Se você espera qualquer resultado diferente deste, meu método de trabalho não serve para você.

Acupuntura

O papel da acupuntura neste tratamento visa corrigir estados de ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, falta de energia e stress, que geralmente estão presentes nos obesos.

Ortomolecular e Fitoterapia

O uso da fitoterapia e da ortomolecular (vitaminas, sais minerais, fitonutrientes, oligoelementos), visam corrigir as alterações bioquímicas presentes. A principal delas é a resistência à ação da insulina, que está presente em quase todos os obesos. Também deverão ser tratados se presentes, desequilíbrios dos hormônios como: cortisol, T4, T3, estrógenos, testosterona, DHEA.
Atenção especial também com neurotransmissores, como a serotonina, gaba e dopamina, que embora não sejam dosados rotineiramente, podemos inferir seus níveis pelas manifestações clinicas.

Tratar a Disbiose Intestinal

E por fim tratar, se presentes, quadros de disbiose (alterações da flora intestinal), parasitoses intestinais, intoxicação por metais tóxicos, agrotóxicos, pesticidas, inflamação crônica silenciosa, glicação, diminuição da imunidade, que embora não sejam causas diretas de sobrepeso, mas que se presentes, dificultam o processo de emagrecimento.
O emagrecimento é um processo no qual precisamos de determinação e perseverança. O paciente deve estar envolvido nele, e não esperar ser emagrecida (o) pelo médico.

Porque só fechar boca não emagrece
Porque só fechar boca não emagrece

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

E-mail: drfabiopisani@gmail.com

 

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Acupuntura

tratamento acupuntura

Tratamento com Acupuntura, saiba como é feito

A Acupuntura existe a cerca de 4000 anos e é praticada nos países orientas a séculos. Começou a ser mais conhecida no ocidente a menos de 50 anos. No Brasil foi reconhecida como especialidade médica em 1995.

tratamento acupuntura
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Energia Vital

A Medicina Tradicional Chinesa, bem como todas as medicinas milenares, parte do pressuposto que nosso corpo é sustentado por um tipo de energia que é gerada a partir da nossa respiração e da alimentação. Esta energia recebe vários nomes dependendo da região do planeta: Chi, Ki, Prana, Lung ou Energia Vital por exemplo.

Meridianos 

Esta energia circula por uma rede de canais invisíveis chamados meridianos.

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa nós podemos adoecer quando esta energia está diminuída, aumentada ou bloqueada, e o papel da Acupuntura é regular o fluxo desta energia.

Os meridianos possuem locais específicos onde esta energia pode ser regulada, são os chamados acupontos ou pontos de Acupuntura, que são os locais onde as agulhas são inseridas para tratar os desequilíbrios.

As agulhas são muito finas, de espessura semelhante à de um fio de cabelo. De uma forma geral a inserção das agulhas, quando feita de forma adequada, não costuma produzir nenhuma dor significativa.

Medicina Tradicional Chinesa

Fazem parte da Medicina Tradicional Chinesa além da Acupuntura, a dietoterapia, a fitoterapia (ervas), as massagens (Tui Na) e os exercícios (Tai Chi Chuan, Qi Gong, Lian Gong).

Para se fazer o diagnóstico na MTC, além das queixas de cada pessoa, são analisados também o pulso e a língua, recursos diagnósticos excelentes deixados de lado pela medicina ocidental.

A Acupuntura pode ser utilizada tanto para reequilíbrio da saúde quanto para promoção da saúde.

Sessões 

O número de sessões depende do objetivo do tratamento. Se buscamos o equilíbrio geral e a prevenção de doenças, o tratamento por longos períodos é o indicado. No caso de dores agudas e de curta duração, de uma forma são necessárias poucas sessões com curtos intervalos entre elas. Para processos mais crônicos rotineiramente se recomenda entre 12 e 15 sessões feitas com frequência semanal. Estes dados servem apenas como uma referência, pois cada paciente tem suas necessidades.

Conheça abaixo alguns desequilíbrios que podem ser tratados com a Acupuntura

Enxaqueca: A enxaqueca é de difícil tratamento na medicina convencional. No entendimento da Acupuntura, ela ocorre basicamente por bloqueios da circulação da energia nos meridianos do fígado e/ou da vesícula biliar. A Acupuntura pode ajudar desbloqueando estes meridianos, aliviando a dor, espaçando as crises e em alguns casos inibindo as crises de forma duradoura.

TPM: Na Acupuntura os sintomas de TPM, são basicamente devidos ao bloqueio da energia no meridiano do fígado. A Acupuntura pode ajudar removendo este bloqueio e equilibrando os aspectos emocionais.

Lombalgia: Pode ter várias causas, mas as principais são a deficiência da energia no meridiano do rim e bloqueio da energia no meridiano da bexiga. A Acupuntura pode ser útil tanto tonificando a energia do rim quanto desbloqueando o meridiano da bexiga.

Stress: O stress está associado principalmente à deficiência de energia do rim, bem como um bloqueio da energia do fígado. A Acupuntura pode agir tanto fortalecendo a energia do rim como desbloqueando a energia do fígado.

Insônia: Na Acupuntura, a insônia pode estar basicamente associada à preocupação, ansiedade ou stress. O tratamento visa reequilibrar os meridianos do fígado, rim, coração e pâncreas, que são os afetados por estas emoções.

Menopausa: Os sintomas da menopausa estão ligados a desarmonias dos meridianos do fígado e do rim. A Acupuntura pode ajudar reduzindo os calores, a irritabilidade, a depressão, a diminuição da libido, a insônia, entre outros sintomas.

Depressão: A depressão segundo a Acupuntura esta principalmente associada ao bloqueio do meridiano fígado principalmente, mas outros meridianos como o do pulmão, rim, coração também podem estar afetados. O desbloqueio destes meridianos produzirá alivio da depressão, em casos mais leves sem o uso de medicações.

Ansiedade: A ansiedade na visão da Acupuntura, está ligada ao meridiano do coração. O tratamento costuma reduzir significativamente os sintomas de ansiedade.

Rinite: A rinite na Medicina Tradicional Chinesa ocorre pela penetração de frio externo e por deficiência do meridiano do pulmão. Outro sistema frequentemente afetado é o fígado, que tem dificuldade para eliminar toxinas. A Acupuntura, bem como a fitoterapia costumam produzir bons resultados.

Obesidade: O tratamento da obesidade deve ser sempre multifatorial. Ajuda a controlar a ansiedade e a compulsão alimentar, e também ajudar a regularizar retenção de líquidos e a função intestinal. A Acupuntura, quando associada à fitoterapia, à mudança de habito alimentar e à atividade física costuma apresentar bons resultados.

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

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Acupuntura ajuda a equilibrar as emoções cuidando do fígado

A Acupuntura pode equilibrar suas emoções, sem uso de medicação. Ela faz isso tratando pontos ligados ao fígado que ficam sobre a pele.

acupuntura emoções
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Saiba como o fígado controla suas emoções

Para a medicina ocidental o fígado é órgão que rege todo o nosso metabolismo. O que poucos sabem, é que para a MTC (Medicina Tradicional Chinesa), o papel mais importante do fígado e controlar nossas emoções.

Yin e Yang

Segundo a MTC (Medicina Tradicional Chinesa), o fígado, assim como todos os outros órgãos, tem uma função yin e outra yang. As funções yin estão ligadas aos processos bioquímicos e metabólicos como a metabolização e excreção de toxinas pelo nosso corpo.

Mais do que um órgão apenas

O conceito de órgão na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é bem mais abrangente do que o usamos aqui no ocidente, vou exemplificar para ficar bem claro este conceito.

Quando falamos do fígado, do ponto de vista energético estamos falando do fígado propriamente, da vesícula biliar, dos olhos, dos ombros, dos joelhos, dos tendões, das unhas, dos seios e todo o aparelho reprodutor feminino (ovários, trompas, útero e vagina). Por esse motivo, na MTC se diz que o fígado é o órgão mais importante para a mulher, assim como o rim o é para o homem.

Chi, Qi, Ki são sinônimos de energia vital

A energia do fígado é responsável por manter o livre fluxo da energia total do corpo e também por limpar no sangue de todas as toxinas externas e as geradas por nosso próprio metabolismo. Mas a ação mais importante do fígado na Acupuntura, é sem dúvida sobre o equilíbrio emocional, principalmente nas mulheres, pois o fígado é um órgão chave para as mulheres, assim como o rim o é para os homens.

O grande aplainador das emoções

O fígado na MTC é chamado de “o aplainador das emoções”, pois quando em equilíbrio, durante as 24 horas do dia ele age modulando nossas emoções, para que não soframos com grandes oscilações emocionais.

Todas as emoções boas ou não, passam pelo fígado, que funciona como um anteparo, que modula e deixa fluir todas as emoções que nos afetam durante o nosso dia.

Sinais e sintomas de bloqueio da nossa energia vital

Acupuntura nos diz que a repressão das emoções provoca um bloqueio da nossa energia.

Este bloqueio da nossa energia vital pode se manifestar de várias formas, dependendo da sua localização.

Podemos ter insônia, enxaqueca, aperto no peito, hipertensão, gastrite, cálculos biliares, esteatose hepática, hepatites, tensão pré-menstrual, miomas, cistos de ovário, endometriose, cistite, dor nos joelhos e/ou ombros, olhos secos, conjuntivite, desmaios, convulsões, tonturas, labirintite, zumbido no ouvido, hipertensão arterial, esta lista de sintomas é muito maior.

Como as emoções nos fazem adoecer

Para a Acupuntura, os adoecimentos de forma geral podem ser de 3 tipos: por falta, por excesso ou por bloqueio da energia.

As emoções que lesam mais especificamente o fígado, por exemplo, podem em um quadro de excesso de energia causar irritação constante e raiva (episódios de perda de controle e explosões de raiva).

Já uma situação de falta de energia pode gerar frustração e depressão por exemplo.

Emoções e sentimentos são diferentes

Cabe aqui fazermos uma distinção entre sentimento e emoção. Os sentimentos geralmente fortalecem os órgãos e servem como mecanismos de defesa para o nosso organismo. Por exemplo, uma sensação de apreensão é diferente do medo intenso. A primeira nos coloca num estado de alerta diante de uma certa situação, sem nos limitar em nada, nos protegendo dos perigos. O medo por sua vez nos limita e nos paralisa. A mesma coisa em relação a uma certa irritação que nos leva a reagir quando somos atacados ou nos sentimos lesados, que é diferente de uma explosão de raiva que tem um grau mais intenso. O importante é entender que todos os sentimentos atuam bem no organismo, tudo depende da intensidade e duração. Da mesma forma que o sal, o orégano e a pimenta são temperos usados na alimentação, os sentimentos são o tempero da nossa existência. A qualidade de nossa vida dependerá da quantidade e da forma com que serão usados.

Sistema reprodutor feminino

Como já foi dito, o fígado rege todo o sistema reprodutor feminino, e é responsável por alterações no seu funcionamento que vão desde alterações no ciclo menstrual, os cistos de ovário, miomas uterinos, corrimentos vaginais, prurido vaginal, diminuição da libido e frigidez.

Ombros, joelhos e tendões

O fígado rege as articulações do ombro e joelhos e também os tendões de modo geral. Assim sendo, as bursites e as dores nos joelhos sem causa aparente, são sinais de comprometimento da energia do fígado. As tendinites e os estiramentos musculares frequentes também estão neste grupo.

Olhos são abertura externa do fígado

Os olhos são a manifestação externa do fígado, e suas patologias também vão nos indicar algumas alterações no fígado, as mais comuns são as conjuntivites, olhos secos, olhos vermelhos, porém sem inflamação ou infecção, terçóis, pontos brilhantes que aparecem no campo visual entre outros.

Unhas fracas e descamantes

As unhas são outra manifestação externa das condições do fígado. Unhas fracas ou que descamam ou a presença de micose nas unhas vão nos sugerir algum comprometimento na estrutura yin do fígado, ou um desequilíbrio prolongado da energia do fígado.

Sistema Nervoso

Para concluir, o fígado rege o funcionamento do sistema nervoso central. Alterações como, enxaqueca, cefaleias, convulsões, epilepsia, desmaios, doenças neurodegenerativas como o Parkinson, Alzheimer, Esclerose Múltipla, entre outras.

Lágrimas são bem-vindas

As lágrimas com sabemos, não são produzidas pelo fígado, mas segundo a Acupuntura, elas ajudam a equilibrar o fígado energeticamente. Por isso é importante não reprimir o choro, embora nem sempre seja conveniente socialmente. Mas, pode acreditar, conter o choro constantemente faz mal à sua saúde.

A Vesícula Biliar

Na MTC, todo órgão está acoplado a uma víscera que, no caso do fígado, é a vesícula biliar.

Resumidamente, a vesícula atua mantendo o nosso equilíbrio postural. Todos os quadros de tonturas, vertigens, labirintites estão ligados a ela.

A vesícula biliar rege a articulação têmporo-mandibular (ATM). Todas as tensões que ficaram retidas no fígado podem descarregar nesta região e produzir um quadro de ranger os dentes (bruxismo), que se manifesta mais frequentemente durante o sono.

Ao nível emocional a vesícula biliar comanda o nosso processo de decisão. Seus desequilíbrios vão se apresentar na forma de indecisões ou mesmo desorientações, perda de rumo.

Vamos cuidar do nosso fígado

A medicina ocidental olha para o fígado apenas quando ele apresenta alguma doença como hepatite, esteatose ou cirrose. Mas podemos fazer muita coisa para equilibrar no fígado, e assim curarmos ou evitarmos um grande número de desequilíbrios.

Dentro da MTC temos a Acupuntura e a Fitoterapia Chinesa, que se complementam. Enquanto os fitoterápicos tratam o órgão fígado, a Acupuntura cuida dos meridianos do fígado. Cuidar bem do fígado significa manter nosso maior filtro sempre limpo, e com isso evitando muitas doenças.

Texto extraído do livro “Mudança de Hábito Alimentar”.

Livro Mudança de Hábito Alimentar
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Dr. Fabio Pisani

 

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Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

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R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

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fechar a boca não emagrece

Fechar a boca não emagrece, entenda porque sua dieta não funciona

Só fechar boca não emagrece! Muitas mulheres que já fizeram várias dietas ao longo da vida, já perceberam isso. Principalmente após as primeiras dietas, fica cada vez mais difícil para emagrecer.

Uma nova compreensão da Obesidade

Se você tem dificuldade para emagrecer, saiba que muitos conceitos mudaram nos últimos anos. Você já deve ter ouvido muitas vezes: “para emagrecer tem que fechar a boca e fazer exercícios”. Devo informar que hoje esta afirmação está longe de ser uma verdade absoluta. Embora para emagrecer precisemos ingerir menos calorias do que gastamos, existem muitos outros fatores envolvidos com o ganho e perda de peso, como os hormônios (insulina, glucagon, cortisol, estrogênios, testosterona, T4, T3, GH, DHEA), os neurotransmissores (serotonina, GABA, dopamina), os neuropeptídios (leptina, grelina, neuropeptídio Y), a taxa de metabolismo basal, e outros fatores que explicarei adiante.

Fechar boca não emagrece

fechar boca não emagrece
fechar boca não emagrece

Existem duas formas básicas de se engordar, que resolvi chamar de Alimentar e Metabólica.
A Alimentar que é aquela em que o apetite excessivo é a causa principal, mais comum nos homens. Já a Metabólica, onde a pessoa come pouco, mas metaboliza mal e engorda, é muito mais frequente entre as mulheres. Por isso só “fechar a boca não resolve”, o problema está no metabolismo.
Para quem tiver interesse publiquei em 2014 um livro chamado “Emagrecer, porque só fechar a boca não emagrece”, que trata deste tema. Disponível no formato físico e e-book pelo site www.fabiopisani.med.br

Nossa taxa de metabolismo

Nosso metabolismo tem dois componentes básicos, a taxa de metabolismo basal (TMB), que é o quanto nosso corpo gasta de energia em repouso. Ela é determinada basicamente pelo tecido muscular e função tireoidiana, corresponde a cerca de 70% da TMB. O restante é determinado por fatores, como alimentação, atividade física entre outros. Na realidade quem queima calorias e produz energia em nosso corpo são estruturas celulares chamadas mitocôndrias, e os músculos são onde elas existem em maior quantidade. Por isso é importante gerar tecido muscular, pois ele vai garantir que você continue gastando energia e permaneça magra (o).

Hipotireoidismo Subclínico

Nosso metabolismo também é afetado pelos hormônios. O T4, hormônio produzido pela tireoide, costuma estar diminuído, principalmente nas mulheres, que neste caso podem apresentar sintomas como depressão, falta de energia, sensação de frio, constipação, queda de cabelo, unhas fracas, diminuição da libido, alterações menstruais, e é claro dificuldade para emagrecer.
Na verdade, o T4 é um pró hormônio, isto é, ele precisa ser convertido para T3 que é o hormônio ativo. A tireoide pode estar produzindo T4 normalmente e TSH normalmente, e mesmo assim a pessoa pode estar sofrendo de hipotireoidismo, neste caso chamado de subclínico.
O Hipotireoidismo Subclínico ou tipo II, ocorre quando temos T4 e TSH normais, isto significa que o problema não está na tiroide propriamente. Os problemas ocorrem na conversão de T4 para T3, ou quando há alguma alteração nos receptores de T3 nos órgãos alvo.
Por outro lado, um T4 normal ou até aumentado, que não seja convertido para T3, poderá ser convertido para T3 reverso, que tem ação oposta ao T3, isto é, faz engordar, pois coloca o corpo em estado baixo gasto calórico.

A Insulina e os Carboidratos

Atualmente sabemos que o grande responsável pelo sobrepeso são os carboidratos, principalmente os refinados. Quando comemos qualquer alimento de farinha branca, ele se transforma rapidamente em glicose no sangue. Aqui entra em ação a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, que faz com que a glicose entre dentro das células e gere energia.
Quanto mais glicose geramos pela alimentação inadequada, mais nossa taxa de insulina sobe, e ao longo dos anos os receptores de insulina em nossas células sofrem alterações (glicação e oxidação) e passam a não funcionar corretamente.

Então começa a sobrar glicose fora da célula, que volta para fígado e é transformada em gordura. Porém dentro das células temos falta de glicose, e ficamos sem energia e com desejo de carboidratos. Então nosso pâncreas produz mais insulina, que só piora o quadro, a isso chamamos resistência insulínica, que sabemos hoje, está na origem tanto da obesidade quanto do diabetes tipo II.
Até pouco tempo atrás se pensava que principalmente as gorduras eram responsáveis pelo excesso de peso. Mas como sabemos hoje é o excesso de carboidratos se transforma em gordura.

Por isso digo, só fechar boca não emagrece, é preciso escolher com muito cuidado de que fonte estão vindo as calorias que estamos ingerindo.

Excesso de Cortisol pode engordar

Outro hormônio que está envolvido com o excesso de gordura é o cortisol, que é secretado normalmente pelas adrenais, mas que quando estamos estressados atinge valores muito elevados que favorecem o acumulo de gordura, principalmente na região abdominal.
Tanto o cortisol quanto a insulina, quando elevados são lipogênicos, isto é, causam aumento de gordura corporal.

Comer entre as refeições principais pode causar excesso de peso

Quando nosso organismo está equilibrado e sem sobrepeso, as fontes de energia são pela ordem, os carboidratos, as gorduras e as proteínas.
No sobrepeso, nosso corpo não consegue utilizar o tecido gorduroso para gerar energia. Do meu ponto de vista, um dos fatores mais importantes para que isso ocorra, é a alimentação em curtos intervalos de tempo, como comer a cada 3 ou 4 horas. Quando as taxas de glicose e glicogênio estão baixas, a tendência natural é que o corpo busque as gorduras com fonte de energia.
É bom deixar bem claro que o jejum muito longo, também não é adequado, pois neste caso o corpo acabar por usar proteínas (músculos e colágeno) para gerar energia.
Na minha prática clínica costumo usar uma dieta cetogênica modificada (com pouco carboidratos), procurando encontrar o intervalo adequado entre as refeições, para que ocorra a utilização de gordura de forma fisiológica pelas mitocôndrias.

Emagrecer não é apenas diminuir o seu peso total

Nas dietas radicais e desequilibradas, onde ocorre grande perda de peso em pouco tempo, ocorre à custa de perda de proteínas, que pesam cerca de duas vezes mais que gorduras. Quando falo em emagrecer, me refiro a perda do tecido gorduroso e redução das medidas, e do mínimo de massa magra. Portanto, o bom emagrecimento deve ser lento, porem consistente.
Logo no início do tratamento a diminuição do peso é maior, pois com a mudança do habito alimentar, ocorre eliminação de líquido que está retido principalmente no meio extracelular.

Fome e apetite são coisas diferentes

De forma geral quando me procuram para emagrecer, em algum momento me pedem algum “remédio natural para tirar o apetite”. Primeiro precisamos diferenciar fome de apetite. Quando estamos realmente com fome, que é fisiológica, qualquer coisa serve para saciar, mesmo as mais inadequadas. O apetite, é diferente, é quando não estamos com fome, mas queremos comer alguma coisa específica (doces, chocolate, etc.), isso engorda!

A fome surge quando não temos aporte de glicose para dentro das células, e o corpo manda um sinal para comermos. A glicose pode estar baixa por falta de ingestão (nos magros) ou por algum bloqueio à sua entrada nas células, por exemplo resistência insulínica. É isso que deve ser corrigido, e não simplesmente tentar suprimir a fome!

Equilíbrio Endócrino e Metabólico

Os tratamentos convencionais falham quase sempre no médio e longo prazo, pois só fechar boca não emagrece. O emagrecimento tem que passar por reeducação alimentar e correção dos distúrbios metabólicos e hormonais subjacentes, bem como a instituição de um plano de atividade física realista de longo prazo, não há atalhos, nem tratamentos rápidos, sejamos realistas.

Toxinas e Inflamação dificultam o emagrecimento

Outro fator recém-incluído como gerador de obesidade, é a inflamação crônica assintomática, gerada por substâncias produzidas pelo próprio tecido gorduroso, chamadas citocinas. Esta inflamação é a base de várias patologias crônico degenerativas, que ocorrem principalmente nos obesos.
Também as toxinas e os metais tóxicos que estão acumulados no tecido gorduroso, podem se ligar aos receptores e impedir a ação correta dos hormônios, neurotransmissores e neuropeptídios, levando também ao excesso de peso.

O que fazer para resolver o seu problema de excesso de peso

Após estas informações, você deve estar se perguntando, o que fazer. Ficou bastante claro, espero, que o excesso de peso é multifatorial, e soluções simplistas, não funcionarão, no médio e longo prazo. Temos de atuar em várias frentes, conforme cada caso.

 

Mudança de Hábito Alimentar

A primeira é uma mudança de habito alimentar, que seja duradoura e factível. Como já disse, em minha clínica uso uma dieta cetogênica modificada. Quando iniciamos a dieta cetogênica, em 24 a 72 horas, o corpo passa a gerar energia preferencialmente a partir do tecido gorduroso, pois a oferta de carboidratos vai estar bem limitada, gerando um leve estado de cetose, que não tem nada a ver com cetoacidose que ocorre no diabetes. Está cetose leve também ocorre durante o sono, por isso nosso peso é menor pela manhã. Seguindo esta orientação alimentar, em momento nenhum a pessoa deve passar fome, pois estará sempre

Atividade física

Prática de atividade física, que ajuda muito a acelerar os resultados e depois a mantê-los, além de melhorar muito a qualidade de vida e prevenir inúmeras doenças. Para os sedentários, ela deverá ser de leve a moderada no início.

Mas a medida mais importante é o diagnóstico clinico e laboratorial, para identificar as causas do excesso de peso, e seus possíveis tratamentos que em nossa clínica são acupuntura, fitoterapia, ortomolecular. Estes tratamentos variam de paciente para paciente, pois não existe um tratamento único que funcione igualmente para todos.

Como eu trato o sobrepeso

Após esta breve explicação sobre os mecanismos que levam ao excesso de peso, agora vou detalhar como eu trato o sobrepeso em minha clínica.
Como se pode ver, só fechar boca não emagrece. O excesso de peso deriva de vários fatores, que precisam ser tratados em conjunto. Se fizermos uma dieta, atividade física, acupuntura, fitoterapia, ortomolecular separadamente, teremos apenas o resultado que cada uma delas pode produzir isoladamente. Mas quando associamos estes métodos, o resultado costuma ser potencializado.
O emagrecimento deve ser uma consequência do equilíbrio geral do organismo.
Abaixo uma breve descrição dos métodos utilizados para o tratamento em minha clínica.

Dieta Cetogênica Modificada

A dieta cetogênica modificada, consiste em uma redução calórica leve a moderada, mas equilibrada, na qual vamos alternando fases curtas de restrição aos carboidratos, com fases mais longas com carboidratos de baixo índice glicêmico. Também preconizo o uso de alimentos termogênicos, que ajudam a aumentar o metabolismo discretamente. Em momento algum a pessoa deve passar fome, pois o que buscamos é uma mudança de hábito alimentar duradoura. Com esta orientação dietética, conseguimos emagrecer preferencialmente a gordura, preservando as proteínas e demais nutrientes. Isso é muito importante entender, não são esperadas grandes perdas de peso em curto espaço de tempo, o processo é gradual e você logo percebera que suas medidas vão começar a diminuir. Se você espera qualquer resultado diferente deste, meu método de trabalho não serve para você.

Acupuntura

O papel da acupuntura neste tratamento visa corrigir estados de ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, falta de energia e stress, que geralmente estão presentes nos obesos.

Ortomolecular e Fitoterapia

O uso da fitoterapia e da ortomolecular (vitaminas, sais minerais, fitonutrientes, oligoelementos), visam corrigir as alterações bioquímicas presentes. A principal delas é a resistência à ação da insulina, que está presente em quase todos os obesos. Também deverão ser tratados se presentes, desequilíbrios dos hormônios como: cortisol, T4, T3, estrógenos, testosterona, DHEA.
Atenção especial também com neurotransmissores, como a serotonina, gaba e dopamina, que embora não sejam dosados rotineiramente, podemos inferir seus níveis pelas manifestações clinicas.

Tratar a Disbiose Intestinal

E por fim tratar, se presentes, quadros de disbiose (alterações da flora intestinal), parasitoses intestinais, intoxicação por metais tóxicos, agrotóxicos, pesticidas, inflamação crônica silenciosa, glicação, diminuição da imunidade, que embora não sejam causas diretas de sobrepeso, mas que se presentes, dificultam o processo de emagrecimento.
O emagrecimento é um processo no qual precisamos de determinação e perseverança. O paciente deve estar envolvido nele, e não esperar ser emagrecida (o) pelo médico.

Porque só fechar boca não emagrece
Porque só fechar boca não emagrece

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

R Dr. Vieira Bueno, 142, Cambuí

Campinas, SP, CEP 13024-040

Fones: (19) 3254-4012 e 3254-0747

E-mail: drfabiopisani@gmail.com

 

Fabio Pisani, 2017
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emagrecer fazendo dieta

Saiba quais são os fatores que podem estar impedindo você de entrar em forma

Não consegue emagrecer, mesmo fazendo dieta? E quando consegue enfim emagrecer, não consegue permanecer magro por muito tempo. Você que está lendo este texto, já deve ter se perguntado isso algumas vezes. Este artigo indica alguns fatores que fazem com que muitas dietas falhem.

Definindo o que é dieta

Gostaria antes de qualquer outra coisa definir o termo dieta. Dieta vem do grego diaita, que significa modo de viver, mas no contexto da alimentação, seria o modo como nos alimentamos diariamente, e neste sentido todos seguimos alguma dieta. Mas na nossa cultura em algum momento associamos o termo dieta a um determinado regime alimentar, geralmente difícil de seguir, que devemos seguir, durante algum tempo, para atingir algum objetivo, quase sempre o emagrecimento.

Penso que o erro básico deste conceito está no durante algum tempo. Se a proposta alimentar for sensata e equilibrada ela deveria ser adotada para o resto da vida, tornando-se uma mudança de hábitos alimentares.

Engordar e emagrecer não tão matemático assim, infelizmente

Quando falamos em emagrecimento logo pensamos nos grandes vilões, as calorias.

Se você quer emagrecer é só reduzir as calorias que você consome diariamente e gastar algumas a mais com atividade física e pronto, você vai ficar magro! Certo?

Infelizmente não, você que está lendo este texto provavelmente já tentou algumas vezes e já viu que esta equação não é tão simples.

A matemática das calorias

Cada 500 g de gordura têm cerca de 3600 cal. É só fazer as contas se você produzir um déficit semanal de 3600 cal, você emagrece 500 g por semana, 2 kg por e 24 kg por ano, certo? A conta está correta, mas nosso corpo não é máquina e tem lá seus mecanismos para se preservar, que veremos mais adiante. Este método de cortar as calorias funciona bem no início de qualquer dieta, mas só até o corpo perceber o que está acontecendo, e então tomar suas providencias para corrigir.

Seres humanos são acumuladores de gordura

Felizmente, ou não para alguns, a evolução da espécie humana nos tornou seres acumuladores de gordura, mecanismo este que nos possibilitou passar por inúmeras privações e mesmo assim conseguir sobreviver e evoluir. Antigamente pensávamos que as funções do tecido gorduroso eram apenas armazenar energia e funcionar como um isolante térmico. Mas atualmente este conceito está muito ampliado, ao ponto de se considerá-lo um órgão, que além das funções de isolar e armazenar, produz algumas substancias que tem ação pelo corpo todo.

emagrecer fazendo dieta
emagrecer fazendo dieta

Contar calorias resolve?

Mas voltemos a contar as calorias para entender porque acabamos sem atingir o nosso objetivo. Quando fazemos uma restrição calórica de curto prazo o corpo perde peso, mas este peso não é apenas gordura, perdemos também água tecido muscular. Se prosseguirmos com a dieta de poucas calorias, a perda de peso diminui progressivamente até fazer um platô.

É neste momento que muitos param a dieta e voltam aos hábitos alimentares anteriores engordam novamente tudo que emagreceram e mais um pouco. Neste ponto quero fazer uma observação que julgo extremamente importante, qualquer dieta que leve o paciente a passar fome, está fadada ao insucesso.

Jejum intermitente

Um corpo que passa muito tempo em jejum está sendo programado para guardar o máximo de gordura que puder na próxima refeição. O ideal é nos organizarmos para ter 3 refeições por dia. Períodos não muito longos de jejum, estimulam o uso de gordura como substrato energético. Porém, nem todas as pessoas suportam muitas horas sem comer, por isso um profissional da área dessaúde deve consultado para orientação.

Atualmente não recomendo mais comer a cada 3 ou 4 horas para fins de emagrecimento, mesmo que a pessoa não sinta necessidade.

A regra básica é esta: “Coma apenas quando tiver fome. Certifique-se se não está com sede”, os centros da fome e da sede estão muito próximos no cérebro”

O Platô do emagrecimento

Por que ele ocorre o platô no processo de emagrecimento? De uma forma bem simplificada, nosso corpo percebe que o volume de comida diminuiu, e se adapta a isso, passando para um modo econômico, gastando poucas calorias e de uma forma mais inteligente, sem desperdícios.

Foi este mecanismo que nos permitiu sobreviver como espécie humana a longos períodos de escassez de alimentos, que ocorreram inúmeras vezes em nosso planeta. Isso explica porque muitas pessoas, principalmente mulheres engordam mesmo comendo muito pouco, o metabolismo fica lento. Atualmente sabemos que isso se deve a um hormônio de tireoide chamado T3 reverso.

Dietas muito restritivas quase sempre falham no longo prazo

As dietas altamente restritivas em algum momento farão com que o indivíduo volte a engordar, gerando o efeito sanfona. Como resolver este problema?

Começamos nosso raciocínio pensando em cortar calorias, e já vimos que este método tem suas limitações já no curto e médio prazo, pois o corpo entra no modo econômico e gasta cada vez menos calorias. Outro caminho é fazer com nosso organismo gaste mais energia. Isso nós podemos conseguir aumentando o nosso ritmo metabólico, como veremos mais adiante.

Transformar o corpo em um gastador de energia

Penso que o melhor caminho para conseguirmos um emagrecimento consistente e duradouro, seria um tratamento voltado para aumentar o gasto calórico, com uma redução discreta na ingesta calórica, algo entre 10 e 20% das calorias totais diárias. Uma redução calórica discreta, além de ser fácil de colocar em pratica, é hoje a única estratégia comprovada cientificamente que pode reduzir o nosso ritmo de envelhecimento! Você fica mais magro e de quebra ganha uns anos a menos na aparência e na suade.

 

Dr. Fabio Pisani

 

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Fabio Pisani, 2017
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Medicina Ortomolecular, saiba o que ela pode fazer por você

A Medicina Ortomolecular procura destoxificar, nutrir e otimizar o funcionamento do organismo, prevenindo e tratando doenças, e proporcionando um envelhecimento saudável e uma melhor qualidade de vida. Sua base é a fisiologia e a bioquímica, que todos os médicos aprendem no início dos cursos de medicina.

Sua saúde já foi otimizada alguma vez?

Na nossa cultura, só se vai ao médico quando se adoece. De forma geral as pessoas não sabem que podem ser tratadas para otimizar o funcionamento do seu organismo e curas e evitar o surgimento de várias doenças.

As Causas básicas das doenças

Com o avanço da ciência, hoje já conseguimos identificar muitos fatores que produzem doenças e envelhecimento precoce do nosso corpo. Estes são alguns deles: alimentação inadequada, stress, produção excessiva de radicais livres, danos frequentes ao DNA, inflamação crônica subclínica, glicação, redução do metabolismo, sedentarismo, redução da imunidade, radiações eletromagnéticas, destoxificação deficiente, produção e função inadequada de neurotransmissores e hormônios, entre outros.

Felizmente quase todos estes fatores podem ser corrigidos, com algumas mudanças no nosso estilo de vida, mais algumas ações terapêuticas. Mas é importante entender que é um processo que deve ser seguido por bom tempo, e não apenas mudanças pontuais ou uso de alguma fórmula mágica.

O papel da alimentação na Medicina Ortomolecular

medicina ortomolecular
medicina ortomolecular

A alimentação inadequada é um dos fatores mais importantes, pois a ingestão constante de alimentos nocivos ao nosso organismo provoca um processo inflamatório ao nível da mucosa intestinal, seguido de uma alteração da permeabilidade da parede intestinal, que por sua vez altera a absorção dos nutrientes. Soma-se a isto a presença em larga escala de agrotóxicos nos alimentos, metais pesados e parasitas intestinais, agravando este estado.

Eliminar toxinas

Para corrigir este quadro, temos de ir além da correção alimentar, temos que primeiramente eliminar os metais pesados, agrotóxicos, pesticidas e parasitas intestinais. Feito isto, e com uma alimentação adequada, nosso corpo ira aproveitar melhor os nutrientes da própria alimentação. Não existe uma alimentação padrão boa para todo mundo.

Podemos escolher nossos alimentos de acordo com o tipo sanguíneo ou de acordo com a biotipologia, ou outros métodos que levem em consideração a individualidade de cada pessoa.

Microrganismos e parasitas, eliminar é preciso

Em nosso corpo temos bilhões de micro-organismos, que nos são muito úteis, e vivem em harmonia conosco, ajudando na digestão e produção de vitaminas. Mas também temos vários parasitas, que devem ser eliminados, pois roubam nossos nutrientes e lesam nossa saúde. Entre eles está a Candida albicans, responsável além da candidíase, por inúmeros outros sintomas.

Detox

Com o uso excessivo de produtos industrializados, medicamentos químicos, ar e água poluídos, o nosso corpo tem dificuldades para se desintoxicar. O órgão que mais sofre é o fígado, o “filtro” do nosso sangue, mas os rins e os intestinos e a pele também sofrem com as toxinas

Este fato nos mostra a importância de fazermos um processo de destoxificação dos vários sistemas orgânicos. Sabe-se hoje que a intoxicação por alumínio pode provocar Alzheimer e Parkinson.

Inflamação crônica silenciosa

A inflamação aguda é um mecanismo de reparo extremamente útil para nossa recuperação das agressões que sofremos, mas ela deve ser sempre de curta duração. Quando nosso corpo está cronicamente intoxicado, por algumas substâncias (toxinas) e mesmo alguns alimentos, desencadeiam um processo inflamatório crônico, sem dor ou outras manifestações clínicas perceptíveis.

Mas as pesquisas mais recentes mostram que está inflamação crônica está na origem de praticamente todas as doenças crônicas. Entre as principais são as doenças neuro degenerativas, (Parkinson, Alzheimer) e as doenças cardiovasculares, que ao contrário do que se pensa, não são só devidas ao colesterol, fumo e obesidade.

Obesidade + Diabetes = Diabesidade

O modo de vida sedentário e o consumo de alimentos industrializados em excesso têm causado aumento da obesidade e dos casos de diabetes tipo 2. O principal mecanismo envolvido nestas alterações chama-se glicação. A glicação ocorre porque existe muito açúcar no sangue, que “carameliza” as membranas das células, impedindo seus receptores funcionem corretamente.

Com o açúcar (glicose) fora das células, as pessoas ficam cansadas sem e energia, e sempre querendo comer mais carboidratos. Forma-se um ciclo vicioso, cujo resultado mais visível é a obesidade, que já é considerada uma epidemia mundial. O uso de carboidratos complexos (integrais) em conjunto com alguns medicamentos podem corrigir este quadro.

A Tireoide e o nosso metabolismo 

Outro aspecto importante é a redução do metabolismo basal. Cerca de 70 a 75% das nossas calorias são gastas por nosso metabolismo basal (MB). Nosso MB depende muito do nosso tecido muscular, que gasta energia mesmo em repouso, daí a importância de termos uma atividade física regular e adequada.

A tireoide é quem controla nosso metabolismo, e muitas vezes seu funcionamento mais lento por não ser detectado pelos exames, e acaba ficando sem tratamento. Os principais sintomas de hipofunção da tireoide são: ganho de peso, constipação, irregularidades menstruais, pele e cabelos secos, unhas fracas, cansaço constante, entre outros.

Dietas hipocalóricas, valem mesmo a pena?

Hoje sabemos que as dietas de poucas calorias tendem ao fracasso, pois quanto mais se reduz a quantidade de alimentos, mais o corpo reduz o metabolismo, isto é, comer menos faz o corpo gastar queimar menos calorias.

O jejum intermite pode ser útil no emagrecimento, mas longos períodos sem alimentação forçam o corpo a converter músculos (proteína) em energia, levando a perda do tecido que mais queima calorias. Portanto para se fazer jejum intermitente, deve buscar ajuda de um profissional da saúde. Se você ainda pensa que para emagrecer tem que “fechar a boca”, saiba que está muito longe da verdade científica atual.

Você não vai ser emagrecida (o) por seu médico!

Para aumentar o metabolismo além da atividade física, existem certos alimentos e medicamentos que podem ajudar.

Mas quem quer emagrecer deve entender que não pode ser emagrecida pelo médico, é essencial compreender que o excesso de peso decorre de uma série de desequilíbrios e que não existe e não existirá um remédio único que equilibre todos os fatores envolvidos na obesidade.

O emagrecimento deve ser resultado do equilíbrio geral do organismo, e não um objetivo a ser alcançado a qualquer preço. Se você não concorda com estas colocações, por favor, esqueça este tratamento, ele não é para você.

Mitocôndrias, as nossas usinas de energia

Na realidade o grande “queimador” de calorias que temos chama-se mitocôndria, que são estruturas que existem dentro das células e transformam a glicose em energia, é um tipo de micro usina de energia. Esta geração de energia depende do oxigênio, e um dos seus subprodutos são os radicais livres (RL), que ganharam notoriedade nos últimos tempos.

A origem dos Radicais Livres

Os RL são apontados hoje como um dos maiores responsáveis pelo envelhecimento, pois lesam as membranas celulares e o nosso material genético (DNA).

Para tentar solucionar esta condição, surgiu a Medicina Ortomolecular. O uso de vitaminas, minerais, aminoácidos e fito nutrientes, ajudam a reduzir muito as alterações produzidas pelos RL.

Além das mitocôndrias, outros grandes geradores de RL são: o stress, o fumo, exposição solar excessiva, exercícios físicos intensos entre muitos outros. Um assunto ainda pouco considerado pela medicina convencional são as radiações eletromagnéticas.

Radiações Eletromagnéticas, inimigos invisíveis

O desenvolvimento tecnológico nos faz conviver com vários aparelhos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que emitem constantemente radiações ionizantes, que provocam muitas alterações em nosso corpo energético. Infelizmente ainda temos poucos meios para nos livrarmos destes efeitos nocivos.

Diagnóstico e Tratamento

Para fazer um diagnóstico do que precisa ser corrigido, a Medicina Ortomolecular usa os exames laboratoriais rotineiros e também um bem especifico que é o mineralograma, que pode ser feito através do cabelo ou do sangue.

O tratamento, dependendo de cada caso pode ser feito com Fitoterapia (ervas), Vitaminas, Sais Minerais, Fitonutrientes, Oligoelementos, Homeopatia entre outras; além de propor mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida.

 

Dr. Fabio Pisani

 

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Fabio Pisani, Dezembro 2016
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fadiga adrenal

Fadiga Adrenal ou Síndrome de Burn out

Se você é estressado, sente cansaço constante, dificuldade para sair da cama pela manhã, fica ligado à noite, está sempre irritado, explode por qualquer coisa, concentração e memória não estão boas, a imunidade está baixa e tem desejo de carboidratos aumentado, talvez você esteja com Fadiga Adrenal ou até mesmo apresente a Síndrome de “burn out”.

A Fadiga Adrenal ainda é um quadro pouco diagnosticado por nós médicos. Quando pensamos nas adrenais, o que nos vem à mente são patologias como doença de Addison ou a síndrome de Cushing.

Nos tempos atuais, todos estamos submetidos a algum grau de stress, que pode ser leve e transitório, mas em muitos casos pode ser intenso e prolongado. Sabemos que o stress em seus vários graus de intensidade pode afetar a glândulas adrenais de várias formas.

fadiga adrenal
fadiga adrenal

As Glândulas Adrenais

As adrenais são pequenas glândulas que estão localizadas sobre os rins, como dois chapeuzinhos. Apesar de seu pequeno tamanho, elas são responsáveis pela produção vários importantes hormônios.

As adrenais são constituídas por duas porções, o córtex e a medula.

A medula adrenal, que é a parte mais interna, produz as catecolaminas: noradrenalina e adrenalina.

O córtex da adrenal secreta três tipos de hormônios: na camada mais externa do córtex os mineralocorticoides (aldosterona), na camada intermediária os glicocorticoides (cortisol e corticosterona) e na parte mais interna do córtex os androgênios (hormônios sexuais masculinos e femininos).

As glândulas adrenais são responsáveis pelo controle da pressão arterial, ciclo do sono, da imunidade, do metabolismo do sódio, do potássio, da água, dos carboidratos entre outras funções.

Causas da Fadiga Adrenal

Nos últimos anos a fadiga adrenal vem ocorrendo de forma quase que epidêmica, podemos dizer.

Vários fatores estão envolvidos na geração deste distúrbio como por exemplo:  stress prolongado e/ou intenso, várias formas de medo, preocupações constantes, pressão no trabalho, em casa, na escola, crises financeiras, crises afetivas, doenças graves e/ou crônicas, perdas de entes queridos, violência urbana apenas citando alguns fatores.

Nas fases iniciais do stress a adrenal reage produzindo muito cortisol, e se este quadro se prolonga por muito tempo a glândula pode entrar em falência e deixar de produzir cortisol em níveis adequados, é o que chamamos de fadiga adrenal. Casos mais severos desta falência adrenal podem evoluir para a chamada síndrome de burn out, que ocorre quando entramos em colapso e a apatia e a prostração são intensas. Muitas vezes a exaustão adrenal é confundida com depressão, mas embora muitos sintomas possam ser comuns aos dois quadros, os tratamentos são muito diferentes.

Como o cortisol modula o sistema imunológico, sua falta nos torna mais suscetíveis às inflamações, infecções, alergias, dermatites, dores musculares e articulares entre outros sinais e sintomas.

Os sinais e sintomas mais característicos da Fadiga Adrenal são

  • Dificuldade em se levantar todas as manhãs, mesmo tendo dormido o suficiente
  • Cansaço constante ao longo do dia
  • Sente bem melhor após do fim da tarde para noite, mas volta a se sentir sem energia por volta das 21 ou 22 horas
  • Irritabilidade constante e crises de explosividade
  • Desejo aumentado de carboidratos de alto índice calórico para gerar energia
  • Diminuição da imunidade
  • Falta de concentração
  • Diminuição da memória de curto prazo

Também podem ocorrer manifestações como: alergias, tonturas, desejo de café e outras bebidas estimulantes, desejo de alimentos salgados, dores articulares, cefaleias crônicas, lombalgia, pressão arterial diminuída, oscilações na glicemia, redução da libido, compulsão alimentar e ganho de peso

 

As 4 fases do Stress

Para entendermos melhor as fases do stress, abaixo segue uma das classificações mais utilizadas para o estadiamento do stress, que é a foi criada por Hans Selye em 1936, na qual ele dividia o stress em 3 fases. Porem acrescentei a fase 4, que na verdade é uma piora da fase de exaustão.

  • Fase de Alerta
  • Fase de Resistência
  • Fase de Exaustão
  • Burn out

Os sintomas e sinais variam dependendo da fase do stress em que o paciente se encontra e, portanto, o tratamento também é diferente

Fase de alerta

A fase de alerta pode ser considerada como benéfica para a espécie humana, pois é graças a ela que sobrevivemos até hoje. É nesta fase que ocorre a liberação de adrenalina para que enfrentemos determinada situação, nos sentimos energizados e prontos para correr ou lutar, conforme seja melhor para nós. Passado o estimulo que gerou esta reação, nossa fisiologia volta ao normal. Importante frisar que nesta fase tanto o estimulo estressor quanto o tempo que ele dura são curtos. Nesta fase temos elevação da adrenalina e também do cortisol, geralmente esta fase não requer tratamento

Fase de resistência

Se os agentes estressores são mais intensos e se apresentam com uma frequência maior no cotidiano destas pessoas nós entramos na fase de resistência. E neste momento os sintomas começam a surgir e os órgãos ou sistemas mais frágeis são os alvos iniciais. Nesta fase as alterações costumam ser mais funcionais do que lesionais como veremos a seguir. Existe uma gama imensa de sinais e sintomas, vou listar apenas os mais comuns

Dores de cabeça, enxaqueca, insônia, bruxismo, diminuição da concentração e memória, tremores, espasmos musculares, tonturas, zumbidos no ouvido, crises de choro, pés frios, mãos suadas, boca seca, irritabilidade, azia, náuseas, constipação, diarreia, dispneia, pânico, dor no peito, palpitações, diminuição da libido, cansaço constante, fraqueza, fadiga constante, oscilações de humor frequentes, depressão, entre outros. Nesta fase podemos ter já uma elevação mais marcada do cortisol e adrenalina. Aqui a duração do estimulo estressor é prolongada

Fase de exaustão

Se os agentes estressores continuam agindo por muito tempo vamos entrar na fase 3 ou de exaustão, onde os sintomas e sinais da fase de resistência continuam, mas aqui já podem ocorrer manifestações orgânicas lesionais como: hipertensão arterial, úlceras gastroduodenais, colites, diminuição da imunidade, câncer, psoríase, vitiligo entre outras patologias. Neste momento vamos ter cortisol bastante elevado

“Burn out”

E grau mais extremo, mas que já não é tão rara atualmente temos a fase de exaustão total ou “burn out” onde as adrenais entram em falência e o cortisol despenca. Nesta fase as forças se esgotam e a pessoas vai se apresentar totalmente prostrada e sem forças para nada, é o fim da linha

Exames para avaliar a função das Adrenais

Existem alguns exames que podem nos ajudar a diagnosticar a fadiga adrenal, como a dosagem do cortisol, DHEA, hormônios sexuais entre outros. Porém o principal diagnóstico vem através das queixas clínicas

Tratamentos

Como tratar? Antes de qualquer ação médica, a pessoa tem de ser conscientizada de que deve mudar seu estilo de vida de forma a reduzir ou eliminar agentes estressores quando possível.

Aprender algum tipo de meditação e/ou iniciar algum tipo de atividade física vai ajudar muito.

acupuntura é um excelente recurso para ajudar na recuperação em qualquer fase do stress, infelizmente ainda é pouco procurada para esta finalidade

Ainda dentro da medicina natural, a medicina ortomolecular, a fitoterapia e a homeopatia podem ajudar muito a equilibrar os níveis de cortisol sem efeitos indesejáveis.

Em casos mais severos de fadiga adrenal pode e deve ser utilizada a suplementação com hidrocortisona bioidêntica, para ajudar a na recuperação da função adrenal.

No aspecto alimentar devem ser evitados carboidratos de alto índice glicêmico pois eles elevam o nível de insulina, que por sua vez diminui ainda mais o cortisol que está baixo. Por este mesmo motivo evitar comer de 3/3 horas, principalmente carboidratos.

Procurar alimentos ou fazer suplementação contenham vitamina C, zinco e vitaminas do complexo B, principalmente o ácido pantotênico, que são nutrientes muito demandados pelas adrenais. Mas sempre é bom frisar, procure sempre um profissional da área de saúde, para ajudá-lo, evite automedicação!

Importante frisar que, embora o tratamento seja eficaz, a recuperação da fadiga adrenal costuma demorar meses e em alguns casos mais de ano, resumindo não existe solução rápida para exaustão adrenal.

 

Dr. Fabio Pisani

 

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Hipotireoidismo Subclínico, conheça os sinais e sintomas

hipotireoidismo subclínico, ainda pouco conhecido, pode estar por trás da dificuldade para emagrecer que muitas mulheres apresentam, mesmo fazendo dietas e praticando atividade física.

Entenda como funciona a sua tireoide

A tireoide é uma glândula em forma de asa de borboleta localizada no pescoço, que produz os hormônios regem todo nosso metabolismo.
Os hormônios produzidos pela tireoide são a Tri-iodotironina (T3) e a Tiroxina (T4).

A produção destes hormônios é controlada pelo TSH (Hormônio Estimulador da Tireoide) que é produzido pela hipófise.
A tireoide produz 80% de T4 e 20% de T3. O T4 será convertido em T3 nas células alvos, onde ele vai atuar, pois o T4 não é ativo.

T4 não é hormônio

O T4 que dosamos no sangue, não é um hormônio ativo, ele precisa ser convertido para T3. Este processo consiste na retirada de 1 iodo por enzimas chamadas deiodinases. Para fazerem está retirada, estas enzimas necessitam de nosso corpo tenha níveis suficientes de Selênio e Zinco, caso contrário os níveis de T3 serão insuficientes.
De forma simplificada, se a tireoide está lenta o TSH se eleva, caso ela esteja produzindo T3 e T4 de forma equilibrada o TSH fica dentro dos valores normais.
Além do T3 e T4 a tireoide produz também a Calcitonina, que é um hormônio que reduz os níveis de Cálcio no sangue.

Sinais e sintomas de Hipertireoidismo

Se a produção de T3 e T4 estiver elevada, apresenta-se um quadro de HIPERTIREOIDISMO, no qual os principais sintomas principais são:

  • Agitação acentuada
  • Sudorese aumentada
  • Taquicardia
  • Perda de peso acentuada
  • Olhos saltados

O hipertireoidismo não é comum, é mais prevalente entre os homens.

hipotiroidismo subclínico
hipotireoidismo subclínico

Hipotireoidismo Subclínico, sinais e sintomas 

Caso a produção de T3 e T4 esteja abaixo do normal, a pessoa apresenta HIPOTIREOIDISMO onde os principais sintomas são:

  • Desânimo e falta de energia
  • Depressão sem causa aparente (falta energia mesmo)
  • Irregularidades menstruais
  • Constipação intestinal
  • Queda de cabelo, unhas fracas e quebradiças
  • Pele e cabelos secos
  • Intolerância ao frio (precisa colocar meias para dormir)
  • Elevação dos níveis de colesterol (mesmo com alimentação adequada)
  • Ganho de peso (mesmo com alimentação adequada)
  • Dificuldade para emagrecer (dietas praticamente não funcionam em hipotireoidismo)
  • Diminuição da libido
  • Diminuição da memória e da concentração
  • Metabolismo lento
  • Dores musculares
  • Retenção de líquidos e inchaço

Porque as mulheres têm mais dificuldade para emagrecer do que os homens?

hipotireoidismo é muito mais frequente entre mulheres, mais de 90% dos casos ocorrem em mulheres.
Em grande parte dos indivíduos com sobrepeso, e mesmo pessoas com hipotireoidismo, os exames de função tireoidiana podem estar dentro da normalidade.
Devemos ficar atentos aos casos em que pacientes tenham sintomas clínicos de hipotireoidismo mesmo apresentando TSH, T4 e até T3 dentro dos limites da normalidade. Nestes casos, a clínica pode ser mais importante do que os dados laboratoriais, pois esta pessoa pode estar a caminho de um hipotireoidismo, só que naquele momento, ainda não houve alteração significativa nos exames laboratoriais.
As faixas de normalidade para TSH e T4 já foram alteradas em 2009 nos USA, porém no Brasil ainda continuamos usando os parâmetros antigos. Poucos laboratórios fizeram estas alterações até o momento, e por consequência, muitos casos de hipotireoidismo deixam de ser diagnosticados e tratados.

Como agem os hormônios

É importante saber que a ação de qualquer hormônio, depende de 4 fatores:

  • A produção do hormônio pela glândula
  • O transporte deste hormônio pelo sangue (feito por uma globulina)
  • A ligação e ação no receptor no alvo onde ele irá atuar.

Em tese podemos ter problemas em qualquer um destes fatores. Portanto não devemos simplificar demais as coisas e achar que se os níveis hormonais estiverem Ok, tudo vai estar funcionando perfeitamente. Para a tireoide em especial, isso é muito verdadeiro.

Porque os médicos quase não diagnosticam o Hipotireoidismo Subclínico?

Na prática, nós médicos deixamos de diagnosticar pelo menos 50% dos casos de hipotireoidismo.

A tireoide, do meu ponto de vista, é a glândula mais difícil de ser compreendida. Para se ter uma ideia disso, quando nosso corpo não consegue converter T4 para T3, aumentamos a produção de rT3 (T3 reverso), que tem ação oposta ao T3, isto é, faz com que nosso metabolismo basal se reduza e por consequência ocorre ganho de peso e falta de energia, entre muitas alterações. Resumindo, mesmo com TSH e T4 normais, nosso corpo apresenta um hipotireoidismo funcional, mas não laboratorial.
Casos em que os níveis de T4, T3 e TSH estão dentro da normalidade, porém os sinais e sintomas de hipotireoidismo são evidentes, têm sido diagnosticados como Hipotireoidismo Subclínico. Na prática seria uma situação de pré-hipotireoidismo laboratorial, onde a tireoide está funcionando, porém de forma não otimizada.
Indivíduos com hipotireoidismo subclínico podem apresentar ganhos discretos de peso e dificuldade para emagrecer, sensibilidade ao frio, alterações menstruais entre outros sintomas, dependendo do nível de queda do T4 e T3.

A tireoidite de Hashimoto é a principal causa de hipotireoidismo. Neste caso o nosso sistema imune reconhece a tireoide como uma estrutura estranha e passa a ataca-la.

Outro fator também muito importante, é a carência crônica de iodo na nossa alimentação. O iodo presente no sal de cozinha, é suficiente apenas para evitar o bócio, mas não é suficiente para nutrir todas as nossas necessidades deste mineral.

Os Tratamentos Naturais podem ajudar a tratar o Hipotireoidismo

A hipofunção da tireoide também pode ocorrer por deficiência do Iodo ou por excesso de outras substâncias halógenas como Flúor, Cloro e Bromo em nosso corpo.
Muitos casos de hipotireoidismo podem ser tratados com terapias naturais, como a fitoterapia, Medicina Ortomolecular, a Fitoterapia e a Acupuntura, de forma exclusiva ou em associação com os tratamentos convencionais, com boas chances de sucesso.

 

Dr. Fabio Pisani

 

** Consultas nas áreas de Ortomolecular e Acupuntura são apenas particulares**

 

Site: www.fabiopisani.med.br

 

Medicina Ortomolecular I Acupuntura Médica I Fitoterapia Chinesa

Título pela AMHB de especialização em Homeopatia em 1990

Título pelo CBA de especialização em Acupuntura em 1993 

CRM 43711

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Fabio Pisani, Dezembro 2016
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